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Desde quando a Igreja começou a usar o nome de Católica?

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O adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja. Em grego, katholikos (καθολικός) quer dizer aquilo que é conforme o todo. Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.

O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:

“Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes.”

Onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica, segundo Santo Inácio. Mas, essa palavra era usada também em outro sentido, por exemplo, São Justino quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas. O termo se aplicava também à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio.

A partir do século IV, com o surgimento de várias heresias, um outro sentido foi dado à palavra católica. São Cirilo de Jerusalém para comparar a fé ortodoxa com a fé herética, usa o termo fé católica. Ou seja, a verdadeira fé aceita a totalidade das verdades reveladas, enquanto que a fé herética escolhe aquilo em que quer acreditar, selecionando o que mais lhe convém e rejeitando os demais conteúdos da fé.

Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que inclui todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que inclui toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos. Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.

Também houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo católica. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica e, ao mesmo tempo, romana. Contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo foi salientar que a Igreja somente é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa estiver incluído nela.

Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja.

Só há uma Igreja de Cristo e essa Igreja é una, católica e apostólica. Faz parte da natureza da Igreja ser católica. Sendo assim, não se pode aceitar o significado confessional da palavra católico, pois ela não designa um ramo dos cristianismo. A fé cristã é católica por definição e não há outro verdadeiro cristianismo que não o católico. Por isso, como nas colunatas de Bernini na Praça de São Pedro, a Igreja abraça a fé na sua integridade e acolhe como mãe os católicos do mundo todo que vão em peregrinação até aquela praça, ver o Sucessor de Pedro.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

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Assassinato da liturgia católica: o Pai-Nosso modificado

O Pai-Nosso é a oração perfeita: eis um pensamento unânime entre todos os cristãos. Quem teria a empáfia de propor alterações em uma oração composta pelo próprio Deus Encarnado? Ninguém… A não ser algumas centenas de padres pelo Brasil afora!

Já virou modinha em diversas igrejas a substituição, na Missa, da oração do Pai Nosso por versões dessa mesma oração. As versões mais populares são:

Não há mal algum em compor músicas com versos inspirados no Pai-Nosso, sem necessariamente manter as palavras originais da oração. O problema é quando essas músicas são inseridas na Missa, substituindo o Pai-Nosso tradicional. Isso é um abuso litúrgico grave! Ou, nas palavras de Dom José Francisco Falcão, é um “assassinato da liturgia católica”:

Dom José Francisco Falcão de Barros é bispo Titular de Augurus e auxiliar do ordinariado militar do Brasil.

A oração do Pai-Nosso pode ser cantada? Pode, desde que os versos sejam fiéis à oração tradicional do Pai-Nosso, sem NENHUMA alteração. No vídeo abaixo, vemos São João Paulo II cantando essa oração. Lindo!!!

O Pai-Nosso do Padre Marcelo é muito bonito, mas em hipótese alguma pode substituir o Pai-Nosso tradicional; a letra tem alterações discretas, mas muito relevantes, como o trecho em que se pede que o Pai perdoe os nossos pecados “de um modo maior com que perdoamos”. Ora, Jesus disse mais de uma vez que seremos julgados com a mesma medida que julgarmos o próximo, e que seremos perdoados da mesma forma – e não de um modo maior – com que perdoamos quem nos ofendeu.

Com uma melodia ótima, tirada da canção “Sound of the silence”, de Paul Simon & Garfunkel, o “Pai Nosso Tu que estás” tem uma letra bacana. Podemos cantarolar essa música o dia inteiro, mas não para substituir o Pai-Nosso na Missa. Mais uma vez, o texto não apresenta a oração do Pai-Nosso, e sim de uma versão. O mesmo vale para a bela composição do Pe. Zezinho.

Já o “Pai-Nosso dos Mártires” não passa de uma tentativa lamentável de misturar água e óleo, ou seja, cristianismo com ideologia marxista. Vade retro, Satanás! Sobre essa infeliz versão do Pai-Nosso, é interessante a reflexão do blog Deus lo Vult! (clique aqui).

O que tem que ficar claro é que, na sagrada liturgia, não se deve inventar: tem que ser fiel ao Missal Romano e às palavras de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Fonte: O Catequista

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Católicos e eleições: vote em seu Malvado Favorito

Muitos católicos (infelizmente, não todos) estão conscientes de que o socialismo é uma ideologia demoníaca, sendo COMPLETAMENTE INCOMPATÍVEL com o cristianismo. E aí… nessas eleições, como a gente faz? Como o socialismo no Brasil é uma epidemia, praticamente não temos opções de candidatos não socialistas para votar!

Sei que muita gente está planejando tomar uma dose de Desmaiol na noite da véspera das eleições, e só sair da cama no dia seguinte quando a votação estiver encerrada. Não faça isso! Escolha um candidato socialista para chamar de seu (blérgh!), respire fundo e saia pra votar.

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“Se você tem uma situação em que você não sabe absolutamente se escolhe entre SATANÁS, BELZEBU ou LÚCIFER, o que eu devo dizer é que o voto nulo e o voto em branco não resolvem, só facilitam a vida deles. ‘Ah, mas como eu vou votar numa pessoa com a qual eu não concordo em tudo?’. Não é um casamento, não se preocupe. Se realmente não tem opção, você toma um Engov e vota no menos pior”.

– Padre Paulo Ricardo. Fonte: vídeo (a partir de 2:06)

Eu sei, eu sei… Dez papas – DEZ!!! – ensinaram que o comunismo é anticristão, e o condenaram severamente. Aviso aos ingênuos vermelhinhos de plantão: sim, essa condenação certamente inclui o que vocês chamam de “socialismo moderado” ou “socialismo democrático” (se você acha grotesca a ideia de um partido “nazista moderado” ou “nazista democrático”, por coerência, deveria seguir a mesma linha de raciocínio em relação ao socialismo).

Portanto, mesmo os candidatos socialistas que dizem respeitar a propriedade privada e a democracia não devem receber jamais o apoio dos católicos. É o que ensinou o Papa Pio XI:

“E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? Eis uma dúvida, que a muitos traz suspensos. (…)

Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “ação”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã.”

– Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno

Depois, São João XXIII, o Papa que deu início ao Concílio Vaticano II, confirmou o que disse Pio XI:

“Entre comunismo e cristianismo, o pontífice declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado“.

– São João XXIII, Encíclica Mater et Magistra

Diante disso, alguns leitores têm nos questionado: “Votar em candidato socialista dá excomunhão automática?”. Vamos lá…

Em 1959, o Papa São João XXIII aprovou uma declaração do Santo Ofício que deixava claro que os católicos não devem votar em políticos e partidos comunistas.

São João XXIII reafirmou o que Pio XII já havia decretado antes: os fiéis que prestam apoio a partidos comunistas – mesmo conscientes de que, assim, estão contrariando frontalmente a doutrina católica – pecam gravemente e não devem receber os sacramentos (isso inclui, obviamente, a Sagrada Comunhão). Isso vale mesmo quando os partidos ou candidatos em questão digam que não são contrários à doutrina católica, ou até mesmo quando se dizem “socialistas e cristãos”.

Pergunta:

Se é lícito aos cidadãos católicos, na eleição dos representantes do povo, dar o voto àqueles partidos ou candidatos que, ainda que não professem princípios contrários à doutrina católica, e se atribuem inclusive o nome cristão, de fato sem embargo se associam aos comunistas e os favorecem com seu modo de atuar.

Resposta (confirmada pelo Papa João XXIII, em 2 de abril):

Não, segundo a norma do Decreto do S. Ofício de 1 de julho de 1949, n.1.

Fonte: Site do Vaticano. AAS 41 (1949) e AAS 51 (1959)

Em primeiro lugar, que fique claro: uma pessoa que segue e professa doutrina comunista é APÓSTATA (apostasia é o abandono da fé católica) e está, SIM, automaticamente excomungada.

Essa pena de excomunhão por apostasia ainda vigora na Igreja, como o Padre Paulo Ricardo explica neste vídeo aqui. Porém, a maioria dos católicos não faz a menor ideia do que seja socialismo/comunismo, nem tampouco sabe que a Igreja condena essa filosofia (não é um sistema econômico, é uma filosofia). Então, a ignorância salva muitas pessoas da excomunhão.

Portanto, a resposta à pergunta dos nossos leitores é…

…SIM, a pessoa é automaticamente excomungada se, mesmo depois de ter sido devidamente alertada sobre a doutrina da Igreja, teima em aprovar o comunismo/socialismo e dá apoio a candidatos socialistas, inclusive com seu voto. Essa pessoa é comunista e, portanto, apóstata.

…NÃO, a pessoa não peca de modo algum nem é excomungada se rejeita sinceramente o socialismo, mas vota em socialistas quando não há opção.

...NÃO, a pessoa não peca nem é excomungada se, por desconhecer os males do socialismo e a doutrina da Igreja acerca disso, vota e apoia socialistas.

O socialismo na América Latina é “modinha”, pois as massas têm a ideia tosca de que só a esquerda se importa em melhorar as condições de vida dos mais pobres. Assim, muitos políticos e partidos se declaram socialistas sem o serem de fato, só pra tirar ondinha de “defenssô dus póbi”.

Nos tempos de Pio XII e de São João XXIII havia opções de direita, o que praticamente não há no Brasil. Pensem nos nossos presidenciáveis: alguns são socialistas mais identificados com o modelo de Cuba e Venezuela, outros pertencem ao Foro de São Paulo (entidade de esquerda criada por Lula e Fidel, que abriga organizações terroristas), outros são socialistas fabianos, mais identificados com o modelo europeu (a chamada “Terceira Via”). Então, só resta ao povo católico tentar votar no “mênus pió”!

Nesse cenário bizonho, para escolher nosso candidato, vamos considerar: qual deles pertence a um partido menos agressivo no avanço da implementação dos ideais socialistas? Qual candidato/partido pode dar mais tempo para os cristãos se organizarem e reagirem ao seu veneno?

Analise com “carinho” em qual capiroto candidato é mais interessante votar. Escolha bem o seu malvado favorito!

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Fonte: O Catequista

SINISE

Ator Gary Sinise testemunha sua conversão ao catolicismo

Gary Sinise – ator, diretor, baixista, patriota, filantropo e convertido ao catolicismo – foi um convidado surpresa na convenção anual da fraternidade católica Knights of Columbus (1) em Orlando no início deste mês.

Talvez a pessoa que estava mais surpresa por ele ter estado lá pode ter sido o próprio Gary Sinise. Ele confessou que “ele e sua família não faziam parte de qualquer religião” até que sua esposa voltou para as abandonadas raízes católicas de sua mãe, em 2000, e ele posteriormente caminhou lentamente para a sua Crisma em 2010.

Ele contou sobre o seu choque inicial e o posterior apoio a decisão de sua esposa em uma entrevista há alguns anos. Ele estava filmando na Carolina do Norte, quando sua esposa, Moira, e três crianças vieram para uma visita, e neste mesmo tempo um furacão estava a caminho daquele lugar. Ao descobrir que os voos seriam cancelados, ele alugou um carro e levou-os em direção a Charlotte através de ventos fortes, pancadas de chuva e muitos relâmpagos. Em um momento da viagem Moira se voltou para ele e anunciou que quando ela voltasse para Chicago, ela estaria voltando para a Igreja Católica e as crianças iriam frequentar escolas católicas. Ele estava chocado e não muito feliz com a decisão. Pois o único conhecimento que ele tinha de escolas católicas eram as histórias terríveis que dois amigos haviam lhe contado. Então ele disse algo como: “Não! Você está louca? “

Mas Moira fez como ela planejava, e se matriculou na Catequese para adultos e matriculou os filhos na escola católica. Dois anos mais tarde, na Vigília Pascal, ela entrou na Igreja. Nesse meio tempo, a escola acabou por ser o oposto do que Gary esperava. Ele descobriu que era um ótimo ambiente e se tornou um grande defensor destas escolas. Depois disso passaram-se ainda dez anos até que ele se convertesse ao catolicismo, mas foram 10 anos de uma lenta conversão e cheios de atividades beneficentes.

SINISE

Durante a convenção Gary Sinise contou a sua história e como pouco depois do 11/09, ele foi “convidado como uma celebridade” para entreter os socorristas e foi assim que conheceu a história de heróis como Padre Mychal Judge, um capelão para o Corpo de Bombeiros de NY, que morreu ao ajudar as vítimas dos ataques as torres gêmeas.

Em 2003, Sinise foi o co-fundador da “Operação Crianças Iraquianas”, que em nove anos apoiou o trabalho das tropas americanas na coleta e doação de material escolar e uniformes para as crianças cujas escolas foram reconstruídas pelas tropas. Estas doações incluíram 358.763 kits de material escolar, milhares de caixas com bichos de pelúcia, sapatos e equipamentos esportivos, e outras centenas de caixas com sapatos, roupas, acessórios, alimentos, itens de higiene e brinquedos.

A banda de Gary Sinise, “Lt.Dan Band”, realizou 50 tours e 119 concertos para as tropas americanas, organizados pela USO (2), e foi durante estes shows que Sinise tornou-se apaixonado por ajudar os veteranos americanos feridos. Assim, a fundação que leva o seu nome iniciou um programa chamado “Restauração da independência e apoio a capacitação” (RISE), onde o objetivo principal  é construir “casas inteligentes” para os veteranos que foram mais gravemente feridos.

Em parceria com a fraternidade Knights of Columbus, um ex-soldado de infantaria do Exército que perdeu as duas pernas e um braço na explosão de uma estrada no Afeganistão, pode mudar-se para uma nova casa high-tech com a esposa.

Durante a convenção Sinise agradeceu a colaboração das pessoas ligadas a fraternidade e por seus anos de “trabalho de caridade incrivelmente generoso, volumoso e missionário.”

Susan E. Wills (Editora da Aleteia em inglês)

(1) Knights of Columbus = Fraternidade católica fundada nos EUA pelo Padre Michael J. McGivney em 1881
(2) USO = Organizações do Serviço Americano, é uma entidade sem fins lucrativos, que organiza programas, serviços e também famosa por realizar eventos de entretenimento para tropas militares e suas famílias

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Fonte: comshalon.org

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3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

“Então, cara…”, comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. “Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?”.

Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: “Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?”.

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca tinham me feito perguntas desse tipo. Ficamos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Atos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!

Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.

Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenômeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o cristianismo.

Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injetada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.

Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma ótima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiologista, mas acho que você entendeu a ideia.

É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?

O que acontece quando o cristianismo se reduz a “uma doença que já vimos antes”?

Uma vacina contra a Verdade

Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:

“Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é”.

Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.

Vou destacar três das mais insidiosas “falsificações” do cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o cristianismo por inteiro. Precisamos acabar com elas.

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

1. “Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O cristianismo é simplesmente uma fantasia”.

Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Michelangelo pintou Deus desse jeito na sua famosa “Criação”.

Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Michelangelo era muito menos uma descrição literal do que um “comentário visual” sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.

Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.

“Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar” (Frank Sheed).

2. “O ponto central do cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião”.

Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do cristianismo, a resposta mais comum é esta: “ser uma boa pessoa”.

Se esta fosse a verdadeira mensagem do cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser “uma boa pessoa”?

Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.

“Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor” (G.K. Chesterton).

3. “Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso”.

Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.

Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!

“A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores” (Abigail Van Buren).

O remédio: redescobrir o mistério

Citei três das maiores mentiras sobre o cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.

Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do “eu já vi isso antes”. Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de “desvacinação”:

1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergarem que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.

2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.

3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!

Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas “moles” da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?

Fonte: Aleteia

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Míssil atinge a única paróquia católica na Faixa de Gaza

ROMA, 30 Jul. 14 / 02:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- A paróquia da Sagrada Família, a única presença católica na Faixa de Gaza e que é dirigida pelo sacerdote argentino Jorge Hernández, foi destruída parcialmente por um míssil durante um bombardeio israelense na segunda-feira passada.

Conforme se informou, além do Pe. Hernández, na paróquia há três religiosas das Irmãs da Madre Teresa que atendem 29 crianças deficientes e nove idosas.

Na terça-feira, em declarações à agência Fides, o sacerdote indicou que o alvo do bombardeio era uma casa a poucos metros da paróquia e que foi completamente destruída. Entretanto, o ataque israelense também destruiu parcialmente a escola paroquial adjacente ao templo, a casa do pároco e alguns locais utilizados pela pequena comunidade.

“Tivemos uma noite difícil, mas estamos aqui. Esta guerra é absurda”, disse o Pe. Hernández. “Depois de destruir o bairro Shujayeh, o ataque israelense agora se dirige ao bairro de Zeitun. Tudo acontece ao nosso redor. Os milicianos do Hamas continuam disparando mísseis e logo se escondem nos becos. E não podemos fazer absolutamente nada. Não podemos evacuar, porque com as crianças é impossível. Suas famílias vivem por aqui. E pode ser mais perigoso sair que ficar aqui. Tentamos permanecer nos lugares mais seguros, sempre na parte baixa”, relatou.

Na segunda-feira, 28, o exército israelense enviou mensagens de texto aos moradores do conglomerado al-Zeitun, onde se encontra a paróquia católica e a paróquia ortodoxa, para que abandonem as casas antes do bombardeio. Muitos vizinhos fugiram, mas esse não foi o destino dos refugiados que há dias permanecem no edifício paroquial.

A Igreja Católica construiu a civilização

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