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Vaticano e Bispos da Itália deploram violência e destruição de imagem da Virgem de Lourdes em Roma

Vaticano, 17 Out. 11 / 06:08 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, deplorou a violência e a destruição de um crucifixo e uma imagem da Virgem da Lourdes durante a manifestação dos “indignados” em Roma que se uniram ao protesto mundial (15- O, em referência a 15 de outubro) deste movimento surgido na Espanha.

No sábado 15 de outubro um grupo de vândalos em Roma saquearam lojas e bancos, queimaram veículos e enfrentaram as forças da ordem. Faziam parte de uma manifestação que começou na Praça da República e que terminou na Plaza São João do Latrão na Cidade Eterna.

O Pe. Lombardi disse no dia 16 de outubro sobre estes fatos que “a violência ocorrida ontem em Roma é inaceitável e injustificada. Condenamos toda a violência e também aquela contra os símbolos religiosos”.

A manifestação do sábado era parte da iniciativa mundial que uniu centenas de cidades como Barcelona, Nova Iorque, Sydney, entre outros, aonde os “indignados” protestaram por “uma mudança global” da situação econômica, política e social.

A cruz e a imagem da Virgem de Lourdes que destruíram os manifestantes em Roma se encontravam na antiga paróquia dos Santos Marcelino e Pedro em Latrão.

O jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR) recolhe em sua edição para o dia 18 de outubro as declarações do Presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, quem afirmou que “não podemos não expressar nosso total rechaço pela violência organizada por facínoras que turvaram a muitos que tentavam manifestar de modo pacífico suas preocupações”.

O Vigário do Papa para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, disse à sua vez que “a violência gratuita que profanou imagens sagradas, a agressão a pessoas e a destruição de coisas não podem ser não justificadas”.

“Roma, cidade acolhedora, que recebe a cada dia milhares de peregrinos e turistas, ficou agora ferida”, acrescentou.

O Arcebispo de Milão, Cardeal Angelo Scola, disse em sua homilia de ontem na festa da dedicação da Catedral dessa cidade que “ofende-nos profundamente como cristãos a destruição da estátua da Virgem e a profanação do crucifixo, mas o episódio, além de nos ofender, entristece-nos muito e nos enche de dor de maneira grave porque expressa uma grave violência do sentido comum do humano”.

É necessário, disse o Cardeal, “responder com paz e justiça, reagir no sentido nobre da palavra, construindo boas relações. Não podemos sofrer tudo de modo inelutável”.

O LOR conclui ressaltando que nos 82 países onde se deram os protestos, “não se registrou felizmente graves desordens. Em Nova Iorque a polícia prendeu 40 pessoas que não obedeceram a ordem de sair de Times Square. Mas não há rastros de violência, exceto os de Roma”.

Cavaleiros do Santo Sepulcro doam 10,7 milhões de dólares à Terra Santa

Cardeal Foley exorta fiéis a enviar cartões de Natal ao Papa

LONDRES, terça-feira, 14 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – No último ano, os membros da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém enviaram quase 11 milhões de dólares em donativos à Terra Santa.

Essa notícia foi referida pelo cardeal  John P. Foley, grão-mestre da Ordem, no dia 4 de dezembro, em Londres, durante um encontro sobre os projetos que a organização está apoiando.

O purpurado salientou o compromisso da Ordem “para que a presença cristã continue existindo na Terra Santa, definida como Israel, Jordânia, Territórios Palestinos e Chipre”.

Uma parte deste financiamento ajudou a apoiar a visita do Papa bento XVI a Chipre de 4 a 6 de junho. As doações também vão colaborar na construção de uma igreja católica latina em Aqaba (Jordânia).

O cardeal falou dos planos para projetos futuros, como a construção de uma igreja na atual Jordânia, sobre o Batismo de Jesus. Junto à igreja se construirão também um convento, um mosteiro e um centro para visitantes.

Ele também se referiu ao projeto de construir uma universidade em Madaba, Jordânia. A primeira pedra do instituto foi abençoada pelo Papa no ano passado, durante sua visita à Terra Santa.

Dom Foley lembrou que teve a possibilidade de participar da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos no passado mês de outubro, em Roma. Naquela ocasião, observou a necessidade de apoiar a educação católica na Terra Santa.

Depois, apontou aos membros da Ordem um projeto em particular chamado “Um notebook para uma criança”, que pretende ajudar a oferecer aos estudantes das escolas católicas os benefícios da informática.

No mesmo dia, na catedral de Southwark, o purpurado pronunciou a homilia durante uma missa de investidura para os novos membros da Ordem, observando as normas da organização: auxiliar os mais fracos e necessitados, trabalhar pela justiça e a paz, defender os lugares santos.

“Ser um cavaleiro ou uma dama do Santo Sepulcro de Jerusalém é verdadeiramente uma vocação”, afirmou. “Uma vocação a progredir na santidade, uma vocação a animar e a ajudar os descendentes dos primeiros seguidores de Jesus Cristo nessa terra feita realmente santa por sua vida, morte e ressurreição, uma vocação à proclamação na Terra Santa, em nosso ambiente e no mundo inteiro”.

O cardeal exortou os novos membros a seguir o exemplo do Beato John Henry Newman, que “encarnou os ideais de nossa Ordem  – a sede de santidade, o amor pelo Senhor e pela terra que o viu nascer”.

No domingo, 5 de dezembro, na catedral de Westminster, o cardeal Foley também exortou os católicos ingleses, durante a homilia, a “acolher a Cristo nos refugiados da Terra Santa e dessas nações no Oriente Médio, na qual os cristãos são perseguidos e realmente martirizados”.

“Acolham-no nos pobres, nas pessoas sozinhas e atribuladas que no Natal, talvez, se sintam mais sós que nunca. Acolham-no nesses membros da Comunhão anglicana que estão entrando em comunhão com a Igreja católica”, acrescentou.

Amizade com Jesus leva à justiça com pobres, diz Papa

Dedica sua catequese de hoje a Santa Isabel da Hungria

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 20 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – A amizade com Cristo “cria o sentido da justiça, da igualdade de todos, dos direitos dos demais e cria o amor, a caridade”, afirmou o Papa hoje, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro e dedicada a outra importante santa do século XIII: a princesa húngara Isabel de Turíngia.

Isabel, afirmou o Papa, foi “uma das mulheres da Idade Média que suscitou maior admiração”, por sua piedade e sua humildade, assim como por sua entrega aos pobres, apesar de proceder de uma rica e poderosa família real.

Já desde pequena, foi comprometida com Ludovico, filho do landgrave de Turíngia, a quem se uniu com amor sincero. No entanto, explicou o Papa, Isabel não se deixou levar pelo ambiente da corte.

“Uma vez, entrando na igreja na festa da Assunção, ela tirou a coroa, colocou-a aos pés da cruz e permaneceu prostrada no chão, com o rosto coberto. Quando uma freira a desaprovou por este gesto, ela respondeu: ‘Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo coroado de espinhos?'”

Esta coerência de fé e vida se manifestava também na relação com seus súditos, evitando utilizar sua posição para conseguir favores.

Isso, apontou o Papa, supõe “um verdadeiro exemplo para todos aqueles que desempenham cargos: o exercício da autoridade, em todos os níveis, deve ser vivido como serviço à justiça e à caridade, na busca constante do bem comum”.

Ela atendia pessoalmente os pobres do seu reino, algo que seu marido admirava. Foi um matrimônio feliz, explicou Bento XVI, “um claro testemunho de como a fé e o amor a Deus e ao próximo reforçam e tornam ainda mais profunda a união matrimonial”.

Isabel e seu esposo conheceram e apoiaram os Frades Menores. Posteriormente, quando ela ficou viúva e foi despojada dos seus bens pela inveja de um familiar, fez voto de pobreza no espírito franciscano.

A princesa dedicou seus últimos anos de vida a construir e trabalhar em um hospital para os pobres, onde “procurava sempre levar a cabo os serviços mais humildes e os trabalhos repugnantes”.

“Ela se converteu no que poderíamos chamar de mulher consagrada no meio do mundo”, afirmou o Papa. “Não é por acaso que ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular.”

A santa faleceu após fortes febres e, tal era sua fama de santidade, que o Papa Gregório IX a proclamou santa apenas 4 anos mais tarde.

“Santa Isabel nos convida a redescobrir Cristo, a amá-lo, a ter fé e, assim, encontrar a verdadeira justiça e o amor, como também a alegria de que um dia estaremos submersos no amor divino, no gozo da eternidade com Deus”, concluiu o Papa.

Sacerdote argentino promotor do “casamento” homossexual desafia Igreja

Será submetido a um juízo canônico, mas se nega a deixar de celebrar a Missa

CÓRDOBA, quarta-feira, 14 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O sacerdote argentino conhecido por promover as uniões homossexuais anunciou que não obedecerá à ordem cautelar do seu bispo, que o proibiu de exercer o ministério sacerdotal.

“Neste final de semana vou celebrar a Missa, a menos que me prendam”, anunciou o Pe. José Nicolás Alessio, quem, contra os ensinamentos da Igreja, apoia a reforma ao Código Civil que se votará hoje no Senado para permitir o erroneamente chamado “casamento” homossexual.

Ontem, a arquidiocese de Córdoba anunciou que seu arcebispo, Dom Carlos José Ñañes, iniciou perante o tribunal eclesiástico o processo canônico correspondente ao Pe. Alessio, de 52 anos, pároco de San Cayetano, no bairro Altamira, de Córdoba.

Enquanto se desenvolve o juízo, como medida cautelar, o arcebispo lhe proibiu o exercício público do ministério sacerdotal, Portanto, o mencionado sacerdote não poderá celebrar publicamente a Santa Missa nem administrar os sacramentos da Igreja, razão pela qual, na prática, não poderá trabalhar como pároco.

Na última segunda-feira, Dom Ñañez ordenou enviar um comunicado a todos os sacerdotes que têm alguma responsabilidade pastoral ou eclesial na arquidiocese de Córdoba, no qual “manifesta claramente que, depois de ter esgotado todos os meios de solicitude pastoral para que o presbítero José Nicolás Alessio se emendasse e retratasse publicamente das declarações realizadas por ele mesmo a favor do suposto ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo, contrariando o ensinamento e o Magistério da Igreja Católica, e tendo o mencionado presbítero negado toda possibilidade de modificação do seu agir, decidiu iniciar o processo eclesiástico correspondente no tribunal interdiocesano de Córdoba, para que toda ação se realize conforme o direito eclesial vigente, estabelecendo uma medida cautelar na que formalmente ‘lhe proíbe o exercício público do ministério sacerdotal'”.

A Igreja contará com um novo santo e 35 novos beatos

Dom  Luigi Guanella / Cecilia Eusepi VATICANO, 01 Jul. 10 / 01:18 pm (ACI).- O Papa Bento XVI autorizou esta manhã a Congregação para a Causa dos Santos a promulgar os decretos referentes à canonização do sacerdote italiano Luigi Guanella, a beatificação de um sacerdote e três religiosas italianas, e 31 mártires da Espanha, Alemanha, Hungria e França.

Ao receber o Arcebispo Angelo Amato, S.D.B., prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a promulgação dos decretos sobre os milagres atribuídos à intercessão de:

Beato Luigi Guanella, italiano, (1842-1915), sacerdote, fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência.

Venerável Giustino Maria Russolillo, italiano, (1891-1955), sacerdote, pároco de Pianura e  fundador da Sociedade  das  Divinas Vocações.

Venerável Serva de Deus Maria Serafina do Sagrado Coração de Jesus (no século: Clotilde Micheli), italiana, (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos.

Venerável Serva de Deus Alfonsa Clerici, italiana, (1860-1930), religiosa professa da Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza.

Venerável Serva de Deus Cecilia Eusepi, italiana, (1910-1928), da Terceira Ordem Secular dos Servos de Maria.

Também se reconheceu o martírio de:

Servo de Deus Janos Scheffler, húngaro, (1887-1952), bispo de Satu Mare (Romênia).

Servos de Deus José María Ruiz Cano, Jesus Aníbal Gómez Gómez, Tomás Cordero Cordero e 13 companheiros da Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado da Bem-aventurada Virgem Maria; assassinados por ódio à fé durante a perseguição religiosa na Espanha em 1936.

Servos de Deus Carmelo María Moyano Linares e 9 companheiros da Ordem  Carmelita; assassinados por ódio à fé durante a perseguição religiosa na Espanha em 1936.

Servos de Deus Johannes  Prassek  e 2 companheiros, sacerdotes diocesanos, assassinados por ódio à fé em Hamburgo (Alemanha), em 10 de novembro de 1943.

Serva de Deus Marguerite Rutan, francesa, religiosa professa da Congregação das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, nascida em 1736 e assassinada em 1794.

Do mesmo modo, autorizou promulgar os decretos sobre as virtudes heróicas de:

Servo de Deus Basilio Martinelli, italiano, (1872-1962), sacerdote professo da Congregação das Escolas da Caridade (Instituto Cavanis).

Serva de Deus Maria Antonia de São José (no século: María Antonia de Paz y Figueroa), Argentina, (1730-1799), fundadora do Beatério dos Exercícios de  Buenos Aires (Argentina).

Serva de Deus Maria (no século: Casimira Kaupas), lituana, (1880-1940), fundadora da Congregação das Irmãs de São Casimiro.

Serva de Deus Maria Luisa (no século: Gertrude Prosperi), italiana, (1799-1847), abadessa do Monastério da Ordem de São Benito de Trevi.

Serva de Deus Maria Teresa (no século: María del Carmen Albarracín), espanhola, (1927-1946), religiosa professa das Irmãs de Maria Imaculada Missionárias Claretianas.

Serva de Deus Maria Plautilla (no século: Lucia Cavallo), italiana, (1913-1947), religiosa professa das Irmãzinhas Missionárias da Caridade.

É apresentada edição inédita e exclusiva de "Processus contra Templarios"

Preparada pelo Arquivo Pontifício

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Desde a tarde da quinta-feira, momento de sua apresentação no Vaticano, já é pública a edição inédita e exclusiva das atas que integram o antigo processo contra os Templários.

O volume «Processus Contra Templarios», apresentado à imprensa, esteve a cargo dos oficiais do arquivo pontifício e contém a reprodução fiel dos pergaminhos originais conservados no Arquivo Secreto Vaticano.

A obra – de uma tiragem limitada a 799 exemplares, cujo preço unitário é de 5.900 euros –, distribuída pela Sociedade «Scrinium» (www.scrinium.org), faz parte da coleção «Exemplaria Praetiosa», que recolhe os fac-símiles de documentos antigos.

A publicação suscitou um interesse mundial, sobretudo porque a história dos Cavaleiros Templários, originados no ano 1119 para proteger os peregrinos e Terra Santa, esteve freqüentemente no centro de lendas.

O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja.

O pontífice Clemente V (1305-1314), ainda absolvendo os Templários, suspendeu sua Ordem, com sentença não definitiva para impedir um cisma com a França.

Quem o explicou na apresentação foi a professora Bárbara Frale, funcionária do Arquivo Vaticano e autora de vários livros sobe os Templários.

Segundo as investigações da historiadora, a Ordem do Templo «adoecia de graves males, ainda que não se tratasse de heresia», e os documentos publicados «mostram qual foi a verdadeira atitude de Clemente V com relação à acusação feita aos Templários».

O então Papa – apontou – dirigiu esta investigação pessoalmente, em todas as suas etapas, até que foi bloqueado pelo rei da França, que já havia obtido a admissão de culpabilidade, sob extorsão, do Grão-Mestre do Templo, Frei Jacques de Molay.

Clemente V revisou uma a uma as investigações realizadas, atribuindo especial valor probatório à que ele mesmo presidiu em Poitiers, no verão de 1308, cuja legalidade vigiou pessoalmente.

«Clemente V era um grande jurista – recordou Frale –, um homem astuto, uma personalidade completamente diversa da que durante tanto tempo foi descrita» e que, apesar de encontrar-se em uma situação de inferioridade absoluta, no meio dos equilíbrios de forças em jogo no momento, «conseguiu realizar a investigação dos Templários, justamente porque era a única pessoa no mundo capaz de dar seu juízo sobre esta Ordem».

A absolvição do grão-mestre dos templários chegou após a confissão de uma série de culpas e depois de que a Ordem fez um ato de submissão à Igreja, pedindo o perdão do Papa.

«E tudo isso – acrescenta Frale – se encontra no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon», no qual Felipe IV da França (Felipe o Belo) havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.

Para financiar uma custosa guerra contra a Inglaterra, Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia.

A ata de Chinon, que declara os Templários não dissolvidos, mas absolvidos, suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à ambígua discussão sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, com a bula «Vox in Excelso», na qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos difundidos entre muitos membros da Ordem.

Portanto, deu seu assentimento para que fosse suspensa com sentença não definitiva, motivada pela necessidade de evitar um grave perigo para a Igreja.

Ao abrir a coletiva de imprensa da quinta-feira, Dom Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, explicou que o pergaminho de Chinon, que contém a absolvição dos Templários da acusação de heresia, já estava registrado no inventário de 1912.

Dom Pagano precisou que na publicação de «Processus Contra Templarios» «não há nem poderia haver nenhuma vontade reabilitadora dos Templários», e inclusive o fato de que foram «processados no início de 1307, e de que essa apresentação seja em 2007, é completamente fortuito», pois o objetivo desta «se detém nos estudos históricos».

Bento XVI ante o túmulo de Santo Agostinho

Entrevista com o prior geral da Ordem inspirada pelo bispo de Hipona

PAVIA, domingo, 22 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Por ocasião da visita de Bento XVI à Pavaa, Zenit entrevistou o Pe. Robert Prevost, prior geral da Ordem de Santo Agostinho.

–Como nasceu esta visita de Bento XVI seguindo as pegadas Santo Agostinho?

–Padre Prevost: Em outubro de 2005, junto ao bispo de Pavia, Dom Giovanni Giudici, convidamos o Papa a esta cidade para celebrar os 750 anos da «grande união», último ato da fundação da Ordem de Santo Agostinho.

Em novembro daquela ano, através da Secretaria de Estado, recebemos a resposta afirmativa do Papa, para uma data que posteriormente deveria estabelecer-se.

Este acontecimento se concretizou com a visita pastoral às dioceses de Vigevano e Pavia, que culminou na Basílica de São Pedro no Céu de Ouro, lugar onde se encontram as relíquias de Santo Agostinho, aproximadamente desde o ano 725, quando o rei dos longobardos, Liutprando, as trasladou de Cerdeña a Pavia.

–Bento XVI teve assim um momento privilegiado para rezar ante os restos mortais do santo que tanto inspirou sua vida e pensamento.

–Padre Prevost: Assim é, em São Pedro no Céu de Ouro, teve um encontro com o clero e os membros da vida consagrada, e celebrou as vésperas.

O Papa está sumamente ligado à figura de Santo Agostinho. Em 1953 escreveu sua tese de doutorado sobre o santo doutor com o título: «Povo e casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho».

Na visita ao seminário romano maior, em 17 de fevereiro de 2007, afirmou que lhe fascinava a grande humanidade de Santo Agostinho, que desde o início teve de lutar espiritualmente para aceitar, pouco a pouco, a Palavra de Deus, a vida com Deus, até pronunciar o grande «sim» a sua Igreja. Conquistou-lhe sua teologia muito pessoal, desenvolvida sobretudo na pregação.

O Papa fez muitas referências diretas à figura de Santo Agostinho, como por exemplo, durante o Angelus de 27 de agosto de 2006, vigília da festa de Santo Agostinho. Apresentou-o como o «grande pároco» no encontro com os párocos e o clero da diocese de Roma, em 22 de fevereiro de 2007.

Recorda-o na última exortação apostólica pós sinodal «Sacramentum Caritatis» ao falar da Eucaristia como alimento da verdade, dom gratuito da Santíssima Trindade, o «Christus totus», ou seja, o Cristo indivisível, ao imaginar o corpo com sua cabeça e seus membros.

Nas reflexões de Bento XVI podemos ver a reunião desta reavaliação dos padres da Igreja, e em particular de Santo Agostinho, que já havia começado com o Concílio Vaticano II e que pode constatar-se nos principais documentos da Igreja.

–O que restará aos agostinianos desta visita do Papa?

–Padre Prevost: Antes de tudo a grande honra e o privilégio de tê-lo recebido como hóspede. Também, em sua visita, abençoou a primeira pedra do futuro Centro Cultural dedicado precisamente a Bento XVI, que relançará iniciativas como a «Semana Agostiniana de Pavia», criando um novo pólo cultural que tem como caráter específico precisamente a figura de Santo Agostinho.

Por último, uma lâmpada, que o Papa acendeu antes da celebração das vésperas, ficará sempre acesa ante os restos mortais do santo. Esta luz quer indicar que Agostinho segue vivo hoje em suas obras e em quem vive sua espiritualidade, como por exemplo nós, os agostinianos.

De fato, ante seus restos mortais ardem cinqüenta velas, ou seja, o número de nações nas quais nós, os freis e as monjas, estamos presentes.

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