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Padre Francês revoluciona a forma de converter os fiéis e trazer os católicos à Igreja novamente

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É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.

Foi um músico de sucesso

A chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.

Na Missa: de 50 a 700 assistentes

O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor. Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.

Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica

Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.

Os fregueses contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.

A igreja sempre aberta

Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.

O templo deve favorecer a relação com Deus

Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.

Foi a última oportunidade para salvar a paróquia

O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.

A importância da liturgia e da limpeza

E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.

Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura: ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.

A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.

As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.

Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.

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O padre da batina

Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.

Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.

Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.

Por último, lembra um pormenor relevante. Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.

No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.

Uma vida peculiar: cantor em cabarés

A vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.

Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.

Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.

Fonte: Fidespress

Mais de um milhão protestam contra a lei de “matrimônio” gay na França

PARIS, 28 Mai. 13 / 09:34 am (ACI/Europa Press).- Mais de um milhão de pessoas, segundo os organizadores, ou 150.000 pessoas, segundo a Polícia, saíram neste domingo às ruas de Paris para protestar contra a aprovação domatrimônio homossexual.

A marcha culminou ante o Hospital dos Inválidos com uma multidão que abarrotou as zonas ajardinadas que rodeiam o histórico edifício, situado em pleno centro da capital francesa. A campanha foi realizada por organizações de base e contou com o apoio rápido da Igreja Católica.

Também se somaram ao protesto destacados políticos de direita, como o líder da União por um Movimento Popular (UMP), o principal partido da oposição, Jean-François Copé, quem realizou um chamado aos jovens a somar-se ao seu partido para manter assim a pressão sobre o governo de centro-esquerda.

“O próximo encontro deveria ser nas urnas das eleições municipais”, afirmou Copé em referência aos comícios previstos para o ano que vem e com os que os conservadores esperam rentabilizar estas mobilizações.

Enquanto, um grupo de extrema direita entrou na sede do governante Partido Socialista e abriu um cartaz contra o matrimônio gay e exigindo a demissão do presidente François Hollande.

A manifestação se desenvolveu em meio de um importante esquema de segurança de 4.500 agentes. O próprio ministro do Interior, Manuel Valls, tinha pedido no sábado que à manifestação não acudissem as famílias comcrianças pequenas ante o risco de violência.

Agora, uma vez aprovada a lei na Assembleia Nacional, o movimento procura fortalecer-se para enfrentar-se a possíveis novas iniciativas legislativas do governo socialista, como a que poderia tramitar-se sobre reprodução assistida ou a adoção por parte de casais homossexuais.

 

 

Milhares de franceses protestam contra “casamento” gay

As ruas de Paris voltaram a ser palco de uma mobilização contrária à política socialista do presidente François Hollande, que pretende legitimar o “casamento” gay na França até junho deste ano. Cerca de 1,4 milhão de pessoas (algumas informações defendem 300 mil) marcharam à frente da Torre Eiffel para dizer um forte “não” à equiparação dos relacionamentos homossexuais à família natural. Em meio a um público de diferentes idades e credos, a ocasião foi também uma oportunidade para unir católicos, protestantes e até muçulmanos em torno da defesa da família. E, para desespero dos militantes esquerdistas, a manifestação que aconteceu no último domingo, 24/03, contou com o apoio de vários homossexuais, sobretudo dos membros da Homovox, a maior associação homossexual do país.

Essa é a terceira vez em que os franceses saem às ruas para repudiar o projeto da Ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, que busca a regularização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Em janeiro de 2013, a marcha teve o apoio de centenas de associações e grupos de diferentes credos que marcaram presença durante o ato para exigir do presidente François Hollande um referendo sobre o assunto. Embora a maioria dos franceses apoiem a proposta, a porcentagem dos que são contrários vêm crescendo dia após dia, em grande parte, devido a esses protestos. Foram as maiores manifestações públicas do país desde que a população resolveu protestar contra a reforma educacional em 1984.

As lideranças gays, numa tentativa fracassada de fazer oposição às marchas em defesa da família, também se organizaram em manifestações. No entanto, apesar de todo o aparato da mídia progressista e do lobby de outras organizações, o número de participantes ficou muito aquém daquele presente nas manifestações rivais. Uma derrota vergonhosa para a ideologia de gênero e seus promotores. Quem achava que a família natural poderia ser subvertida mediante uma simples canetada do presidente percebeu que estava errado. Fator que só tende a reforçar o incisivo ensinamento da Igreja de que, nas palavras do Cardeal Joseph Ratzinger, “[n]enhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente”.

Se por um lado o governo já declarou que não tem a intenção de voltar atrás no projeto, por outro, a situação é uma ótima oportunidade para os franceses perceberem a farsa do discurso socialista e o pouco caso dessa ideologia em relação aos termos democráticos. Não importa que a lei natural diga que dois homens não são capazes de gerar um filho, não importa que a população se mostre contrária à proposta. A única coisa que importa para políticos dessa estirpe é fazer prevalecer seus ideais delirantes e imorais. Nem que para isso eles tenham que perseguir, condenar ou fazer uso das famosas guilhotinas de Robespierre e Napoleão. A criação de um “Observatório Nacional da Laicidade” para combater o que eles chamam de “patologia religiosa” já é um primeiro passo nesta direção.

Uma coisa é certa, a histórica manifestação dos franceses não deixará indiferente a consciência da população, muito menos a de seus governantes. Prova disso vê-se na preocupação dos socialistas em relação à crescente atuação da Igreja no espaço do debate público. Mesmo que a absurda lei do “casamento” gay venha a ser aprovada, o presidente François Hollande não ficará imune à reprovação do país, algo que poderá se refletir nas próximas eleições. Há um despertar da fé no povo francês, isso é notório. E esse despertar é o que ajudará os franceses a perceberem que, no debate acerca da união entre pessoas do mesmo sexo, o que se está em jogo não são apenas convicções religiosas, como alguns querem fazer crer, mas a própria natureza e identidade do ser humano.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Mar de gente na França diz sim ao matrimônio autêntico e não às uniões gay

http://www.youtube.com/watch?v=c7YzhnOSJis

PARIS, 20 Nov. 12 / 01:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Uma maré humana de 250 mil pessoas saiu às ruas na França para expressar seu apoio ao autênticomatrimônio, formado por um homem e uma mulher, e manifestar seu rechaço ao projeto de uniões gay que atualmente está em debate nesse país.

As centenas de milhares de franceses que saíram às ruas de Paris, Toulouse (10 mil), Lyon (27 mil), Marselle (8 mil), Nantes (4 500) e Rennes (2 500) entre outras cidades francesas como Metz, Dijon e Bordeaux, expressaram seu absoluto rechaço à proposta do presidente da França, François Hollande, de equiparar as uniões gay ao matrimônio.

A jornada em defesa do matrimônio e da família realizou-se no sábado 17 de novembro. Pessoas de distintos credos e sem distinção de afinidade política, levando balões azul, branco e rosa, reuniram-se para recordar que as criançastêm direito a ter um pai e uma mãe.

Entre os distintos lemas que observados nos cartazes estiveram: “Não há nada melhor para uma criança que ter pai e mãe”, “Nem progenitor A nem B: pai e mãe são iguais e complementares”, “As crianças nascem com direito a pai e mãe”, “Não ao projeto do matrimônio gay”, entre outros.

Uma das manifestantes, que participou da marcha em Paris, ressaltou que “o matrimônio é a união entre um homem e uma mulher. Essa é a base da sociedade”.

Em Lyon marcharam juntos o Arcebispo local, Cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da mesquita muçulmana da cidade, Kamel Kabtane, que assinalou: “compartilhamos os mesmos valores fundamentais e devemos defendê-los juntos”.

Nesta cidade os que apóiam o mal chamado “matrimônio” gay organizaram uma violenta contra-manifestação que teve que ser controlada pela polícia, que prendeu 50 pessoas identificadas como
simpatizantes de organizações pró-gay.

Também umas poucas ativistas do grupo feminista “Fem” tentaram opacar a manifestação a favor do matrimônio. Marcharam seminuas, com véus à maneira de religiosas católicas e com mensagens contrárias à Igreja pintados sobre o tórax.

O presidente François Hollande prometeu em sua campanha eleitoral apoiar o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e no dia 7 de novembro apresentou o polêmico projeto ante o conselho de ministros, que ganha cada vez mais oposição por parte do povo da França.

A doutrina católica não aprova o mal chamado “matrimônio” gay porque atenta contra a natureza, sentido e significado do verdadeiro matrimônio, constituído pela união entre um homem e uma mulher, sobre a qual se forma a família.

A Santa Sé e os bispos em diversos países do mundo denunciaram que as legislações que pretendem apresentar “modelos alternativos” de vida familiar e conjugal atentam contra a célula fundamental da sociedade.

Pequim prepara nova ordenação episcopal ilícita

Para a diocese de Harbin

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 19 de julho de 2011 (ZENIT.org) – As autoridades chinesas anunciaram que continuarão as ordenações ilícitas de bispos, sem mandato do Papa, apesar de a Santa Sé ter confirmado a excomunhão do último bispo ordenado nestas circunstâncias.

Depois das três ordenações ilegais dos últimos 3 meses, um novo bispo ilegítimo “oficial” – ou seja, reconhecido pela Associação Patriótica dos católicos chineses – deveria ser ordenado nos próximos dias na diocese de Harbin, cujo território cobre a província de Heilongjiang, no norte do país, segundo informou Églises d’Asie.

Nesta província, já existe um bispo “não-oficial”, Dom Wei Jingyi, pastor da diocese de Qiqihar, figura conhecida entre a comunidade “clandestina” pelos seus esforços de reconciliação com os bispos “oficiais”, continua informando a agência das Missões Estrangeiras de Paris.

O candidato eleito para a ordenação ilícita parece ser, segundo esta fonte, o Pe. Yue Fusheng, de 47 anos, “administrador” da diocese há vários anos.

Em dezembro passado, na reunião realizada em Pequim, ele foi eleito como um dos vice-presidentes da Associação Patriótica e recentemente havia sido eleito bispo de Harbin, em uma dessas eleições cujos resultados são conhecidos com antecipação pelas autoridades comunistas. Roma lhe comunicou que sua candidatura ao episcopado não é aprovada pelo Papa.

“Segundo diferentes observadores, esta nova ordenação ilícita será a oportunidade para ver até onde estão dispostas a chegar as autoridades chinesas para obrigar os bispos que contam tanto com o reconhecimento de Roma como com o de Pequim a participar da cerimônia”, escreve Églises d’Asie.

A última ordenação em Shantou, de 14 de julho, havia dado lugar a cenas nas quais se havia visto a polícia buscar, usando a força das armas, bispos que haviam se escondido para escapar das autoridades.

No documento da Santa Sé, declarando excomungado o bispo ilegítimo, são reconhecidos como “meritórios diante de Deus” estes atos de resistência, que merecem o “apreço de toda a Igreja”. “A mesma consideração se aplica também aos sacerdotes, pessoas consagradas e cristãos que defenderam seus pastores, acompanhando-os nestes difíceis momentos, mediante a oração, e compartilhando seu íntimo sofrimento”, afirmava o comunicado vaticano.

França rejeita o “matrimônio” gay

PARIS, 14 Jun. 11 / 07:06 pm (ACI/Europa Press)

A Assembléia Nacional francesa rechaçou esta terça-feira 14 de junho uma proposta de lei exposta pela Partido Socialista para aprovar o “matrimônio” homossexual, depois que o de centro-direita fez valer sua maioria na câmara.

A iniciativa obteve 222 votos a favor e 293 em contra, o que confirmou um resultado antecipado da semana passada, quando foi apresentada a proposta. Não obstante, vários deputados do partido governante União por um Movimento Popular (UMP) votaram a favor.

O representante do Partido Socialista encarregado de defender o texto, Patrick Bloche, defendeu a lei porque se trata de “derrubar uma discriminação”. Neste sentido, pediu à direita que se unisse à proposta e levasse a França a “uma nova etapa na igualdade de direitos”.

Uma das vozes contrárias ao documento, o deputado da UMP Michel Diefenbacher, esclareceu que a formação está “contra a homofobia”, mas que não por isso querem mudar “a imagem e a função do matrimônio”, que definiu como “uma instituição” encarregada “do amparo do mais fraco, começando pela mulher”.

Mais crítico se mostrou o deputado Christian Vanneste, conhecido por suas declarações críticas à comunidade gay e que qualificou de “aberração antropológica” o matrimônio homossexual, porque o objetivo destas uniões é que “a sociedade deva assegurar sua continuidade”. Tudo o que não seja condizente com este objetivo, acrescentou, é “uma questão de moda”.

A líder do ultradireitista Frente Nacional, Marine Le Pen, uma das firmes opositoras ao “matrimônio” gay, chegou a compará-lo com a poligamia, conforme informa o periódico Libération.

A perseguição dos católicos franceses por calvinistas

Os que persistirem nas superstições do anticristo romano… devem ser reprimidos pela espada

(Harkness, Georgia, John Calvin:
The Man and His Ethics, NY:
Abingdon Press, NY, 1931).

Na primavera de 1561 os calvinistas da França tomaram as armas sob Conde? e Coligny e marcharam pelo país para pontos específicos, sob a chefia de pregadores geralmente armados até os dentes. Enquanto estes homens bradavam contra a mulher escarlate da Babilônia e pregavam mais fervorosamente aos maometanos que aos que se chamavam cristãos…começaram a saquear as casas de bispos e igrejas, para destruir altares e imagens de santos, e a depor os católicos de suas armas.

O ódio que há muito tempo havia rondando veio à tona com toda a sua fúria. Quase simultaneamente, como se organizados por um sinal, grupos organizados de calvinistas se lançaram contra as igrejas católicas, conventos, escolas e livrarias. Saquearam todas as sessenta igrejas e conventos em Montpellier, e trataram à espada 115 sacerdotes e monges.Em Nimes empilharam estátuas e relíquias e queimaram tudo em frente à catedral principal, dançando ao redor as chamas que cresciam, felizes por se terem livrado das missas e da idolatria, e por destruírem as igrejas. Em Montauban retiraram as clarissas de suas celas e as expuseram quase desnudas ao ridículo em frente à uma platéia, que as insultavam e propunham casamentos.Em Dezembro, em Castres, um consistório calvinista, ou Sanhedrin, ordenou levar todos os que estivessem andando nas ruas para ouvirem os sermões dos huguenotes. Padres eram arrastados para fora das igrejas, camponeses eram forçados a ver pastores entortando seus narizes contra a missa, a confissão, o papa. Os campos e cultivos dos moradores de vilas católicas que se recusavam a ouvir as pregações eram queimadas ou cortadas.

Em um ano, segundo as estimativas dos próprios calvinistas, ?foram mortos cerca de 4000 padres, monges e freiras, 12000 freiras expulsas e maltratadas, 20000 igrejas saqueadas e 2000 mosteiros destruídos, com suas relíquias e obras de arte preciosas? (Novuvelle Collection de memoires relatif a l’histoire de France, Ch. XI, p. 512). Os raros manuscritos do mosteiro de Cluny foram perdidos, junto a muitos outros. Vasos sagrados eram usados para transportar dinheiro para pagar mercenários alemães.

Coligny teve participação ativa nas atrocidades. Era tão cruel, principalmente com padres e freiras, que os católicos o chamavam de Holofernes. Em alguns lugares, as vísceras das vítimas eram recheadas com palha e dada aos cavalos dos huguenotes. Centenas de vilões e vilas foram saqueadas e queimadas. Lyon e seu comércio próspero estava em ruínas.

Esta fúria, cultivada avidamente, não se esgotava a não ser com a morte, e às vezes nem com ela. Não somente o túmulo de William o Conquistador foi destruído, como os corpos de homens e mulheres santas, que em vida dedicaram seus esforços ao bem, eram retirados de seus jazigos e arrastados pelas ruas, queimados e suas cinzas lançadas ao rio.Um indivíduo jogou a imagem de São João de uma ponte em Orleans. Fanáticos jogaram os restos de Santo Irineu e São Martinho de Tours no Loire. Em Poiters, Destruíram as relíquias de Santo Hilário, e várias das obras escritas por ele. Ao profanar a tumba de São Francisco de Paula, em Plessisles-Tours, encontraram o corpo incorrupto após quase meio século de sua morte. Ao contrário de se surpreenderem com o sagrado fenômeno, arrastaram o corpo pelas ruas e o queimaram. Algumas das ossadas dos santos foram depois encontradas pelos católicos e guardadas em outras igrejas.

Não somente os que puseram suas vidas ao serviço de Cristo, mas o próprio Cristo, parece ser alvo do ódio dos que se autoproclamam cristãos, e que ensinam a condenação dos infantes e a predestinação de almas ao inferno. Como em todas as revoltas anti-cristãs, imagens de Jesus foram depostas, quebradas e demolidas. O corpo de Cristo foi constantemente profanado no santo sacramento. Em Nimes, em Paris e em outros lugares, os sacrários eram abertos e as hóstias jogadas no chão, sendo pisadas pelos calvinistas e por seus cavalos.

Apesar dessas atrocidades serem cometidas por uma minoria em um país com maioria católica, as forças nacionais pareceram paralisadas e impotentes. Os calvinistas possuíam amizades no parlamento de Paris e maioria nos governos dos Estados. Sempre haviam homens que podiam protegê-los de qualquer tentativa de punição.

Catherine, inspirada por l?Hospital, redigiu um Edito em Janeiro de 1562 em que permitia aos calvinistas seu culto de adoração fora das cidades, com a condição de que as igrejas fossem restauradas e cessassem as violências. Não surtiu, contudo, efeito algum. Utilizando a vantagem da união do Estado com a igreja, destruíram a catedral na cidade de Beza, e expulsou o clero. Em Gascony, nenhum padre poderia ser encontrado há 4 milhas de distância. Mais freiras foram retiradas à força dos conventos, mais sacrários abertos e profanados. Em Fevereiro, logo após o início do Concílio de Trento (com delegados franceses presentes, graças à determinação do cardeal de Lorraine), setenta pregadores calvinistas se encontraram em um Sínodo em Nimes e planejaram destruir todas as igrejas católicas da cidade. Prontamente puseram a decisão em prática, queimando e destruindo igrejas, e expulsando todos os padres. O reino do terror não foi dirigido por pessoas ignorantes, mas um elaborado plano de destruição, espoliação e dor.

Muitos católicos que haviam suportado a facção de Coligny por razões políticas, como os feudos dos Guises, agora reagiram. Anne de Montmorency agora fazia parte do círculo católico, Anthony of Navarre se converteu ao catolicismo, uniu-se ao duque Francis de Guise e propôs que se estabelecesse a inquisição para sanear a França. Mas era tarde para uma tentativa de paz.

Em Vassy, os Guises foram ao encontro de cerca de 700 calvinistas, armados, propondo um encontro numa fazenda. Uma disputa surgiu entre alguns homens do duque e os calvinistas. Quando Guise tentou evitar a briga por vir, um calvinista o atingiu. Alguns dos homens de Guise atacaram e mataram cerca de 15 calvinistas, e feriram quarenta outros.

Beza e outros vorazes propagandistas do calvinismo, usam este episódio inevitável ? considerando a situação em que se encontravam os católicos frente aos calvinistas em toda a França ? para alardear o que chamam de ?O Massacre de Vassy?, onde foram martirizados centenas de nobre s calvinistas. O que é mais interessante é que os historiadores modernos datam as guerras dos Huguenotes a partir deste episódio, e não a partir do tumulto de Ambroise. Beza propagava uma cruzada contra os católicos. Conde? fez outra tentativa de tirar vantagem do rei, mas falhou. Guise marchava para Paris, e foi recebido com alegria e delírio pelos cidadãos. Os mercadores lhe ofereceram 2.000.000 vidas para defender a verdadeira fé e restabelecer a paz na França. O duque recusou, dizendo que tinha vindo para se colocar a serviço do rei. De todas as figuras da primeira das oito sangrentas guerras huguenotes, este homem aparece em destaque, por sua calma, coragem, lealdade, patriotismo e devoção, um caráter heróico, um dos grandes homens da história da França.

Autor: William Thomas Walsh
Fonte: www.veritatis.com.br
Tradução: Rondinelly Ribeiro

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