PARIS, 10 Ago. 07 / 12:00 am (ACI).- Em uma mensagem lida na Catedral de Notre Dame durante as exéquias do Arcebispo Emérito de Paris, Cardeal Jean Marie Lustiger, quem falecesse no dia 5 de agosto aos 80 anos, o Papa Bento XVI destacou que o Cardeal francês convertido do judaísmo é “uma grande figura da Igreja, respeitada por todos“.

Em uma mensagem lida pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Paul Poupard, o Pontífice destacou que o Cardeal Lustiger “suportou pacientemente” sua dolorosa enfermidade “com grande valor, na fé”.

Bento XVI expressou também que, como “pastor apaixonado na busca de Deus e o anúncio do Evangelho” e “homem de grande espiritualidade”, o falecido Arcebispo Emérito de Paris procurou “consolidar a fé e desenvolver o esforço missionários dos fiéis, favorecendo também uma sólida formação dos sacerdotes e laicos”.

“Sua preocupação de fazer presente o Evangelho na vida da sociedade o conduziu a encontrar os homens de nosso tempo, levando a luz dos ensinamentos da Igreja sobre as grandes questões” que interpelam a consciência, prosseguiu a mensagem do Santo Padre.

“Fiel a sua origem (o Cardeal Lustiger) contribuiu que maneira particularmente significativa ao diálogo fraterno entre os cristãos e os judeus“, concluiu a mensagem.

Sobre os funerais, o Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Paul Poupard, manifestou o falecido Arcebispo Emérito de Paris “era uma pessoa de uma só peça, uma pessoa decidida, uma pessoa com uma presença forte também fisicamente, no corpo, no rosto muito aberto, em seus olhos penetrantes”.

“Respirava-se, encontrando-o, antes que falasse, uma presença forte, em que se podia descobrir que vivia como São Paulo: ‘Para mim a vida é Cristo’. Poderia resumir tudo assim. Obstinado por Cristo como São Paulo, em toda sua vida de sacerdote, logo depois de Bispo e Arcebispo de Paris, sempre esteve em Cristo”, prosseguiu.

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O Presidente do Pontifício para a Cultura também disse que o trabalho do diálogo inter-religioso com o judaísmo, foi importante para o Cardeal Lustiger. “Foi um trabalho único”, afirmou. O Cardeal indicou em seguida que o recordado Cardeal “nunca duvidou em dizer uma palavra forte em nome de Cristo, em nome do Evangelho, convertendo-se assim em uma figura mediática, carismática, sempre procurada por todos e escutada com respeito”.

Por outro lado, o Arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, destacou a “personalidade excepcional” de seu predecessor ao que definiu como “mestre espiritual”.

Por sua parte, o Primeiro-ministro francês, François Fillon, comentou em seguida que o Cardeal Lustiger “fez muito pelo diálogo entre as religiões, e também pelo concernente às relações Igreja-Estado“.

Nas exéquias estiveram presentes numerosos cardeais e bispos, assim como também o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, quem interrompeu suas férias nos Estados Unidos para assistir a esta cerimônia.




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