Salmos, 87
1. Cântico. Salmo dos filhos de Coré. Ao mestre de canto. Em melodia triste. Poema de Emã, ezraíta.*
1. Des fils de Coré. Psaume. Cantique. Lui-même l'a fondée sur sa montagne sainte,
2. Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento.
2. le Seigneur aime les portes de Sion plus que nulle autre demeure en Jacob.
3. Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica.
3. On dit sur toi de bien belles choses, cité de Dieu!
4. Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida.
4. Nous parlons entre amis de l'Egypte, de Babel, et puis de Tyr, des Philistins, de l'Ethiopie: tel et tel y sont nés.
5. Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças.
5. Mais pour Sion, que dirons-nous? L'un après l'autre, tous y viennent renaître, le Très-Haut, en personne, la met en place.
6. Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados.
6. Le Seigneur inscrit sur le registre des peuples: "Celui-ci est né chez elle, celui-là encore."
7. Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo.
7. Cependant que chez toi tous font la fête, et l'on chante et l'on danse.
8. Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas.
8.
9. Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair,
9.
10. meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos.
10.
11. Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar?
11.
12. Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos?
12.
13. Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento?*
13.
14. Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece.
14.
15. Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face?
15.
16. Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu.
16.
17. Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram.
17.
18. Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam.
18.
19. Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia...
19.
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