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É proibido ajoelhar-se durante a consagração?

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Assim está escrito: “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fl 2,10)

Ora, o momento da consagração eucarística é o mais solene, o mais importante da vida do cristão. Ele faz memória, ou seja, traz para o presente, o sacrifício de Jesus. A imolação do Cordeiro. A Nova Aliança. A remissão dos pecados. Nada há de mais importante na vida do cristão católico que a celebração da Santa Missa e, por conseguinte, a consagração. Portanto, ajoelhar-se nesse momento e adorar Aquele que é, deveria ser tão natural quanto respirar.

Por que, então, surge a tendência entre os liturgistas de que não é necessário mais ajoelhar-se no momento da consagração eucarística? Alguns alegam razões históricas, razões contrárias à Tradição e tentam, de diversas maneiras, justificar o que não tem justificativa. Eles têm razões, mas não tem razão. A liturgia é regida por leis e estas leis devem ser obedecidas, tudo o mais se torna irrelevante diante dessa realidade.

Assim, é preciso analisar se essa nova tendência provém de algum documento oficial ou se faz parte da protestantização da fé católica, com a comunhão em pé e na mão, diminuição dos símbolos sacros na Santa Missa (como o latim, o canto gregoriano etc.), tudo isso culminando na transformação do sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo numa simples partilha, deixando de crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Não querer ajoelhar-se diante do Deus Vivo e presente na Eucaristia é sinal de que algo desordenado está tomando conta da Igreja. O cristão católico que conhece a sua religião e sabe a importância da adesão ao Magistério da Igreja, à fé dos Apóstolos e às Sagradas Escrituras jamais deixará de enxergar no pão e no vinho consagrados a presença real Daquele que está vivo no meio nós.

O Papa consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria

Papa Francisco

VATICANO, 14 Out. 13 / 07:01 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir a Missaem que consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração da Virgem Maria, junto a mais de cem mil fiéis reunidos em torno da imagem original da Virgem de Fátima na Praça São Pedro, o Papa Francisco destacou que “a fé é fidelidade definitiva, como aquela de Maria”.

“E eu me pergunto: sou um cristão ‘soluçante’, ou sou cristão sempre? Infelizmente, a cultura do provisório, do relativo penetra também na vivência da fé. Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis, todos os dias, nas ações cotidianas”, indicou.

O Santo Padre assinalou que “mesmo se às vezes não Lhe somos fiéis, Ele é sempre fiel e, com a sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho, a voltar para Ele e confessar-Lhe a nossa fraqueza a fim de que nos dê a sua força”.

“Este é o caminho definitivo: sempre com o Senhor, mesmo com as nossas fraquezas, mesmo com os nossos pecados. Nunca podemos ir pela estrada do provisório. Isto nos destrói. A fé é a fidelidade definitiva, como a de Maria”.

Francisco disse que “encontramo-nos hoje diante duma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do seu Criador”.

“Precisamente olhando Maria à luz das Leituras que acabamos de escutar, queria refletir convosco sobre três realidades: a primeira, Deus surpreende-nos; a segunda, Deus pede-nos fidelidade; a terceira, Deus é a nossa força”.

Ao referir-se ao primeiro ponto, “Deus nos surpreende”, o Papa assegurou que “Deus nos surpreende; precisamente na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele”.

“Esta é a experiência da Virgem Maria: perante o anúncio do Anjo, não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não viveu nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou feitos extraordinários, mas que está disponível a Deus, sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: ‘Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra’. É a sua resposta”.

O Papa indicou que “Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projetos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e Me segue!”.

“Hoje nos perguntemos, todos, se temos medo daquilo que Deus me poderá pedir ou está pedindo. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou me fecho nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projetos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?”.

Francisco refletiu logo sobre o segundo ponto, “lembrar-se sempre de Cristo, a memória de Jesus Cristo, e isto significa perseverar na fé”.

“Deus surpreende-nos com o seu amor, mas pede fidelidade em segui-Lo. Podemos nos tornar ‘não fiéis’, mas Ele não pode; Ele é ‘o fiel’ e pede-nos a mesma fidelidade. Pensemos quantas vezes já nos entusiasmamos por qualquer coisa, por uma iniciativa, por um compromisso, mas depois, ao surgirem os primeiros problemas, abandonamos”.

“Muitas vezes é fácil dizer ‘sim’, mas depois não se consegue repetir este ‘sim’ todos os dias. Não se consegue ser fiéis”, lamentou.

O Papa assinalou que “Maria disse o seu ‘sim’ a Deus, um ‘sim’ que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos ‘sins’ pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos”.

“Muitos ‘sins’ culminaram no ‘sim’ ao pé da Cruz. Estão aqui hoje muitas mães; pensai até onde chegou a fidelidade de Maria a Deus: ver o seu único Filho na Cruz. A mulher fiel, de pé, destruída por dentro, mas fiel e forte.”.

Ao abordar “o último ponto: Deus é a nossa força”, o Santo Padre indicou que “Penso nos dez leprosos do Evangelho curados por Jesus: vão ao seu encontro, param à distância e gritam: ‘Jesus, Mestre, tem compaixão de nós’. Estão doentes, necessitados de serem amados, de terem força e procuram alguém que os cure. E Jesus responde, libertando-os a todos da sua doença”.

“Causa estranheza, porém, o fato de ver que só regressa um para Lhe agradecer, louvando a Deus em alta voz. O próprio Jesus o sublinha: eram dez que gritaram para obter a cura, mas só um voltou para gritar em voz alta o seu obrigado a Deus e reconhecer que Ele é a nossa força. É preciso saber agradecer, saber louvar o Senhor pelo que faz por nós”.

Francisco pediu que “vejamos Maria: depois da Anunciação, o primeiro gesto que ela realiza é um ato de caridade para com a sua parente idosa Isabel; e as primeiras palavras que profere são: ‘A minha alma enaltece o Senhor’, ou seja, um cântico de louvor e agradecimento a Deus, não só pelo que fez n’Ela, mas também pela sua ação em toda a história da salvação. Tudo é dom d’Ele”.

“Se conseguimos entender que tudo é dom de Deus, então quanta felicidade teremos no nosso coração! Tudo é dom d’Ele. Ele é a nossa força! Dizer obrigado parece tão fácil, e todavia é tão difícil!”.

O Papa perguntou logo “Quantas vezes dizemos obrigado em família? Esta é uma das palavras-chaves da convivência. ‘Com licença’, ‘perdão’, ‘obrigado’: se numa família se dizem estas três palavras, a família segue adiante”.

“Quantas vezes dizemos ‘obrigado’ junto da família? Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso como suposto! E o mesmo acontece com Deus. É fácil ir até ao Senhor para pedir alguma coisa, mas ir agradecê-Lo… ‘Ah, isso é difícil’”.

Ao concluir sua homilia, o Papa invocou “a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a sermos-Lhe fiéis todos os dias, a louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força. Amém”.

Concluída a Missa, o Papa Francisco leu o ato de Consagração do mundo a Nossa Senhora de Fátima: “Nossa Senhora de Fátima, com renovada gratidão pela tua presença materna, unimos a nossa voz àquela de todas as gerações que te chamam beata”.

“Protege a nossa vida entre os teus braços”, pediu o Papa.

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