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Menino espanhol consegue doação de 750 Kg de frango para alimentar os pobres em nome do Papa Francisco

ROMA, 20 Dez. 13 / 12:28 pm (ACI).- “Por que não dar de presente ao Papa Francisco por Natal uma ajuda para os pobres?” Esta foi a ideia de José Luis, um menino espanhol de sete anos, concretizada no dia 18 de dezembro na audiência geral das quartas-feiras. Conforme informou o jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano, José Luis é filho de uma das seis mil famílias que compõem a cooperativa espanhola Coren, uma empresa de alimentação que forneceu 750 quilogramas de frango para que o Santo Padre pudesse dar aos mais necessitados.

As religiosas do Real Monastério de Santa Clara del Allariz –localizado dentro do Caminho que leva à tumba do Apóstolo Tiago-, também pertencem à cooperativa e são conhecidas pelas formas criativas de receitas com carne de aves.

Prontos para serem cozinhados, os frangos serão distribuídos em refeitórios populares de Roma em nome do Papa e com a ajuda do elemosineiro do Vaticano, o Arcebispo Konrad Krajewski, estes serão distribuídos também para pobres em refeitórios administrados pela Igreja em Roma, entre os quais se encontra a casa “Dono di Maria” das Irmãs da Madre Teresa de Calcutá, localizado a poucos passos do Vaticano.

Papa Francisco “A caridade que deixa os pobres assim como são, não é suficiente”

Papa Francisco

VATICANO, 12 Set. 13 / 10:02 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao visitar em 10 de setembro mais de 400 refugiados do Centro Astalli, o Serviço Jesuíta a disposição dos refugiados que chegam a Roma, o Papa Francisco recordou que a esmola “não basta” e recordou a necessidade de acolher estas pessoas e integra-las na sociedade.

“Somente a acolhida não basta. Não basta dar um sanduíche, se não for acompanhado da possibilidade de aprender a caminhar com as próprias pernas. A caridade que deixa os pobres assim como são, não é suficiente. A misericórdia verdadeira, aquela doada e ensinada por Deus, pede a justiça, pede que o pobre encontre o caminho para deixar de ser como é”, disse o Papa Francisco durante um discurso pronunciado aos membros desta instituição, trabalhadores, voluntários, amigos e refugiados em Roma.

A misericórdia “nos pede isso como Igreja, como cidade de Roma, às instituições, pede que ninguém mais tenha a necessidade de um refeitório público, de alojamento improvisado, um serviço de assistência jurídica para ter reconhecido o seu próprio direito de viver e trabalhar, ser plenamente pessoa”, acrescentou.

O Papa chegou ao centro à hora do almoço e se sentou para comer com alguns refugiados e voluntários que serviam a mesa. Depois visitou a capela do centro para orar e de lá foi para a igreja de Gesú, perto do centro, onde foi acolhido por 400 membros desta instituição e escutou, antes de pronunciar seu discurso, as palavras de dois refugiados, um jovem sudanês e uma mulher síria.

“Deste lugar de acolhida, de encontro e serviço, gostaria que partisse uma pergunta para todos, para todas as pessoas que vivem aqui nesta diocese de Roma: eu me curvo diante de quem está com dificuldades ou eu tenho com medo de sujar as mãos? Estou fechado em mim mesmo, nas minhas coisas, ou percebo quem precisa de ajuda? Sirvo somente a mim mesmo, ou sei servir aos outros como Cristo que veio para servir ao ponto de dar a sua vida? Eu olho nos olhos daqueles que pedem justiça ou dirijo o olhar para o outro lado? Para não olhar nos olhos?”, questionou.

O Papa assinalou que “os pobres também são mestres privilegiados de nosso conhecimento de Deus; A fragilidade e simplicidade deles desmascaram o nosso egoísmo, nossas falsas seguranças, nossas pretensões de autossuficiência e nos guiam à experiência da proximidade e ternura de Deus, de receber em nossa vida seu amor, sua misericórdia de Pai que, com discrição e paciente confiança, cuida de nós, de todos nós”.

“Todos os dias, aqui e em outros centros, muitas pessoas, especialmente jovens, entram na fila para uma refeição quente. Essas pessoas nos recordam os sofrimentos e dramas da humanidade. Mas essa fila também nos diz que fazer algo, agora, todos, é possível. É só bater na porta, e tentar dizer: “Eu estou aqui. Como posso ajudar?’”, animou.

Ao dirigir-se aos refugiados, o Papa pôs de exemplo a história de um jovem sudanês –Adam-, e uma mulher síria –Carol-, dois colaboradores do Centro Astalli que fugiram de seus países por causa da guerra e da perseguição.

“Adam disse: ‘Nós, os refugiados temos o dever de fazer o nosso melhor para sermos integrados à Itália.’ E este é um direito: a integração! E Carol disse: ‘Os sírios na Europa, sentem a grande responsabilidade de não ser um peso, queremos sentir-nos parte ativa de uma nova sociedade’. Isso também é um direito! Eis, essa responsabilidade é a base ética, é a força para construir juntos. Eu me pergunto: nós acompanhamos este caminho?”, assinalou Francisco.

“Cada um de vocês, queridos amigos, traz uma história de vida que nos fala dos dramas das guerras, de conflitos, muitas vezes ligados às políticas internacionais. Mas cada um de vocês traz, acima de tudo, uma riqueza humana e religiosa, uma riqueza de acolher, e não temer”, adicionou.

“Muitos de vocês são muçulmanos; de outras religiões; vêm de diferentes países, de diferentes situações. Não devemos ter medo das diferenças! A fraternidade nos faz descobrir que elas são um tesouro, um presente para todos! Vivemos a fraternidade!”, animou.

“Quantas vezes, no entanto, aqui, como em outros lugares, muitas pessoas que carregam escrito ‘proteção internacional’ no seu documento de residência, são forçadas a viver em situações difíceis, às vezes degradante, sem a possibilidade de iniciar uma vida digna, para pensar em um novo futuro!”, clamou.

O Papa agradeceu em especial ao diretor do Centro Astalli, o sacerdote jesuíta Giovanni La Manna, assim como a todos os serviços eclesiais, públicos e privados, que se dedicam a acolher essas pessoas com um projeto.

“Vocês, trabalhadores, voluntários, benfeitores, que não só doam o tempo, mas procuram entrar em um relacionamento com aqueles que pedem de asilo e os refugiados, reconhecendo-os como pessoas, esforçando-se para encontrar respostas concretas para a suas necessidades. Tenham sempre viva a esperança! Ajudem a recuperar a confiança! Mostrar que, com acolhida e fraternidade se pode abrir uma janela para o futuro, uma porta, e mais, se pode ainda ter futuro!”, disse.

Por outro lado, destacou três palavras que são o programa de trabalho dos jesuítas e seus colaboradores: Servir, acompanhar, defender.

Explicou que “servir significa acolher a pessoa que chega, com atenção; significa que inclinar-se aos necessitados, estender-lhe a mão, sem cálculo, sem medo, com ternura e compreensão, como Jesus se inclinou para lavar os pés dos Apóstolos. Servir significa trabalhar ao lado dos mais necessitados, estabelecer com eles, antes de tudo, relações humanas, de proximidade, laços de solidariedade”, acrescentou.

No sentido de acompanhar, o Papa animou a semear a “Solidariedade”, “esta palavra –destacou-, é a que mais assusta o mundo desenvolvido. Eles procuram não dizê-la. É quase um palavrão para eles. Mas é a nossa palavra! Servir significa reconhecer e respeitar as exigências da justiça, esperança e procurar juntos as estradas, os percursos concretos de libertação”.

“Acompanhar. Nos últimos anos, o Centro Astalli fez um caminho. No início oferecia serviços de primeira acolhida: alimentação, uma cama, um auxilio de documentação. Em seguida, aprendeu a acompanhar as pessoas em busca de trabalho e na inserção social. E também propôs atividades culturais, para contribuir no crescimento de uma cultura da acolhida, uma cultura de encontro e da solidariedade , a partir da proteção dos direitos humanos”.

Defender é ficar do lado dos mais fracos, disse. “Quantas vezes nós levantamos a voz para defender os nossos direitos, mas quantas vezes somos indiferentes aos direitos dos outros! Quantas vezes não sabemos ou não queremos dar voz a quem – como vocês – sofreram e estão sofrendo, quem viu ser pisoteado seus direitos, quem viveu tanta violência que sufocou também o desejo de ter justiça!”, elevou sua voz.

Por último, recordou que para a Igreja é fundamental acolher os pobres e promover a justiça e que não sejam somente confiadas aos ‘especialistas’, mas tenham uma atenção de todo o trabalho pastoral, da formação dos futuros sacerdotes e religiosos, do compromisso normal de todas as paróquias, os movimentos e grupos eclesiais.

Por que a Igreja não vende tudo o que tem para ajudar aos pobres?

Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus

Está é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual, aliás, ultimamente, com o apetite cada vez mais voraz que a mídia secular demonstra ter para escornear a Igreja Católica, ela torna-se ainda mais relevante. Sendo assim, vamos direto aos fatos, porque apesar de haver um grande número de “bem-intencionados” Judas Iscariotes,, sejamos francos, dentre eles são poucos os que são dados à leitura e à pesquisa. Assim, não é prudente que me extenda muito.

Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse. Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? (João 12,4-5)

A igreja Católica é a instituição mais antinga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todo o país do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados. Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia instituicional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor, não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedade ocidentais. Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais nótorio deles: a caridade da Igreja Católica, é infelizmente, ignorada tanto pelos católicos como não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente cristicada por sua riqueza.

Deus Caritas Est – Deus é Amor

“Mas se a Igreja é tão rica e poderosa, por que não vende tudo o que possui para ajudar aos necessitados?”

Vamos ao números e fatos:

A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.

No Brasil, podemos seguramente dizer que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de qualquer outro governo já existente no país. Na década de 50, quando a rede pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica, e têm as freiras e religiosos católicos como sua principal fonte de recursos humanos.

Seria quase impossível listar e numerar as atividade e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade. O vídeo abaixo mostra algumas maneiras pelas quais a Santa Igreja tem, ao longo dos séculos, posto em prática as palavras de Cristo sobre a caridade e o amor ao próximo.

“Tudo o que fizerdes ao mais pequeninos dos Meus irmãos, o fazeis a Mim.” (Mt 25:40)

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