Polônia: Os Invencíveis

A história da luta pela liberdade do povo polonês contra as ocupações dos regimes nazista e soviético. O filme de animação gráfica foi produzido pelo Instituto da Memória Nacional da Polônia. Legendado pelo canal: http://stbnobrasil.com

O Pequeno São Francisco

Visite nosso site https://artepiedosa.com.
É com muita alegria que apresentamos o episódio piloto do primeiro projeto de série da Arte Piedosa: O Pequeno São Francisco.

Queremos contar com a sua ajuda. Acreditamos que as vidas dos santos são um oásis em meio ao deserto deste mundo que quer nos prender em meio a tantas ilusões e falsas belezas.

Neste primeiro projeto escolhemos fazer uma série de desenhos animados baseada na vida de São Francisco de Assis, e em cada episódio vamos focar em um ensinamento. Contaremos de maneira bem divertida, que encante crianças e adultos.

Precisamos de sua contribuição porque fazer animação é trabalhoso, demanda muito tempo e não podemos contar com dinheiro público para esse tipo de material. Nossa meta inicial é de 4 episódios de cerca de 5 minutos, o total da arrecadação é de R$ 150.000, R$ 37.500 para cada episódio. A cada soma alcançada, produziremos um episódio. São muitos meses de trabalho. Quanto mais pessoas ajudarem, mais facilmente conseguiremos alcançar o sonho de fazer Nosso Senhor Jesus Cristo ser conhecido e amado através dos desenhos animados dos santos da Igreja.

A equipe de animação tem vasta experiência em desenhos animados, trabalhou em filmes e séries de TV conhecidas, como Show da Luna, SOS Fada Manu, Peixonauta, Escola pra Cachorro, Asterix e os Vikings, O Menino e o Mundo, entre outros. Por isso, seria uma honra e uma grande alegria colocar nossos dons a serviço daquele que tanto nos deu.

Nossa profunda gratidão àqueles que nos ajudarem com qualquer valor e, principalmente, com suas orações, pois este trabalho, mais do que entretenimento, busca ser um estandarte de luta contra a maldade e a falsa arte. Lutamos contra os espíritos malignos espalhado pelos ares.

Faremos um esquema de recompensas para aqueles que nos ajudarem: pôster (digital), wallpapers, agradecimento nas redes sociais, nome nos créditos, download de episódios*, esboços assinados (digital), artbook (digital), livro de colorir (download), trilha sonora (download) e livro do Pequeno São Francisco.

Para mais informações sobre novos episódios e nossa campanha de crowdfunding, acesse o site https://artepiedosa.com.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

A “devastação da liturgia” em 10 declarações do Cardeal Ratzinger

O então futuro Bento XVI fez corajosas e firmes observações sobre a “criatividade litúrgica empobrecedora” que corrompeu as celebrações em muitas dioceses

1 – Sobre a devastação litúrgica:

“A reforma litúrgica, na sua realização concreta, distanciou-se a si mesma ainda mais da sua origem. O resultado tem sido não uma reanimação, mas uma devastação. Em vez da liturgia, fruto dum desenvolvimento contínuo, puseram uma liturgia fabricada. Esvaziaram um processo vital de crescimento para o substituir por uma fabricação. Não quiseram continuar o desenvolvimento, a maturação orgânica de algo vivo através dos séculos, e substituíram-na, à maneira da produção técnica, por uma fabricação, um produto banal do momento”.

(Revue Theologisches, Vol. 20, Fev. 1990, pgs. 103-104)

2 – Sobre a degeneração da liturgia em mero espetáculo

“Temos uma liturgia que degenerou a ponto de se tornar um espetáculo, que, com sucesso momentâneo para o grupo de fabricantes litúrgicos, se esforça para tornar a religião interessante na sequência das frivolidades da moda e das máximas sedutoras da moral. Consequentemente, a tendência é a cada vez maior diminuição do mercado daqueles que não procuram a liturgia para um espetáculo espiritual, mas para um encontro com o Deus vivo diante do Qual todo o ‘fazer’ se torna insignificante, visto que apenas este encontro é capaz de nos garantir acesso à verdadeira riqueza do ser”.

(Prefácio do então Cardeal Ratzinger à tradução francesa de “Reform of the Roman Liturgy”, de Mons. Klaus Gamber, 1992).

3 – Sobre a desintegração da liturgia

“Estou convencido de que a crise que a Igreja está hoje experimentando se deve, em grande parte, à desintegração da liturgia”.

(Autobiografia)

4 e 5 – Sobre o rito da missa em latim:

“Para promover uma verdadeira consciência em matérias litúrgicas, é também muito importante que a proibição contra a forma da liturgia em uso válido até 1970 (a antiga Missa em Latim) seja levantada. Qualquer pessoa que hoje em dia defenda a existência contínua desta liturgia ou que participe nela é tratada como um leproso; toda a tolerância acaba aqui. Nunca houve nada como isto na história; ao fazer isso, estamos desprezando e proibindo o passado inteiro da Igreja. Como confiar nela no presente se as coisas são assim?”

(Introdução ao Espírito da Liturgia, 2000)

“Sou da opinião, para ser sincero, de que o rito antigo deveria ser concedido muito mais generosamente a todos aqueles que o desejam. É impossível ver o que poderia haver de perigoso ou inaceitável nisso. Uma comunidade coloca em questão o próprio ser quando subitamente declara como estritamente proibido aquilo que era a sua mais santa e elevada posse e quando declara absolutamente indecentes os almejos por ela”.

(Sal da Terra, 1997)

6, 7 e 8 – Sobre a “criatividade litúrgica” empobrecedora

“Também vale a pena observar aqui que a ‘criatividade’ envolvida nas liturgias fabricadas tem um alcance muito restrito. É pobre em comparação com a riqueza da liturgia recebida nas centenas e milhares de anos de história. Infelizmente, os autores das liturgias caseiras são mais lentos para perceber isto do que os seus participantes”.

(The Feast of Faith, págs. 67-68)

“Na realidade o que se passou foi que uma clericalização sem precedentes entrou em cena. Agora, o sacerdote – aquele que ‘preside’, como hoje preferem chamá-lo – se torna o verdadeiro ponto de referência para toda a liturgia. Tudo depende dele. Temos que ver a ele, responder a ele, estar envolvidos naquilo que ele está fazendo. A sua criatividade sustenta tudo”.

(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

“Cada vez menos e menos Deus é o centro. Cada vez é mais e mais importante o que é feito pelos seres humanos que se encontram aqui e não gostam de se sujeitar a um padrão pré-determinado”.

(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

9 – Sobre o sacerdote voltado ao povo durante a Missa

“O fato de o sacerdote ter-se virado para o povo tornou a comunidade um círculo fechado sobre si próprio. Na sua forma exterior, já não se abre ao que está à frente e acima, e sim se fecha em si mesmo. O voltar-se para o Oriente não era uma celebração virada para a parede; não significava que o sacerdote tinha as costas voltadas ao povo: é que o próprio sacerdote não era visto como tão importante. Porque, tal como a assembleia na sinagoga olhava junta para Jerusalém, também na liturgia cristã a assembleia olhava junta para o Senhor (…) Por outro lado, o voltar-se para o Oriente durante a Oração Eucarística continua a ser essencial. Isto não é uma questão de acidentes, mas de essência. Olhar para o sacerdote não tem importância nenhuma. O que importa é olhar juntos para o Senhor”.

(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

10 – Sobre a substituição do Crucifixo pelo sacerdote

“Mover a cruz do centro do altar para o lado do altar, a fim de permitir uma visão do sacerdote sem obstáculos, é algo que vejo como um dos fenômenos mais absurdos das décadas recentes. A cruz é um obstáculo durante a Missa? O sacerdote é mais importante que Nosso Senhor?”

(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

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A partir de recopilação publicada no blog de Taylor Marshall

 

Poloneses se reúnem na fronteira e por todo o país para rezar o Rosário

“Dai-me um exército que reze o Rosário e eu vencerei o mundo.” – São Pio X

7 de outubro: Dia de Nossa Senhora do Rosário, comemoração da vitória naval católica de Lepanto sobre os muçulmanos turcos e dia em que a Polônia novamente demonstrou de maneira memorável a fé e o valor de seu povo.

Um evento chamado Rosário na Fronteira organizado pelos leigos da Solo Dios Basta (Só Deus Basta) e aprovado pela hierarquia católica polonesa atraiu cerca de um milhão de fiéis em diversas localidades do país no último sábado (7), do Mar Báltico no norte até as montanhas na fronteira com a Eslováquia e a República Tcheca ao sul, formando uma cadeia humana unida com a intenção de Salvar (no sentido pleno) o mundo e a Polônia, contra a crescente secularização e a islamização da Europa. Veja as fotos abaixo, tiradas por todo o território.

As motivações principais para 7 de outubro de 2017 ser o dia escolhido foram as seguintes:

-Foi a festa de Nossa Senhora do Rosário, que comemora a vitória cristã sobre as forças muçulmanas na Batalha de Lepanto;

-Foi o primeiro sábado do mês, e há uma devoção dos Primeiros Sábados revelada pela Santíssima Virgem Maria de Fátima a Ir. Lúcia;

-Este ano é o 140º aniversário da aparição de Nossa Senhora em Gietrzwald, uma aparição famosa na Polônia;

-É também o 100º aniversário da aparição de Nossa Senhora de Fátima.

A oração, iniciada por volta das 14h (horário local) em aeroportos, campos, estradas e 319 igrejas localizadas na fronteira, teve o apoio da primeira-ministra, e um comunicado dos bispos estabeleceu que as famílias poderiam rezar em suas casas, os doentes em hospitais e as comunidades paroquiais em suas igrejas, para que todos, mesmo impossibilitados de chegarem até os limites territoriais do país, pudessem participar. Muitos enfrentaram chuva e o tempo ruim, alguns viajaram centenas de quilômetros para agradecer por intenções particulares realizadas: todos reconhecendo o poder do Rosário e seu indelével significado.

Iniciando com uma Missa na manhã de sábado, o arcebispo Marek Jedraszewski, de Cracóvia, exortou os fiéis a “orarem por outras nações da Europa e do mundo para entender que precisamos voltar às raízes cristãs da cultura europeia se quisermos que a Europa permaneça sendo Europa”.

O padre Paweł Rytel-Andrianik, porta-voz da Conferência dos Bispos poloneses, disse que o evento foi um dos maiores da História na Europa, ficando atrás somente da Jornada Mundial da Juventude de 2016, também na Polônia.

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O importante apoio da primeira-ministra polonesa através do Twitter, agradecendo os participantes

A mídia já começa, como de praxe, com insinuações sujas, associando o ato ao preconceito, xenofobia, racismo e escarnecendo desta grande demonstração de fé. Tremam, laicistas e progressistas: A Polônia Católica vive!

Fonte: Castelo Histórico

Livros Recomendados:

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Vaticano apresenta novos prêmios sobre o pensamento de Bento XVI

Vaticano, 26 Set. 17 / 02:30 pm (ACI).- Erguer pontes entre ciência e fé e expor o pensamento do Papa Emérito Bento XVI são os dois principais objetivos dos prêmios que a Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI entregará na quarta-feira, 27 de setembro e em novembro.

A Fundação apresentou várias iniciativas na Sala de Imprensa do Vaticano, na qual estiveram presentes o Cardeal Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e membro do Comitê Científico da Fundação, e o Presidente do Conselho de Administração, Pe. Federico Lombardi, ex-porta-voz da Santa Sé, que destacou alguns detalhes.

“A fundação foi instituída em 2010 com o objetivo de promover estudos e publicações sobre o trabalho e o pensamento de Joseph Ratzinger-Bento XVI e promover estudos teológicos nas disciplinas conectadas”, assinalou o também ex-diretor da Sala de Imprensa do Vaticano.

A principal novidade é a entrega dos prêmios “Razão Aberta”, cuja primeira edição será na quarta-feira, 27 de setembro, no Vaticano, em colaboração com a Universidade Católica Francisco de Vitoria, de Madri (Espanha).

Os novos prêmios “foram inspirados em uma ideia central do pensamento de Ratzinger. Essa ideia insiste na necessidade de ter uma visão ampla e aberta da razão e do seu exercício na busca da verdade e da resposta às perguntas fundamentais sobre a humanidade e seu destino”. Algo que serve para o “diálogo entre a Igreja e a cultura moderna, e entre as ciências e a filosofia e a teologia”.

Por sua parte, o reitor da Universidade Francisco de Vitória, o professor Daniel Sada, destacou que as universidades católicas deveriam responder à pergunta: “o que uma universidade católica faz para a evangelização?”. “Bento XVI convida as universidades católicas a usarem a razão. Será católica pelo que também acontece em suas salas de aula, por isso é muito importante ensinar desde uma razão aberta, ampliada e assim surgiu o nome dos prêmios”. Também é “uma forma de sair às periferias do conhecimento e da cultura”.

Em declarações ao Grupo ACI, Sada explicou que a sua universidade propôs “empreender um projeto que responda ao legado principal de Ratzinger, de pedir às universidades de todo o mundo para que sejam capazes de produzir ciência e de ensinar uma ciência a partir uma razão aberta, superando a natureza fragmentada do saber”.

Em sua opinião, as universidades católicas devem “criar e ensinar uma ciência e preparar para profissões a partir de uma visão de mundo cristã. A única maneira é pensar as próprias ciências a partir dessa razão aberta proposta pelos prêmios”.

Os vencedores da primeira edição são Darcia Narvaéz, da Universidade de Notre Dame; Claudia Vanney e Juan F. Franck, da Universidade Austral; e Michael Schuck, Nancy C. Tuchman e Michael J. Garanzini, da Universidade de Loyola. Também a religiosa Laura Baritz, da Keteg Oikonomía Research Institute Foundation.

Por outro lado, o prestigioso Prêmio Ratzinger terá a sua sétima edição em 18 de novembro e, de 20 de novembro a  1º de dezembro, acontecerá em San José, Costa Rica, o simpósio internacional sobre ecologia Laudato Si, que tratará sobre o tema “O cuidado da Casa Comum, uma conversa necessária para a Ecologia Humana”.

Declarações explosivas de Dom Georg Gänswein: Existe um “ministério expandido” e Bento XVI ainda é Papa. Como é possível?

O que está por trás de tudo isso? E é isso o que ainda “impede” Bergoglio de dar o golpe definitivo que afundaria a Igreja, induzindo-a a mil ambiguidades? 

Por Antonio Socci | Tradução: FratresInUnum.com: O mistério continua e – na bandeira do Vaticano – o branco agora está sobressaindo. Na verdade, as declarações feitas ontem por Dom Georg Gäenswein,  sobre o “status” de Bento XVI e Francisco, são perturbadoras (Dom Georg é secretário de um e prefeito da Casa Pontifícia do outro).

A essa altura, não dá para entender mais o que aconteceu no Vaticano em fevereiro de 2013 e o que está acontecendo hoje.

Antes de ver essas declarações, vou resumir a história que colocou a Igreja em uma situação jamais vista.

ESTRANHA RENÚNCIA

Depois de anos de ataques duríssimos, no dia 11 de fevereiro de 2013 Bento XVI anunciou sua clamorosa “renúncia”, sobre a qual as verdadeiras razões são ainda motivo de muitas perguntas legítimas (pois ele deu início ao seu pontificado com uma frase retumbante: “Ore por mim, para que eu não fuja para medo dos lobos”).

Além disso, depois de três anos e meio de renúncia, ficou claro que não haviam problemas de saúde iminentes, nem de lucidez.

Sua “renúncia” foi formalizada com uma “Declaração Final”, em um latim um pouco “frágil” (não escrito por ele) e sem fazer referência- como seria óbvio – ao cânon do Código de Direito Canônico que regula a própria renúncia do Papado.

Um descuido? Uma escolha? Não sabemos. Em qualquer caso, a renúncia ao papado não era uma novidade absoluta. Houve outras, em dois mil anos, embora muito raras. O que nunca existiu foi um “papa emérito” porque todos aqueles que saíram regressaram ao seu status precedente.

Em vez disso, Bento, cerca de dez dias depois da renúncia, e antes do início da sede vacante, fez saber – desmentindo até mesmo o porta-voz – de que ele se tornaria “papa emérito” e permaneceria no Vaticano.

UM ESCRITO CONFIDENCIAL? 

Tal escolha inédita não foi acompanhada por um ato que definisse e formalizasse  o “papado emérito” do ponto de vista do direito canônico e teológico.

E isso é muito estranho. Assim, permaneceu como indefinida uma situação delicadíssima e perturbadora. A menos que haja alguma coisa escrita, que, no entanto, permaneceu confidencial …

De resto, de acordo com os especialistas,  a figura do “papado emérito” não tem nada a ver com os bispos aposentados, criados após o Concílio, uma vez que o episcopado é o terceiro grau do sacramento da Ordem, e – quando um bispo de 75 anos renuncia à jurisdição sobre uma diocese – permanece para sempre como bispo (a Igreja codificou precisamente, em um ato oficial, todas as prerrogativas do Episcopado emérito).

O papado, por sua vez, não é um quarto grau no sacramento da Ordem e os canonistas sempre defenderam que, ao renunciá-lo, o seu sujeito poderia apenas voltar a ser bispo. (assim tem sido há dois mil anos).

Em vez disso, Papa Ratzinger – refinado homem de doutrina – se tornou  “papa emérito” e preservou o nome de Bento XVI do qual se segue o título de “Santo Padre” e até mesmo a insígnia papal no emblema (algo que surpreendeu, porque os símbolos são muito importantes no Vaticano) .

E tudo isso não por vaidade pessoal, pois Ratzinger é famoso pelo oposto: ele sempre viveu o cargo como um fardo e fez todo o possível para não ser eleito papa.

A questão, portanto, que rola há três anos, no Palácio do Vaticano, é esta: se demitiu ou realmente – por razões desconhecidas — ainda é Papa, mesmo que de uma forma nova?

Alimentando o mistério, há também o discurso de despedida que ele fez na audiência, em 27 de fevereiro de 2013, em que – recordando o seu “sim” na “eleição em 2005 – disse que era “para sempre ” e explicou:

“O ‘sempre’ também é um “para sempre”- já não há um retorno ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não o revoga. “

Eram palavras que deveriam colocar todos a questionar o que estava havendo (se tratava de uma renúncia unicamente ao “exercício ativo” do ministério petrino? Era plausível?).

Mas, naquele período de fevereiro a março de 2013, todos evitaram perguntar ao papa o porquê de sua renúncia, o sentido daquelas palavras de 27 de Fevereiro e a definição do cargo de “papa emérito”.

DOIS PAPAS?

O mesmo Papa Francisco – eleito no dia 13 de março de 2013 – encontrou-se em uma nova situação que, em seguida, ajudou a tornar ainda mais enigmática, desde que na noite da sua eleição, apareceu no balcão da Basílica de São Pedro, sem vestes papais e definindo-se seis vezes como “Bispo de Roma”, mas nunca como Papa (além do mais, não usou o pálio – símbolo coroação papal – no brasão de armas).

Como se não bastasse, o próprio Francisco continua a chamar Joseph Ratzinger de “Sua Santidade Bento XVI”

Em suma,  havia um papa reinante que não se definia como papa, mas bispo, e que chamava papa aquele que – de acordo com a oficialidade – já não era mais papa, mas havia voltado a ser bispo. Um emaranhado incompreensível.

A Igreja, pela primeira vez na história, se encontrava com dois papas: e quem disse isso foi o próprio Bergoglio, em julho de 2013, em um vôo do Brasil que o trouxe de volta para a Itália.

Mais tarde, alguém deve tê-lo explicado que – pela constituição divina da Igreja – não pode haver dois papas simultaneamente e, então, ele passou a explicar  em ocasiões posteriores, sua analogia com os “bispos eméritos”. Mas, ele mesmo sabe que não há nenhuma analogia, pelas razões que eu mencionei acima, e porque não há nenhum ato formal de criação do “papado emérito”.

HIPÓTESES

Alguns canonistas tentaram decifrar – do ponto de vista legal e teológico – a nova e inédita situação.

Stefano Violi, estudando a declaração do Papa Bento, conclui:

“(Bento XVI) renuncia ao” ministerium”. Não ao Papado, de acordo com o texto da regra de Bonifácio VIII; não ao “munus”segundo o que consta no canon 332 § 2, mas ao ‘ministerium”, ou como ele deixou especificado em sua última audiência, exercício ativo do ministério…”.

Violi então continua:

“O serviço na Igreja continua com o mesmo amor e a mesma dedicação, mesmo fora do exercício do poder. Objeto de renuncia, irrevogável, é de fato o “executio Muneris” mediante a ação e a palavra (agendo et loquendo), não o “munus” que lhe foi confiado de uma vez por todas”.

As consequências de tal fato, no entanto, seriam perturbadoras.

Um outra canonista, Valerio Gigliotti, escreveu que a situação de Bento XVI abre uma nova fase, que define “místico-pastoral”, uma “nova configuração da instituição do papado que está atualmente à mercê de uma reflexão canônica”. Isso também é perturbador.

A BOMBA DE DOM GEORG

Então ontem, Dom Gaenswein, durante a apresentação de um livro sobre Bento XVI, explicou que seu pontificado deve ser lido a partir de sua batalha contra a “ditadura do relativismo”.

Depois ele disse literalmente:

“Desde a eleição de seu sucessor, Papa Francisco –  no dia 13 de março de 2013 -, não há, portanto, dois Papas, mas na verdade um ministério expandido com um membro ativo e um outro contemplativo. Por este motivo, Bento não renunciou nem ao seu nome e nem à sua batina branca. Por isso, o título próprio pelo qual devemos nos dirigir a ele ainda é “santidade”. Além disso, ele não se retirou para um mosteiro isolado, mas continua dentro do Vaticano, como se tivesse apenas se afastado de lado para dar espaço para seu sucessor e para uma nova etapa na história do Papado que ele, com esse passo, enriqueceu com a centralidade da oração e da compaixão feitas nos jardins do Vaticano”.

Trata-se de declarações explosivas, cujo significado dá muito o que entender. Quer dizer que, de fato, desde o dia 13 de março de 2013, há “um ministério (petrino) expandido com um membro ativo e outro contemplativo”?

E dizer que Bento XVI “apenas” (enfatizo o “apenas”) deu um passo para o lado para dar espaço ao Sucessor? Chegam mesmo a falar de “uma nova etapa na história do Papado”.

E tudo isso – diz Gaenswein – faz entender por que Bento XVI “não desistiu de seu título e nem da batina branca” e por que o título pelo qual devemos nos dirigir a ele ainda é “Santidade”.

Uma coisa é certa: é uma situação anormal e misteriosa. E há algo importante que não estão dizendo…

Antonio Socci

“Libero”, 22 de maio de 2016

Gravados secretamente, abortistas falam o que escondem do público

Fonte: Contra o Aborto

O vídeo acima foi gravado pelo Center for Medical Progress (CMP), uma entidade norte-americana dedicada a monitorar questões que envolvam a ética médica. Membros do CMP conseguiram acesso a uma reunião secreta anual que é promovida pelo NAF (National Abortion Federation). Utilizando câmeras escondidas, foram gravados vários depoimentos de lideranças do movimento abortista e também de médicos e representantes de empresas que se dedicam a esta hedionda prática.

Não é de forma alguma novidade o que acontece por debaixo dos panos na indústria do aborto e o próprio CMP já divulgou inúmeros vídeos mostrando abortistas friamente comercializando partes de corpos de bebês abortados. A diferença desta vez é que os abortistas, mais do que simplesmente falar com potenciais clientes (que foi o disfarce utilizado pelo CMP em suas primeiras denúncias), agora estavam em um ambiente que julgavam ser freqüentado apenas por seus pares.

A reunião secreta, que ocorre sempre no mês de abril, junta a nata do abortismo dos EUA. Metade dos membros e lideranças do NAF são de pessoas ligadas à Planned Parenthood, que é a maior rede de clínicas de aborto dos EUA. Entre as empresas presentes, está a StemExpress, que esteve envolvida, juntamente com a Planned Parenthood no escândalo de comercialização de partes de corpos de bebês abortados.

Mas não é apenas a ganância que tira seus lucros através da eliminação de vidas humanas que sobressai na reunião. Há coisas que fariam torturadores de regimes totalitários corar de vergonha. Por exemplo, em dado momento no vídeo, a dra. Uta Landy, que é fundadora do Consórcio de Provedores de Aborto, relata um procedimento em que o globo ocular de um bebê abortado acabou caindo em seu colo. Ela diz “(…) e isto é nojento!”, e a platéia começa a rir do fato.

Na mesma conferência, a dra. Lisa Harris, diretora médica da Planned Parenthood de Michigan, diz que suas histórias — ela falava para uma platéia de profissionais da área médica — não têm lugar no discurso e na retórica “pró-escolha”. Isto se deve porque o que eles falam ali não é de forma alguma para chegar aos ouvidos do público em geral. É exatamente esta profunda perversão, esta ganância, este completo descaso com a vida humana frágil e inocente, que é a principal característica da indústria do aborto, que eles mais querem manter longe dos olhos da população.

Para exemplificar os “problemas” que eles, profissionais do aborto, enfrentam, a dra. Harris fala logo em seguida: “As cabeças ficam presas, nós não conseguimos removê-las”. E vários dos presentes riem.

Em outro trecho do vídeo, a mesma dra. Harris, resume bem sobre de que se trata o trabalho da indústria do aborto. Ao falar sobre a motivação que ela tem para fazer seu trabalho, ela admite tudo o que os pró-vida sempre disseram da indústria do aborto:

“Vamos admitir que é violência, que se trata de uma pessoa, que é assassinato. Admitamos isto.”

É exatamente isto. E é isto que eles mais querem manter longe dos olhos e dos ouvidos do público. É violência, é assassinato, é negar o direito à existência de um ser humano já concebido. Toda a retórica abortista é pensada para esconder estas verdades que eles mesmos reconhecem quando estão a portas fechadas e pensam que estão falando apenas entre seus semelhantes.

Todo aquele papo de “não sabemos quando inicia a vida humana” — o que é uma grande mentira –, toda aquela história de dizer que tudo o que desejam é ajudar mulheres humildes, tudo isto e muito mais é apenas uma fachada, como sempre foi denunciado pelo movimento pró-vida. A verdade nua e crua é que a indústria do aborto é uma indústria da morte, uma indústria composta de gente que é capaz de gargalhar quando o globo ocular de um bebê abortado cai no colo de quem havia acabado de assassiná-lo. É uma gente que é capaz de aplaudir ao ver o vídeo de um aborto por sucção.

O vídeo é apenas uma pequena mostra do que o CMP conseguiu gravar no encontro. Provavelmente nos próximos dias outras gravações serão divulgadas ao público. Nada disto será bonito de ver, mas talvez seja esta a única maneira possível para muitos acordarem e finalmente entenderem o que realmente é o aborto.

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