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Ex-arcebispo africano Emmanuel Milingo foi reduzido ao estado laical

VATICANO, 17 Dez. 09 / 12:45 pm (ACI).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé informou que logo depois de vários anos de sofrimento pelos “lamentáveis comportamentos do arcebispo emérito de Lusaka, Emmanuel Milingo” e seus novos delitos, o Vaticano decretou sua redução ao estado laical.

O comunicado explica que “há vários anos, a Igreja segue com especial sofrimento a evolução dos fatos relacionados com os lamentáveis comportamentos do arcebispo emérito de Lusaka, Emmanuel Milingo. Houve muitos intentos para que o senhor Milingo voltasse para a comunhão com a Igreja católica, procurando também formas adequadas para consentir que ele exerça o ministério episcopal, com uma intervenção direta dos Supremos Pontífices João Paulo II e Bento XVI, que pessoalmente e com espírito de solicitude paterna seguiam o senhor Milingo”.

O texto recorda que “ao longo deste triste caso, já em 2001 o senhor Milingo se encontrou em situação irregular depois de atentar matrimônio com a senhora Maria Sung, incorrendo na pena medicinal de suspensão (cânones 1044 1, n.3; 1394, parágrafo 1 do C.I.C.). Sucessivamente encabeçou algumas correntes para a abolição do celibato sacerdotal e concedeu numerosas entrevistas aos meios de comunicação social, em aberta rebelião com as repetidas intervenções da Santa Sé e criando grave desconcerto e escândalo nos fiéis. Em particular, em 24 de setembro de 2006, o senhor Milingo ordenou quatro bispos em Washington sem o mandato pontifício”.

“O senhor Milingo incorreu portanto na pena da excomunhão latae sententiae (cânon 1382 do C.I.C.), declarada pela Santa Sé em 26 de setembro de 2006 e que segue em vigor. Por desgraça, o senhor Milingo não deu provas do esperado arrependimento em vista ao retorno à plena comunhão com o Supremo Pontífice e com os membros do colégio episcopal, mas seguiu exercendo ilegitimamente o episcopado, cometendo novos delitos contra a unidade da Santa Igreja. Em particular, nos meses passados procedeu em novas ordenações episcopais”, acrescenta.

Do mesmo modo, explica que “estes graves delitos, recentemente verificados, que são sinal da persistente contumácia do senhor Milingo obrigaram a Sé Apostólica a impor-lhe a ulterior pena da demissão do estado clerical”.

“Segundo quanto dispõe o cânon 292 do Código de Direito Canônico a ulterior pena da demissão do estado clerical, que se acrescenta agora a grave pena da excomunhão, comporta as seguintes conseqüências: a perda dos direitos e deveres ligados ao estado clerical, exceto a obrigação do celibato; a proibição do exercício do ministério, salvo o disposto no cânon 976 do Código de Direito Canônico nos casos de perigo de morte; a privação de todos os ofícios, de todos os cargos e de qualquer potestade delegada, incluída a proibição de utilizar o hábito eclesiástico. Em conseqüência, é ilegítima a participação dos fiéis em eventuais novas celebrações promovidas pelo senhor Emmanuel Milingo”, adverte.

Também explica que “a demissão do estado clerical de um Bispo é um fato absolutamente excepcional ao qual a Santa Sé se viu obrigada pela gravidade das conseqüências que se derivam para a comunhão eclesiástica do prosseguimento de ordenações episcopais sem mandato pontifício; a Igreja conserva, não obstante, a esperança de que ele reconheça seus erros”.

“Por isso se refere às pessoas ordenadas recentemente pelo senhor Milingo, é bem conhecida a disciplina da Igreja relativa à pena de excomunhão latae sententiae para aqueles que recebem a consagração episcopal sem Mandato Pontifício (cânon. 1382 C.I.C.). A Igreja, que manifesta esperança em sua conversão, renova o que foi declarado em 26 de setembro de 2006, quer dizer que não reconhece e não reconhecerá no futuro nem essas ordenações nem todas as ordenações delas derivadas e, portanto, o estado canônico dos presuntos bispos segue sendo o mesmo em que se encontravam antes da ordenação conferida pelo chamado senhor Milingo”.

Finalmente, pede que “nesta hora, marcada pela dor profunda da Comunidade eclesiástica por causa dos graves gestos realizados pelo senhor Milingo, confia-se à força da oração o arrependimento do culpado e o daqueles -sacerdotes ou fiéis leigos- que de alguma forma colaboraram com ele na realização de atos contra a unidade da Igreja de Cristo”.

Sexta-Feira Santa: se Deus existe, o não-crente perdeu tudo

Pregação do Pe. Cantalamessa na celebração da Paixão do Senhor

Por Gisele Plantec

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Para muitos não-crentes, a fé em Deus é um obstáculo para a felicidade. Na Sexta-Feira Santa, dia no qual a Igreja revive a morte de Cristo, o pregador da Casa Pontifícia mostrou no Vaticano como o crente, ao ter Deus, tem tudo, sobretudo a felicidade.

O Pe. Raniero Cantalamessa, ofm. Cap., na homilia que pronunciou na celebração da Paixão do Senhor, presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro, respondeu ao slogan que circula nos ônibus de algumas cidades da Europa: «Provavelmente Deus não existe. Deixe de preocupar-se e aproveite a vida».

«A mensagem subliminar é que a fé em Deus impede de desfrutar a vida, é inimiga da alegria. Sem essa, existiria mais felicidade no mundo!», constatou o pregador.

E respondeu à provocação propondo a pergunta que cedo ou tarde toda pessoa se faz, crente ou não-crente: qual é a origem e o sentido do sofrimento?

O pregador do Papa respondeu como o apóstolo São Paulo: O pecado é «a principal causa da infelicidade dos homens, ou seja, a rejeição de Deus, não Deus!».

O pecado, declarou, «prende a criatura humana na ‘mentira’ e na ‘injustiça’ (Rm 1, 18ss; 3, 23), condena o próprio cosmos material à ‘vaidade’ e à ‘corrupção’ (Rm 8, 19ss) e é a causa última também dos males sociais que afligem a humanidade».

Na cruz, explicou o Pe. Cantalamessa citando São Paulo, «Cristo derrubou o muro de separação, reconciliou os homens com Deus e entre si, destruindo a inimizade».

«A partir daí, a antiga tradição desenvolverá o tema da cruz como árvore cósmica que, com o braço vertical, une céu e terra e, com o braço horizontal, reconcilia entre si os diversos povos do mundo.»

Trata-se, declarou o sacerdote capuchinho, de um «evento cósmico e ao mesmo tempo personalíssimo: ‘Ele me amou e se entregou por mim’» (Gál 2, 20).

Neste sentido, cada homem, acrescentou o pregador, é «aquele por quem Cristo morreu» (Rm 14, 15).

«Com sua morte, Cristo não somente venceu o pecado, mas também deu um sentido novo ao sofrimento, também àquele que não depende do pecado de ninguém», acrescentou o Pe. Cantalamessa.

Jesus, insistiu, fez do sofrimento «um instrumento de salvação, um caminho à ressurreição e à vida. Seu sacrifício exercita seus efeitos não através da morte, mas sim graças à superação da morte, isto é, à ressurreição».

«Cristo não veio, portanto, para aumentar o sofrimento humano ou a pregar a resignação dessa; veio para dar-lhe um sentido e anunciar o fim e a superação», assegurou.

O Pe. Cantalamessa constatou que lêem esse slogan nos ônibus de Londres e de outras cidades também os pais com um filho doente, as pessoas sozinhas ou que ficaram sem trabalho, os exilados que fogem dos horrores da guerra, quem sofreu graves injustiças na vida…

«Eu procuro imaginar sua reação ao ler as palavras: ‘Provavelmente Deus não existe: aproveite, portanto, a vida!’ E com quê?», perguntou.

Mas, continuou reconhecendo, «não é a única incongruência dessa ideia publicitária».

«’Deus provavelmente não existe’: portanto, poderá existir, não se pode excluir totalmente que exista. Mas, querido irmão não-crente, se Deus não existe, eu não perdi nada; se, ao contrário, Ele existe, você terá perdido tudo!», disse.

«Devemos quase agradecer aos que lançaram aquela campanha publicitária; ela tem servido à causa de Deus mais do que muitos dos nossos argumentos apologéticos. Mostrou a pobreza de suas razões e contribuiu para despertar muitas consciências adormecidas», assegurou diante do Papa e dos milhares de fiéis que lotavam a basílica.

O Pe. Cantalamessa concluiu citando uma oração da celebração da cruz que diz que os homens só podem encontrar a paz se encontram Deus, pois no coração há uma profunda nostalgia d’Ele.

Implorando ao Senhor, disse: «Fazei que, superando cada obstáculo, reconheçamos os sinais da vossa bondade e, estimulados pelo testemunho da nossa vida, tenhamos a alegria de crer em vós, um verdadeiro Deus e Pai de todos os homens».

A pregação do Pe. Cantalamessa pode ser lida no site da Zenit (www.zenit.org).

A Exaltação da Santa Cruz

Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap

Atualmente a cruz já não se apresenta aos fiéis em seu aspecto de sofrimento, de dura necessidade da vida ou inclusive como um caminho para seguir a Cristo, mas em seu aspecto glorioso, como motivo de honra, não de pranto. Antes de tudo, digamos algo sobre a origem desta festa. Ela recorda dois acontecimentos distantes no tempo. O primeiro é a inauguração, por parte do imperador Constantino, de duas basílicas, uma no Gólgota, outra no sepulcro de Cristo, no ano 325. O outro acontecimento, no século VII, é a vitória cristã contra os persas, que levou à recuperação das relíquias da cruz e sua devolução triunfal a Jerusalém. Contudo, com o passar do tempo, a festa adquiriu um significado autônomo. Converteu-se em uma celebração gloriosa do mistério da cruz, que, sendo instrumento de ignomínia e de suplício, Cristo transformou em instrumento de salvação.

As leituras refletem esta perspectiva. A segunda leitura volta a propor o célebre hino da Carta aos Filipenses, onde se contempla a cruz como o motivo da maior «exaltação» de Cristo: «aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor». Também o Evangelho fala da cruz como do momento no qual «o Filho do homem foi levantado para que todo o que creia tenha por Ele vida eterna».

Houve, na história, dois modos fundamentais de representar a cruz e o crucifixo. Os chamamos, por comodidade, de o modo antigo e o moderno. O modo antigo, que se pode admirar nos mosaicos das antigas basílicas e nos crucifixos da arte romântica, é glorioso, festivo, cheio de majestade. A cruz, frequentemente sozinha, sem crucifixo, aparece projetada em um céu estrelado, e sob ela a inscrição: «Salvação do mundo, salus mundi», como em um célebre mosaico de Ravena.

Nos crucifixos de madeira da arte românica, este tipo de representação se expressa no Cristo que reina com vestes reais e sacerdotais a partir da cruz, com os olhos abertos, o olhar para a frente, sem sombra de sofrimento, mas radiante de majestade e vitória, já não coroado de espinhos, mas de pedras preciosas. É a tradução do versículo do salmo: «Deus reinou do madeiro» (regnavit a ligno Deus). Jesus falava de sua cruz nestes mesmos termos: como o momento de sua «exaltação»: «E quando eu for levantado da terra, atrairei todos para mim» (Jo 12, 32).

A forma moderna começa com a arte gótica e se acentua cada vez mais, até converter-se no modo ordinário de representar o crucifixo. Um exemplo é a crucifixão de Matthias Grunewald no altar de Isenheim. As mãos de os pés se retorcem como arbustos ao redor dos cravos, a cabeça agoniza sob um feixe de espinhos, o corpo coberto de chagas. Igualmente, os crucifixos de Velázquez e de Dali e de muitos outros pertencem a este tipo.

Os dois modos evidenciam um aspecto verdadeiro do mistério. A forma moderna-dramática, realista, pungente – representa a cruz vista, por assim dizer, por diante, «de cara», em sua crua realidade, no momento em que se morre nela. A cruz como símbolo do mal, do sofrimento do mundo e da tremenda realidade da morte. A cruz se representa aqui «em suas causas», isto é, naquilo que, habitualmente, a ocasiona: o ódio, a maldade, a injustiça, o pecado.

O mundo antigo evidenciava não as causas, mas os efeitos da cruz; não aquilo que produz a cruz, mas o que é produzido pela cruz: reconciliação, paz, glória, segurança, vida eterna. A cruz que Paulo define como «glória» ou «honra» do crente. A festividade de 14 de setembro chama-se «exaltação» da cruz porque celebra precisamente este aspecto «exaltante» da cruz.

Deve-se unir à forma moderna de considerar a cruz, a antiga: redescobrir a cruz gloriosa. Se no momento em que se experimentava a provação, podia ser útil pensar em Jesus cravado na cruz entre dores e espasmos, porque isto fazia que o sentíssemos próximo a nossa dor, agora há que pensar na cruz de outro modo. Explico com um exemplo. Perdemos recentemente uma pessoa querida, talvez depois de meses de grande sofrimento. Pois bem: não há que continuar pensando nela como estava em seu leito, em tal circunstância, em tal outra, a que ponto se havia reduzido no final, o que fazia, o que dizia, talvez torturando a mente e o coração, alimentando inúteis sentimentos de culpa. Tudo isto terminou, já não existe, é irreal; atuando assim não fazemos mais que prolongar o sofrimento e conservá-la artificialmente com vida.

Há mães (não digo para julgá-las, mas para ajudá-las) que depois de terem acompanhado durante anos um filho em seu calvário, quando o Senhor o chama para Si, rechaçam viver de outra forma. Em casa, tudo deve permanecer como estava no momento da morte do filho; tudo deve falar dele; visitas contínuas ao cemitério. Se há outras crianças na família, devem adaptar-se a viver também neste clima permeado de morte, com grave dano psicológico. Estas pessoas são as que mais necessitam descobrir o sentido da festa de 14 de setembro: a exaltação da cruz. Já não és tu que leva a cruz, mas a cruz que te leva; a cruz que não te arrebata, mas que te ergue.

Há que pensar na pessoa querida como é agora que “tudo terminou”. Assim faziam com Jesus os artistas antigos. Contemplavam-no como é agora, como está: ressuscitado, glorioso, feliz, sereno, sentado no trono de Deus, com o Pai que “enxugou toda lágrima de seus olhos” e lhe deu “todo poder nos céus e na terra”. Já não entre os espasmos da agonia e da morte.

Não digo que se possa sempre dominar o próprio coração e impedir que sangue com a recordação do sucedido, mas há que procurar que impere a consideração de fé. Senão, para que serve a fé?

[Traduzido por Zenit]

Santo Padre pede rezar pelas vítimas do terremoto na China

VATICANO, 14 Mai. 08 / 07:00 pm (ACI).- Depois da catequese da Audiência Geral, o Papa Bento XVI fez um chamado por “as populações de Sichuán e as províncias limítrofes da China, duramente afetadas pelo terremoto que causou graves perdas de vidas humanas, muito numerosos dispersos e danos incalculáveis”.

“Convido-vos a vos unir comigo na oração fervente por todos os que perderam a vida. Estou perto espiritualmente das pessoas submetidas à dura prova de uma calamidade tão devastadora: imploremos a Deus que alivie seus sofrimentos”, alentou o Santo Padre.
Finalmente pediu a Deus para que “conceda sua ajuda a todos os que fazem frente às exigências imediatas de socorro”.

O terremoto ocorrido na zona de Sichuán e vizinhas no sudoeste chinês, o mais forte das últimas três décadas cobrou até o momento a vida de mais de 12 mil pessoas, enquanto que 17 mil se encontram desaparecidas.

Cardeal Lozano: Eucaristia é a «vitória definitiva» sobre a enfermidade

Em 11 de fevereiro se celebra a XVI Jornada Mundial do Enfermo

Por Mirko Testa

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- A Eucaristia é o consolo de quem vive o sofrimento abrindo-se à fé e à «vitória definitiva» sobre a enfermidade, afirma o cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde.

Em uma entrevista concedida à Zenit no marco da XVI Jornada Mundial do Enfermo, que se celebra em 11 de fevereiro com o tema «A Eucaristia, Lourdes e a atenção pastoral aos enfermos», o purpurado mexicano refletiu sobre o «sacrifício de Cristo como vínculo específico que une a Maria, mãe consoladora por excelência, com o mundo do sofrimento».

O cardeal aprofunda deste modo na chave de leitura proposta por Bento XVI na Mensagem que escreveu para esta ocasião, na qual sublinha a íntima relação que existe entre o mistério eucarístico, o papel de Maria no projeto de salvação e a realidade da dor humana.

Esta celebração une este ano dois acontecimentos importantes para a vida da Igreja: o 150º aniversário das aparições da Vrigem Maria a Bernadette Soubirous na gruta de Massabielle, cujas celebrações concluirão em 8 de dezembro próximo, e a celebração do Congresso Eucarístico Internacional que acontecerá em Quebec, Canadá, de 15 a 22 de junho deste ano.

«A única maneira para libertar-nos do sofrimento é Cristo Senhor, que com sua Cruz aniquilou a morte e todas as conseqüências da morte, as enfermidades, a dor, os sofrimentos, declara o cardeal Lozano.

«Cristo carrega todo o mal, com o pecado da humanidade, se faz pecado por nós até morrer e da morte surge a belíssima flor da ressurreição», acrescenta.

«A Eucaristia é a vitória definitiva, é, como dizia Paulo VI na encíclica Mysterium Fidei, a “medicina da imortalidade”», sublinha o responsável deste organismo vaticano encarregado de promover e orientar atividades da Cúria Romana sobre a saúde e de coordenar os 113.000 centros de saúde católicos no mundo.

«O Santo Padre nos convidou em várias ocasiões a ter como centro a Eucaristia, como linfa vital que consola quem sofre, ajudando a compreender o valor salvífico da dor, e que dá força aos agentes de pastoral da saúde».

«A Eucaristia se entende aqui como viático, como assistência pastoral», segue dizendo o purpurado, que recebeu do Santo Padre o convite a continuar em seu cargo, depois de ter completado em 26 de janeiro os 75 anos.

«Neste contexto, a pastoral da saúde vai mais além da mera beneficência – segue explicando –, convertendo-se em resposta aos grandes interrogantes da vida à luz da morte e ressurreição do Senhor».

Dado que Bento XVI não poderá presidir esta segunda-feira a missa com os enfermos na Basílica vaticana, pois começou este domingo os exercícios espirituais que durarão toda a semana, pediu ao cardeal Lozano Barragán que o substitua.

A Jornada Mundial do Enfermo foi instituída por João Paulo II em 1992.

Só o justo é capaz de oferecer o sofrimento como ato de louvor, diz cardeal

D. José Policarpo, na celebração de Adoração da Cruz

LISBOA, sexta-feira, 6 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o cardeal-patriarca de Lisboa, «só o justo, no seu coração puro, é capaz de oferecer o sofrimento como ato de louvor».

Ao refletir sobre o sofrimento do Inocente, em sua homilia na Paixão do Senhor, na Sé Patriarcal, esta Sexta-Feira Santa, D. José Policarpo recordou que os cristãos contemplam hoje o« acontecimento decisivo da história da humanidade, fundador da nossa identidade cristã: a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz, máxima expressão do sofrimento inocente, fonte de sentido para todo o sofrimento humano».

Segundo o cardeal, o sofrimento é uma realidade permanente na experiência humana, que não atinge a sua expressão fecunda devido à impureza do coração humano, incapaz de o aceitar e oferecer.

«O pecado torna estéril o sofrimento. A realidade do pecado sublinha a atualidade da Cruz de Cristo. Nós precisamos, para a nossa redenção, que Cristo continue a oferecer-Se a Deus por nós.»

Segundo o cardeal Policarpo, «só Cristo é verdadeiramente inocente e, por isso, só o Seu sofrimento é redentor. Mas purificados no Seu sangue e unidos a Ele no batismo, podemos sofrer n’Ele e com Ele, que faz suas as nossas dores e as oferece ao Pai, em ato de louvor.»

«Em Cristo a nossa dor ganha a densidade do sofrimento inocente, naquela pureza reconstruída pela ação do Espírito que Ele infunde em nós.»

«Quando o crente –prossegue o cardeal–, com o coração purificado, fazendo um com Cristo, se abandona ao sofrimento aceite e oferecido, abre-se à universalidade da salvação, participa dos sentimentos de Jesus na Cruz, o Qual, de braços abertos, abraça a humanidade de todos os tempos.»

«Esse é sempre o horizonte da Igreja, sobretudo quando celebra a Eucaristia e que hoje, nesta celebração, se exprime na oração por todos os homens, cristãos e não cristãos, crentes e descrentes, atores de um drama cuja amplitude desconhecem e que encontra na Cruz de Cristo a chave da sua compreensão», afirmou o patriarca.

Congresso «Europa pela vida» sai em defesa do embrião humano

MURCIA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.orgVeritas).- O congresso «Europa pela Vida», que se celebra de 4 a 7 de maio na Universidade Católica Santo Antonio de Murcia (UCAM), converteu-se em uma articulada defesa do embrião humano.

O encontro foi inaugurado esta quinta-feira com uma conferência do cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, na qual reconheceu que o homem «não pode se tornar objeto das aventuras da ciência, por muito arrogante que esta seja».

Segundo o purpurado, a discussão sobre se o embrião é ou não pessoa é uma discussão que já havia encerrado há muitos anos, e indicou que a reabertura deste «dilema superado pela ciência» deve-se a uma série de interesses «que não têm nada de científico».

«Não há um Estado que possa encomendar o direito sobre a vida de uma criança, porque o homem não é uma coisa, mas uma imagem que vem de Deus», acrescentou, constatando que a família e a defesa da vida humana são «um selo» do pontificado de Bento XVI.

Neste sentido se expressou também o bispo de Cartagena e presidente da Subcomissão para a Família e a Vida da Conferência Episcopal Espanhola, Dom Juan Antonio Reig Pla, que afirmou que «a Igreja sempre ensinou que o ser humano deve ser tratado como pessoa desde o momento da concepção e, portanto, deve-se reconhecer a ele os mesmos direitos que a toda pessoa, especialmente o direito inviolável à vida».

Direitos assassinos
Em seu discurso inaugural, o presidente da UCAM e consultor do Conselho Pontifício para a Família, José Luis Mendoza, centrou a atenção do congresso «naqueles atentados que fazem referência à vida nascente e em fase terminal, que suscitam graves problemas pelo fato de que na consciência coletiva tendem a perder o caráter de ?delito?, para passar a ser um direito, até o ponto de obter seu reconhecimento por parte dos Estados, e sua execução mediante a intervenção gratuita dos próprios agentes sanitários».

Mendoza criticou o «investimento de grandes somas para a obtenção de produtos farmacêuticos que fazem possível a morte do embrião no seio materno, sem necessidade de recorrer à ajuda do médico», assim como «a política antinatalista dirigida contra os países pobres».

«Não menos graves são as ameaças que afetam também os enfermos incuráveis e os terminais, em um contexto social e cultural que, fazendo mais difícil suportar o sofrimento, aumenta a tentação de resolver o problema do sofrimento eliminando-o em sua raiz», acrescentou.

Referiu-se também à aprovação do «matrimônio homossexual»: «Esta medida gerou uma grave desordem social e moral por parte dos governos que o impuseram de maneira ditatorial; fato que na Espanha foi rejeitado por milhões de espanhóis em diversas manifestações».

Censura na imprensa
Por sua parte, o sacerdote e jornalista Santiago Martín, consultor do Conselho Pontifício para a Família, denunciou que se dá uma censura nos meios de comunicação, baseada no silêncio, na humilhação ou ridicularização dos argumentos das instituições que defendem a vida e a família.

A família, patrimônio da humanidade
Por sua parte, o cardeal Ricardo Maria Carles, arcebispo emérito de Barcelona, afirmou esta sexta-feira que «se quer desestruturar uma sociedade, há que começar por desestruturar o matrimônio».

Para o purpurado, «a decadência de estabilidade da vida familiar está intrinsecamente ligada à decadência da democracia, entendida no sentido filosófico, como um sistema de governo que reconhece o valor soberano do homem».

Por este motivo, perguntou se chegou o momento de pedir que «o matrimônio seja patrimônio da humanidade».

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