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Nossa Senhora

O poder da Ave Maria

Fonte: O segredo do Rosário

Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo.

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente.

– Podem dar grande alegria à Mãe de Deus para se obter as graças que ela deseja.

– Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e  nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

– A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

– S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

– S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios”, como Leo XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

– Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuita, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

– S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando
para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

– Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

– Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora, e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento.

Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: “Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor”.

Jesus sorriu e disse: “Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me  o mesmo prazer”.

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e  recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe.

Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos ir com a mesma confiança ilimitada a Maria.

S.Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É nossa lamentáve a nossa ignorância lamentável que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O dr.Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica.  Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado de cama de um homem que morria no desespero  por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, perguntaram a um sacerdote da paróquia ver uma senhora protestante que estava gravemente doente, e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: “não”. Tudo o que ela podia lembrar era que, uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual era rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a
felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro “Revelações” que quando nós agradecemos a Deus pelas as graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?

“Uma Ave Maria dita sem sensível fervor,mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações”. (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

O poder da Ave Maria

Possesso pelo qual o Papa Francisco rezou, conta a sua história: 10 exorcistas e anos de sofrimento

Possesso pelo qual o Papa Francisco rezou, conta a sua história: 10 exorcistas e anos de sofrimento

ROMA, domingo, 28 de maio. 13 / 12:19 (ACI / EWTN Notícias) -. Angel, 43 anos de idade, mexicano no qual o Papa Francisco realizou uma “oração de libertação” após a conclusão da missa de Pentecostes, na Praça de São Pedro, em 19 de Maio, contou sua história e revelou que há mais de dez anos, ele foi possuído por quatro demônios e que em um sonho levou-o a viajar para Roma para encontrar o Papa.

Em entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo, Angel lembrou que tudo começou em 1999, “um dia retornando em um ônibus da Cidade do México para minha cidade natal em Michoacan, senti que uma energia que entrou no ônibus. Não vi, mas perceptível”.

“Percebi que se aproximou de mim e parou na minha frente. E, de repente, eu me senti como se alguém tivesse me esfaqueado no peito e depois, pouco a pouco, a sensação de que eles estavam me abrindo às costelas”, disse.

Inicialmente, Angel pensou que era um ataque cardíaco, mas não morreu e seu estado de saúde agravou-se, porque “tudo o que eu comia vomitava. Havia picadas por todo o meu corpo, como se fosse cheio de agulhas”.

“Até as folhas me machucavam. Comecei a não me sentir capaz de andar”, lembrou.

Logo começaram os transes em que proferiram blasfêmias e falavam em línguas sem médicos que o assistissem para explicar o que estava acontecendo.

Sua saúde tornou-se delicada “no total já me deram quatro vezes a Unção dos Enfermos”, diz ele.

Esse sacramento trouxe uma melhoria na sua saúde, por isso que Angel começou a orar, com uma especial devoção ao Senhor da Misericórdia.

Em 2004, Angel assistiu a uma palestra de um padre ucraniano na cidade mexicana de Morelia, que explicou o seu caso.

“Eu disse a ele o que estava acontecendo comigo, como me senti mal. Ele me colocou no peito uma relíquia do Padre Pio e então eu vi uma luz especial que me rodeava, senti uma grande paz. Mas, ao mesmo tempo, notei algo que começando a me arranhar dentro de mim. Isso é algo que me derrubou e começou a se manifestar. Vi que eu não podia fazer nada, que a presença era mais forte do que eu, me dominada “, disse ele.

Naquele dia, ficou claro que ele estava possuído e praticou seu primeiro exorcismo.

Sabendo que ele estava possuído, confessou Angel, “me deu muito medo. E eu me senti muito sujo em pensar que dentro de mim havia um ser maléfico”.

“A minha família reagiu primeiro com incredulidade e, de fato, entre meus irmãos, há alguns que ainda estão céticos que acreditam que o que eu tenho é o resultado de um desequilíbrio psicológico”.

Angel expressou sua proximidade com as pessoas ao redor do mundo passando por algo semelhante e ele “se sente incompreendido por sua família, amigos e às vezes até pela própria Igreja, porque nem todas as dioceses tem exorcistas”.

“Além disso, porque há padres que não acreditam em possessão demoníaca, eles consideram que são problemas psiquiátricos. Há muitos que acabam em asilos e morrem sem saber o que aconteceu”, lamentou.

Inicialmente, um sacerdote na Cidade do México realizou quatro ou cinco exorcismos, durante um dos quais “o padre perguntou como o demônio tinha entrado em mim e ele disse que era por causa de uma maldição que me fez uma pessoa”.

Eventualmente, aconselhou-o a recorrer ao famoso exorcista padre espanhol José Antonio Fortea, que em uma viagem para o México, há três anos, eu conheci e tinha avisado ele.

Angel tem uma licenciatura em Marketing pela Universidade de Guadalajara (México), e teve sua própria empresa de publicidade, que teve que fechar, porque “a minha saúde não me deixava trabalhar”.

“A fim de sustentar a minha família eu tive que vender a minha casa e um apartamento que tínhamos. Agora moro em uma casa que a minha mãe nos deu. Felizmente, eu não estou em dificuldades financeiras, com a venda das duas casas dá para viver”, disse ele.

No entanto, Angel anseia por “uma vida normal. Especialmente para minha esposa e meus filhos, com idades entre seis e onze anos. Felizmente os meus dois filhos nunca me viram possesso. Mas eles sabem que eu estou doente”, disse em meio a lágrimas.

Mas, recentemente, Angel teve um sonho que daria uma grande mudança no seu caso e que o seu testemunho acabaria por chegar a todo o mundo.

“Eu vi o Santo Padre Francisco vestindo vermelho e orando com um incensário na mão e rodeado por bispos e cardeais. Não dei importância, mas quando acordei, liguei a TV e vi uma missa do Papa, vestindo vermelho e com um incensário na mão, rodeado de bispos e cardeais e passou pela minha cabeça uma ideia: eu tenho que ir a Roma “, disse.

“Por esse tempo, ele lembrou, estava lendo o livro “O Último Exorcista”, o famoso exorcista da diocese de Roma (Itália), Gabriele Amorth”, que afirma que tanto a Bento XVI e João Paulo II havia realizado exorcismos e orações libertadora para possuído”.

Angel não hesitou o suficiente em viajar para Roma, porque “era muito ruim, eu tinha medo de morrer longe dos meus filhos, minha família.”

No final, com Juan Rivas, um sacerdote mexicano Legionários de Cristo, a quem conheceu há dois anos viajaram para Roma.

“Depois de tentar três vezes saudar o papa, sem sucesso”, Domingo de Pentecostes “a providência divina lhe ajudou e finalmente conseguiu encontrá-lo e recebeu dele uma oração”, disse o padre Rivas.

O dia depois da oração do Papa em Angel, padre Amorth viu e disse que “não há dúvida de que ele está possuído”.

Em entrevista à ACI DIGITAL em 22 de maio, o padre disse que naquele dia “o Papa veio e deu-lhe uma forma de oração de exorcismo e de libertação, e não o exorcismo clássico que é feito com o livro.”

O mexicano, Amorth disse, “é realmente uma alma de Deus, que o Senhor usa para censurar o México em relação à legalização do aborto”.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus

Cultura do bem-estar adormece e não deixa seguir Jesus, alerta o Papa

VATICANO, 27 Mai. 13 / 02:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua habitual homilia da Missa que celebrou nesta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu que a cultura do bem-estar e do fascínio pelo provisório deixa o homem preguiçoso e pouco corajoso para seguir Jesus.

 

Meditando na passagem do jovem rico, que se entristece porque Jesus lhe pede deixar tudo, o Papa alentou fazer um exame de consciência sobre as “riquezas” que hoje em dia nos impedem de aproximar-nos do Senhor.

O Santo Padre disse que “as riquezas são um obstáculo” que “não faz fácil o caminho para o Reino de Deus”. Também advertiu que, “cada um de nós tem suas ‘riquezas’”. Existe sempre, explicou, uma riqueza que nos “impede de nos aproximar de Jesus”. E temos que detectar isto. Todos, continuou, “temos que fazer um exame de consciência sobre quais são as nossas riquezas, porque nos impedem de nos aproximar a Jesus no caminho da vida“.

Francisco se referiu a duas “riquezas culturais”: acima de tudo a “cultura do bem-estar, que nos deixa pouco corajosos, preguiçosos e também egoístas”. O bem-estar, constatou o Bispo de Roma, “nos adormece, é uma anestesia”.

“‘Não, não, mais de um filho não, porque não poderemos ir de férias, não poderemos ir a tal lugar, não poderemos comprar a casa’. Podemos seguir o Senhor, mas até certo ponto. Isto é o que faz o bem-estar: todos sabemos bem como é o bem-estar, mas isto nos destrói, despoja-nos daquele valor, daquela coragem forte que nos aproxima de Jesus. Esta é hoje a primeira riqueza da nossa cultura, a cultura do bem-estar”.

Existe, além disso, “outra riqueza na nossa cultura”, uma riqueza que nos “impede de nos aproximar de Jesus: é a fascinação do provisório”. Nós, observou o Papa, estamos “apaixonados pelo provisório”. As “propostas definitivas” que nos faz Jesus, particularizou, “nós não gostamos”. Em troca nós gostamos do passageiro, porque “temos medo do tempo de Deus” que é definitivo.

“Ele é o Senhor do tempo, nós somos os senhores do momento. Por quê? Porque nesse instante somos os que mandam: até aqui sigo o Senhor, depois já veremos… Uma vez, conheci uma pessoa que queria ser sacerdote, mas só por dez anos, não mais… Quantos casais, quantos casais se casam, sem dizê-lo, mas pensando com o coração: ‘até que dure o amor e depois veremos…’ A fascinação do provisório: esta é uma riqueza”.

O Papa Francisco afirmou que “devemos nos converter em donos do tempo, fazemos breve o tempo reduzindo-o ao momento. Estas duas riquezas são aquelas que neste momento nos impedem de ir para frente. Penso em tantos, tantos homens e mulheres que deixaram a própria terra para serem missionários por toda a vida: isso é o definitivo!”.

“Mas também, assegurou, penso em tantos homens e mulheres que ‘deixaram a própria casa para um matrimônio por toda a vida’; isso é ‘seguir Jesus de perto! É o definitivo!’. O provisório, repetiu o Papa Francisco, ‘é não seguir Jesus’, esse é ‘nosso território’”.

“Ante o convite de Jesus, diante destas duas riquezas culturais pensemos nos discípulos: estavam desconcertados. Também nós podemos estar desconcertados por estas palavras de Jesus. Quando Jesus explicava alguma coisa ficavam ainda mais desconcertados”.

Para concluir o Santo Padre animou pedir “ao Senhor que nos dê o valor de ir adiante, despojando-nos desta cultura do bem-estar, com a esperança – ao final do caminho, onde Ele nos espera – no tempo. Não com a pequena esperança do momento que não serve mais. Assim seja”.

O Papa: Deus se fez homem para curar tudo o que nos separa dele

VATICANO, 09 Jan. 13 / 03:09 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVIalentou aos fiéis católicos de todo o mundo a recuperar o assombro ante o mistério da Encarnação que ilumina a vida e explicou que Deus assumiu a condição humana para curar “tudo o que nos separa Dele”.

Em sua catequese semanal, diante de milhares de fiéis presentes na Sala Paulo VI, o Santo Padre disse que “neste tempo natalício nos concentramos mais uma vez sobre o grande mistério de Deus que desceu do Céu para entrar na nossa carne. Em Jesus, Deus encarnou-se, transformou-se homem como nós, e assim nos abriu o caminho para o seu Céu, para a comunhão plena com Ele”.

“Deus assumiu a condição humana para curá-la de tudo aquilo que a separa Dele, para permitir-nos chamá-lo, no seu Filho Unigênito, com o nome de “Abbá, Pai” e ser verdadeiramente filhos de Deus”.

O Santo Padre ressaltou que “é importante então recuperar o assombro diante do mistério, deixar-nos envolver pela magnitude deste acontecimento: Deus, o verdadeiro Deus, Criador de tudo, percorreu como homem nossos caminhos, entrando no tempo do homem, para comunicar-nos sua própria vida. E não o fez com o esplendor de um soberano, que sujeita o mundo ao seu poder, mas com a humildade de uma criança”.

O Papa disse logo que quando no Evangelho de São João se diz que “O Verbo se fez carne”, esta última palavra, segundo o costume hebraico, “indica o homem na sua integralidade, todo o homem, mas propriamente sobre o aspecto da sua transitoriedade e temporalidade, da sua pobreza e contingência. Isto para nos dizer que a salvação trazida por Deus fazendo-se carne em Jesus de Nazaré toca o homem na sua realidade concreta e em qualquer situação que se encontra”.

Bento XVI afirmou logo que a expressão “o Verbo se fez carne” é “uma daquelas verdades à qual nós estamos tão habituados que quase não nos afeta mais a grandeza do evento que essa exprime. E efetivamente neste período natalício, no qual tal expressão retorna sempre na liturgia, às vezes se fica mais atento aos aspectos exteriores, às “cores” da festa, que ao coração da grande novidade cristã que celebramos: algo absolutamente impensável, que somente Deus poderia operar e no qual podemos entrar somente com a fé”.

Como segundo ponto de sua catequese o Papa referiu-se aos que se trocam no Natal, destacando que são uma expressão de amor e estima que recorda a entrega total de amor a Deus “para os homens, doou a si mesmo por nós; Deus fez de seu Filho único um presente para nós, assumiu a nossa humanidade para doar-nos a sua divindade”.

“Este é o grande presente. Também no nosso presentear não é importante que um presente seja caro ou não; quem não pode doar um pouco de si mesmo, doa sempre muito pouco; na verdade, às vezes busca-se substituir o coração e o compromisso de doação de si com o dinheiro, com coisas materiais”.

Bento XVI ressaltou que “o fato da Encarnação, de Deus que se fez homem como nós, nos mostra o realismo sem precedentes do amor divino. O agir de Deus, na verdade, não se limita às palavras, de fato poderíamos dizer que Ele não se contenta em falar, mas se imerge na nossa história e assume para si o cansaço e o peso da vida humana”.

“Este modo de agir de Deus é um forte estímulo para nos interrogarmos sobre o realismo da nossa fé, que não deve ser limitado à esfera do sentimento, das emoções, mas deve entrar no concreto da nossa existência, deve tocar, isso é, a nossa vida de cada dia e orientá-la também de modo prático. Deus não parou nas palavras, mas nos indicou como viver, partilhando da nossa própria experiência, exceto no pecado.?”.

Citando logo a São João quem recorda algumas passagens do Gênesis sobre a Criação, o Santo Padre disse que “o Evangelista alude claramente à história da criação que se encontra nos primeiros capítulos do Livro de Gênesis, e o lê à luz de Cristo. Este é um critério fundamental na leitura cristã da Bíblia: o Antigo e o Novo Testamento devem sempre ser lidos em conjunto e do Novo se revela o sentido mais profundo também do Antigo”.

“Os Padres da Igreja têm aproximado Jesus de Adão, tanto para defini-lo ‘segundo Adão’ ou o Adão definitivo, a imagem perfeita de Deus. Com a Encarnação do Filho de Deus acontece uma nova criação, que dá a resposta completa à pergunta: ‘Quem é o homem?’”.

“Somente em Jesus se manifesta plenamente o projeto de Deus sobre o ser humano: Ele é o homem definitivo segundo Deus”.

O Papa sublinhou também que “o Concílio Vaticano II o reitera com força: ‘Na realidade, somente no mistério do Verbo encarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem …Cristo, novo Adão, manifesta plenamente o homem ao homem e revela a eles a sua vocação’”.

“Naquele menino, o Filho de Deus contemplado no Natal, podemos reconhecer a verdadeira face não somente de Deus, mas a verdadeira face do ser humano; e somente abrindo-nos à ação da sua graça e procurando a cada dia segui-Lo nós percebemos o projeto de Deus para nós, para cada um de nós”.

“Queridos amigos –concluiu o Papa– neste período meditemos a grande e maravilhosa riqueza do Mistério da Encarnação, para deixar que o Senhor nos ilumine e nos transforme sempre mais à imagem do seu Filho feito homem para nós”.

Antífonas Maiores: Ó Emanuel

emanuel

Fonte: Portal A12

Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R.

O Emmanuel,

Rex et legifer noster,

exspectatio gentium,

et Salvador earum:

Veni ad salvandum nos, Domine Deus noster.

Ó Emanuel,

nosso rei e legislador,

esperança e salvador das nações,

Vinde salvar-nos,

Senhor nosso Deus.

Referências Bíblicas: Is 7,14; Mt 1,23; Is 33,22; Gn, 49,10. 

Esta antífona é continuação da precedente. Nosso verdadeiro rei, legislador e salvador é o Cristo. Eis o Emanuel, eis o Deus conosco. Pequeno como eu, fraco como eu, nu como eu, pobre como eu. Em tudo se conformou a mim, assumindo o que é meu e dando o que é seu. Clamando pelo Emanuel, esta última antífona nos coloca na véspera do Natal e nos apresenta o mistério da Encarnação!

Antífonas Maiores: Ó Sabedoria

Fonte: Portal A12

Padre Evaldo César de Souza, CSSR

sabedoria

O Sapientia

quæ ex ore Altissimi prodisti,

attingens a fine usque ad finem,

fortiter suaviter disponens omnia:

Veni ad docendum nos viam prudentiae.

Ó Sabedoria

que saístes da boca do altíssimo

atingindo de uma a outra extremidade

e tudo dispondo com força e suavidade:

Vinde ensinar-nos o caminho da prudência.

Referências Bíblicas: Eclo 24,3.8; Sb 8,1; 1Rs 3,9

Esta primeira antífona nos recorda o Verbo que sai da boca do Pai e se torna carne em nosso meio, no seio da Virgem Maria. Como nas palavras do Credo, esta antífona nos ajuda a proclamar: “Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos : Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.” A força do alto virá com o Cristo no meio de nós, vencedor do mal e da maldade. A aclamação “Vinde” é o grito do homem desejoso do retorno glorioso do Cristo.

Música sacra favorece a fé e coopera com a Nova Evangelização

Vaticano, 10 Nov. 12 / 11:22 am (ACI).- Ao receber cerca de seis mil participantes no encontro promovido pela Associação Italiana de Santa Cecilia, o Papa Bento XVI assegurou que “a música sacra pode, acima de tudo favorecer a fé e, além disso, ajudar na nova evangelização”.

O Santo Padre assinalou que o encontro promovido por esta associação “se coloca intencionalmente na comemoração do 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. E com prazer vejo que a Associação Santa Cecilia quer voltar a propor à atenção de todos o ensino da Constituição conciliar sobre a liturgia, em particular o artigo VI, sobre a música sacra”.

“Nesta comemoração, como bem sabem, quis para toda a Igreja um especial Ano da Fé, com o fim de promover o aprofundamento da fé em todos os batizados e o compromisso comum para a nova evangelização”.

O Papa sublinhou que “a tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de valor inestimável, que sobressai entre as demais expressões artísticas, principalmente porque o canto sagrado, unido às palavras, constitui uma parte necessária ou integral da Liturgia solene”.

“Vocês ajudam toda a Assembléia a louvar Deus e a fazer que descenda sua Palavra até o mais profundo do coração: com o canto vocês rezam e fazem rezar, participando do canto e na oração da liturgia que abraça toda a criação ao glorificar o Criador”.

Bento XVI também remarcou que “a participação ativa de todo o Povo de Deus na liturgia não consiste apenas em falar, mas também em escutar, em receber a Palavra com os sentidos e com o espírito”.

“Isto vale também para a música litúrgica. Vocês, que têm o dom do canto, podem fazer cantar o coração de tantas pessoas nas celebrações litúrgicas”.

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