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Meios de comunicação: vantagem ou perigo para vida consagrada?

Por Carmen Elena Villa

ROMA, terça-feira, 24 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Os meios de comunicação são formadores ou deformadores de consciências? Favorecem ou prejudicam a vida em comunidade das pessoas consagradas? Estas perguntas foram debatidas e analisadas no congresso: “Uso e abuso dos meios de comunicação na vida consagrada”, realizado no último final de semana no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, da cidade de Roma.

Religiosas e consagradas, representantes de dezenas de comunidades femininas, procedentes de 4 continentes – a mais jovem tinha 24 anos e a mais velha, 77 –, expuseram seus interrogantes sobre como usar melhor os meios de comunicação.

Trata-se de “favorecer o diálogo com o mundo da cultura, sem que isso represente um perigo para a vida consagrada, entendendo que estes cada vez apresentam, de maneira mais explícita, valores alterados que podem atentar contra os conselhos evangélicos”.

A irmã Nicla Spezzati, em uma conferência intitulada “A vida fraterna à intempérie mediática”, destacou como, cada vez mais, a mídia procura despertar sensações, mais do que formar consciências ou gerar opiniões.

“É necessário cultivar a atitude crítica diante do que nos cerca”, sem “demonizar” nem exaltar, mas dando o peso justo ao que a mídia oferece.

A religiosa afirmou que a mídia não pode preencher os vazios afetivos que podem ser vividos na vida religiosa. Advertiu também sobre os perigos que alguns meios como o facebookskype, uso do celular (sms) podem causar à vida comunitária. Para isso, disse, é necessária uma comunidade bem constituída, na qual se viva claramente o ágape fraterno.

Mídia e votos

Por outro lado, Marcela Lombardi, consagrada do Movimento Regnum Christi, falou de como a mídia pode representar um perigo para a vivência da obediência, da pobreza e da castidade, se o usuário não faz uma leitura crítica e não vive de maneira consistente e fiel a sua vocação.

Indicou que é fundamental para uma pessoa consagrada “não fugir da realidade navegando na internet; aceitar que as relações pessoais são, em primeiro lugar, com a irmã de comunidade”.

Advertiu também como a mídia pode criar “necessidades”, que representam uma tentação contra o voto de pobreza.

Para isso, disse que é fundamental que cada consagrada faça um exame de consciência: “Sobre as últimas coisas que comprei ou pedi à minha superiora: com que critério o fiz? São necessidades reais ou caprichos?”.

Quanto à obediência, a consagrada afirmou que a mídia apresenta muitas vezes a figura de autoridade como um mero cargo de poder e não como um lugar de serviço à comunidade. “A autoridade é vista como algo que nos oprime. Por isso, a pessoa acaba achando que deve se rebelar e não obedecer.”

“A pessoa consagrada entregou sua liberdade nas mãos de Deus porque Ele pode dispor dela como bem entender. E o faz através de instrumentos humanos.”

Indicou a importância de “não nos deixarmos fascinar pelo que provoca uma sensação imediata, mas não leva a uma verdadeira riqueza espiritual”.

Olhar positivo

A última conferência do encontro esteve a cargo da escritora e também consagrada do Regnum Christi Ángeles Conde, sobre os novos areópagos e o uso adequado dos meios de comunicação. “Assim como a primeira geração de cristãos se esforçou por encontrar o ambiente pagão e romano, nós temos de nos esforçar por encontrar uma cultura por parte dos meios modernos.”

Recordou que os romanos eram pagãos e tinham uma moral muito difícil de mudar. Com o esquema de ver-julgar-agir, Conde fez um percorrido por diferentes sites católicos que procuram evangelizar e oferecer instrumentos de formação através dos novos meios.

Assim, apresentou-se neste evento acadêmico uma atitude crítica e ao mesmo tempo positiva com relação aos meios de comunicação, que podem ser um caminho, mais que um obstáculo, para construir laços de fraternidade nas comunidades e evangelizar as novas realidades.

O "Paganismo" da Igreja Católica

Por: Greg Oatis
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: http://www.veritatis.com.br/

Certa gente sustenta que a Igreja Católica não foi fundada por Jesus Cristo, tratando-se muito mais de um culto pagão com laços que a unem com a antiga Babilônia. Esta idéia ganhou ampla difusão através de um livro intitulado “As Duas Babilônias”, publicado na Inglaterra por Alexander Hislop, em 1858, o qual pretendia estabelecer um paralelo entre os ensinamentos e práticas do Catolicismo com a religião mistérica praticada na citada Babilônia. No entanto, a metodologia usada pelo autor do livro, um ministro protestante sem qualquer formação séria, foi descartada e denunciada como falsa a partir do ponto de vista racional e histórico.

“E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres” (Apocalipse 17,1-7).

Esta passagem bíblica é usada freqüentemente para “provar” que a Igreja Católica é a “prostituta da Babilônia” descrita por São João em sua visão. Tal interpretação não é apenas errônea mas também impossível de ser reconciliada com a História. É óbvio, para quem estuda as Escrituras seriamente, que São João está se referindo a Roma como “a Grande Prostituta”, já que Roma e Babilônia foram as únicas duas potências do mundo a quem Deus permitiu assolar Jerusalém, levando seu povo cativo ao exílio. Tanto escritos judaicos quanto cristãos têm comparado Roma com a antiga Babilônia, já que ambas subjugaram Israel, destruíram o Grande Templo e assolaram Jerusalém.

Um conhecido promotor das interpretações de Hislop, Ralph Woodrow, seguindo o mesmo caminho, chegou a escrever outro livro, chamado “Babilônia: a Religião dos Mistérios”. Anos depois, Woodrow precisou rejeitar o método que havia aprendido de Hislop, quando eruditos de seu próprio grupo protestante lhe apontaram seus graves erros e sua falta de erudição. Em 1997, Woodrow publicou uma retratação, “Conexão Babilônia?”, na qual expõe os pontos de partida essencialmente equivocados das teorias originais do religioso fundamentalista escocês. Para ilustrar o tipo de lógica defeituosa em questão, Woodrow usa os mesmíssimos métodos de Hislop para “demonstrar” uma teoria disparatada: que uma certa cadeia de restaurantes de fast-food tinha sua origem na Babilônia. Citemos:

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