Edifício histórico passou por revitalização e reformas para acolher pontífice

APARECIDA, domingo, 1 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Grande conhecedor das riquezas arquitetônicas e artísticas que a Igreja legou à humanidade, Bento XVI levará em sua memória, após sua viagem ao Brasil, não só mais uma imagem de um belo edifício onde irá se hospedar, mas, para além disso, dos esforços realizados para bem acolher o sucessor de Pedro na América Latina.

Símbolo da arquitetura da região do Vale do Paraíba, o Seminário Bom Jesus, localizado no centro de Aparecida (170km de São Paulo, sudeste do país), passou por obras de reformas e revitalização que o retiraram de seu esquecimento e agora o devolvem ao lugar de destaque para o qual fora criado.

Para o ano de 1894, quando foi lançada a pedra fundamental do “Bom Jesus”, o projeto do 8o bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, visava criar o Seminário Central das Dioceses do Sul do Brasil.

Desde esse tempo, após diferentes fases de construção dos cerca de 13 mil metros quadrados de área do edifício (o terreno compreende cerca de 100 mil m²), o prédio, em estilo neoclássico, servira a diferentes funções na Igreja, até se tornar oficialmente o Seminário maior da arquidiocese de Aparecida, em 1996.

O prédio de quatro pisos (térreo e três andares) recebe estes dias os últimos detalhes da primeira fase do projeto de revitalização, cujas obras atingem o térreo e primeiro andar.

Em meio ao estalar das ferramentas de trabalho dos cerca de 100 operários espalhados pelo edifício, o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, recebeu a imprensa essa sexta-feira para exibir com alegria o resultado dos esforços de tantos que se implicaram na idéia de resgatar a beleza do “Bom Jesus” e ali acolher Bento XVI em maio.

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“Desde o início nós pensamos que o lugar mais adequado para receber o Santo Padre e a sua comitiva seria o seminário da diocese, porque, para nós, o seminário é o coração da Igreja local, já que ali se formam os futuros pastores do povo de Deus”, afirmou Dom Damasceno a Zenit.

Com o anúncio em outubro de 2005 de que o Papa apontara o Santuário de Aparecida como sede da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e também de que o próprio pontífice viria inaugurá-la, a necessidade das reformas ganhou outra urgência.

A revitalização geral incluía substituição de parte hidráulica, elétrica, impermeabilização, nova divisão interna dos espaços, colocação de elevadores, limpeza completa da parte externa do prédio, pintura, entre outros serviços.

Foi então que Dom Damasceno iniciou uma empreitada de reuniões e contatos com organismos de ajuda internacional, empresários brasileiros e os próprios fiéis, para arrecadar os cerca de 3,5 milhões de reais, em dinheiro ou em materiais, para dar andamento ao projeto.

Por meio de contatos com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), 35 empresas e entidades decidiram contribuir para viabilizar a reforma do prédio histórico.

Ao recordar e agradecer as muitas pessoas que ajudaram, o arcebispo afirmou que os recursos ali investidos irão servir ao futuro da Igreja local de Aparecida.

“Ali teremos a administração da arquidiocese, a formação dos nossos futuros presbíteros, um centro de formação dos nossos leigos e leigas. Será um ponto de encontro para oração e recolhimento, conferências, enfim, será também um centro cultural e religioso, com uma biblioteca aberta à comunidade”, disse.

Além de Bento XVI, irá se hospedar no “Bom Jesus” uma comitiva de cerca de 30 pessoas que acompanhará o pontífice.

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