ROMA, 01 Ago. 14 / 11:53 am (ACI/EWTN Noticias).- Geoff Tunnicliffe, secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, que reúne 600 milhões de fiéis protestantes, destacou a reunião do Papa Francisco com cristãos pentecostais em Caserta (Itália), e afirmou que os fiéis evangélicos também têm que reconhecer suas faltas e pedir perdão por ter discriminado os católicos.

“Reconheço que na história houve situações em que os protestantes, incluindo os evangélicos, cometeram atos de discriminação em relação aos cristãos católicos. Eu fico realmente muito triste com essas ações: na verdade, podemos não estar de acordo sobre a questão teológica, mas isso nunca deveria levar à discriminação e muito menos às perseguições. Devemos reconhecer todos os nossos pecados e nos pedir perdão uns aos outros. Parece-me que o Papa Francisco deu um grande exemplo”, manifestou Tunnicliffe à Rádio Vaticano.

O pastor evangélico afirmou que o passo dado pelo Papa ao pedir perdão “é um grande exemplo” e deve ser uma mensagem para todo mundo, em especial, para aqueles países onde existem tensões entre católicos e evangélicos.

Em sua visita a Caserta, o Papa Francisco teve uma reunião com seu amigo, o pastor pentecostal Giovanni Traettino e com duzentos fiéis pentecostais vindos dos Estados Unidos, Argentina e outros países.

Em seu discurso, Francisco fez um chamado à unidade dos cristãos e lamentou as divisões ocorridas no passado. Nesse sentido, pediu perdão pelas vezes que alguns católicos “perseguiram e denunciaram os irmãos pentecostais”.

“Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo e fizeram o mesmo que os irmãos de José. Peço ao Senhor que nos dê a graça de reconhecer e de perdoar”, expressou.

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Nesse sentido, o Santo Padre alentou os fiéis evangélicos a participarem do caminho da unidade.

“Nós estamos neste caminho da unidade, entre irmãos. Alguém estará surpreso: ‘O Papa foi visitar evangélicos!’ Foi encontrar irmãos! Sim! Porque, na verdade, foram eles que vieram primeiro me encontrar em Buenos Aires. E isso é um testemunho. Vieram e se aproximaram. E assim começou esta amizade, esta proximidade entre os pastores de Buenos Aires. E hoje aqui. Agradeço muito a vocês, peço que rezem por mim”, expressou.




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