Salmos, 105
1. Aleluia. Louvai o Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna.*
1. Aleluia. Louvai o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia é eterna. (ver nota)
2. Quem contará os poderosos feitos do Senhor? Quem poderá apregoar os seus louvores?
2. Quem poderá referir as obras do poder do Senhor, contar todos os seus louvores?
3. Felizes aqueles que observam os preceitos, aqueles que, em todo o tempo, fazem o que é reto.
3. Bem-aventurados os que observam os seus preceitos, que praticam a justiça em todo o tempo.
4. Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro,
4. Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua benevolência para com o teu povo; visita-me com o teu auxílio,
5. para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança.
5. para que me deleite com a felicidade dos teus escolhidos, para que eu goze com o gozo do teu povo, para que me glorie com a tua herança.
6. Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal.
6. Pecámos com os nossos pais, cometemos a iniquidade, procedemos impiamente.
7. Nossos pais, no Egito, não prezaram os vossos milagres, esqueceram a multidão de vossos benefícios e se revoltaram contra o Altíssimo no mar Vermelho.
7. Nossos pais no Egipto não consideraram as tuas maravilhas, não se lembraram da multidão das tuas graças, antes se revoltaram contra o Altíssimo junto do Mar Vermelho.
8. Mas ele os poupou para a honra de seu nome, para tornar patente o seu poder.
8. Mas (o Senhor) salvou-os, por amor do seu nome, para mostrar o seu poder.
9. Ameaçou o mar e ele se tornou seco, e os conduziu por entre as ondas como através de um deserto.
9. Ameaçou o mar Vermelho, e ele secou-se; e conduziu-os por entre as ondas, como por um deserto.
10. Livrou-os das mãos daquele que os odiava, e os salvou do poder inimigo.
10. E salvou-os da mão do que os odiava, livrou-os da mão do inimigo.
11. As águas recobriram seus adversários, nenhum deles escapou.
11. As águas cobriram os seus adversários, não escapou um só deles.
12. Então acreditaram em sua palavra, e cantaram os seus louvores.
12. E deram créditos às suas palavras, cantaram os seus louvores.
13. Depressa, porém, esqueceram suas obras, e não confiaram em seus desígnios.
13. Porém, depressa esqueceram as suas obras, não esperaram a realização do seu desígnio. (ver nota)
14. Entregaram-se à concupiscência no deserto, e tentaram a Deus na solidão.
14. No deserto entregaram-se à concupiscência, e tentaram a Deus na solidão.
15. Ele lhes concedeu o que pediam, mas os feriu de um mal mortal.
15. Concedeu-lhes o que pediam, mas mandou-lhes o esgotamento.
16. Em seus acampamentos invejaram Moisés e Aarão, o eleito do Senhor.
16. Tiveram inveja de Moisés nos acampamentos, e de Aarão, o Santo do Senhor. (ver nota)
17. Abriu-se a terra e tragou Datã, e sepultou os sequazes de Abiram.*
17. Abriu-se a terra e tragou Datan, e sepultou o bando de Abiron.
18. Um fogo devassou as suas tropas e as chamas consumiram os ímpios.
18. E ateou-se fogo contra o bando de ambos: a chama consumiu os iníquos.
19. Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido.
19. Fizeram um bezerro em Horeb e adoraram um ídolo de ouro fundido.
20. Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno.*
20. E trocaram a sua glória pelo simulacro dum touro que come feno.
21. Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito,
21. Esqueceram-se de Deus, que os tinha salvado, que tinha operado prodígios no Egipto,
22. maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho.
22. maravilhas na terra de Cam, coisas terríveis no mar vermelho.
23. Já cogitava em exterminá-los se Moisés, seu eleito, não intercedesse junto dele para impedir que sua cólera os destruísse.
23. (Deus) pensava exterminá-los, se Moisés, seu escolhido, não tivesse intercedido junto dele, a fim de afastar a sua ira, para que não os exterminasse.
24. Depois, eles desprezaram uma terra de delícias, desconfiados de sua palavra.*
24. Desprezaram uma terra desejável, não deram crédito à sua palavra.
25. Em suas tendas se puseram a murmurar, e desobedeceram ao Senhor.
25. Murmuraram nas suas tendas, não obedeceram ao Senhor.
26. Então, com a mão alçada, ele jurou que havia de prostrá-los no deserto
26. (Por isso) jurou-lhes com a mão levantada que os prostraria no deserto,
27. e dispersar sua descendência entre as nações pagãs, disseminando-os por toda a terra.
27. que dispersaria a sua posteridade entre as nações, e os disseminaria por diversos países.
28. Aderiram também ao Baal de Fegor, comeram vítimas oferecidas a deuses sem vida.*
28. E aderiram a Beelfegor e comeram os sacrifícios de deuses mortos.
29. E, provocando-o com seus crimes, uma peste irrompeu entre eles.
29. Provocaram-no com os seus crimes, mas caiu sobre eles um flagelo.
30. Mas levantou-se Fineias para fazer justiça: cessou a peste.
30. Fineias apresentou-se e fez justiça, e cessou o flagelo,
31. Seu zelo lhe foi imputado como mérito, de geração em geração, para sempre.
31. E (este zelo) foi-lhe contado como justiça, por todas as gerações para sempre.
32. Em seguida, irritaram a Deus nas águas de Meriba, e adveio o mal a Moisés por causa deles.*
32. Irritaram-no junto das Aguas de Meriba, e aconteceu mal a Moisés por causa deles,
33. Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios.
33. porque exacerbaram o seu espírito, e ele falou inconsideradamente com os seus lábios.
34. Não exterminaram os povos, como o Senhor lhes havia ordenado,
34. Não exterminaram os povos, que o Senhor lhes tinha mandado.
35. mas se misturaram com as nações pagãs e aprenderam seus costumes.
35. (Pelo contrário) misturaram-se com os gentios, aprenderam as suas acções,
36. Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram um laço para eles.
36. e adoraram as suas estátuas, que se tornaram um laço para eles.
37. Imolaram os seus filhos e suas filhas aos demônios.
37. Imolaram os seus filhos e as suas filhas aos demônios.
38. Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que aos ídolos de Canaã sacrificaram; seu país ficou manchado com esse sangue.
38. Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que imolaram aos ídolos de Canaan. E (assim) a terra ficou profanada com sangue.
39. Eles se contaminaram com homicídios, e se prostituíram com seus crimes.
39. Contaminaram-se com as suas obras, prostituíram-se com os seus crimes.
40. Então se inflamou contra seu povo a cólera divina, e Deus teve aversão de sua herança.
40. (Por isso) incendiou-se o furor do Senhor contra o seu povo, e abominou a sua herança.
41. Ele os entregou nas mãos das nações pagãs, e foram dominados pelos que os odiavam.
41. Entregou-os ao poder dos gentios, e dominaram-nos aqueles que os odiavam.
42. Oprimiram-nos os seus inimigos; foram submetidos ao seu jugo.
42. Os seus inimigos angustiaram-nos, e (eles) foram oprimidos sob a sua mão.
43. Muitas vezes ele os libertou, mas sua conduta o exasperou de tal modo que foram abatidos por causa de suas iniquidades.
43. Muitas vezes Deus os livrou; eles porém irritaram-no com os seus (impios) desígnios, e foram prostrados pelas suas próprias iniquidades.
44. Entretanto, vendo a sua aflição, ouviu-lhes as orações.
44. Todavia (Deus) volveu os olhos para a sua angústia, quando ouviu a sua súplica.
45. Em favor deles lembrou-se de sua aliança, e por sua misericórdia deles se apiedou.
45. Lembrou-se, em favor deles, da sua aliança, teve piedade deles segundo a sua grande misericórdia.
46. E fez com que encontrassem a clemência junto aos que os tinham aprisionado.
46. E conciliou-lhes a misericórdia de todos aqueles que os tinham levado cativos.
47. Salvai-nos, Senhor, nosso Deus, e recolhei-nos de entre as nações, para que possamos celebrar o vosso santo nome e ter a satisfação de vos louvar.
47. Salva-nos, Senhor, nosso Deus, recolhe-nos dentre as nações, para que celebremos o teu santo nome, e nos gloriemos em louvar-te.
48. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, pelos séculos dos séculos! E que todo o povo diga: “Amém!”.*
48. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de século em século. E todo o povo diga: Assim seja! Aleluia!
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