Tag: Ratzinger (Página 1 de 3)

Teologia da Libertação? Eu te explico.

Alguns de meus amigos, e leitores dos blogs para qual escrevo, me pediram um artigo explicando o porque a TL (Teologia da Libertação) não é aceita pela Igreja, e quais os seu males, eu confesso que demorei para “soltar” este artigo, não por falta de provas, na verdade, não precisa de muito para constatar seus erros, mas demorei pois, tive algumas palestras, e hangouts para realizar. Mas vamos parar de justificativas, e vamos logo para o tema, para melhor compreensão dividirei o artigo em pequenos capítulos.

1) O comunismo

Temos que entender uma coisa básica para termos uma introdução ao tema – a teologia da libertação está assentada toda no marxismo – ou seja, ela é toda comunista, suas concepções sobre o mundo e a fé, são vistas pelos óculos de Marx, sendo assim, seus discursos estão cheios de piedades sociais, e desigualdades gritantes, sua bandeira, ou melhor estandarte é o pobre; bom, mas vocês devem estar se questionando: “qual mal há nisso?”, na verdade nenhum enquanto os discursos estão voltado a desigualdade em si, mas existe um grande problema, que esta no centro irrigador de toda ideologia comunista; todo comunismo em seu fim, é materialista, ateu e desigual (apesar de seu discurso pregar a igualdade), e traz consigo interesses políticos e econômicos que em nada ajudará os pobres, e no fim acarretará em mais fome e miséria do que nos ditos países capitalistas, vejam como exemplo: Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, China, a extinta URSS, e outros países mais, e como o Papa Francisco bem lembrou: “Os comunistas nos roubaram a bandeira. A bandeira dos pobres é cristã…” (Uol).

O pobre no discurso da teologia da libertação é a desculpa ou a sempre dita: “massa de manobra”, para quem fica na superficialidade do primeiro discurso, abrace suas causas, sem conhecer seus conteúdos e consequências nefastas, no fundo todo o discurso comunista é cheio de falácias e utopias que todos, inclusive eles próprios sabem que nunca acontecerão, não é atoa que um dos maiores economistas do mundo Ludwig von Mises afirmou que o comunismo é impraticável, e não apenas economicamente, mas ideologicamente também. Atrás de todo discurso lotado de moralismo e piedade, está o desejo de um Estado totalitário e ditatorial, a permanência de uma ideologia, e o esvaziamento da democracia, elevando não os pobres a uma dignidade real, mas os mantando ou piorando sua situação, tirando de todos a liberdade, e proporcionando caviar para a elite comunista feito do suor dos mesmos pobres que eles juraram libertar. Então, a Teologia da libertação esta toda montada e estruturada sobre o marxismo e suas ideologias.

Todo agir político de Marx está ligado a dois pontos chaves – a revolução – que seria a tomada do poder pela classe pobre (ideologia) e a luta de classe que seria o meio para consegui-la (práxis), porém obviamente o meio para conseguir é o meio da violência, ou golpe estatal, ambos ilícitos. A guerra programada por Karl Marx aconteceu em vários países, como China de Mao Tse, ou em Cuba com Fidel Castro (o “membro” de ouro do PT), Hugo Chaves na Venezuela e agora por seu seguidor Nicolas Maduro, Hitler na Alemanha, Lenin na Rússia, enfim, todos estes implantaram o sistema comunista a força ou a golpes estatais, sabe qual o resultado? Mais de 100 milhões de mortos (Courtois, 1999), esta conta é do ano 2000 imagina agora, afinal a matança não acabou. É nessa ideologia fadonha e assassina onde está apoiada a teologia da libertação.

“Seria ilusório e perigoso chegar ao ponto de esquecer o vínculo estreito que os liga radicalmente (comunismo e socialismo), aceitar os elementos da análise marxista sem reconhecer suas relações com a ideologia, entrar na prática da luta de classes e de suas interpretação marxista sem tentar perceber o tipo de sociedade totalitária a qual este processo conduz.” (Paulo VI, 1971, p. 424-425)

2) A fé para os teólogos da libertação.

A primeira e grande mudança da teologia da libertação, está na interpretação da bíblia,  onde a bíblia esta sendo lida única e exclusivamente no âmbito social, toda interpretação que se dá a ela, é sobre o campo politico de ação, não se fala mais em pecado, em Verdades definitivas, entre bem e mal, ou coisas que não se referem ao contexto politico-social, já se sabem até de leituras partidárias.

115

A primeira grande mudança feita pela teologia da libertação, é o esvaziamento da teologia para uma sociologia, a teologia é vista agora pelos olhos de Karl Marx que ironicamente era ateu, então a partir desta ótica, já não é possível falarmos em dogmas, bem e mal, ética, moral, pecado, ou qualquer ação espiritual, já que Karl Marx idealizou que o homem e seu agir está sujeito a sua condição social, levando-nos a ler o Cardeal Ratzinger dizer: “Para estes (Teólogos  liberais), o evangelho se reduz a um evangelho puramente terrestre.” (RATZINGER, 1984, p. 25) Ou seja, já não cabe discursarmos sobre virtude, dons, ou graças, pois isso está sujeito a hermenêutica socialista, ateia. Jesus é apenas um “líder” sindical, libertador de classes, ou um corista de palanques; através da teologia da libertação que há a separação herética entre Jesus histórico e Jesus religioso, pregando quase que um dualismo em Jesus, como se houvesse tido um Jesus dos discursos bíblicos, e outro da visão marxista,

A eucaristia, é retirada de todo seu plano espiritual e é colocada apenas no imanente, a santa missa então não é mais o sacrifício do cordeiro, não é mais ceia sacrificial do Senhor, ela é apenas um encontro sindical, ou de jovens revolucionários (PJ) para celebração de suas lutas sociais, o maior sacramento da Igreja Católica se torna apenas um jantar de comunistas com bandeiras do Che guevara, ao som de Negro nagô, e outras coisas horripilantes que a imaginação comunista lhes proporcionam.

“A eucaristia não é mais entendida na sua verdade de presença sacramental do sacrifício reconciliador e como dom do Corpo e do Sangue de Cristo. Torna-se celebração do povo na sua luta, por conseguinte, a unidade a reconciliação a comunhão no amor não mais são concebidas como um dom que recebemos de Cristo.” (RATZINGER, 1984, p. 45)

3) Perigos da TL.

No final de tudo a teologia da libertação nada mais é do que um parasita do marxismo tentando adequar uma ideologia ateia e contrária a qualquer tipo de cristianismo, a uma fé ortodoxa de mais de dois mil anos. A teologia da libertação se tornou perversa, talvez não pela vontade dos seus seguidores mais ignorantes, mas por parte de seus idealizadores, os lugares onde ela prosperou, por exemplo nos países latino-americano, principalmente no Brasil através de seus teorizadores, Leonardo Boff, Frei Beto, J. B Libanio; percebeu-se grande perca de fiéis, e grande número de adeptos do marxismo dentro da Igreja, Roma, passou a ser desprezada, suas premissas, desde vestes, liturgias, tornaram-se alvos de agrados da “cultura” que assim foi dito para não utilizar o termo “marxismo”, hoje temos uma divisão clara dentro da Igreja brasileira, uns fiéis que ficaram com Roma, e outros que ficaram com marx e companhia LTDA.

114

Hoje vemos, que sua identidade indispensável de ditadura, se instaura aqui, se temos opiniões contrárias somos rechaçados, expulsos de nossas igrejas, ou pastorais, se falarmos, somos perseguidos, e não é chorar lagrimas falsas não, eu já fui, conheço outros tantos que já foram, chegará enfim o dia que seremos confrontados se escolhemos ser fiel a Igreja de nosso Senhor Jesus e perder nossa liberdade, ser perseguidos, ou nos moldar ao ditames desta teologia, que hoje encontra respaldo do governo também comunista.

Mas seu maior perigo está em eliminar do contesto católico, as verdade essenciais da fé, já não se fala mais em ética, bem ou mal, certo ou errado, catecismo virou palavrão de ultima escala, quando são permitidas, já são utilizadas para doutrinação comunista. Quando se perde o parâmetro da realidade final (salvação) então não há motivos para sermos virtuosos, bondoso ou caridosos, a não ser como forma social, já se torna bobeira orar, jejuar, coisas essenciais da vida espiritual, através dessa ideologia ateia, em seu fim ultimo a Igreja, fé, e bíblia são meios instrumentais para alcançar fins políticos, e não salvíficos. Já não se fala mais em salvação, as homilias são verdadeiros comícios eleitorais, qualquer aconselhamento que fuja do plano social se torna moralismo.

E no fim, temos uma sociologia, transvestida de teologia, pregando política marxista dentro dos templos católicos, temos uma fé oca, sem conteúdo, a salvação virou piada, a liturgia virou churrasco de encontro sindical, e Roma virou “adversária”.

E estes não percebem, que não haverá uma verdadeira mudança no âmbito social, sem que haja uma conversão sincera, uma libertação de vícios. Toda libertação parte da primária libertação, a do do pecado, onde houver pecado, mesmo que haja boas ações sociais no fim reinará a discórdia e a injustiça, e engraçado é que o mesmo resultado causado pelo pecado, que é a perda da liberdade, é o mesmo resultado causado pelo comunismo.

116

O Papa bento XVI quando ainda era Cardeal Ratzinger nos disse qual era a forma de ação dos comunistas e consequentemente o perigo gritante de aceitarmos tal teologia: “A derrubada, por meio da violência revolucionária (do comunismo), de estruturas geradoras de injustiças, não é, pois, ipso facto o começo da instauração de um regime justo. Um fato marcante de nossa época deve ocupar a reflexão de todos aqueles que desejam sinceramente a verdadeira libertação dos seus irmãos. Milhões de nossos contemporâneos aspiram legitimamente a reencontrar as liberdades fundamentais de que estão privados por regimes totalitários e ateu, que tomaram o poder por caminhos revolucionários e violentos, exatamente em nome da libertação do povo. Não se pode desconhecer esta vergonha de nosso tempo: pretendendo proporciona-lhes liberdade de escravidão indignas do homem. Aqueles que, talvez por inconsciência, se tornam cúmplices de semelhantes escravidões, traem os pobres que eles quereriam servir.” (RATZINGER, 1984, p. 49)

Conclusão:

Não me alongarei mais, pois quero que vocês mesmo de suas conclusões, faça seus estudos,  e constatações pessoais. Deixarei uma única pergunta a vocês: “Tenho eu buscado a aprovação dos homens ou a de Deus? Acaso procuro agradar aos homens?” (Gálatas 1, 10)

Autor: Pedro Henrique Alves

Bibliografia:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/06/29/papa-diz-que-os-comunistas-roubaram-bandeira-da-pobreza-da-igreja.htm

COURTOIS, Stéphane et al. O livro negro do comunismo, Bertrand Brasil, 1999.

Paulo VI, Octogesima adveniens, nº 34: AAS 63, 1971, pp. 424-425

RATZINGER, Joseph, Instrução sobre alguns aspectos da “Teologia da Libertação”, edições paulinas, 1984.

Fonte: Pro Ecclesia Catholica

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular

Fonte: Padre Paulo Ricardo

20130214-171259.jpg Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.

Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma “revolução” sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as “reformas” do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da “Infalibilidade Papal”, proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.

É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente – como explicou no seu discurso – Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.

Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald – publicada no livro Luz do Mundo – na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.

Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas “profecias” apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: “O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa “Profecia de São Malaquias”, que anuncia o fim da Igreja e do mundo”. É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.

Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa “mais aberto”. Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.

O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. “Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos”, denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.

Bento XVI: “Peçamos ao Senhor que se mostre”

Termina o tradicional encontro do Papa com seus ex-alunos

CASTEL GANDOLFO, terça-feira, 30 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – “Que o Senhor se mostre”: esta é a oração que o Papa Bento XVI dirigiu aos seus ex-alunos no final do tradicional encontro ocorrido em Castel Gandolfo de 25 a 28 de agosto.

O seminário estival do ex-alunos do Pontífice (Ratzinger Schülerkreis) tratou, este ano, do tema da nova evangelização.

No domingo, 28, pela manhã, Bento XVI presidiu a Missa no Centro Mariapoli de Castel Gandolfo. Introduzindo a Celebração Eucarística, pediu ao Senhor que se manifestasse aos seus fiéis.

“Neste tempo de ausência de Deus, quando a terra das almas é árida e as pessoas não sabem de onde vem a água viva, peçamos ao Senhor que se mostre”, convidou.

“Queremos pedir-lhe que, àqueles que buscam em todos os lugares a água viva, mostre-lhes que Ele é esta água e que Ele não permite que a vida dos homens, sua sede pelo que é grande, pela plenitude, se afogue e se sufoque no transitório.”

“Queremos pedir-lhe sobretudo pelos jovens: que a sede d’Ele viva neles e que possam reconhecer onde se encontra a resposta”, acrescentou.

“E nós, que pudemos conhecê-lo desde a juventude, podemos pedir perdão, porque não somos capazes de levar a luz do seu rosto aos homens; muito pobremente deixamos transluzir que ‘Ele é, Ele está presente e que Ele é a realidade grande e plena que todos nós esperamos’.”

“Peçamos o seu perdão; que nos renove com a água viva do seu Espírito e que nos permita celebrar os sagrados mistérios dignamente”, concluiu o Papa.

Nesta edição do encontro, participaram 40 pessoas, entre as que se destacam o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, Dom Hans-Jochen Jaschke, bispo auxiliar de Hamburgo, e Dom Barthélémy Adoukonou, secretário do Conselho Pontifício para a Cultura.

Versus Deum per Iesum Christum

Fonte: Ignem in Terram

Organizando meus alfarrábios digitais, encontrei o prefácio do Cardeal Ratzinger ao livro Uwe Michael Lang, padre oratoriano, sobre a orientação do sacerdote na Santa Missa. Abaixo, segue um trecho do mesmo, contendo as premissas necessárias para um sadio debate acerca do tema:

Para o católico praticante normal, dois parecem ser os resultados mais evidentes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II: o desaparecimento da língua latina e o altar orientado para o povo. Quem ler os textos conciliares poderá constatar, com espanto, que nem uma nem outra coisa se encontram neles desta forma.

Claro, seria preciso dar espaço à língua vulgar, segundo as intenções do Concílio (cf. Sacrosanctum Concilium 36, 2) – sobretudo no âmbito da liturgia da Palavra – mas, no texto conciliar, a norma geral imediatamente precedente reza: “O uso da língua latina, salvo quando se tratar de um direito particular, seja conservado nos ritos latinos” (Sacrosanctum Concilium 36, 1).

Sobre a orientação do altar para o povo, não há sequer uma palavra no texto conciliar. Ela é mencionada em instruções pós-conciliares. A mais importante delas é a Institutio generalis Missalis Romani, a Introdução Geral ao novo Missal Romano, de 1969, onde, no número 262, se lê: “O altar maior deve ser construído separado da parede, de modo a que se possa facilmente andar ao seu redor e celebrar, nele, olhando na direção do povo [versus populum]”. A introdução à nova edição do Missal Romano, de 2002, retomou esse texto à letra, mas, no final, acrescentou o seguinte: “Isso é desejável sempre que possível”. Esse acréscimo foi lido por muitos como um enrijecimento do texto de 1969, no sentido de que agora haveria uma obrigação geral de construir – “sempre que possível” – os altares voltados para o povo. Essa interpretação, porém, já havia sido repelida pela Congregação para o Culto Divino, que tem competência sobre a questão, em 25 de setembro de 2000, quando explicou que a palavra “expedit” [é desejável] não exprime uma obrigação, mas uma recomendação. A orientação física deveria – assim diz a Congregação – ser distinta da espiritual. Quando o sacerdote celebra versus populum, sua orientação espiritual deveria ser sempre versus Deum per Iesum Christum [para Deus, por meio de Jesus Cristo]. Sendo que ritos, sinais, símbolos e palavras nunca podem esgotar a realidade última do mistério da salvação, devem-se evitar posições unilaterais e absolutizantes a respeito dessa questão.

Esse esclarecimento é importante, pois deixa transparecer o caráter relativo das formas simbólicas externas, opondo-se, assim, aos fanatismos que infelizmente nos últimos quarenta anos não tiveram pequena freqüência nos debates em torno da liturgia. Mas, ao mesmo tempo, ilumina também a direção última da ação litúrgica, nunca totalmente expressa nas formas exteriores, e que é a mesma para o sacerdote e para o povo (voltados para o Senhor: para o Pai, por meio de Cristo no Espírito Santo). A resposta da Congregação deveria, portanto, criar um clima menos tenso para a discussão; um clima no qual possam ser procuradas as melhores maneiras de realização prática do mistério da salvação, sem condenações recíprocas, ouvindo atentamente aos outros, mas sobretudo ouvindo as indicações últimas da própria liturgia. Etiquetar apressadamente certas posições como “pré-conciliares”, “reacionárias”, “conservadoras”, ou “progressistas” ou “estranhas à fé”, não deveria mais ser admitido nesse embate, no qual se deveria muito mais deixar espaço a um novo e sincero esforço comum para realizar a vontade de Cristo da melhor forma possível.

João Paulo II pediu que o Evangelho de São João fosse lido para ele antes de morrer

BOGOTÁ, 23 Fev. 10 / 07:08 am (ACI).- O Arcebispo de Cracóvia e quem foi durante 40 anos secretário pessoal de João Paulo II, Cardeal Stanislaw Dziwisz, relatou que antes de sua morte, o Papa peregrino pediu que lessem para ele todo o Evangelho de São João para poder preparar-se para o trânsito à Casa do Pai.

Em entrevista concedida ao jornal “El Tiempo”, o Cardeal explicou que o Papa Wojtyla “morreu como morrem os homens Santos. Despediu-se de seus colaboradores, do Cardeal Ratzinger (agora Bento XVI); inclusive de quem fazia a limpeza. Pediu que lhe lessem para ele todos os capítulos do evangelho de São João e assim se preparou para partir. Causou uma paz impressionante”.

Na Colômbia aonde chegou para participar de um congresso sobre o legado de João Paulo II, o Cardeal assinalou que o processo de beatificação do Papa peregrino “está virtualmente terminado. Para a beatificação é importante que a Igreja reconheça um milagre no qual ele tenha intercedido. Há um caso que está sendo investigado e é o da cura milagrosa de uma freira francesa que padecia de Parkinson”.

Sobre a data de beatificação, o Cardeal disse que “não se sabe, mas sua tumba é visitada por milhares que agradecem por favores e isso fortalece sua santidade. Não só os cristãos querem vê-lo santo; também os judeus e muçulmanos. Temos que unir-nos a esse grito de “Santo subito” (do italiano Santo rapidamente)”.
Ao falar logo do carinho e o ardor da gente para com o João Paulo II, o Cardeal Dziwisz comentou que “ele mudou o mundo desde o ponto de vista político e religioso; ensinou que a solução aos problemas está na solidariedade e no amor. Ele ultrapassou todos os limiares. Seus ensinamentos deveriam ser aplicados para ajudar este mundo em crise”.

Respondendo a quem critica o tempo curto que leva sua causa, o Cardeal polonês disse que poderia dizer-se que foi rápida, “mas não se pode dizer que esteve mal feita. Foi um tempo efetivo para aprofundar no legado que deixou. Os mesmos que o criticaram porque não gostavam de sua atitude moral, são os que o criticam agora”.

Respondendo a afirmação do livro “por que ele é santo” que disse que João Paulo II se flagelava e dormia no chão, o Arcebispo de Cracóvia disse que “não posso afirmá-lo nem negá-lo. Foi um homem de uma grande espiritualidade, sua característica principal foi o espírito da oração e a contemplação. Em muitos conventos ainda existe a penitência através da flagelação, e isso o fizeram outros grandes Santos, como São João da Cruz e Santa Teresa”.

Finalmente o Cardeal disse que João Paulo II “sempre disse que a América Latina era o continente da esperança. Gostava muito da Colômbia e tinha muitos amigos aqui, cardeais e sacerdotes, porque a presença da Colômbia em Roma sempre foi numerosa e importante”.

Papa condena outra vez a Teologia da Libertação

Fonte: Christo Nihil Praeponere

Em discurso a bispos brasileiros, o papa Bento XVI condenou mais uma vez a Teologia da Libertação.
O discurso foi pronunciado neste sábado (05/12/2009) ao grupo de Bispos do sul do país que se encontrava em Roma por ocasião da visita ad limina. Por ocasião desta visita, que acontece a cada cinco anos, os Bispos apresentam ao papa e à cúria romana um relatório a respeito de suas dioceses e ouvem do pontífice as orientações para seu futuro pastoreio.

Bento XVI recorda o aniversário de vinte e cinco anos do documento que ele mesmo assinou, como então Cardeal Ratzinger, condenando esta forma de fazer teologia utilizando “teses e metodologias provenientes do marxismo”.  As palavras usadas pelo papa são duras e fogem do padrão diplomático dos discursos curiais, fazendo uma lista politicamente nada correta das consequências da Teologia da Libertação: “rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia”.

O pontífice admite que  a Teologia da Libertação não é um problema do passado quando recorda aos bispos que estas terríveis consequências “fazem-se sentir ainda” e que ainda se encontram em “vossas comunidades diocesanas”. O balanço geral apresentado por Bento XVI a respeito da aventura libertária da Igreja do Brasil parece fechar no vermelho.
“Grande sofrimento e grave perda de forças vivas” – conclui o sucessor de Pedro.

Clique aqui para ler todo o texto do discurso.

Clique aqui para fazer o download da Instrução “Libertatis nuntius” (06/08/1984) em português.

É favor veicular esta notícia através de sua lista de endereços, orkut e meios de comunicação disponíveis.

Patriarcado de Moscou publica livro do Papa pela primeira vez

“Europa, pátria espiritual” será apresentado em Roma

ROMA, quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O patriarcado de Moscou publicou um livro com textos do Papa. “Europa, pátria espiritual” é um volume em edição bilíngue (italiano e russo) que recolhe os discursos que Joseph Ratzinger dedicou à Europa ao longo de 10 anos.

A autorizada introdução à obra é do presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do patriarcado de Moscou, Dom Hilarion de Volokolamsk, e a iniciativa editorial é do próprio departamento, em colaboração com a associação internacional “Sofia: Ideia Russa, Ideia da Europa de Roma”.

“Este livro é um acontecimento de alcance histórico sem precedentes na história milenar de católicos e russo-ortodoxos”, explica o curador da edição, Pierluca Azzaro, presidente adjunto da associação internacional “Sofia” e professor de História do Pensamento Político na Universidade Católica de Milão.

“Mas antes e sobretudo – acrescenta – é um grande testemunho de amor a Cristo e entre cristãos. Deste amor brota, deve brotar, a cultura europeia em todas as suas expressões multiformes: uma cultura viva, imbuída de uma energia moral autenticamente criativa, toda encaminhada à construção de um futuro bom para todos.”

“A Europa, como nos dizem o Papa e o arcebispo Hilarion na bela introdução, é um continente cultural que, com suas duas asas – a Igreja do Oriente e do Ocidente –, eleva-se sobre a estreita dualidade Rússia-Ocidente da Europa: A Europa se apresenta assim, aos nossos olhos, como a comum ‘pátria espiritual’, segundo a bela expressão usada pelo Papa em sua última viagem à República Tcheca”, acrescenta.

Por isso, sublinha, “somente se redescobrirmos e reafirmarmos juntos esta dimensão vital da Europa, será possível conjurar o declive”.

O hieromonge Filipp (Ryabyh), presidente adjunto do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do patriarcado de Moscou e porta-voz deste último, afirma: “Este livro que recolhe os discursos de Sua Santidade Bento XVI sobre o destino da Europa é o testemunho da absoluta identidade de visões e de posições entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica com relação aos modernos processos sociais, e ao mesmo tempo a prova da enorme possibilidade de cooperação católico-ortodoxa”.

A apresentação do livro do Papa acontece dentro da sessão italiana do fórum Ítalo-Russo de Diálogo das Sociedades Civis, que se reúne em Roma e em Moscou, em coincidência com as cúpulas bilaterais dos chefes de Estado e de governo da Itália e da Rússia; portanto, em coincidência também com a visita oficial do presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, no dia 3 de dezembro.

Na mesa redonda, intervirá, por parte da Igreja Católica, o professor Milan Zust, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos; da Igreja Ortodoxa Russa, Sergej Svonarev, do Departamento de Relações Eclesiásticas Externas do patriarcado de Moscou.

Do mundo da cultura russa, participará o reitor da Universidade de Relações Internacionais de Moscou, professor Anatoly V. Torkunov; do mundo da cultura italiano, o reitor da Universidade do Sagrado Coração, professor Lorenzo Ornaghi.

Do governo italiano, está anunciada a presença do ministro de Bens Culturais, Sandro Bondi, e do governo russo, Mikhail E. Shvydkoi, conselheiro do presidente para a cooperação cultural internacional.

A mesa redonda será presidida pelo curador da edição, Pierluca Azzaro, membro permanente do Fórum de Diálogo.

Página 1 de 3

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén