Tag: Transfiguração

Antífonas Maiores: Ó Oriente

oriente

Fonte: Portal A12

Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R.

O Oriens

splendor lucis æternæ, et sol justitiæ

Veni et illumina sedentes in tenebris

et umbra mortis.

Ó Oriente

esplendor da luz eterna e sol da justiça

Vinde e iluminai os que estão sentados

nas trevas e à sombra da morte.

Referências Bíblicas: Zc 6,12; Hb 1,2-3; Is 62,1;Ml 3,20.

O Cristo- Oriente nos recorda a origem da luz; do Oriente vem o Salvador para iluminar as trevas de nossa vida; Cristo é o sol nascente que nos veio visitar, conforme o cântico do “Benedictus”. O tema central dessa antífona é a luminosidade que nos traz o filho de Deus, luz que revelada em parte na Transfiguração e que foi plena na Ressurreição.

Cardeal Ré lembra magistério profético, testemunho e fecundo legado de Paulo VI

VATICANO, 07 Ago. 08 / 02:29 am (ACI).- O Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Giovanni Battista Ré, presidiu hoje a Missa pelos 30 anos da partida do Papa Paulo VI na Basílica de São Pedro, em que lembrou o “magistério profético”, o testemunho e o fecundo legado do Papa Montini.

Em sua homilia, recolhido por L’Osservatore Romano, o Cardeal recordou que Paulo VI faleceu na Solenidade da Transfiguração; data que coincidia além com a da publicação de sua primeira encíclica, Ecclesiam Suam, em 1964 e que marcou também “a data de sua morte”.

Seguidamente explicou que o Papa escolheu o nome de Paulo, porque como ele mesmo disse em sua homilia inaugural de seu pontificado em 1963: era o Apóstolo “que supremamente amou a Cristo, que em máximo grau desejou e se esforçou por levar o Evangelho de Cristo a todas as gentes, que por amor a Cristo ofereceu sua vida”.

Depois de ressaltar o profundo amor do Papa Montini a Cristo, a Maria e à Igreja, o Cardeal Ré sublinhou o “magistério profético” do Santo Padre; que “viveu e proclamou a fé com incansável solicitude e com valor na defesa da integridade e a pureza. Aproveitou todas as oportunidades para dar a conhecer a Palavra de Deus e o pensamento da Igreja”.

O Prefeito assinalou logo que quando Paulo VI foi eleito à Sede de Pedro, “eram anos difíceis para o magistério e para o governo da Igreja: os anos da resposta. E Paulo VI devia reger com firmeza o leme da barco e com valorosa força se esforçou na defesa do depósito da fé”.

“Em 1967, em ocasião do 19 centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Pablo, decretou o Ano da Fé, que concluiu pronunciado em 1968 o Credo do Povo de Deus, no que dirigiu aos teólogos e à Igreja inteira os pontos fundamentais dos que não é lícito afastar-se e reafirmou solenemente a verdade fundamental do cristianismo”.

Humanae Vitae e o diálogo com o mundo

Logo de explicar que do magistério de Paulo VI, o texto “mais asperamente criticado e respondido, e ao mesmo tempo mais sofrido, e que particularmente mostrava a grandeza daquele Pontífice, é a encíclica Humanae Vitae, da qual se lembra este ano seu 40 aniversário”, o Cardeal Ré ressaltou que para o Papa “tratou-se de uma eleição difícil e sofrida. Sabia das oposições que chegariam, mas não fugiu de suas responsabilidades. Fez estudar e estudou pessoalmente e a fundo, o problema e logo teve o valor de decidir, entendendo bem que ia contra a cultura dominante e contra o que esperava a opinião pública”.

“Tratava-se de uma lei divina, escrita pela mão criadora de Deus na mesma natureza da pessoa humana e o Papa não podia trocá-la senão somente interpretá-la”, precisou o Cardeal.

“Em um mundo pobre de amor e cheio de problemas e violência, ele (Paulo VI) trabalhou por instaurar uma civilização inspirada no amor, no que a solidariedade e o amor estejam ai aonde a justiça social não podia chegar”, disse logo o Cardeal e acrescentou que “a civilização do amor que deve construir-se nos corações e as consciências foi para o Papa Montini mais do que uma idéia ou um projeto, foi o guia e o esforço de toda sua vida”.

Seguidamente o Cardeal Ré lembrou como Paulo VI foi a primeiro Papa em chegar a Palestina; o primeiro que renunciou a levar a tiara como símbolo de que a autoridade do Santo Padre “não deve confundir-se com um poder de tipo político-humano”, e como também foi o primeiro dos pontífices em dirigir-se a ONU aonde levou a mensagem do Evangelho de Cristo de amor e paz.

Depois de agradecer a Deus pelo testemunho de amor e entrega do Papa Montini, o Cardeal fez votos para que “a Virgem, que Paulo VI amou meigamente e a quem proclamou ‘Mãe da Igreja’, interceda para que a luz dos ensinamentos e o testemunho de Paulo VI siga iluminando o caminho da Igreja e da sociedade”.

Tiago Maior

Por Papa Bento XVI
Tradução: Vaticano
Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs!

Prosseguimos a série de retratos dos Apóstolos escolhidos directamente por Jesus durante a sua vida terrena. Falámos de São Pedro e de seu irmão, André. Encontramos hoje a figura de Tiago. Os elencos bíblicos dos Doze mencionam duas pessoas com este nome: Tiago, filho de Zebedeu, e Tiago, filho de Alfeu (cf. Mc 3, 17.18; Mt 10, 2-3), que são comummente distinguidos com os nomes de Tiago, o Maior e Tiago, o Menor. Sem dúvida, estas designações não querem medir a sua santidade, mas apenas distinguir o realce que eles recebem nos escritos do Novo Testamento e, em particular, no quadro da vida terrena de Jesus. Hoje dedicamos a nossa atenção à primeira destas duas personagens homónimas.

O nome Tiago é a tradução de Iákobos, forma helenizada do nome do célebre patriarca Tiago. O apóstolo assim chamado é irmão de João, e nos elencos acima mencionados ocupa o segundo lugar logo depois de Pedro, como em Marcos (3, 17), ou o terceiro lugar depois de Pedro e André no Evangelho de Mateus (10, 2) e de Lucas (6, 14), enquanto que nos Actos vem depois de Pedro e de João (1, 13). Este Tiago pertence, juntamente com Pedro e João, ao grupo dos três discípulos privilegiados que foram admitidos por Jesus em momentos importantes da sua vida.

Dado que faz muito calor, gostaria de abreviar e mencionar aqui só duas destas ocasiões. Ele pôde participar, juntamente com Pedro e Tiago, no momento da agonia de Jesus no horto do Getsémani e no acontecimento da Transfiguração de Jesus. Trata-se portanto de situações muito diversas uma da outra: num caso, Tiago com os outros dois Apóstolos experimenta a glória do Senhor, vê-o no diálogo com Moisés e Elias, vê transparecer o esplendor divino de Jesus; no outro encontra-se diante do sofrimento e da humilhação, vê com os próprios olhos como o Filho de Deus se humilha tornando-se obediente até à morte. Certamente a segunda experiência constitui para ele a ocasião de uma maturação na fé, para corrigir a interpretação unilateral, triunfalista da primeira: ele teve que entrever que o Messias, esperado pelo povo judaico como um triunfador, na realidade não era só circundado de honra e de glória, mas também de sofrimentos e fraqueza. A glória de Cristo realiza-se precisamente na Cruz, na participação dos nossos sofrimentos.

Esta maturação da fé foi realizada pelo Espírito Santo no Pentecostes, de forma que Tiago, quando chegou o momento do testemunho supremo, não se retirou. No início dos anos 40 do século I o rei Herodes Agripa, neto de Herodes o Grande, como nos informa Lucas, “maltratou alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (Act 12, 1-2).

A notícia tão limitada, privada de qualquer pormenor narrativo, revela, por um lado, quanto era normal para os cristãos testemunhar o Senhor com a própria vida e, por outro, como Tiago ocupava uma posição de relevo na Igreja de Jerusalém, também devido ao papel desempenhado durante a existência terrena de Jesus. Uma tradição sucessiva, que remonta pelo menos a Isidoro de Sevilha, narra de uma sua permanência na Espanha para evangelizar aquela importante região do Império Romano.

Segundo outra tradição, ao contrário, o seu corpo teria sido transportado para a Espanha, para a cidade de Santiago de Compostela. Como todos sabemos, aquele lugar tornou-se objecto de grande veneração e ainda hoje é meta de numerosas peregrinações, não só da Europa mas de todo o mundo. É assim que se explica a representação iconográfica de São Tiago que tem na mão o cajado do peregrino e o rolo do Evangelho, típicos do apóstolo itinerante e dedicado ao anúncio da “boa nova”, características da peregrinação da vida cristã.

Portanto, de São Tiago podemos aprender muitas coisas: a abertura para aceitar a chamada do Senhor também quando nos pede que deixemos a “barca” das nossas seguranças humanas, o entusiasmo em segui-lo pelos caminhos que Ele nos indica além de qualquer presunção ilusória, a disponibilidade a testemunhá-lo com coragem, se for necessário, até ao sacrifício supremo da vida. Assim, Tiago o Maior, apresenta-se diante de nós como exemplo eloquente de adesão generosa a Cristo. Ele, que inicialmente tinha pedido, através de sua mãe, para se sentar com o irmão ao lado do Mestre no seu Reino, foi precisamente o primeiro a beber o cálice da paixão, a partilhar com os Apóstolos o martírio.

E no final, resumindo tudo, podemos dizer que o caminho não só exterior mas sobretudo interior, do monte da Transfiguração ao monte da agonia, simboliza toda a peregrinação da vida cristã, entre as perseguições do mundo e os confortos de Deus, como diz o Concílio Vaticano II. Seguindo Jesus como São Tiago, sabemos, também nas dificuldades, que seguimos o caminho justo.

Bento XVI: «Transfigurados na Esperança»

Intervenção por ocasião do Angelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI antes e depois de rezar a oração mariana do Angelus junto a vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Concluíram-se ontem, no Palácio Apostólico, os exercícios espirituais que, como todos os anos, congregaram na oração e na meditação o Papa e seus colaboradores da Cúria Romana. Agradeço a todos que estiveram espiritualmente próximos de nós: que o Senhor os recompense por sua generosidade.

Hoje, segundo domingo da Quaresma, continuando com o caminho penitencial, a liturgia, após ter-nos apresentado no domingo passado o Evangelho das tentações de Jesus no deserto, convida-nos a refletir sobre o acontecimento extraordinário da Transfiguração no monte. Considerados juntos ambos episódios que antecipam o mistério pascal: a luta de Jesus com o tentador pré-anuncia o grande duelo final da Paixão, enquanto que a luz de seu Corpo transfigurado antecipa a glória da Ressurreição. Por uma parte, vemos Jesus plenamente homem, que compartilha conosco inclusive a tentação; por outra, o contemplamos como Filho de Deus, que diviniza nossa humanidade.

Desta maneira, podemos dizer que estes dois domingos constituem os pilares sobre os quais se apóia todo o edifício da Quaresma até a Páscoa, e mais, toda a estrutura da vida cristã, que consiste essencialmente no dinamismo pascoal: da morte à vida.

A montanha, o Tabor como o Sinai, é o lugar da proximidade com Deus. É o lugar elevado com respeito à existência cotidiana na qual se respira o ar puro da criação. É o lugar da oração, onde se está na presença do Senhor, como Moisés e como Elias, que aparecem junto a Jesus transfigurado e falam com ele do «êxodo» que o espera em Jerusalém, ou seja, de sua Páscoa. A Transfiguração é um acontecimento de oração: ao rezar, Jesus se submerge em Deus, une-se intimamente a Ele, adere com sua própria vontade humana à vontade de amor do Pai, e deste modo a luz penetra e aparece visivelmente a verdade de seu ser: ele é Deus, Luz da Luz. Inclusive as vestes de Jesus se tornam brancas e resplandecentes.

Isto recorda o Batismo, a veste branca que os neófitos usam. Quem renasce no Batismo é revestido de luz, antecipando a existência celestial, que o Apocalipse representa com o símbolo das vestiduras brancas (Cf. Apocalipse 7, 9.13). Aqui está o ponto crucial: a transfiguração antecipa a ressurreição, mas esta pressupõe a morte. Jesus manifesta aos apóstolos sua glória para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz e compreendam que é necessário passar através de muitas tribulações para chegar ao Reino de Deus.

A voz do Pai, que ressoa no alto, proclama Jesus como seu Filho predileto, como no batismo do Jordão, acrescentando: «Escutai-o» (Mateus 17, 5). Para entrar na vida eterna é necessário escutar Jesus, seguir-lo pelo caminho da cruz, levando no coração como Ele a esperança da ressurreição. «Spe salvi». Salvos na esperança. Hoje podemos dizer: «Transfigurados na esperança».

Dirigindo-nos agora com a oração a Maria, reconhecemos nela a criatura humana transfigurada interiormente pela graça de Cristo e encomendemo-nos a sua guia para percorrer com fé e generosidade o caminho da Quaresma.

[Traduzido por Élison Santos

© Copyright 2007 – Libreria Editrice Vaticana]

Vaticanista revela o prólogo do próximo livro do Papa

ROMA, 15 Jan. 07 (ACI) .- Em um artigo titulado “A próxima batalha a favor e contra Jesus se combaterá a golpes de livro”, o vaticanista do semanário L’Espresso, Sandro Magister apresentou em exclusiva o íntegro do novo livro do Papa Bento XVI sobre Jesus Cristo, que, conforme augura o perito, “será o best seller do ano”.

O livro terá por título: “Jesus de Nazaré. Do batismo no Jordão até a Transfiguração”; e será o primeiro de dois volúmes previstos, com o segundo que abrangerá até a Ressurreição.

“Seu livro sobre Jesus foi anunciado a fins de novembro e estará à venda na próxima primavera (boreal). Mas não há semana em que Bento XVI não pregue sobre o protagonista do livro: Jesus, ‘verdadeiro Deus e verdadeiro homem’”, explica Magister.

Segundo o perito, “a alternativa que Bento XVI põe entre o falso e o verdadeiro Jesus é a mesma que ele vê em ato entre os livros que reduzem Jesus a um simples homem e os que pelo contrário o apresentam em sua verdade humano-divina”.

Entre os livros contrários à verdadeira visão de Jesus, explica Magister se encontra um que na Itália vendeu meio milhão de cópias, titulado: “Inchiesta su Gesù. Chi era l’uomo che há cambiato il mondo” (Investigação sobre Jesus. Quem era o homem que mudou o mundo).

Os autores do livro são o agnóstico Corrado Augias, jornalista e escritor, editorialista do jornal “A Repubblica”, e o católico Mauro Pesque, professor de história da Igreja da Universidade de Bolonha, especialista em textos do cristianismo primitivo.

A tese deste livro é que é falso tudo o que a fé cristã professa respeito de Jesus.

“O iminente livro de Joseph Ratzinger / Bento XVI – assinado assim porque foi escrito por ele antes e depois da eleição como Papa pretende precisamente opor o Jesus autêntico ao falso Jesus ‘modernizado ou postmodernizado’”, explica Magister.

Palavras do Papa

No prefácio, cuja versão íntegra pode ler-se em espanhol na página Web de Magister,

o Santo Padre escreve que “no tempo de minha juventude – nos anos trinta e quarenta – foram publicados uma série de livros sobre Jesus que entusiasmavam. Me lembro só o nome de alguns autores: Karl Adam, Romano Guardini, Franz Michel William, Giovanni Papini, Jean Daniel-Rops. Em todos estes livros a imagem de Jesus Cristo foi delineada a partir dos Evangelhos: como viveu sobre a terra e como, sendo inteiramente homem, levou-lhes a mesmo tempo a Deus aos homens, com o qual, por ser Filho, era uma só coisa”.

O Papa assinala entretanto que, “ao início dos anos cinqüenta a situação mudou. A fenda entre o ‘Jesus histórico’ e o ‘Cristo da fé’ se fez sempre mais ampla; a simples vista um se afastou do outro”.

Assim, “as reconstruções deste Jesus, que deveria ser procurado seguindo as tradições dos evangelistas e suas fontes, fizeram-se sempre mais contraditórias: do revolucionário inimigo dos romanos que se opõe ao poder constituído e naturalmente fracassa, ao manso moralista que tudo permite e inexplicavelmente termina por causar sua própria ruína”.

Bento XVI assinala que estas obras “são muito mais fotografias dos autores e de seus ideais e não a exposição de uma icone que se tornou confusa”.

“Uma situação assim –segue o Papa- é dramática para a fé porque torna incerto seu autêntico ponto de referência: a íntima amizade com Jesus, de quem tudo depende, ameaça com se esgotar inutilmente no vazio”.

O Papa explica que “minha apresentação de Jesus significa acima de tudo que tenho confiança nos Evangelhos”.

Estou convencido, e espero que o leitor também possa perceber isso, que esta figura é muito mais lógica e também, do ponto de vista histórico, mais compreensível que as reconstruções com as quais nos devemos confrontar nos últimos decênios”, adiciona.

O Papa adverte também que, embora “este livro não foi escrito contra a exegese moderna, procurei ir além da mera interpretação histórico-crítica aplicando os novos critérios metodológicos, que nos permitem uma interpretação propriamente teológica da Bíblia e que naturalmente requerem a fé, sem por isso querer e poder – de fato – renunciar à seriedade histórica”.

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