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Prefeito da Liturgia do Vaticano pede neste Advento que todos sacerdotes e bispos celebrem a missa “ad orientem” e fiéis ajoelhem-se para a Comunhão

Queridos padres, devemos ouvir novamente o lamento de Deus proclamado pelo profeta Jeremias: “eles voltaram suas costas para mim” (2:27). Voltemo-nos novamente para o Senhor!

John-Henry Westen – LifeSiteNews | Tradução Sensus fidei: LONDRES, 05 de julho de 2016 (LifeSiteNews) – Falando em uma conferência sobre a liturgia em Londres ontem (dia 4 de julho de 2016), o Cardeal Robert Sarah, a mais alta autoridade sobre o assunto na Igreja Católica sob o Papa Francisco, pediu a todos os bispos e sacerdotes para que adotem a antiga postura na Missa, onde o sacerdote se volta para o tabernáculo, juntamente com a congregação, em vez de permanecer de frente para o povo. Ele pediu que a postura seja adotada para o Advento deste ano, que começa em 27 de novembro. Durante o mesmo discurso, Cardeal Sarah encorajou todos os católicos para que recebam a Comunhão de joelhos. Durante sua conferência, o prefeito da liturgia do Vaticano revelou que o Papa Francisco lhe pediu para “continuar o trabalho litúrgico iniciado pelo Papa Bento.”

O anúncio foi imediatamente reconhecido pelo vice-editor Dan Hitchens do Catholic Herald como “o maior anúncio litúrgico desde o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI em 2007, dando maior liberdade para os sacerdotes para celebrar a Missa Tradicional em latim.”

Observadores do Vaticano estão particularmente chocados de que o Papa Francisco, considerado por muitos como um liberal, tenha incentivado uma abordagem mais litúrgica tradicional. No entanto, o cardeal Sarah disse: “Nosso Santo Padre Francisco tem o maior respeito pela visão litúrgica e medidas do Papa Bento”.

O bispo francês Dominique Rey, presente na conferência, assumiu o pedido do Cardeal Sarah sem hesitação, prometendo, pelo menos, começar a implementar a mudança em sua diocese para o Advento. Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, dirigiu-se ao Cardeal Sarah na conferência, dizendo: “Em resposta ao seu apelo gostaria de anunciar, agora, que, certamente, no último domingo do Advento deste ano em minha celebração da Santa Eucaristia na minha catedral, e em outras ocasiões, conforme apropriado, deverei celebrar ‘ad orientem’ — voltado para o Senhor que vem”. Dom Rey acrescentou: “Antes do advento eu enviarei uma carta aos meus sacerdotes e fiéis sobre esta questão para explicar a minha ação. Devo incentivá-los a seguir o meu exemplo.”

Cardeal Sarah usou o seu patrimônio africano para conduzir as coisas ao ponto certo. “Eu sou um africano”, disse ele. “Deixe-me dizer claramente: a liturgia não é o lugar para promover a minha cultura. Pelo contrário, é o lugar onde minha cultura é batizada, onde minha cultura é levada para o divino.”

Sarah sugeriu que os Padres do Concílio Vaticano II pretenderam trazer mais fiéis para a missa, no entanto, a maior parte do esforço falhou. “Meus irmãos e irmãs, onde estão os fiéis dos quais os Padres do Concílio falaram?”, Perguntou.

O cardeal continuou:

Muitos dos fiéis são agora infiéis: eles não participam todos na liturgia. Para usar as palavras de S. João Paulo II: muitos cristãos estão vivendo em um estado de “apostasia silenciosa” e eles “vivem como se Deus não existisse” (Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, 28 de junho de 2003, 9). Onde está a unidade que o Concílio espera alcançar? Nós ainda não chegamos a ela. Fizemos um progresso real em chamar toda a humanidade para o seu lugar na Igreja? Eu não acho. E, contudo, já fizemos muitíssimo pela liturgia!

Ele expressou “profundo pesar” pelas “muitas distorções da liturgia em toda a Igreja de hoje”, e propôs que a “Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções.”

Um tal abuso que mencionado por ele é quando os padres “se afastam para permitir que os ministros extraordinários distribuam a sagrada Comunhão”, desde que muitos sacerdotes pensaram ser uma maneira de permitir uma maior participação dos leigos de maneira mais substancial na missa. Em vez disso, disse o cardeal Sarah, “isso é errado, é uma negação do ministério sacerdotal, bem como uma clericalização dos leigos.”

“Quando isso acontece, é um sinal de que a formação foi muito errada, e que precisa ser corrigida”, acrescentou.

Ele incentivou uma recepção generosa da Missa tradicional em latim e também incentivou as práticas tradicionais propostas anteriormente pelo Papa Bento, incluindo o uso do latim na Missa nova, ajoelhando-se para a Santa Comunhão, bem como o canto gregoriano. “Devemos cantar música sacra litúrgica não apenas música religiosa, ou pior, canções profanas”, disse ele. “O Concílio nunca teve a intenção de que o rito romano fosse exclusivamente celebrado em língua vernácula. Mas tinha a intenção de permitir a sua maior utilização, em particular para as leituras.”

Falando de ajoelhar-se para a Santa Comunhão, o prefeito da liturgia do Vaticano lembrou os sacerdotes de que eles estão proibidos de negar a comunhão aos fiéis que se ajoelham para a recepção do Sacramento. Além disso, ele encorajou todos a receber a Comunhão ajoelhados, sempre que possível. “Ajoelhar-se na consagração (a menos que estejam doentes) é essencial. No Ocidente, esse é um ato de adoração corporal que nos humilha diante de nosso Senhor e Deus. É um ato próprio de oração. Onde essa reverência e genuflexão desapareceram da liturgia, é necessário que sejam restauradas, em particular no momento da nossa recepção a Nosso Santíssimo Senhor na Sagrada Comunhão.”

Uma longa seção de sua palestra foi dedicada a conclamar os sacerdotes e bispos a celebrar a missa “ad orientem” ou, seja, com as pessoas voltadas para Nosso Senhor. Aqui estão os trechos principais:

Mesmo que eu sirva como o Prefeito da Congregação para o Culto Divino, faço-o com toda a humildade, como um padre e um bispo, na esperança de que se promova uma reflexão madura, boa formação e boas práticas litúrgicas em toda a Igreja.

Eu quero fazer um apelo a todos os sacerdotes… Eu acredito que é muito importante que nós retornemos o mais rapidamente possível para uma orientação comum, dos sacerdotes e dos fiéis voltados juntos na mesma direção — para o Leste, na direção do Senhor que vem— naquelas partes dos ritos litúrgicos quando estamos nos dirigindo a Deus… Eu acho que é um passo muito importante no sentido de garantir que, em nossas celebrações o Senhor esteja verdadeiramente no centro.

E então, queridos padres, peço-lhe para que implementem essa prática sempre que possível, com prudência e com a catequese necessária, certamente, mas também com a confiança pastoral de que isso é algo bom para a Igreja, algo bom para o nosso povo.

Vosso próprio julgamento pastoral irá determinar como e quando isso é possível, mas, talvez, a partir do primeiro domingo do Advento deste ano… pode ser um bom momento para se fazer isso. Queridos padres, devemos ouvir novamente o lamento de Deus proclamado pelo profeta Jeremias: “eles voltaram suas costas para mim” (2:27). Voltemo-nos novamente para o Senhor!

Gostaria de apelar também aos meus irmãos bispos: por favor, levem os seus sacerdotes e o povo para o Senhor, desta forma, especialmente em grandes celebrações em suas dioceses e na sua catedral. Por favor, formem seus seminaristas na realidade de que não são chamados ao sacerdócio para ser o centro de um culto litúrgico voltados para nós mesmos, mas para levar os fiéis de Cristo até Ele, como companheiros de adoração. Por favor, facilitem esta reforma tão simples, mas profunda em suas dioceses, em suas catedrais, em suas paróquias e em seus seminários.

Durante todo o discurso, Cardeal Sarah destacou a grave responsabilidade dos sacerdotes em relação a Eucaristia. “Nós sacerdotes, nós bispos temos uma grande responsabilidade”, disse ele. “Com o nosso bom exemplo construímos uma boa prática litúrgica; com o nosso descuido ou má conduta prejudicamos a Igreja e a sua Sagrada Liturgia! “

Ele advertiu seus colegas sacerdotes, “Tenhamos cuidado com a tentação da preguiça litúrgica, porque é uma tentação satânica.”

Publicado originalmente: LifeSiteNews – Vatican Liturgy Chief asks all priests and bishops to face east for Mass, faithful to kneel for Communion





Saiba quem é o perigoso homem que se proclamou líder de todos os muçulmanos do mundo

O que é o novo Califado e mais 9 fatos que você precisa conhecer

Um grupo de jihadistas cuja base fica na Síria invadiu recentemente a fronteira e irrompeu com fúria pelo norte do Iraque, arruinando em apenas uma semana os anos de esforços que estavam finalmente conseguindo instaurar na região uma relativa paz e estabilidade.

Quem são essas pessoas e o que elas realmente querem?

Trata-se de um grupo de extremistas que vem sendo chamado de Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS). No último domingo, 29 de junho, eles próprios começaram a se chamar, porém, de “O Estado Islâmico” (EI), anunciando ao mesmo tempo a “restauração do califado”.

Nem a imprensa nem os especialistas em terrorismo ratificaram ainda a existência de fato desse califado. Por isso, vamos continuar nos referindo ao grupo como EIIL (alguns veículos de mídia adotam a sigla ISIL, usada em inglês).

É crucial conhecermos melhor o EIIL, um grupo que apresenta uma combinação única de selvageria e poderio técnico e que “envia recados” ao mundo usando tanto as mídias sociais quanto a crucificação dos inimigos.

1. Quem está no comando?

Ele nasceu como Ibrahim al-Badri, em Samarra, e estudou teologia em Bagdá. Adotou o nome de Abu Bakr al-Baghdadi e “saiu do anonimato para se tornar o temido líder do EIIL”, de acordo com a rede de TV Al Jazeera. No último domingo, Ibrahim al-Badri se proclamou Califa Ibrahim.

2. O que significam todas essas mudanças do nome do grupo?

Ao excluir as palavras Iraque, Síria e Levante do nome do grupo, eles pretendem dizer que o recém-proclamado “califa” está afirmando o seu poder temporal para além dos territórios desses países. Ou seja, para o mundo inteiro.

3. O que é um califado?

Simplificando, é um governo chefiado por um “califa”, termo em árabe que significa “sucessor”. No caso, sucessor de ninguém menos que o profeta Maomé. Portanto, Ibrahim afirma ser o líder religioso e político mundial e supremo de absolutamente todos os muçulmanos do planeta, que somam cerca de 1,5 bilhão de pessoas. O califa seria um líder a quem TODOS devem obediência.

4. Além da tentativa de unificar todos os muçulmanos sob um mesmo líder, existe alguma outra razão para o estabelecimento deste califado?

Várias. Primeiro, Ibrahim provavelmente espera finalizar a conquista do Iraque mais rápido convencendo todos os sunitas iraquianos a deporem as armas e se juntarem à causa do Estado Islâmico (EI). Uma recente mensagem do EI foi clara: “A legalidade de todos os emirados, grupos, estados e organizações se torna nula com a expansão da autoridade do califa e com a chegada das suas tropas às suas áreas”, declarou o porta-voz do grupo, Abu Mohamed al-Adnani. “Ouçam o seu califa e obedeçam-no. Apoiem o seu estado, que cresce a cada dia”.

Segundo, um califado real, nos sonhos dos jihadistas, serviria como patrocinador do terrorismo, aproveitando-se de riquezas e de mão-de-obra para travar a jihad global até que o mundo todo esteja convertido, morto ou pagando o jizya (tributos que protegem o pagante não muçulmano da morte).

5. Qual é a probabilidade de Ibrahim realizar o seu plano de hegemonia global?

Independentemente da lealdade que Ibrahim inspirou entre alguns jihadistas impacientes (inclusive nos Estados Unidos), o novo “califa” terá dificuldades para conquistar a fidelidade de 1,5 bilhão de muçulmanos. Mesmo entre o pequeno grupo de muçulmanos sunitas que são jihadistas ou terroristas, o EIIL de Ibrahim foi firmemente condenado. Até a Al-Qaeda criticou publicamente o grupo pela “brutalidade e desejo de matar a todos, inclusive os sunitas que eles consideram traidores da sua religião”.

6. Já não existe um califa entre os sunitas?

Sim, existe o mulá Mohammed Omar Uruzgani, do Afeganistão, que o Talibã e a Al-Qaeda reconhecem como “califa”. O mulá Omar, recentemente, se mostrou ainda ativo ao declarar que a libertação de cinco líderes jihadistas da prisão de Guantánamo em troca do sargento norte-americano Bowe Bergdahl foi “uma grande vitória”.

7. Qual é o tamanho da ameaça representada pelo Califa Ibrahim?

A ameaça é muito, muito grande. A maioria dos cristãos iraquianos fugiu com a aproximação do EIIL. O resto, provavelmente, já foi morto. Entre os desaparecidos, há duas freiras iraquianas e três crianças de um orfanato que elas mantinham na região. O EIIL vem acumulando grandes quantidades de armamento e de dinheiro (429 milhões de dólares só dos bancos que atacaram na cidade iraquiana de Mossul). O grupo também tomou o controle de poços de petróleo na Síria e no Iraque, além da maior refinaria de petróleo do Iraque. Há poucos dias, os combatentes da Frente Nusra, grupo da Al-Qaeda na Síria, que tinha sido o principal rival do EIIL, capitulou e prometeu lealdade a esse mesmo EIIL. Mas o dinheiro, as armas e o petróleo são ameaças pálidas diante do terror que o EIIL representa para os seres humanos inocentes de qualquer fé, por causa do seu estilo particularmente brutal de terrorismo.

8. O que as mulheres sob o regime do Califa Ibrahim podem esperar?

O EIIL anunciou para a província iraquiana de Nínive um “Contrato com a Cidade”. Uma das 16 novas regras, traduzidas e parafraseadas pelo Washington Post, afirma: “Deve-se dizer às mulheres que a estabilidade está dentro de casa e que elas não devem sair a menos que seja necessário. Elas devem permanecer inteiramente cobertas pela veste islâmica”.

Ficar dentro de casa é, sem dúvida, aconselhável, já que, sob o regime da sharia, as mulheres podem ser apedrejadas por delitos como “impropriedade sexual” e “comportamento ocidentalizado”. Estima-se que aconteçam anualmente 5.000 crimes de honra, cometidos por homens ligados às vítimas e “causados” por comportamentos “desonrosos” destas, como querer casar por amor em vez de submeter-se a casamentos arranjados com estranhos que podem ser décadas mais velhos e até já terem uma esposa ou três.

9. As atrocidades atribuídas ao EIIL podem ser forjadas?

Várias denúncias de “crucificações” acabaram se revelando “menos bárbaras” do que tinha sido divulgado, se é que podemos achar “menos bárbaro” que as vítimas sejam assassinadas a tiros antes de ser amarradas à cruz, em vez de crucificadas vivas como seria “próprio” de uma crucificação “tradicional”. Essas atrocidades são cometidas como formas de “mandar um recado”, explica o professor Abba Barzega, especialista em estudos islâmicos da Universidade Estadual da Geórgia, nos EUA. O recado, no caso, é este: “Quem se opõe ao EIIL se opõe ao governo de Deus; quem é inimigo do EIIL é inimigo de Deus e merece a mais alta forma de punição possível”.

Das sete pessoas executadas publicamente há poucos dias em Raqqa, na Síria, apenas dois corpos foram exibidos. As outras cinco vítimas eram adolescentes. Um deles cursava a 7ª série. O professor Barzega prossegue: “O EIIL precisa dar ‘sentido’ a essas mortes. ‘Apenas’ assassinar, num contexto de guerra constante, não teria ‘valor’. Por isso, eles agregam ‘mensagens’ ou ‘propaganda’ às suas ações”. Traduzindo: eles matam com o máximo possível de crueldade para garantir que a “mensagem” seja bem compreendida.

10. Como as pessoas podem saber se estão infringindo alguma dessas leis?

Primeiro, você já está infringindo a lei se não der apoio incondicional ao EIIL. Além do “Contrato com a Cidade”, que hoje governa a província iraquiana de Nínive, a CNN relata que “aparecem editos da noite para o dia, espalhados em panfletos que contêm advertências terríveis, como, por exemplo, esta: ‘Todos os donos de lojas devem fechar as portas imediatamente ao soar o anúncio da oração e se dirigir à mesquita. Todos os infratores, após a emissão deste anúncio, enfrentarão as consequências’”.

Há regras específicas para os cristãos, como a que estipula um imposto (jizya) caso desejem continuar vivos. Os cristãos não estão autorizados a “expor cruzes, reparar igrejas ou recitar orações na presença de muçulmanos”, como informou em fevereiro o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Reproduzimos abaixo o restante das novas regras, com base na tradução oferecida pelo Washington Post:

  • Todos os muçulmanos serão bem tratados, a menos que se aliem aos opressores ou ajudem os criminosos.
  • O dinheiro tirado do governo agora é público. Quem o roubar enfrentará amputações. Quem fizer ameaças ou chantagens enfrentará severas punições (nesta parte, é citada uma passagem do Alcorão, Al-Ma’idah 33, que diz que os criminosos podem ser mortos ou crucificados).
  • Todos os muçulmanos são incentivados a fazer as suas orações com o grupo.
  • Drogas, álcool e cigarros estão proibidos.
  • Grupos políticos ou armados rivais não serão tolerados.
  • A polícia e os oficiais militares podem se arrepender, mas qualquer um que insistir na apostasia enfrentará a morte.
  • A sharia está instaurada.
  • Túmulos e santuários não são permitidos e serão destruídos.
  • Seja feliz por viver em uma terra islâmica.

A última lei parece bastante difícil de ser aplicada.





Papa Francisco: Escutem Jesus lendo o Evangelho todos os dias

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Vaticano, 17 Mar. 14 / 09:09 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir ontem a oração do Ângelus ante a multidão de fiéis congregada na Praça de São Pedro, o Papa Francisco alentou a escutar Jesus todos os dias no Evangelho.

“É uma coisa boa; é uma coisa boa ter um pequeno Evangelho, pequeno, e levá-lo conosco, no bolso, na bolsa, e ler um pequeno trecho em qualquer momento do dia. Em qualquer momento do dia, eu pego do bolso o Evangelho e leio alguma coisinha, um pequeno trecho. Ali é Jesus que nos fala, no Evangelho!”.

A seguir, a íntegra das palavras do Papa pronunciadas antes da oração do Ângelus:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje o Evangelho nos apresenta o evento da Transfiguração. É a segunda etapa do caminho quaresmal: a primeira, as tentações no deserto, domingo passado; a segunda: a Transfiguração. Jesus “tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha” (Mt 17, 1).

A montanha na Bíblia representa o lugar da proximidade com Deus e do encontro íntimo com Ele; o lugar da oração, onde estar na presença do Senhor. Lá no alto da montanha, Jesus se mostra aos três discípulos transfigurado, luminoso, belíssimo; e depois aparecem Moisés e Elias, que conversam com Ele.

A sua face é tão brilhante e as suas vestes tão brancas que Pedro permanece deslumbrado, tanto que queria permanecer ali, quase parar aquele momento. De repente, ressoa do alto a voz do Pai que proclama Jesus como seu Filho amado, dizendo: “Escutai-o” (v. 5).

Esta palavra é importante! O nosso Pai que disse a estes apóstolos, e diz também a nós: “Escutai Jesus, porque é o meu Filho amado”. Tenhamos, esta semana, esta palavra na cabeça e no coração: “Escutai Jesus!”. E isto não o diz o Papa, diz Deus Pai, a todos: a mim, a vocês, a todos, todos!

É como uma ajuda para seguir adiante no caminho da Quaresma. “Escutai Jesus!”. Não esquecer.

É muito importante este convite do Pai. Nós, discípulos de Jesus, somos chamados a ser pessoas que escutam a sua voz e levam a sério suas palavras. Para escutar Jesus, é preciso ser próximo a Ele, segui-Lo, como faziam as multidões do Evangelho que o seguiam pelos caminhos da Palestina.

Jesus não tinha uma cátedra, ou um púlpito fixo, mas era um mestre itinerante, que propunha os seus ensinamentos, que eram os ensinamentos que o Pai lhe havia dado, ao longo dos caminhos, percorrendo trajetos nem sempre previsíveis e às vezes pouco fácil. Seguir Jesus para escutá-Lo.

Mas também escutamos Jesus na sua Palavra escrita, no Evangelho. Faço uma pergunta a vocês: vocês leem, todos os dias, um trecho do Evangelho? Sim, não…sim, não…Meio a meio… Alguns sim e alguns não. Mas é importante! Vocês leem o Evangelho?

É uma coisa boa; é uma coisa boa ter um pequeno Evangelho, pequeno, e levá-lo conosco, no bolso, na bolsa, e ler um pequeno trecho em qualquer momento do dia. Em qualquer momento do dia, eu pego do bolso o Evangelho e leio alguma coisinha, um pequeno trecho. Ali é Jesus que nos fala, no Evangelho!

Pensem nisto. Não é difícil, nem necessário que sejam os quatro: um dos Evangelhos, pequenino, conosco. Sempre o Evangelho conosco, porque é a Palavra de Jesus para poder escutá-Lo.

Deste episódio da Transfiguração, gostaria de colher dois elementos significativos, que sintetizo em duas palavras: subida e descida. Nós temos necessidade de ir além, de subir a montanha em um espaço de silêncio, para encontrar nós mesmos e perceber melhor a voz do Senhor.

Isto fazemos na oração. Mas não podemos permanecer ali! O encontro com Deus na oração nos impele novamente a “descer da montanha” e retornar para baixo, à planície, onde encontramos tantos irmãos sob o peso do cansaço, das doenças, injustiças, ignorâncias, pobreza material e espiritual.

A estes nossos irmãos que estão em dificuldade, somos chamados a levar os frutos da experiência que fizemos com Deus, partilhando com eles a graça recebida. E isto é curioso. Quando nós ouvimos a Palavra de Jesus, escutamos a Palavra de Jesus e a temos no coração, aquela Palavra cresce. E vocês sabem como cresce? Dando-a ao outro!

A Palavra de Cristo em nós cresce quando nós a proclamamos, quando nós a damos aos outros! E este é o caminho cristão. É uma missão para toda a Igreja, para todos os batizados, para todos nós: escutar Jesus e oferecê-Lo aos outros. Não esquecer: esta semana, escutem Jesus!

E pensem nesta questão do Evangelho: vocês o farão? Farão isto? Depois, no próximo domingo, vocês me dirão se fizeram isto: ter um pequeno Evangelho no bolso ou na bolsa para ler um pequeno trecho no dia.

E agora dirijamo-nos à nossa Mãe Maria, e confiemo-nos à sua orientação para poder seguir com fé e generosidade este itinerário da Quaresma, aprendendo um pouco mais de “subir” com a oração e escutar Jesus e “descer” com a caridade fraterna, anunciando Jesus.





Promover a família beneficiará a todos, afirma o Papa

Papa Francisco

Vaticano, 14 Set. 13 / 08:00 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da 47ª Semana Social dos católicos italianos iniciada nesta quinta-feira na cidade de Turim (Itália) e os chamou a “evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada nomatrimônio“. A mensagem foi dirigida ao Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, e nele Francisco recorda que a família é uma escola privilegiada de generosidade que educa a superar o individualismo que existe na sociedade.

A família, indicou o Papa, é mais que um tema, é vida, “é caminho de gerações que se transmitem a fé junto com o amor”, “é fadiga, paciência, e também projeto, esperança e futuro”. E tudo isto se converte em levedura cada dia na massa de toda a sociedade para o seu maior bem comum. Além disso, o futuro da mesma sociedade está enraizado nos jovens e nos anciões, que são a memória viva.

Por isso, advertiu que “um povo que não se ocupa dos anciões, das crianças e dos jovens não tem futuro”.

Sobre a Igreja, indicou que esta oferece “uma concepção da família que é a do livro do Gênesis, da unidade na diferença entre homem e mulher” e como tal “merece ser sustentada eficazmente”.

Nesse sentido, advertiu que as consequências das eleições culturais e políticas que se referem à família afetam os diversos âmbitos da vida de um país: desde o problema demográfico às demais questões referentes ao trabalho até a mesma “visão antropológica que está na base de nossa civilização”.

Conforme informou a Rádio Vaticano, o Santo Padre reconheceu “os sofrimentos de tantas famílias” devido à falta de trabalho ou aos conflitos internos ou os fracassos da experiência conjugal e manifestou a todos a sua proximidade, de uma vez que recordou o testemunho simples de tantas famílias “que vivem a experiência do matrimônio e do ser progenitores com alegria” e sem medo de encarar também os momentos da cruz que vivida em união com a do Senhor, não impede o caminho do amor, mas ao contrário, pode fazê-lo mais forte.

Em sua mensagem, também recordou ao Beato José Toniolo, um leigo católico que apesar das dificuldades soube percorrer caminhos profícuos “para trabalhar na busca e na construção do bem comum”, destacando que seu exemplo “constitui um estímulo sempre válido para os católicos leigos de hoje para que procurem vias eficazes para a mesma finalidade”.

Finalmente, expressou seu desejo de que esta Semana Social contribua “de modo eficaz evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada no matrimônio, acima de preconceitos e ideologias”.

As Semanas Sociais na Itália começaram em 1907. Um de seus principais promotores foi o Beato José Toniolo. Esta é a primeira Semana Social que se celebra depois de sua beatificação realizada em 28 de abril de 2012.





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