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Padre Pio, Bernardo de Claraval e a ferida no ombro de Cristo

Foram dois grandes santos em espírito de oração e dolorosamente dedicados a uma chaga da Paixão de Cristo

O que o místico medieval São Bernardo de Claraval e o moderno monge São Padre Pio têm em comum?

Bem, ambos são santos e compartilham a recompensa eterna que Deus preparou para eles. Mas, além disso, os dois tiveram uma devoção sincera a uma chaga de Cristo.

SÃO BERNARDO DE CLARAVAL, um abade francês e místico que ajudou a renovar a Ordem de Cister, no século 12, relatou uma conversa que tivera com o Senhor que ficou registrada nas Atas do convento de Claraval. Ele orou, perguntando a Jesus qual tinha sido o seu maior sofrimento não registrado pelos homens; e o Senhor lhe respondeu:

“Eu tinha uma ferida no ombro, em que havia carregado a Cruz, e esta ferida era mais dolorosa que as outras. Os homens não fazem menção dela, porque lhes é desconhecida. Honrai-a, pois, e Eu vos concederei tudo o que me pedirdes por sua virtude. Todos aqueles que a venerarem, obterão a remissão dos seus pecados veniais e graças eficazes para alcançar o perdão dos pecados mortais que tiverem cometido”.

SÃO PIO DE PIETRELCINA, frade Capuchinho, padre e místico, morreu em 1968. Padre Pio era conhecido como um confessor e um homem santo que há mais de 50 anos manifestava as chagas de Cristo (os estigmas) em suas mãos e pés.

Em um livro publicado em língua italiana pelo convento de São Pio, intitulado Il Papa e Il Frate, o autor Stefano Campanella informou que o futuro São Pio tinha tido uma conversa muito interessante com Karol Wojtyla, o futuro Papa São João Paulo II.

De acordo com Campanella, Padre Wojtyla perguntou ao Padre Pio qual de seus ferimentos causou mais dor. Padre Wojtyla esperava que Padre Pio fosse dizer que era sua ferida no peito; mas em vez disso Padre Pio respondeu: “É o meu ferimento no ombro, que ninguém conhece e nunca foi curado ou tratado”.

Em 2008, 40 anos após a morte de Padre Pio, o autor Frank Rega escreveu sobre Padre Pio:

Uma vez em Padra [sic] tinha confiado ao irmão Modestino Fucci, agora o porteiro no convento de Padre Pio em San Giovanni Rotondo, Itália,que suas maiores dores ocorreram quando ele mudou de veste. Irmão Modestino, como Padre Wojtyla, pensou que o Padre Pio estava se referindo às dores do ferimento no peito. Então, no dia 04 de fevereiro de 1971, foi atribuído ao irmão Modestino a tarefa de fazer um inventário de todos os itens do falecido padre na cela do convento, e também os seus pertences nos arquivos. Naquele dia, ele descobriu que em uma das vestes do Padre Pio tinha um círculo de mancha de sangue na área do ombro direito.

Nessa mesma noite, o irmão Modestino pediu em oração ao Padre Pio que esclarecesse sobre o significado da camisa manchada de sangue. Ele pediu ao Padre para dar-lhe um sinal se Cristo realmente teve um ferimento no ombro. Em seguida foi dormir, despertando 1 hora da manhã com uma terrível, angustiante dor em seu ombro, como se tivesse sido cortado com uma faca até o osso do seu ombro. Ele sentiu que iria morrer de dor se continuasse, mas durou apenas um curto período de tempo. Em seguida, a sala se encheu com o aroma de um perfume celestial de flores – o sinal da presença espiritual de Padre Pio – e ele ouviu uma voz dizendo: “Isso é o que eu tinha que sofrer!”

São Bernardo de Claraval, depois de receber a mensagem de Cristo sobre a dor que experimentou em seu ombro, procurou promover devoção ao ferimento no ombro de Cristo, e escreveu esta oração:

Oração à Chaga do ombro de Cristo

Ó bom Jesus, Senhor e Redentor meu, que carregastes a pesada Cruz de todos os pecados do mundo e também os meus, pelos méritos da Chaga e dor que tal Cruz rasgou no vosso Ombro, eu Vos peço, humildemente, o arrependimento e perdão de todas as minhas culpas e a graça de morrer sem pecado. E lembrando o auxílio que Vos deu Simão Cireneu, aliviando o peso da vossa Cruz, peço-Vos ainda, em virtude da Chaga do vosso Ombro, que foi a primeira e a mais escondida do vosso sacrifício redentor, que susciteis no mundo muitas almas vítimas, a continuarem nelas a vossa Paixão e, pela generosidade do seu holocausto, suportado com amor heróico, resgagem muitos peadores, salvem muitos moribundos, e atraiam sobre a Terra uma chuva de Caridade e Pureza. Amém.

Fonte: Aleteia

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Cinco Santos que tinham Superpoderes

Deus age de maneiras misteriosas. Esta verdade se faz particularmente evidente nas coisas que ele faz com aqueles que estão especialmente próximos a ele.

Aqui estão alguns santos que tiveram superpoderes:

1) São José Cupertino: Voando

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Chamado de “o santo voador”, não estamos falando sobre algumas historias em que São José Cupertino tenha voado de maneira privada ou para algumas pessoas. Estamos falando sobre ele regularmente voar em frente a grandes grupos de pessoas.

Fosse durante a Missa, Liturgia das Horas, ou apenas durante a menção do nome de Jesus ou de um santo, José podia involuntariamente entrar êxtase e começar a levitar. Isso aparentemente aconteceu uma vez durante uma procissão publica em frente toda a cidade, e durante uma audiência do Papa.

Sua constante e incontrolável levitação na ocasião se tornou um problema. Seus superiores consideravam o fenomeno perturbador. Ao final de sua vida, ele foi transferido para diferentes mosteiros e permaneceu em celas particulares.

Mas ele continuava a levitar ao nome de Jesus de qualquer maneira…

2) Christina the Astonishing: Indestrutibilidade

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Embora ela não seja oficialmente canonizada pela Igreja, era considerada uma santa durante toda a sua vida (séculos 12 e 13), e tem algumas histórias bem interessantes apesar de tudo, as quais demonstram basicamente que ela era indestrutível.

Pra começar, ela aparentemente morreu de um infarto por volta dos vinte anos de idade. Seu corpo foi preparado para o enterro e um funeral foi realizado, mas no meio do funeral ela se levantou, cheia de energia. Ela disse que teve uma experiência sobrenatural do paraíso, inferno, e purgatório. Ela disse à sua família e amigos que a única razão pela qual ela havia retornado era para sofrer pelo alívio dos que estão no purgatório e pela conversão dos pecadores ainda na terra.

Foi quando ela começou a fazer algumas coisas muito intensas.

Primeiro, ela jejuou e privou-se de quaisquer confortos corporais de forma muito severa. Mas isso não foi suficiente. Ela também se jogava regularmente em fornos ardentes, mas saia deles sem queimaduras. No auge do inverno, ela ia nadar em um rio congelado proximo, as vezes permanecendo nas aguas por dias ou mesmo semanas a cada vez. As vezes, ela se permitia ser sugada por um moinho criado no rio e ser girada em volta dele. Ela também se permitia ser atacada por cães, ou correr entre espinhos. Mas mesmo com todas estas coisas, ela sempre saia ilesa.

E não obstante tudo isso, ela viveu até os 74 anos de idade.

3) Santa Catarina de Alexandria: Truque da mente Jedi

NT; (c) Stourhead; Supplied by The Public Catalogue Foundation

Santa Catarina foi uma princesa no Egito no terceiro século e recebeu uma boa educação. Embora tenha nascido como uma pagã, quando era uma adolescente pediu para que a Santíssima Virgem Maria aparecesse para ela, disse a ela que havia se casado com Cristo em um casamento místico, e se converteu à fé cristã.

Logo depois, ela teve uma audiência pessoal com o Imperador Romano Maxêncio e tentou convence-lo a parar a perseguição aos Cristãos. O imperador trouxe o seus melhores filósofos e retóricos para debater com Catarina – mas, incrivelmente, ela venceu o debate. Alguns dos seus interlocutores ficaram tão impressionados, que se converteram ao Cristianismo.

Furioso, o imperador a aprisionou. Mas seu poder de persuasão continuou na prisão. Entre aqueles que ela conheceu na prisão e aqueles que a visitaram, 200 pessoas foram convertidas através da sua evangelização. Quando ela se negou a parar de converter pessoas à fé cristã apesar de estar sendo torturada, o imperador tentou persuadi-la a parar pedindo para que ela se casa-se com ele. Ela se recusou, e ele a sentenciou à morte.

4) São Vicente Ferrer: Trazendo pessoas de volta dos mortos

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São Vicente Ferrer é mais conhecido por seu trabalho missionário, pregação, e teologia. Mas ele tinha uma habilidade sobrenatural bastante surpreendente: ele podia trazer pessoas de volta da morte. E ele aparentemente fez isso em muitas ocasiões.

De acordo com uma história, São Vicente entrou em um igreja com um cadaver dentro. Na frente de um número de testemunhas, São Vicente simplesmente fez o sinal da cruz sobre o cadaver, e a pessoa voltou à vida.

Em uma história particularmente impressionante, São Vicente se deparou com uma procissão para um certo homem ser executado por enforcamento por ter cometido um grave crime. De alguma forma, São Vicente soube que a pessoa era inocente, e ele a defendeu perante as autoridades, mas sem sucesso. Coincidentemente, um cadaver estava sendo carregado por uma maca. Vicente perguntou ao cadaver, “Este homem é culpado? Me responda!” O homem morto imediatamente voltou à vida, sentou-se, e disse, “Ele não é culpado!” O homem então deitou-se novamente na maca. Quando Vicente ofereceu ao homem uma recompensa por ajudar a reivindicar o homem inocente, o homem disse, “Não, Padre, eu já estou certo da minha salvação.” E então ele morreu novamente logo após.

5) São Padre Pio: Super-homem

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Um famoso santo que viveu no século 20, São Padre Pio teve cada super poder que você pode pensar: há alegações de que ele podia se bi-locar (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), ler a mente das pessoas (normalmente nas confissões – ele era Padre), levitar, e curar pessoas doentes.

Em uma história, um matemático profissional estava confessando seus pecados ao Padre Pio no seu confessionário, mas de fato não disse à Padre Pio que ele era um matemático. Quando ele estava um pouco confuso sobre quantas vezes havia cometido um pecado específico, Padre Pio respondeu firmemente: “Você é um matemático, saia do confessionário e volte quando souber quantas vezes você fez aquilo.”

Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”

Fonte: ChurchPOP

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Novo testemunho sobre o dom da bilocação do Padre Pio

Outro milagre do santo: atendeu o cardeal Midszenty na prisão e esteve em San Giovanni Rotondo ao mesmo tempo

A santidade do sacerdote capuchinho Francesco Forgione – nascido em Pietrelcina (Itália), em 1885 – era uma devota certeza para muitos fiéis, antes dos “dons” que a história e testemunhas constatam: estigmas, bilocações (estar em dois lugares ao mesmo tempo), capacidade de ler as consciências ao confessar, mediar em oração para que Deus curasse as pessoas… A devoção é anterior inclusive à sua canonização, em 2002.

O Padre Pio foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 e, em 1916, estabeleceu-se em San Giovanni Rotondo, onde permaneceu até a sua morte, em 1968.

Centenas de livros, filmes e sites contam sua vida e a ação da graça de Deus nela – que dá seus frutos até hoje nas almas. Por isso, muitos dos seus devotos se alegrarão com as revelações do livro “Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte“, como indica em um recente artigo o conhecido vaticanista Andrea Tornielli.

A testemunha que entrevistou o próprio Padre Pio

Na obra, segundo Tornielli, está o relato de Angelo Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano. Battisti foi uma das testemunhas no processo de beatificação do santo.

O cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom, foi preso pelas autoridades comunistas em dezembro de 1948 e condenado à prisão perpétua no ano seguinte. Ele foi falsamente acusado de conspirar contra o governo socialista.

Passou 8 anos na cadeia e em prisão domiciliar, até ser libertado na revolta popular de 1956, quando se refugiou na delegação comercial dos Estados Unidos, em Budapeste, até 1973, ano em que Paulo VI impôs sua saída e sua renúncia à arquidiocese.

Naqueles anos de prisão foi quando aconteceu o fato da bilocação, que levou o Padre Pio até a cela do cardeal.

Battisti descreve no livro a cena milagrosa:

“O capuchinho estigmatizado, enquanto se encontrava em San Giovanni Rotondo, foi levar ao cardeal o pão e o vinho destinados a transformar-se no Corpo e Sangue de Cristo.”

E acrescenta: “É simbólico o número de registro do detento impresso no seu pijama de presidiário: 1956 – ano da libertação do cardeal”.

“Como se sabe – conta Battisti –, o cardeal foi preso, colocado na cadeia e era vigiado permanentemente. Com o passar do tempo, crescia seu desejo de poder celebrar a Santa Missa.”

“Uma manhã, o Padre Pio se apresentou na frente dele, com tudo o que precisava para a Missa. O cardeal celebrou a Missa e o Padre Pio foi acólito. Depois, conversaram e, no final, o Padre Pio desapareceu, com tudo o que tinha levado.”

O autor também comenta: “Um padre vindo de Budapeste me falou confidencialmente sobre o fato, perguntando se eu poderia obter uma confirmação do Padre Pio. Eu lhe disse que, se tivesse perguntado uma coisa dessas, ele teria me expulsado, resmungando.”

Mas, em uma noite de março de 1965, no final de uma conversa, Battisti perguntou ao capuchinho estigmatizado:

– Padre, o cardeal Mindszenty o reconheceu?

Depois de uma primeira reação de irritação, o santo respondeu:

– Nós nos encontramos e conversamos. Você acha que ele não teria me reconhecido?

Isso confirma a bilocação à cadeia, que teria ocorrido alguns anos antes.

“Então – acrescenta Battisti –, o Padre Pio se entristeceu e disse: ‘Odiabo é feio, mas deixaram o cardeal mais feio que o diabo‘, referindo-se aos maus tratos que o prelado sofria.”

Isso demonstra que o Padre Pio o teria assistido desde o início da prisão, porque não se pode conceber, humanamente falando, como o cardeal foi capaz de resistir a todo o sofrimento a que foi submetido e que ele descreve em suas memórias.

O Padre Pio concluiu a conversa dizendo: “Lembre-se de rezar por esse grande confessor da fé, que tanto sofreu pela Igreja”.

Fonte: Aleteia

São Padre Pio

Comportamento na Santa Missa e Depois

São Padre Pio

Uma carta de Santo Padre Pio para Annita Rodote

Pietrelcina, 25 de julho de 1915

Amada filha de Jesus,

Que Jesus e nossa Mãe sempre sorriam em sua alma, obtendo disso, a partir de seu mais Santo Filho, todos os carismas celestiais!

Estou escrevendo para você por dois motivos: para responder mais algumas perguntas de sua última carta e, para lhe desejar um feliz dia no mais doce Jesus, cheio de todas as mais especiais graças celestiais. Oh! Se Jesus atender minhas orações por você ou, melhor ainda, se ao menos as minhas orações forem dignas de serem atendidas por Jesus! No entanto, aumentá-las-ei cem vezes para vossa consolação e salvação, suplicando a Jesus atendê-las, não para mim, mas através do coração de sua bondade paternal e infinita misericórdia.

A fim de evitar irreverências e imperfeições na casa de Deus, na igreja – que o divino Mestre chama de casa de oração -, exorto-vos no Senhor a praticar o seguinte.

Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor. Entre outras considerações piedosas, lembre-se que nossa alma é o templo de Deus e, como tal, devemos mantê-la pura e sem mácula diante de Deus e seus anjos. Fiquemos envergonhados por termos dado acesso ao diabo e suas armadilhas muitas vezes (com a sua sedução para o mundo, a sua pompa, seu chamado para a carne) por não sermos capazes de manter nossos corações puros e os nossos corpos castos; por termos permitido aos nossos inimigos insinuarem-se em nossos corações, profanando o templo de Deus que nos tornamos através do santo batismo.

Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.

Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente. Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento. Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros. Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-Lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.

Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção. Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai. Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você. Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.

Se você rezar com os outros, diga as palavras da oração nitidamente, observe as pausas e nunca se apresse.

Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.

Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma. Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento; peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.

Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser. Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração. Nada representa um objeto mais fielmente ou claramente do que um espelho. Da mesma forma, nada mais amplamente representa as más ou as boas qualidades de uma alma do que a maior ou menor regulação do exterior, como quando alguém parece mais ou menos modesta. Você deve ser modesta em discurso, modesta no riso, modesta no seu porte, modesta ao caminhar. Tudo isso deve ser praticado, não por vaidade, a fim de mostrar a si mesma, nem com hipocrisia a fim de aparecer boa aos olhos dos outros, mas sim, pela força interna da modéstia, que regulamenta o funcionamento exterior do corpo.

Portanto, seja humilde de coração, circunspecta nas palavras, prudente em suas resoluções. Seja sempre econômica em sua fala, assídua na boa leitura, atenta em seu trabalho, modesta em sua conversa. Não seja desagradável com ninguém, mas seja benevolente para com todos e respeitosa para com os mais velhos. Que qualquer olhar sinistro fique longe de você, que nenhuma palavra ousada escape de seus lábios, que você nunca realize qualquer ação indecente ou de alguma forma gratuita; nunca especialmente uma ação gratuita ou um tom de voz petulante.

Em suma deixe que todo seu exterior seja uma imagem vívida da compostura de sua alma.

Sempre mantenha a modéstia do divino Mestre diante de seus olhos, como um exemplo; este Mestre que, segundo as palavras do Apóstolo aos Coríntios, colocou a modéstia de Jesus Cristo em pé de igualdade com a mansidão, que era a sua virtude particular e quase a sua característica: “Agora eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e humildade de Cristo” [Douay-Rheims, 2 Coríntios. 10:1], e de acordo com tal modelo perfeito reforme todas as suas operações externas, que devem ser reflexos fiéis revelando os afetos do seu interior.

Nunca se esqueça deste modelo divino, Annita. Tente ver uma certa majestade adorável em sua presença, uma certa agradável autoridade no seu modo de falar, uma certa agradável dignidade no andar, no contemplar, no falar, ao conversar; uma certa doce serenidade do rosto. Imagine aquela extremamente composta e doce expressão com a qual ele chamou a multidão, fazendo com que eles deixassem cidades e castelos, levando-os para as montanhas, as florestas, para a solidão e as praias desertas do mar, esquecendo totalmente da comida, da bebida e de seus deveres domésticos.

Assim, vamos tentar imitar, tanto quanto nos for possível, tais ações modestas e dignas. E vamos fazer o nosso melhor para ser, tanto quanto possível, semelhantes a Ele na terra, a fim de que possamos ser mais perfeitos e mais semelhantes a Ele por toda a eternidade na Jerusalém celeste.

Termino aqui, como eu sou incapaz de continuar, recomendando que você nunca se esqueça de mim diante de Jesus, especialmente durante esses dias de extrema aflição para mim. Espero que a mesma caridade da excelente Francesca para quem você vai ter a gentileza de dar, em meu nome, meus protestos de extremo interesse em vê-la crescer sempre mais no amor divino. Espero que ela me faça a caridade de fazer uma novena de Comunhões pelas minhas intenções.

Não se preocupe se você é incapaz de responder à minha carta no momento. Eu sei de tudo então não se preocupe.

Eu me despeço de você no ósculo santo do Senhor. Eu sou sempre seu servo.

Frei Pio, capuchinho

Traduzido por Andrea Patrícia

Do volume III de Padre Pio’s Letters, “Correspondence with his Spiritual Daughters (1915-1923)” (Cartas de Padre Pio, “Correspondência com suas filhas espirituais” (1915-1923)

Primeira edição (versão em Inglês), Editor; Edizioni Padre Pio da Pietrelcina, Alessio Parente, OFM Cap., Editor Edizioni Padre Pio Pietrelcina da, Nossa Senhora do Convento dos Capuchinhos Grace, San Giovanni Rotondo, Itália, 1994, Traduzido por Geraldine Nolan, pp 88-92.

Fonte: O segredo do Rosário

Documentário sobre a vida de Padre Pio

Calorosa recepção das relíquias do Padre Pio em Singapura

O santo também fez milagres na Ásia

SINGAPURA, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – As relíquias de São Pio de Pietrelcina levaram nessa quarta-feira centenas de pessoas à igreja do Espírito Santo, em Singapura, onde se honra o santo com um tríduo, no contexto de sua festividade.

Para a ocasião, o sacerdote italiano do convento de Nossa Senhora da Graça de São Giovannni Rotonto Ermelindo Di Capua levou até a cidade asiática duas relíquias do santo, informou a agência AsiaNews.

O padre Di Capua acompanhou São Pio nos últimos três anos de sua vida e há tempos viaja pelo mundo para promover a espiritualidade, a vida e os ensinamentos do frade capuchinho.

Uma das relíquias contém sangue seco de uma das mãos onde o Padre Pio recebeu os estigmas e a outra é uma luva manchada de sangue.

As relíquias foram expostas apenas durante uma noite e diversos fiéis foram à igreja para honrar o santo e pedir-lhe intercessão pela cura de doenças.

Entre os devotos se encontrava Teresa Lee, da paróquia de Nossa Senhora Estrela do Mar, que veio junto a seu marido, Pedro, sentado na cadeira de rodas por causa de um acidente vascular cerebral.

A mulher testemunhou ter vivido um milagre. “Ele estava muito doente – explicou – e alguém indicou fez rezar para o Padre Pio”.

“Depois de ter rezado, houve uma rápida recuperação – continuou –, e agora ele já pode caminhar curtas distâncias.”

Outra visitante, Margaret Lourdusany, 56 anos, devota do santo há três anos, explicou que “me atrai a humildade dele, com a qual viveu sua vida”.

“Tocar a relíquia – acrescentou – é como tocar o santo que reza junto a Jesus por nós e nos faz sentir mais próximos de Cristo.”

O Padre Pio é um santo muito popular em Singapura. Todo mês, a comunidade católica organiza encontros de oração em torno de sua figura, especialmente nas paróquias de Nossa Senhora de Lourdes, Espírito Santo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

"Padre Pio é o Padre de Ars dos nossos dias", diz Postulador de franciscanos

Roma, 19 Jun. 09 / 10:37 pm (ACI).- Na véspera da visita do Papa Bento XVI a São Giovanni Rotondo onde estão os restos mortais de São Pio da Pietrelcina; o postulador dos franciscanos capuchinos, Pe. Floreio Tessari, assinalou que este santo sacerdote “é o padre do Ars de hoje” porque ambos viveram tendo como centro de tudo a Eucaristia e se entregaram aos seus fiéis no confessionário.

Em entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, o P. Tessari ressaltou, ao iniciar o Ano Sacerdotal decretado pelo Papa Bento XVI em ocasião do 150º. aniversário da morte de São João  Maria Vianney, as similitudes deste santo com o Padre Pio da Pietrelcina, santo estigmatizado a quem o Pontífice visitará este domingo 21 de junho.

“O Santo Padre de Ars fazia a mesma coisa que o Padre Pio: celebrava a Eucaristia e ficava à disposição para administrar o sacramento da reconciliação. Quem chegava a São Giovanni Rotondo, procurava o Padre Pio como quem procurava o Padre de Ars. Iam para a celebração da Eucaristia e para o sacramento da Reconciliação”, comentou.

Seguidamente comentou como o Padre Pio foi “um frade, um sacerdote religioso que viveu com profunda observância os conselhos evangélicos (castidade, obediência e pobreza), sofreu em silêncio nas dificuldades como um autêntico Cireneu e foi ao mesmo tempo um crucificado sem cruz”.

Para o postulador, os elementos fundamentais que fizeram que este frade chegasse a ser canonizado foram dois: “a fé com radicalidade e a obediência também radical, diante das dificuldades encontradas em sua vida. Importante foi também viver de modo singelo e em união total com Jesus, a Virgem Maria e a Eucaristia”.

Logo depois de assinalar que o Santo de Pietrelcina amou muito à Igreja e ao Papa, o postulador ressaltou que sua mensagem segue tendo vigência para os homens de hoje a quem diz “amando profundamente a Deus se ama em modo intenso ao homem. O Padre Pio dá à humanidade uma resposta concreta ao sofrimento através dos grupos de oração e a Casa do alívio ao sofrimento. O Padre Pio é o homem para Deus e homem ao serviço dos homens”.

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