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Jovens acolhem Cruz da JMJ neste domingo em São Paulo

Evento intitulado “Bote Fé” acontece durante o dia todo no Campo de Marte

SÃO PAULO, sexta-feira, 16 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – A festa de acolhida no Brasil da Cruz dos jovens e do ícone de Nossa Senhora, símbolos da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), cuja próxima edição será no Rio de Janeiro, em 2013, acontece neste domingo em São Paulo.

O evento, intitulado “Bote Fé”, será realizado durante todo o domingo (18), no Campo de Marte, zona norte de São Paulo, com transmissão ao vivo pelo site www.botefesp.com.br.

Das 9h às 21h acontecem apresentações musicais, pregações e testemunhos para um público estimado de 60 mil pessoas da capital e Grande São Paulo, além de caravanas de diversos estados.

O evento apresentará  testemunhos de jovens que participaram de jornadas anteriores, espetáculo teatral, lançamento oficial do site JMJ Rio-2013, além de shows com vários cantores católicos como padre Fábio de Mello, padre Reginaldo Manzotti, padre Juarez Castro, Dunga, Vida Reluz, Eliana Ribeiro entre outros.

“A Cruz é sempre um indicativo de Jesus Cristo para convocar os jovens a se encontrarem com Cristo. Da mesma forma o Ícone de Nossa Senhora indica a presença materna da Mãe de Jesus junto aos seguidores de Cristo”, afirmou o cardeal Odilo Scherer.

O ponto alto do evento será a chegada a Cruz e do Ícone de Nossa Senhora seguida de uma missa solene presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por inúmeros bispos, entre eles o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, representante do Papa Bento 16.

A rádio 9 de Julho (AM 1600 kHz), da arquidiocese de São Paulo, também transmitirá o evento, além de diversas emissoras de rádio e televisão católicas que darão ampla cobertura para o “Bote Fé”.

Depois da passagem por São Paulo, a Cruz e o Ícone vão percorrer 275 dioceses no Brasil até a vinda do Papa Bento XVI, em julho de 2013, para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Os símbolos da Jornada devem passar por todas as 17 Regionais da CNBB. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome “Bote Fé”.

Em dezembro de 2012, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Eles retornam em janeiro de 2013 para o Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (São Paulo) e, finalmente, no Estado do Rio de Janeiro, onde chegam em abril de 2013.

Vídeo de Dom Odilo Scherer convidando para o “Bote Fé”:

Cardeal Scherer critica desrespeito à fé católica na parada gay em São Paulo

SÃO PAULO, 27 Jun. 11 / 12:55 pm (ACI)

Em declarações ao jornal o Estado de São Paulo, arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, classificou como uma manifestação “infeliz, debochada e desrespeitosa” os cartazes com imagens de santos católicos ao longo da Avenida Paulista durante a 15ª Parada Gay recomendando o uso do preservativo para as relações homossexuais. Para o cardeal-arcebispo, o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende os próprios santos e os sentimentos religiosos do povo”.

Segundo explica a nota do Estadão “em 170 cartazes distribuídos em postes por todo o trajeto, 12 modelos masculinos, representando ícones como São Sebastião e São João Batista, apareciam seminus ao lado das mensagens: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.

Diante deste fato, o cardeal Scherer afirmou que “a associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”.

“Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, acrescentou o arcebispo.

Dom Odilo ressaltou que “o uso desrespeitoso da imagem dos santos populares ofende os próprios santos e os sentimentos religiosos do povo”.

Para o cardeal, afirma a nota do Estado de São Paulo, a organização da parada gay pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica “porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”

Dom Scherer manifestou sua posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (tomado do Evangelho de São João).
“Jesus recomenda “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, esclareceu o Cardeal.

“Instrumentalizar essas palavras sagradas para justificar o contrário do que elas significam é profundamente desrespeitoso e ofensivo, em relação àquilo que os cristãos têm como muito sagrado e verdadeiro”, afirmou também Dom Odilo.

Antes do desfile homossexual do domingo, decorrido em meio do caos gerado por arrastões, denúncias de roubos e participantes apreendidos com drogas, o Cardeal arcebispo de São Paulo, em um artigo intitulado “Homem e Mulher ele os criou”, afirmou que a Igreja Católica “vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura”.

“Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério”, afirmava Dom Odilo.

“Para quem deseja a verdade e busca conformar sua vida ao desígnio de Deus, permanece o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual. O 6º mandamento da Lei de Deus (“não pecar contra a castidade”) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus”, concluía Dom Odilo no seu artigo publicado no dia 21 de junho no Jornal Arquidiocesano O São Paulo.

“Estamos diante de um déficit de evangelização em nossos dias”

Cardeal Scherer comenta decisão do Papa de criar departamento da nova evangelização

SÃO PAULO, terça-feira, 6 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, considera que hoje se vive um déficit de evangelização; trata-se de um novo tempo, que requer um novo anúncio do Evangelho.

Em artigo divulgado na edição desta semana do jornal O São Paulo, Dom Odilo comenta a decisão de Bento XVI de criar um Pontifício Conselho para promover, especificamente, a nova evangelização em toda a Igreja. É uma decisão “certamente muito significativa”, diz o arcebispo.

Com a criação desse novo organismo vaticano, o Papa “dá a entender a todos que este é um propósito seu, e deverá ser uma atitude da Igreja em todo o mundo, para responder aos desafios postos pela atual ‘mudança de época na história da humanidade”.

“Não podemos perder esta ocasião, se não queremos que a Boa Nova do Evangelho fique excluída da vida do povo – dos povos – e da nova cultura que está sendo gerada por muitos fatores”, afirma o arcebispo.

Dom Odilo considera que o novo Pontifício Conselho é especialmente importante para a Europa, “onde o Catolicismo foi historicamente muito importante e marcou a vida e a cultura daqueles povos, mas hoje enfrenta grandes dificuldades”.

Segundo o cardeal, o conceito de “nova evangelização” não deve ser mal entendido. “Não se trata de desconsiderar o trabalho evangelizador já feito pelas gerações que nos precederam, ao longo dos séculos”.

“Trata-se, ao invés disso, de valorizar ‘de novo’, aquilo que elas já fizeram e que, talvez, deixou de ser feito em muitos lugares. Estamos, claramente, diante de um déficit de evangelização em nossos dias”, afirma.

Por outro lado – prossegue o arcebispo de São Paulo –, “tempos novos requerem anúncio novo do Evangelho, novas sínteses culturais e o recurso a novas metodologias para evangelizar”.

“Não podemos considerar a evangelização, onde ela já foi feita, um fato consumado de uma vez por todas; a bem da verdade, cada geração necessita ser evangelizada novamente e até mais de uma vez ao longo da vida.”

“Tanto mais, se considerarmos que, atualmente, a passagem da fé, da ‘herança apostólica’ e da vida eclesial não acontece mais de forma automática. Há uma ruptura na corrente de transmissão da fé”, assinala o cardeal.

“Quanta dificuldade representa, para os pais, a evangelização dos filhos! E quantos pais católicos, lamentavelmente, já não consideram mais ser sua missão evangelizar os filhos! Eis, pois, como é necessária uma ‘nova evangelização’!”

(Alexandre Ribeiro)

Novo Arcebispo envia mensagem ao povo de São Paulo

D. Odilo Pedro Scherer, nomeado hoje em substituição ao Cardeal Cláudio Hummes.

SÃO PAULO, quarta-feira, 21 de março de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir a mensagem enviada por D. Odilo P. Scherer, Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e recém nomeado Arcebispo Metropolitano de São Paulo aos fiéis da Arquidiocese de S. Paulo, a terceira maior arquidiocese do mundo em número de fiéis. A mensagem foi divulgada pelo site da CNBB (www.cnbb.org.br)

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Querido povo da arquidiocese de São Paulo:

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

A Providência de Deus envia-me hoje para ser arcebispo de São Paulo. Agradeço a confiança da Igreja que, através do Papa Bento XVI, me confia tão alta missão.

Saúdo a todos com emoção e alegria, invocando sobre toda a arquidiocese as bênçãos de Deus. Saúdo, de maneira especial, a Dom Manuel Parrado Carral, Administrador Apostólico, e os demais irmãos bispos auxiliares de São Paulo, que compartilham as responsabilidades da condução da arquidiocese.

Saúdo, com respeito, as autoridades e todas as pessoas que têm responsabilidades públicas; abraço os padres e diáconos, religiosas e religiosos, as lideranças do laicato e todo o querido povo das comunidades da arquidiocese. Saúdo com carinho os doentes, os pobres e todos aqueles que carregam uma pesada cruz de sofrimentos; peço que Deus os conforte e assista.

A cidade de São Paulo foi fundada por homens de valor, entre os quais, o Beato José de Anchieta, e colocada sob o patrocínio do grande apóstolo, São Paulo, missionário dos povos; foi construída por gente idealista e trabalhadora, com a contribuição de numerosas etnias e culturas; hoje é uma metrópole palpitante, cheia de vida e dinamismo, com infinitas potencialidades, mas também com inúmeras fragilidades e carências.

Grandes pastores governaram a arquidiocese, como os cardeais Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Cláudio Hummes. Santos ali viveram seus dias e testemunharam a força do Evangelho de Jesus Cristo, como Madre Paulina e Frei Galvão.

Animado por tão insignes exemplos de dedicação e confiado na graça de Deus, coloco-me inteiramente à disposição de todos, para servi-los na medida de minhas forças. Já os trago a todos no meu coração.

Rezem por mim! A Senhora Sant’Ana e Nossa Senhora da Assunção intercedam por nós todos junto de Deus! Deus os abençoe e guarde!

21 de março de 2007

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo designado de São Paulo

"Conferência de Aparecida: A voz de Deus na voz dos tempos", segundo bispo

D. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da CNBB fala da V Conferência do Episcopado Latino-americano

BRASÍLIA, domingo, 7 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir o texto de D. Odilo Pedro Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e recém nomeado por Bento XVI como Secretário Adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. O texto foi publicado pelo site da CNBB.

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Conferência de Aparecida
A voz de Deus na voz dos tempos

A virada do ano novo, de repente, nos faz cair na conta que faltam apenas poucos meses para o início Conferência Geral de Aparecida. De 13 a 31 de Maio de 2007, as atenções do Brasil e do continente Latino-Americano estarão voltadas para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a casa da Mãe da Igreja, que abrigará a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. Será um momento histórico para Aparecida e para a Igreja no Brasil. Como se recordam hoje as Conferências de Medellín, Puebla e Santo Domingo, no futuro se falará também da Conferência de Aparecida.

A fase preparatória vai adiantada. Após um ano de reflexão sobre o tema da Conferência «na base» da Igreja, tendo como referência o Documento de Participação, foram enviadas numerosas contribuições por todas as Conferências Episcopais do Continente à Comissão Central de preparação da V Conferência, no CELAM, que está preparando o Documento de Síntese. Deverá ficar pronto em fevereiro ou, no mais tardar, em março, para ser colocado nas mãos dos Delegados da Conferência, assim como do público interessado.

Enquanto isso, no dia 12 de dezembro de 2006, o papa Bento XVI, ao mesmo tempo que confirmava o tema, a data e o lugar da V Conferência, já nomeou três Presidentes, um Secretário-Geral e um Secretário-Geral Adjunto, para coordenarem a organização e os trabalhos da Conferência de Aparecida. Falta ainda convocar os membros e os convidados da grande reunião eclesial, o quê deverá acontecer em breve. Em Aparecida, a preparação do local, da hospedagem e de toda a logística da Conferência também já vai adiantada.

Importa agora intensificar a preparação próxima, através de estudos sobre o levantamento da realidade brasileira e latino-americana e da reflexão teológica sobre os diversos enfoques da temática da Conferência. Os Delegados escolhidos pelas Conferências Episcopais, nesta fase, estão diante da responsabilidade de «auscultar» a voz das Igrejas locais que os escolheram para representá-las. Quais serão suas contribuições para o bom fruto da Conferência? Quais serão suas contribuições e o quê eles dirão em Aparecida? Cabe a eles fazer um discernimento sobre a realidade de seus povos e de suas Igrejas locais, ouvindo «o que o Espírito diz às Igrejas» através voz do povo e das circunstâncias…

Certamente, não deverá faltar a oração, pois se trata de um evento eclesial da maior relevância. A oração da V Conferência é bonita e apropriada para isso. Mas também outros exercícios de piedade são desejados, como o santo rosário e as peregrinações aos santuários marianos, ou as pregações por ocasião das festas patronais das comunidades. A Conferência de Aparecida deverá indicar rumos para a vida e o trabalho da Igreja nos próximos anos. Não se trata apenas de um projeto humano, mas estão envolvidos o desígnio e a obra de Deus. Por isso mesmo, agora é tempo de intensa invocação do Espírito Santo, para que ilumine os trabalhos da Conferência de Aparecida e renove a face da terra e da Igreja Latino-Americana.

«Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida», este é o tema da 5a. Conferência Geral, escolhido pelo Papa Bento XVI. Se é verdade que os povos da América Latina reconhecem, em geral, grande credibilidade à Igreja, também é fácil concluir que olham para ela com a ansiosa esperança de receber luzes e impulsos para sua história, para a superação de seus problemas e para terem «vida em abundância». Esta é uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para que a Igreja cumpra bem a missão que lhe foi confiada por Jesus Cristo.

D.Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de S.Paulo
Secretário-Geral da CNBB

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