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Ave Maria (comunista) deles

A CNBB arregou! Chega de desconversa

A resposta dos bispos da CNBB às denúncias foi vergonhosa e merece um comentário sério. Neste vídeo há mais denúncias, Lei Seca, Marina Silva e, cráro, muitu forró pro cêis!

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SÉRIE COMPLETA PT NA IGREJA:
1. PT e a Igreja, a “nova” estratégia da esquerda: https://youtu.be/5-hnf-Z9vD8
2. Mais evidência e análise do PT na Igreja: https://youtu.be/qndau1if6CY
3. Dossiê Frei Betto: https://youtu.be/J5afKQlhI2Y
4. Fui injusto quanto ao PT na Igreja: https://youtu.be/4xlAcVQfEvQ
5. O que deveria ser a Campanha da Fraternidade 2018: https://youtu.be/k2_Jc-BOrg0
6. CNBB no banco dos réus: https://youtu.be/fsPy6erjHE8
7. Não desanimem! O bom combate está apenas começando: https://youtu.be/6CfoDJ8dSlY
8. Bispos, MST e dinheiro do PT: https://youtu.be/6y0Id_SHJLI
9. Considerações sobre as notas relacionadas à CNBB: https://youtu.be/pezZ0WkxZIw
10. Quem é o homem mais poderoso na CNBB: https://youtu.be/1kDRQic-Xps
11. Bispo preso, bispo petista, maçonaria e campanha do Lula: https://youtu.be/UFOgbm4ITC4
12.Excomunhão e resposta ao padre Joãozinho, scj: https://youtu.be/5Tebmlp7jC0
13. Prisão de Lula, reunião CNBB e militância: https://youtu.be/AJVdVelTOpI
14. Pérolas da CNBB: https://youtu.be/DxqukzQSR1o
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9 coisas que afastam as pessoas da Igreja, segundo um padre desanimado

de Thoranin Nokyoo, pt.aleteia.org
11 de Abril de 2018 09:27

Um sacerdote fez uma lista das coisas que não funcionam na Igreja; o livro dele virou best-seller na Alemanha

“Depois de 30 anos de serviço, deixo minha atividade como pároco e meu serviço ativo na diocese de Münster. Pedi demissão e abandonei o campo que configurou, durante décadas, meus dias, minha vida, minha pessoa”.

O padre Thomas Frings foi pároco da cidade de Münster, Alemanha. Agora, decidiu deixar a paróquia e passar um tempo de reflexão em um mosteiro. Está desanimado pelo que considera um “esforço inútil” de uma “pastoral esclerosada e inadequada”.

Depois de sua decisão, escreveu o texto Correcciones de ruta! (“Correções de rota!”), que divulgou entre os fiéis, e o livro “Così non posso più fare il parroco”, que esclarece os motivos de sua decisão. O livro está entre os mais vendidos da Alemanha.

Padre Thomas faz uma lista de coisas que não funcionam na Igreja alemã, mas que podem se referir a qualquer outra Igreja do mundo. São problemas que afastam as pessoas e enfraquecem a instituição eclesiástica, deixando-a estranha aos olhos de muitas pessoas:

1) O erro de dessacralizar as igrejas

O sacerdote acredita que é um grande erro dessacralizar lugares de cultos históricos aos quais as comunidades se sentem vinculadas.

“Elas são pontos de referência e lugares de memória, não se pode subvalorizar as igrejas, nem no campo, nem na cidade” – adverte o padre em seu livro. “Por exemplo, na ilha de Mull, na Escócia, há uma aldeia de pescadores encantadora que tem três igrejas. A primeira se transformou em um restaurante, a segunda, em supermercado que vende pizza e papel higiênico. Somente a terceira continua sendo a casa de Deus, embora fique fechada de segunda a sábado”, diz o padre.

“Quantas igrejas teremos que dessacralizar para chegar o momento em que as pessoas já não relacionem mais o edifício com a imagem da casa de Deus?”, provoca o sacerdote.

2) Poucas vocações, muita confusão

Segundo Thomas Frings, uma das figuras que gera mais desconfiança é a do seminarista. Ser sacerdote parece o mesmo que pertencer a empresa complicada, quase titânica. Seja pelos vínculos tão duros, como o celibato e a promessa de obediência, seja porque não é fácil definir o próprio futuro num contexto em que há falta de sacerdotes e de fé.

“Em 1980, comecei a estudar Teologia. Em Münster, éramos 40 seminaristas naquele semestre. Éramos somente a metade em relação a 25 anos atrás. Mas as perspectivas eram boas: 3 postos de capelão em 4 anos, depois pároco. Nas estruturas da época, era algo factível. Quem começa hoje a estudar Teologia, provavelmente já não encontrará esse caminho. Há 30 anos, a estima por esta vocação ainda era muito alta. Não se escolhia ser padre por isso – ao menos normalmente. Mas a perda de consideração certamente não ajuda a estar motivado para isso. (…) Não somos uma empresa. Mas alguém aconselharia um jovem a fazer parte de uma companhia com estas perspectivas e com celibato e promessa de obediência?”, pergunta o padre.

3) Chega de discussões inférteis nos conselhos paroquiais

Outro erro que deixa a Igreja pouco atrativa são as discussões que frequentemente se repetem nos órgãos paroquiais.

“Que impressão teria um não crente ou uma pessoa de outra religião que participasse das discussões dos conselhos paroquiais, em que são negociados os lugares e horários de nossas celebrações? Quando se negocia meia hora antes ou mais tarde para que dê tempo de fazermos o trabalho no jardim, dormir até mais tarde ou assistir a uma partida de futebol? Quando se falam de costumes e comidas, ao invés de discutir o significado da morte e ressurreição de Jesus? (…) Como podem brotar da Missa a luz e a alegria, esperança e convicção, quando ela já não é tão importante quanto um café da manhã mais tarde ou um jogo entre o Colonia e o Bayern de Munich?”, pergunta-se o padre.

4) Mudar sim, mas sem ferir sentimentos

Uma reflexão que o sacerdote alemão repete frequentemente em seu livro é que, hoje, muitos padres não entendem o contexto em que se encontram. Com isso, a distância com os fiéis aumenta.

“Às vezes, participo de celebrações litúrgicas e, ao final delas, me pergunto se eu continuaria indo àquela igreja. Ao final da Missa, me sinto verdadeiramente ‘despedido’, no sentido literal da palavra. Às vezes, mesmo como fiel, saio da celebração eucarística e não sei se deveria me sentir zangado, triste ou até afetado. Nem sempre isso depende do celebrante ou da homilia; geralmente depende do quadro em seu conjunto. Se, por exemplo, querem mudar os costumes e tradições, antes de fazer isso é preciso levar em conta a sensibilidade dos fiéis. (…) Um companheiro contou, visivelmente emocionado, que lhe fizeram uma amável advertência depois de sua primeira Missa na paróquia. Um homem se aproximou dele e disse: ‘Padre, em nossa paróquia é preciso distribuir a comunhão mais devagar. Nós levamos muito tempo para comungar’. A advertência e sua formulação diziam muito da atmosfera que reinava na celebração eucarística e na relação existente entre as pessoas da comunidade. Além disso, aquela advertência caiu em um terreno disposto a recebê-la”, esclarece o Padre Thomas.

5) A promessa batismal não cumprida

“Prometemos educar nosso filho na fé”. Quem já participou de um batizado conhece esta frase. E muitos já a pronunciaram, de forma mais ou menos consciente.

Hoje, a crise da fé, sobretudo entre os mais jovens, deve-se muito à distância das famílias em relação à Igreja, que se recuaram da promessa feita no batismo.

“Encontrei-me, certa vez, com um casal que tinha deixado a Igreja e queria batizar o filho somente para que ele pudesse frequentar, depois, uma escola diocesana. Eu não batizei a criança. Mas os pais encontraram outro padre que, talvez, tenha tido outras boas razões para fazer o batismo”, lamenta o padre.

O sacerdote pensa que uma solução poderia ser a “introdução de um catecumenato mais longo” para pais, padrinhos e madrinhas dos batizandos. “Seria, provavelmente, um caminho, mas só funcionará se todas as paróquias seguirem-no”.

6) Primeira Comunhão? Um show!

Sobre os problemas da cerimônia da Primeira Comunhão, Padre Thomas pega pesado. Hoje, é cada vez mais difícil transmitir às crianças a importância do primeiro “encontro” com o corpo de Cristo.

“Reina em todas as partes um grande nervosismo. O salão é arejado, limpo e enfeitado. Os bancos são reservados e o programa com o desenvolvimento da cerimônia é impresso. Várias bandeirinhas são colocadas no caminho da entrada e na fachada da igreja. Depois, chegam eles, os pequenos protagonistas, por quem se gastam tanto tempo e dinheiro. Eles vão vestidos como se fossem a um antigo e prestigioso Gran Hotel, com roupas e adornos de pequenos adultos”, diz um trecho do livro.

À luz dessas experiências, o Padre Thomas propõe outro modelo de preparação para a comunhão: em uma hora as crianças receberiam a explicação sobre a celebração eucarística, em outra momento ensaiariam a celebração e, no domingo, elas já participariam da celebração. No final, todos seriam convidados a seguir a catequese como preparação posterior (não anterior, como acontece hoje), em forma de grupos, com reuniões e participação na Eucaristia do domingo.

7) Compreensão e ajuda aos casais

O casamento pode ser o momento em que os noivos voltam a encontrar a fé. E para que comecem a viver uma nova vida cristã depois de um período de distanciamento espiritual.

Mas os padres, geralmente, não dão aos noivos a oportunidade de conhecer a fundo o valor do que eles vão celebrar. Para fazer isso, é preciso compreender a história dos que vão receber o sacramento.

“Um dia, veio até mim um jovem casal que havia redescoberto a fé. Eles me contaram isso e também disseram que os membros de suas famílias poderiam participar do casamento, mas não de uma celebração eucarística. Para o casal, era muito importante que a Comunhão fosse dada a todos, mas seus convidados não saberiam o que fazer com ela. No entanto, eles não queriam renunciar à Eucaristia. Por outro lado, não poderiam excluir o resto da família da celebração. A solução foi simples. O matrimônio foi celebrado com a Liturgia da Palavra e, depois, os recém-casados receberam a comunhão em uma Missa, mais tarde”, exemplificou o autor.

8) Mau exemplo

O mau exemplo que os responsáveis pelas instituições dão no que diz respeito ao estilo de vida e à ostentação afasta as pessoas da Igreja. Escreve o Padre Thomas: “antes de administrar o sacramento da confirmação, um bispo quis dialogar em tom amistoso com os confirmandos. Ele pediu para que os crismandos perguntassem tudo o que eles queriam saber sobre um bispo. Ele lhes disse: ‘Sou um de vocês, podem perguntar tudo’. Então, um deles respondeu: ‘Senhor bispo, enquanto o senhor se vestir assim e andar nesse carro com motorista, o senhor não será um de nós’”.

9) Um verdadeiro “centro de serviços” para os fiéis e para os demais

“Se eu vejo a igreja como algo que tenho na minha frente, então posso desejar algo dela, exatamente como o cliente em um restaurante, onde ele é rei”, explica o padre alemão.

“Pode-se argumentar que, na Igreja, fala-se com amor às pessoas e que elas não podem vir com exigências. Efetivamente, isso não deveria acontecer nunca em relação aos sacramentos, mas entre os dois extremos – o pedido e a exigência – há um caminho longo. E quem se aproxima deveria ser bem-vindo”, conclui Thomas Frings.

Pelo fim da “Campanha da Fraternidade” da CNBB

Desde a sua criação no início da década de 1960, a chamada “Campanha da Fraternidade” da CNBB tem sido utilizada para a propagação de agendas político-ideológicas, principalmente de cunho marxista/comunista, e causado enormes estragos na fé dos fiéis. Isso se deve principalmente ao fato de estas campanhas serem veiculadas em um período vital da vida dos fiéis que é o período da Quaresma.

A Quaresma é o momento em que o católico deve analisar sua vida sob o prisma da contrição verdadeira, conversão, e obediência à vontade de Deus, mas a Campanha da Fraternidade, encabeçando temas polêmicos e heréticos tem influenciado a Igreja e prejudicado todos os aspectos espirituais que este período deveria proporcionar aos fiéis e a Igreja.

Em virtude dos últimos acontecimentos relatados pelo senhor  Bernardo P Küster envolvendo a CNBB e sua conduta contrária aos ensinamentos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, pedimos a ajuda do núncio apostólico do Brasil para que este ordene, em nome do Papa, o cancelamento de futuras Campanhas da Fraternidade, de modo que o povo católico possa, livre de qualquer influência política, retornar ao real sentido proposto pela Igreja para o período da Quaresma. Que seja possível então, colher novamente os tão necessários frutos espirituais que Deus nos proporciona quando nos aproximamos dele durante a Quaresma.

Pedimos à todos os católicos que assinem esta petição e divulguem para seus amigos e parentes.

A seguir os dados da Nunciatura Apostólica. Este é  o organismo que representa a Santa Sé no país. Também tem a função de embaixada do Estado do Vaticano. É dirigida pelo Núncio Apostólico.

Endereço – SES – Av. das Nações, Quadra 801 – Lt. 01
CEP 70.401-900 – Brasília (DF)
Caixa Postal: 153 – CEP 70.359-970
Fones: (61) 3223-0794 e 3223-0916 – Fax: (61) 3224-9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

Bispo preso, Bispo petista, Maçonaria e campanha do Lula

O título já diz tudo! Prepare-se para o Domingo de Ramos e a Coleta da Campanha da Fraternidade 2018.

SÉRIE COMPLETA SOBRE PT NA IGREJA
1. PT e a Igreja, a “nova” estratégia da esquerda: https://youtu.be/5-hnf-Z9vD8
2. Mais evidência e análise do PT na Igreja: https://youtu.be/qndau1if6CY
3. Dossiê Frei Betto: https://youtu.be/J5afKQlhI2Y
4. Fui injusto quanto ao PT na Igreja: https://youtu.be/4xlAcVQfEvQ
5. O que deveria ser a Campanha da Fraternidade 2018: https://youtu.be/k2_Jc-BOrg0
6. CNBB no banco dos réus: https://youtu.be/fsPy6erjHE8
7. Não desanimem! O bom combate está apenas começando: https://youtu.be/6CfoDJ8dSlY
8. Bispos, MST e dinheiro do PT: https://youtu.be/6y0Id_SHJLI
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Quem é o home mais poderoso na CNBB

Chegou a hora de você conhecer o bispo Dom Leonardo Ulrich Steiner, que ocupa o principal cargo na CNBB: secretário-geral. Conheça, através deste mini-documentário, suas posições sobre aborto, política, Teologia da Libertação e, acima de tudo, quem foi seu mentor.

Envie sua denúncia para: bernardo.liberdade@gmail.com

1. PT e a Igreja, a “nova” estratégia da esquerda: https://youtu.be/5-hnf-Z9vD8
2. Mais evidência e análise do PT na Igreja: https://youtu.be/qndau1if6CY
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O paradoxo do protestantismo: ser Papa de si mesmo

Autor: José Miguel Arráiz, el 27.06.15 a las 9:46 PM
Fonte: http://infocatolica.com/blog/apologeticamundo.php
Trad.: Carlos Martins Nabeto

Encontrei recentemente no Youtube este debate entre o nosso irmão Christian Huerta, da SemperFiat.com, e um líder evangélico do Ministério Jezreel, chamado Jesús Flores Luevano. O debate, embora bastante longo (estendeu-se por quase 9 horas em duas partes), não deixou de ser interessante:

Eu, que só cheguei a ver as primeiras quatro horas, tive a oportunidade de refletir sobre o problema que enfrento uma vez ou outra vez com irmãos protestantes (não todos) de distintas denominações, isto é, com aqueles que sofrem de uma cegueira tal que lhes faz confundir sua própria mente com a Palavra de Deus ou, inclusive, com o próprio Espírito Santo. Explico-me:

No debate em questão, Christian perguntou ao pastor se ele estava seguro de que a sua interpretação das Escrituras era a correta, enquanto que as [interpretações] dos demais, tanto dos católicos quanto dos outros protestantes eram incorretas, e como ele, Christian, poderia ter certeza disso. A isto seguiu-se uma série de respostas contraditórias, que retornavam para o mesmo ponto, como um círculo vicioso. Eis aqui algumas das respostas do pastor:

– “Tenho a verdade porque Cristo mudou a minha vida e me transformou”.

Ainda que pareça difícil de acreditar, muitas pessoas sentimentalmente associam sua conversão ao fato de “estar na verdade”; pode ser que anteriormente não fossem fiéis praticantes mas, por exemplo, maus católicos, ateus ou agnósticos, e que em um dado momento ouviram a pregação do evangelho em uma comunidade protestante e então sua vida mudou de maneira genuína e positiva. A pessoa neste estado costuma não diferenciar entre a mensagem que verdadeiramente o fez mudar (e que no fundo é católica) dos erros da denominação que o acolheu, assumindo assim que todo o ensinamento que ali recebe é a verdade.

O problema disso é que há muitas pessoas que tiveram uma genuína conversão e sofreram uma mudança positiva na Igreja Católica, em outras comunidades protestantes que têm diferenças doutrinárias com eles e, inclusive, em seitas como os testemunhas de Jeová, adventistas e mórmons. Isso quer dizer que todos estão na verdade em tudo? É claro que não!

– “Tenho a verdade porque vivo em santidade e os meus frutos o demonstram”.

Quanto a isto, o pastor se colocou como exemplo: antes vivia preso ao pecado e agora se considerava livre. Visto que agora é justo e vive em santidade, isso deveria demostrar que está na verdade. O problema aqui é que Christian precisou recordá-lo que se conheceram precisamente porque o pastor reproduzia sem autorização, em seu canal do Youtube, conteúdos protegidos por direitos autorais (o que é uma espécie de roubo). O pastor reconheceu que isso era algo mau, porém o fazia por uma boa causa – moral maquiavélica onde o fim justifica os meios. Quando Christian lhe fez perceber isto, aceitou que não tinha justificativa, porém [afirmou que] a santidade é um processo gradual e ele está nesse caminho.

Mas se o próprio pastor admitiu não ser totalmente santo, qual garantia deve haver de que a sua doutrina é totalmente reta? Existe, por acaso, uma porcentagem de santidade a partir da qual todas as interpretações bíblicas da pessoa se tornam infalíveis? Evidentemente, o pastor tampoco pôde responder satisfatoriamente a estas objeções.

É claro que Christian aqui “lançou” ao pastor a sua própria lógica (redução ao absurdo), porque nós, católicos, não cremos que a sã doutrina esteja sempre vinculada à santidade. Na própria Escritura vemos como havia fariseus hipócritas – a quem Cristo chamava de “sepulcros caiados” – que não estavam no erro, porém bem fundidos ao pecado, e por isso Jesus mandava [seus ouvintes] fazer tudo o que os fariseus mandavam, mas não imitar sua conduta (Mateus 23,2-3). Pode pois haver pessoa bastante comprometida e bem intencionada, mas que esteja também bem equivocada, como os testemunhas de Jeová, que são capazes de deixar morrer seus filhos ao negar-lhes uma transfusão [de sangue], crendo que esta é a vontade de Deus.

Isso sem contar que o argumento em si é bastante presunçoso, porque sob esta ótica, para que o pastor possa demostrar que a sua doutrina é mais sã que a de todos os demais, deve demostrar (e crer) que é mais santo que todos os demais. Ora, costuma ocorrer justamente o inverso: quanto maior a santidade, maior a consciência do pecado e das próprias misérias. A verdade é que quem utiliza este argumento dá indícios de possuir um grave problema de cegueira espiritual.

– “Tenho a verdade porque a minha doutrina está de acordo com a Bíblia”.

Muitas vezes acontece que quando debato com irmãos protestantes eles me perguntem: “Por que vocês não obedecem a Bíblia?”, ao que eu lhes respondo: “Mas quem disse que não?”, ao que me respondem: “A Bíblia”. É aqui que eu lhes mostro o fato de que há milhares de denominações que também afirmam só se basearem na Bíblia, mas que a interpretam de uma forma muito diferente da deles. E se eu digo isto com a esperança de que possam compreender que uma coisa é o que pode dizer a Bíblia e, outra, o que eles entendem que ela diz, na maioria das vezes, entretanto, foi impossível que compreendessem a diferença. Para eles, o que sai do seu pensamento é a voz do Espírito Santo – o que é uma forma de idolatria do próprio juízo.

Tudo, na verdade, se reduz ao subjetivismo individualista e soberbo daquele que crê que todo aquele que não interprete a Bíblia como ele está errado; e, deste modo, ironicamente, discorda da infalibilidade da Igreja enquanto proclama a própria infalibilidade. Um exemplo o temos neste debate, onde o próprio pastor declara ser infalível em questões de doutrina – e precisamente por isso o título deste artigo aponta que no Protestantismo cada um é o seu próprio Papa.

A compreensão católica é radicalmente diferente: não cremos que estamos na verdade porque somos mais santos, ou porque somos mais inteligentes, ou porque temos mais Espírito Santo, ou porque temos uma experiência de conversão mais autêntica… Cremos que estamos na verdade porque pertencemos à única Igreja que Cristo fundou, sobre a qual as forças do inferno não prevalecerão (Mateus 16,19), que está edificada sobre o fundamento e a autoridade dos Apóstolos e de seu mordomo: o legítimo sucessor do Apóstolo Pedro, a quem Cristo confiou o seu rebanho enquanto prometeu estar com a Igreja todos os dias até o fim do mundo.

É o Espírito Santo quem guia a Igreja unida à verdade plena, pois nunca foi do plano de Deus que cada indivíduo tivesse que descobrir e definir toda a doutrina cristã a partir do zero toda hora.

Christian não pôde chegar a nenhum acordo com o pastor evangélico, mas devemos agradecê-lo porque nos deu ocasião de continuarmos aprofundando nestes temas de fé.

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