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Preservativo promove promiscuidade e gera mais contagio de AIDS, diz Bispo africano

VATICANO, 15 Out. 09 / 12:02 am (ACI).- Em sua intervenção no Sínodo dos Bispos da África que se realiza no Vaticano, o Bispo de Capra e Vigário Apostólico do Rundu (Namíbia), Dom Joseph Shpandeni Shikongo, explicou que o preservativo difunde uma “visão secular e relativista da sexualidade” e faz que “a promiscuidade seja promovida” incrementando o contágio da AIDS.

Ao falar da experiência sanitária na Namíbia, o Prelado explicou que embora a Igreja neste país faz o possível por promover a abstinência na luta contra este mau, seus esforços são insuficientes diante o programa do governo “que está muito melhor financiado, tem consultores estrangeiros e a possibilidade de usar os meios de comunicação nacional: televisão, rádio e jornais. Então tem uma maior influencia com respeito a nós”.

Assim, prosseguiu o Bispo, “difunde-se uma visão secular e relativista da sexualidade. Para eles (o governo) a primeira preocupação é a prevenção do contágio e o principal meio prático para evitá-lo é o preservativo: assim se promove uma confiança pouco realista na eficácia do mesmo”.

“A ineficácia deste meio –explicou– é de propósito ignorada ou explicada de maneira vaga. Deste modo, a promiscuidade é promovida, e isto é o que gera o maior número de contágios”.

“Papa tem razão: Aids não se detém com o preservativo”

Entrevista aos doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni

Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Suscitaram polêmica as declarações do cardeal de Gana, Peter Kodwo Appiah Turkson, a respeito do uso do preservativo entre um casal no qual um dos dois tem Aids.

Respondendo às perguntas de um jornalista, o relator geral do Sínodo dos Bispos para a África explicou que é mais eficaz investir em fármacos antirretrovirais que em preservativos para conter a propagação da Aids.

A resposta reabriu o debate sobre o uso dos preservativos como técnica para combater a expansão do HIV.

Sobre a questão já se havia expressado o Papa Bento XVI e se desencadeou uma tormenta nos meios de comunicação.

Para tentar compreender quais são os argumentos que subjazem ao debate e que parecem implicar tantos interesses, ZENIT entrevistou os doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni, o primeiro médico e o outro professor de Bioética e jornalista de Sat2000, condutor do programa “2030 entre ciência e consciência”, que acabam de entregar ao editor o livro em italiano Il Papa ha ragione! L’Aids non se ferma con il condom (Fede & Cultura).

– O que pensam das declarações do cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson com respeito ao uso de preservativo?

– Puccetti: Ao ler os jornais, fiquei surpreso, mas logo li a transcrição da intervenção do cardeal e então compreendi que se tratava de mais um caso de distorção da mensagem. O cardeal, em primeiro lugar, não se deteve em uma avaliação moral da questão; ao mesmo tempo, através de suas declarações, não se afastou para nada do constante ensinamento moral da Igreja.

O cardeal reconhece, como é lógico, que junto aos fármacos antirretrovirais, o uso do preservativo se opõe à propagação da Aids nos casos em que não se recorre à abstinência e à fidelidade. Está-se falando portanto de tudo que teoricamente pode ser utilizado.

O cardeal fala da experiência dos centros de saúde de Gana e da Igreja Católica, segundo os quais nas famílias nas quais se propôs o preservativo, este funcionou só se estavam decididas a manter a fidelidade. O cardeal recordou que, também no caso de pessoas sorodiscordantes, o recurso ao preservativo é fonte de uma falsa segurança, agravada pelo fato de confiar em uma manufatura.

Quando o presidente de Uganda deu luz verde à estratégia ABC (Abstinence, Be faithful, Condom) que se revelou muito eficaz em combater a epidemia da Aids e que logo foi tomada como modelo com igual êxito em outros países africanos, dizia coisas bastante similares ao que disse o cardeal: a vida não pode ser colocada em jogo confiando-a a uma fina capa de látex.

– Mas o preservativo serve ou não para deter a Aids?

– Puccetti: Não é fácil responder de forma taxativa, mas se tenho que dizer se o preservativo serve para deter a Aids nas epidemias generalizadas, a resposta que posso dar segundo o corpo de conhecimentos científicos disponíveis é “não”.

Para que pudesse funcionar, o homem deveria ser não muito diferente que um rato em uma jaula à qual antes de cada cópula alguém dosa o preservativo. Nesse caso, o preservativo poderia ser útil.

Mas como o homem não é um rato, não vive em jaulas e não há profissionais dispostos a dosar-lhe o preservativo, não há que surpreender-se de que a eficácia teórica não aconteça na vida real.

– Por que decidiram escrever um livro sobre este tema?

– Cavoni: Este livro nasce de uma triste constatação, a de que com frequência a informação fala de fatos que não conhece e, também, os deforma. É o que aconteceu durante a primeira visita do Papa à África em março deste ano.

O livro nasce desta tristeza e, também, da raiva de ver pisoteados os princípios fundamentais de uma correta informação. Ao mesmo tempo, parecia-nos necessário dar a conhecer ao público os fatos assim como sucederam e, de algum modo, abrir os olhos da opinião pública, de modo que não tome como ouro fino torpes instrumentalizações, perpetradas por motivos ideológicos, por superficialidades, ou por ambos fatores.

– Quais os argumentos para dizer que o Papa tinha razão?

– Puccetti: O livro está articulado em duas partes. Na primeira, reconstruiu-se com fidelidade absoluta o trabalho de descrição das declarações do Santo Padre; da leitura do livro se faz sumamente evidente a progressiva distorção da mensagem realizada com adendos, omissões, substituições. Logo, transcrevemos, como fazem vocês com as do cardeal Turkson, as palavras exatas do Papa ao jornalista francês que fez a pergunta sobre o preservativo. Na segunda parte do livro, resumimos o melhor que pudemos o panorama de conhecimento oferecido pela literatura científica internacional enquanto a aplicação clínica da prevenção mediante a promoção do uso do preservativo.

Dedicamos especial atenção aos números, porque consideramos que podem ser uma base de discussão compartilhada à margem da orientação religiosa.

Quando um interlocutor meu se mostra surpreso se declarações de eminentes cientistas confirmam o que diz o Papa, não posso senão deduzir disso o escasso conhecimento dos dados que no curso dos anos se sedimentaram e da amplitude das vozes que, em revistas internacionais como The Lancet ou o British Medical Journal, replicaram aos editoriais daquelas mesmas revistas.

– Por que tanto clamor pelas palavras do Papa e como se produziu a desinformação?

– Cavoni: Todos os maiores jornais nacionais e internacionais se lançaram, direta ou indiretamente, contra o pontífice, réu de ter dito que os preservativos não resolvem os problemas da África e sim, os agravam. As críticas se acentuaram logo no momento em que chegaram as observações, mais ferozes, por parte de vários expoentes de governos europeus e inclusive a resolução do Parlamento belga que pedia ao Papa que desmentisse o afirmado.

A questão é que quem toma posições tão fortes, se presume que saiba o que disse em verdade o Papa; e ao contrário não foi assim: todos falavam mas pouco haviam escutado. Tanto é assim que, em um segundo momento, muitos cientistas confirmaram os conceitos expressados por Bento XVI.

Temos de pensar que, para muitas pessoas, a primeira e única fonte de informação, ou de simples conhecimento da realidade circundante, está determinada por jornais e telejornais. Está vigente ainda, em suma, o clássico “foi dito no telejornal”, ou o “li no jornal”, e isto para confirmar a veracidade do que se soube.

Os meios de informação adquirem um princípio de autoridade potentíssimo. Se portanto as coisas, os fatos, as notícias apresentadas se baseiam em reconstruções parciais, o leitor receberá em presente uma leitura da realidade deformada, que não corresponde à verdade. Com esta técnica se pode inclusive criar uma realidade virtual paralela à real.

Se eu, devendo informar sobre as palavras do Papa, e comentá-las, não o escuto e não reproduzo corretamente, corro o risco de comentar algo que não se disse ou se disse de modo substancialmente diferente.

O problema das fontes jornalísticas, que devem ser acessíveis, etc, das que se fala tanto nestas semanas, não vale apenas, para as atas públicas das fiscalização, mas para o abc do jornalismo: ser testemunha de tudo o que se dispõe a descrever.

Não estamos falando de uma nebulosa objetividade, de imparcialidade; não, estamos falando do fato de que devo estar presente no cenário do fato que descrevo. E se isto não é possível, visto que no caso específico, não todos os jornalistas podem estar no séquito do pontífice, quando menos me permito voltar a escutar, palavra por palavra, o que de verdade disse o Papa e por que o disse.

Ao contrário, muitos se fiaram do que haviam ouvido dizer, de um primeiro texto, incorreto. O resto é história comum de desinformação.

"O Papa está certo", diz autoridade mundial no combate à AIDS

“Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África.”

Esta é a afirmação do médico e antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.

Na terça-feira, 17 de março, em entrevista concedida a jornalistas no avião papal rumo à África, Bento XVI afirmou que a AIDS não vai ser controlada somente com a distribuição de preservativos. Para o Pontífice, a solução é “humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento”. Por estas declarações, o Papa foi alvo de críticas.

Dr.  Edward Green,  com 30 anos de experiência na luta contra a AIDS, tratou do assunto no site National Review Online (NRO) e foi entrevistado no Ilsuodiario.net.

O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais. “Abstinência entre jovens é também um fator, obviamente. Se as pessoas começam a fazer sexo na idade adulta, elas terminam por ter menor número de parceiros durante a vida e diminuem as chances de infecção por HIV”, explica.

Green também aponta que quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, como os preservativos, corre mais riscos do que aquele que não a usa. “O que nós vemos, de fato, é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento dos índices de infecção. Não sabemos todas as razões para isto. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação'”.

O médico também afirma que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e camisinha – somente em último caso), que está em funcionamento em Uganda, mostra-se eficiente para diminuir a contaminação.

O governo de Uganda informa que conseguiu reduzir de 30% para 7% o percentual de contaminação por HIV com uma política de estímulo à abstinência sexual dos solteiros e à fidelidade entre os casados. O uso de camisinhas é defendido somente em último caso. No país, por exemplo, pôsteres incentivam os caminhoneiros – considerado um grupo de risco – a serem fiéis às suas esposas.

20% das escolas elementares da Índia são cristãs

Informa o Vaticano por ocasião da visita do cardeal Cordes

CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Em momentos nos quais cresce de maneira significativa a obra da Igreja no campo da educação e da assistência aos enfermos na Índia, o cardeal Paul Josef Cordes está realizando uma visita de alento e orientação.

O presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», instituição da Santa Sé encarregada de coordenar as organizações católicas de ajuda no mundo, se encontra no país de 15 a 19 de fevereiro por convite da Conferência Episcopal local.

O purpurado alemão, em seu encontro com os bispos indianos, reunidos em assembléia plenária em Jamshedpur, oferecerá uma reflexão «sobre o espírito do compromisso caritativo da Igreja à luz da encíclica “Deus caritas est”, sublinhando em particular as raízes cristãs da caridade», explica um comunicado emitido pela Sala de Informação da Santa Sé.

Segundo esta nota, «a visita quer reforçar o testemunho da Igreja Católica no campo caritativo, que segue fazendo-se visível através de numerosas obras de caridade».

«Os cristãos na Índia já dirigem 20% das escolas elementares, 25% das instituições de ajuda a viúvas e órfãos, e 30% das dedicadas a deficientes, leprosos e enfermos da aids», indica o comunicado vaticano.

Nestes momentos nos quais a Índia experimenta um grande crescimento econômico, o cardeal recordará aos bispos que no serviço de caridade (a diakonia) «é primordial o papel do bispo».

Na primeira etapa de sua viagem, o cardeal visitou o túmulo da beata Teresa de Calcutá, assim como algumas das casas para pobres e pessoas que sofrem fundadas por ela.

Abstinência é a melhor forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis, revela estudo

Educação sexual “integral” para adolescentes não é efetiva e tampouco é o preservativo

.- O Dr. Stan Weed do Institute for Research and Evaluation (IRE) em Salt Lake City, Utah, (Estados Unidos) realizou um estudo que revelou que a abstinência é o melhor método para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST) assim como as complicações psicológicas dos adolescentes ativos sexualmente antes do matrimônio.

O estudo, intitulado “Abstinência ou Educação Sexual ‘integral’?”, está apoiado na educação e conduta de mais de 400 mil jovens em 30 diferentes estados dos Estados Unidos, observados durante 15 anos.

O Dr. Weed explicou no site pró-vida LifeSiteNews que “nos Estados Unidos, as taxas de atividade sexual foram decaindo nos adolescentes durante os últimos 12-13 anos, o que coincide com o início da educação para a abstinência. O aborto e as gravidezes assim como os nascimentos fora do matrimônio também foram diminuindo no mesmo período de tempo. Entretanto, o aborto, as gravidezes e os nascimentos fora do matrimônio se incrementaram em um grupo de mais idade, 19-25 anos, que não teve a educação para a abstinência”.

O estudo também demonstra que a educação sexual “integral” não explica as limitações dos preservativos, e que “muitas conseqüências da atividade sexual em adolescentes não se previnem com o uso da camisinha”. Após 20 anos deste tipo de educação, os jovens não sabem que os preservativos “não fazem nada para lutar contra a baixa auto-estima, a depressão” e demais complicações psicológicas que “conduz a atividade sexual antes do matrimônio”.

Ao avaliar os programas de abstinência existentes, tais como Reasons of the Heart, Heritage Keepers, Sex Respect and Teen Aid, o IRE descobriu que os estudantes participantes neles em muito poucos casos eram sexualmente ativos. Os programas mais bem-sucedidos destacam a importância do autocontrole e da responsabilidade. Dão também aos adolescentes uma meta positiva que é o compromisso e o matrimônio para os quais devem trabalhar frente ao futuro. O IRE também descobriu a necessidade de educar na abstinência ano após ano.

O Dr. Weeds conclui explicando que “os programas de educação para a abstinência bem desenhados e implementados podem reduzir a atividade sexual dos adolescentes até a metade por períodos de um ou dois anos, com o qual também se incrementa o número de adolescentes que evitam todos os problemas relacionados à atividade sexual. Abandonar esta estratégia… seria mais um rumo marcado pela política que um desejo por proteger os adolescentes dos Estados Unidos”.

O relatório completo (em inglês em formato PDF) pode ser lido clicando aqui

Papa pede difusão, entre leigos e religiosos, do desejo ativo de unidade entre cristãos

Durante sua intervenção antes de rezar a oração mariana do Angelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pede que o anseio – feito de oração e colaboração caritativa – pela unidade dos cristãos «difunda-se cada vez mais nas paróquias e nos movimentos eclesiais e entre os Institutos religiosos».

Perante milhares de fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano, e milhões de pessoas que acompanham a transmissão do Angelus dominical através dos meios de comunicação, o Santo Padre afirmou a importância da oração no itinerário ecumênico, um tema que também considera prioritário em seu pontificado.

Entre 18 e 25 de janeiro celebra-se a «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos», cujo tema, este ano, apresenta o entusiasmo das pessoas – recolhido no Evangelho de Marcos – pela cura do surdo mudo por Jesus: «Faz ouvir os surdos e falar os mudos!».

A isso aludiu este domingo Bento XVI: «Cristo pode tudo», «é capaz de infundir nos cristãos o desejo ardente de escutar o outro, de comunicar-se com o outro e de encontrar junto a ele a linguagem do amor recíproco».

Definia assim em que consiste o ecumenismo: «Uma experiência dialógica profunda, um escutar-se e falar-se, um conhecer-se melhor».

«É uma tarefa que todos podem realizar –exortou–, especialmente no relativo ao ecumenismo espiritual, baseado na oração e em compartilhar o que é possível por agora entre os cristãos».

Neste contexto, expressou seu desejo de que «o anseio pela unidade, traduzido em oração e fraterna colaboração para aliviar os sofrimentos do homem, difunda-se cada vez mais nas paróquias e nos movimentos eclesiais e entre os Institutos religiosos».

Este ano o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos se inspirou nas comunidades cristãs de Umlazi (África do Sul), uma região açoitada pela pobreza e a Aids.

Os materiais de oração e reflexão para a Semana se preparam conjuntamente, se traduzem e se publicam pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos (em representação vaticana) e pela Comissão de Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Cada ano, um grupo ecumênico local prepara o material original.

Estão disponíveis, tais materiais, no link www.vatican.va.

A Semana é um tempo forte de oração no qual as Igrejas de todo o mundo expressam sua aspiração e sua vontade de caminhar para a unidade dos cristãos, que são cerca de dois bilhões.

Em Roma, a Semana concluirá na próxima quinta-feira, às 17h30, com a celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no dia da festa litúrgica da conversão do Apóstolo dos povos. Bento XVI presidirá a celebração.

«Espero-vos numerosos em tal encontro litúrgico, já que a unidade se faz sobretudo orando, e quanto mais coral é a oração, mais agradável é ao Senhor», despediu-se o Papa este domingo.

O Papa em TV: Catolicismo é opção positiva e não amontoado de proibições

VATICANO, 14 Ago. 06 (ACI) .- “O catolicismo não é um amontoado de proibições, mas uma opção positiva”, destacou o Papa Bento XVI em uma entrevista televisiva emitida ontem pela televisão alemã, em que expressou sua visão sobre o mundo ocidental, os jovens, a proposta moral cristã hoje, a família, o futuro do cristianismo na Europa, as mulheres na Igreja e seus planos de viagens próximas. A entrevista foi realizada há alguns dias no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo em preparação para sua próxima viagem à sua Baviera natal. O Santo Padre aproveitou uma pergunta sobre aspectos de sua próxima visita a terras bávaras, para ressaltar que “o assunto fundamental é que devemos redescobrir a Deus, não um Deus qualquer, mas o Deus com o rosto humano, porque quando vemos Jesus Cristo vemos Deus. E partindo disto devemos encontrar os caminhos para nos encontrar na família, entre as gerações e também entre as culturas e os povos, entre os caminhos da reconciliação e a convivência pacifica neste mundo, e os caminhos que conduzem para o futuro”.

Na entrevista em preparação para sua viagem a München, Altötting e Regensburg entre 9 e 14 de setembro, o Santo Padre respondeu a perguntas sobre os temas que abordará em seu país natal, sua visão da Igreja ali e o mundo ocidental, os jovens, a atual situação de violência no Oriente Médio, o equilíbrio entre o primado do Papa e a colegialidade episcopal, o ecumenismo, a família, a moral, o futuro do cristianismo na Europa, o lugar e missão das mulheres na comunidade eclesiástica, o “novo fascínio” que o catolicismo exerce hoje, os planos respeito a suas próximas viagens e alguns aspectos de sua personalidade e ministério petrino.

Ao ser perguntado a respeito da situação atual da Igreja em terras germanas, o Pontífice precisou que seu país forma parte do Ocidente e que “no mundo ocidental hoje vivemos uma onda de um novo iluminismo drástico ou laicidade”.

“Acreditar se tornou mais difícil, porque o mundo no qual nos encontramos está feito completamente por nós mesmos e no que, por assim dizer Deus já não aparece diretamente. Já não se bebe diretamente da fonte, mas sim do recipiente que nos apresenta já cheio, etc. Os homens construíram o próprio mundo, e encontrá-Lo neste mundo se tornou algo muito difícil”.

Entrevistado pelos jornalistas da rede televisiva Bayerischer Rundfunk (ARD); ZDF; Deutsche Welle e a Rádio Vaticano, o Papa manifestou seu desejo de apelar à generosidade dos jovens que, entretanto, “diante do risco de comprometer-se por toda a vida, quer seja no matrimônio ou no sacerdócio” experimentam medo.

Diante do temor que se experimenta de “atar a liberdade” com uma decisão definitiva, o Santo Padre notou a urgência de “despertar o valor de ousar decisões definitivas, que na realidade são as únicas que fazem possível o crescimento, o caminho para frente e o alcançar algo importante na vida, as únicas que não destroem a liberdade, mas que lhe oferecerem a justa direção no espaço”.

Como foi dado a conhecer há uma semana, Bento XVI se referiu ao atual conflito armado no Oriente Médio afirmando que “a guerra é a pior solução para todos. Não contribui em nada de bom para ninguém, nem sequer para os supostos ‘vencedores’” e que o que todos precisam é de paz.

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