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Descobriu o vírus da AIDS, ganhou o Nobel, é agnóstico e diz: Lourdes é “algo inexplicável”

Luc Montagnier

– O renomado bacteriólogo Luc Montagnier não podia ficar calado nem alheio às evidências explícitas – inexplicáveis para o cientista – que ocorrem em Lourdes.

Um cientista agnóstico, que falando acerca das propriedades da água surpreenda ao apontar: “a água possui propriedades extraordinárias, talvez também a de Lourdes”, não passaria despercebido.

Em 1983 ele revolucionou o mundo científico por ser um dos descobridores do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), causador da AIDS. Por isso, em 2008 foi contemplado com o prêmio Nobel de Medicina e o Príncipe das Astúrias. Hoje, Luc Montagnier tornou a causar espanto ao admitir que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”.

Sendo agnóstico, o bacteriólogo francês que conduzia uma elogiosa (por sua independência) pesquisa sobre os componentes da água do Santuário, não pôde resistir e dedicou um tempo extra para analisar os milagres que ali ocorrem, cuja intercessão para os fiéis provém da Santíssima Virgem Maria.

Surpreso, acabou por apontar em uma entrevista para o Site católico francês “La Croix” que a ciência e a medicina têm percorrido um longo caminho para curar as pessoas, “no entanto sabemos muito pouco. As recuperações milagrosas de Lourdes são muito raras, mas são reconhecidas. Neste lugar, existe claramente um efeito do contato social, da mente e do corpo”.

A ÁGUA DE LOURDES SOB O MICROSCÓPIO

Consultada a sua opinião acerca das curas inexplicáveis ligadas a Lourdes, onde para ele se incorpora um elemento bastante distante, como é a devoção, Montagnier afirma não excluir nada, diferentemente de outros colegas seus. “Levo em conta o conhecimento científico, que é um pouco novo neste momento. Através de estudos com alguns colegas, deparei-me com o fato de a água possuir algumas propriedades extraordinárias (…) talvez também a de Lourdes. Neste momento, não disponho de dados específicos, mas sei que a água pode manter estruturas que ficarão impressas no DNA e pode transferir a informação genética. Tentarei adaptar os meus conhecimentos com o fenômeno de Lourdes”.

O MAL DE PARKINSON DO BEATO JOÃO PAULO II

Contrariamente ao que se possa pensar, a estima do agnóstico Montagnier pela Igreja é grande. Ele ajudou o beato João Paulo II a mitigar o avanço do mal de Parkinson de que sofria e, a partir desta experiência, emite a sua opinião sobre uma das causas pelas quais será elevado à glória dos altares: precisamente pela milagrosa recuperação de uma religiosa que estava acometida da mesma enfermidade de que padecia o beato Santo Padre.

“Tento encontrar explicações racionais para a cura e sei que talvez não possa fazê-lo. As coisas continuam sem explicação até os nossos dias e provavelmente nunca encontrarão resposta”, conclui.

LOURDES NO CORAÇÃO DA IGREJA

O relato católico sobre Nossa Senhora de Lourdes faz referência a 18 aparições da Virgem Maria presenciadas por Bernadette Soubirous (1844-1879) na gruta de Massabielle, às margens do rio Gave de Pau, proximidades do povoado de Lourdes. A primeira destas aparições ocorreu em 11 de fevereiro de 1858 e a última em 7 de abril desse mesmo ano.

O coração da mensagem de Lourdes comunicado pela Virgem Maria a Bernadete é que ela (a Virgem Maria) é a Imaculada Conceição; que todos somos convidados a ter fé na vida eterna e aceitar hoje viver a cruz, sustentados pela oração do rosário, realizando penitência e praticando a humildade.

Uma multidão de católicos visita todos os anos o Santuário de Lourdes, na França, sabendo que as aparições da Virgem Maria são um veículo da graça de Deus. O Papa Pio IX autorizou o Bispo local para que permitisse a veneração da Virgem Maria em Lourdes em 1862, 17 anos antes da morte de Bernadette.

Desde aquele momento foram registradas mais de 7.000 curas “inexplicáveis” em Lourdes, embora somente algumas dezenas se tenham sido considerado milagres. E isso em razão das rigorosas condições estabelecidas para o estudo destas curas.

Entretanto, dos 69 milagres reconhecidos, 48 estão diretamente relacionados com a água de Lourdes. Trata-se da fonte que flui até a Gruta das Aparições, que a própria Bernadette Soubirous encontrou escavando a terra, seguindo as orientações da Santíssima Virgem Maria.

Fonte: Jornal “La Croix”
Divulgação: http://www.portaluz.org, em 08.11.2013
Tradução: Carlos Martins Nabeto

Nobel francês respalda milagres de Lourdes

Prêmio Nobel reconhece singularidade dos milagres de Lourdes: “há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”.

Nossa Senhora de Lourdes

A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes.

Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em 1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias análises, que “a senhora Castelli está curada, de maneira total e duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias ou os tratamentos”01.

No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas “inexplicáveis” já tenham sido registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados.

Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado de uma paralisia na perna02. Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes. Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco.

Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de Nossa Senhora de “supersticiosos” e a Igreja, que deu seu aval às aparições da Virgem, de “inimiga da ciência”.

As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. “Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada” – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e descobridor do vírus HIV. “Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável.”

As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine03 [“O Nobel e o Monge”], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa, Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê “de verdade que é algo inexplicável”.“Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”, diz.

Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade das aparições, a fim de desmascarar a “farsa” dos milagres, acabou convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria – saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX.

As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima.

Por Equipe Christo Nihil Praepoenre

Referências

  1. La curación de una mujer con grave hipertensión es el milagro oficial número 69 de Lourdes
  2. Se cura la pierna y camina hasta Santiago 1.570 kilómetros: Lourdes anuncia sua milagro oficial 68
  3. Le Nobel et le Moine: Amazon.fr: Luc Montagnier, Michel Niaussat, Philippe Harrouard: Livres

Vaticano – 24 prêmios Nobel de Ciências

Fonte: Sal e Luz

Georges Lemaitre

Prêmios Nobel na Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, existente desde 1.582

A primeira ou mais antiga Academia de Ciências do mundo foi criada pela Igreja Católica, em 1603. A história da Academia poe ser examinada no site do Vaticano, em  Pontifical Academy of Sciences. O artigo abaixo mostra que a Academia de Ciências do Vaticano foi integrada pelos melhores cientistas do mundo, ganhadores de muitos Prêmios Nobel.

Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano. A que mais ganhou Prêmios Nobel até hoje.

Das muitas acusações feitas contra a Igreja, uma das mais despropositais é de que ela é contra a ciência. Que ela tem perseguido a ciência ao longo dos milênios. Muitos fatos desmentem essa calúnia.
Um dos mais evidentes é que o próprio Vaticano, através da ação de muitos papas, mantém um Observatório Astronômico, ou ‘Specola Vaticana’ em italiano, como é geralmente conhecido. Este observatório, edificado no coração da Igreja, é prova viva, testemunho eloquente, da relação de amor da Igreja e de seus membros, pela ciência. E de que esta, quando livre de uma hermenêutica materialista, está de pleno acordo com a fé católica.

Segundo o padre Sabino Maffeo S.J. no livro ‘In the service of nine popes’ (‘No serviço de nove papas’, em uma tradução livre), a Specola Vaticana remonta ao ano de 1582, quando o papa Gregório XIII reformou o calendário juliano. O observatório, entretanto, não foi criado oficialmente naquele ano. Em várias épocas papas se interessaram pela astronomia e criaram observatórios. Mas foi em 1891 que o papa Leão XIII fundou formalmente a Specola Vaticana através de um Motu Proprio, ‘Ut Mysticam’. Segundo ele, a Specola Vaticana serviria para “que todos pudessem ver que a Igreja e seus Pastores não se opõe à verdadeira e sólida ciência, humana ou divina, mas abraçam-na, encorajam-na e promovem-na com a máxima dedicação possível”.

Inicialmente, a Specola Vaticana ficava dentro do próprio Vaticano, na ‘Torre dos Ventos’. No final do século XIX a luminosidade em Roma não era muito grande, e aquele era um excelente lugar. É imprescindível para os astrônomos que o telescópio esteja em um lugar com céu bem escuro à noite. Cidades luminosas impedem que se observe objetos mais fracos. Em 1933 Roma já tinha os céus claros demais para permitir uma pesquisa séria. O papa Pio XI ofereceu a residência papal de verão em Castelgandolfo, que fica a poucos quilômetros de Roma e tinha condições excelentes de observação. Em 1980, novamente os céus já eram claros demais para os jesuítas fazerem suas pesquisas. A Specola Vaticana continuou em Castelgandolfo, mas boa parte de seus pesquisadores se mudou para Tucson, nos EUA, onde foi formado um grupo de pesquisa. Esta mudança foi encorajada e apoiada pelo papa João Paulo II. Lá, em colaboração com a Universidade do Arizona, este grupo pôde cooperar com outros astrofísicos e usar vários telescópios americanos. Em 1993 foi inaugurado nos EUA um grande telescópio para uso dos astrofísicos da Specola Vaticana. Foi um grande salto em produtividade de pesquisa, visto que antes eles precisavam usar outros telescópios.

Entretanto, a pesquisa de ponta em astrofísica não é a única atividade dos jesuítas da Specola Vaticana. Também é missão deles servir à Igreja, testemunhando no mundo sua boa relação com a ciência. Eles fazem isso escrevendo artigos, dando palestras em universidades e institutos de pesquisa e organizando eventos. Em 2008, o Professor Dr. Felipe Aquino teve o privilégio de poder participar de um destes eventos. A cada dois anos é realizada a “Escola de Verão do Observatório do Vaticano”. Cerca de duas dúzias de estudantes de astrofísica de todo o mundo são selecionados para passar 1 mês em Castelgandolfo, tendo aulas sobre algum tema de vanguarda em astrofísica.

“Assim como eu, a maior parte dos estudantes era de países subdesenvolvidos e não tinha condições de arcar com os custos”, escreve o nosso Professor. “Por isso, o Observatório do Vaticano financiou as despesas. Durante a Escola, além de poder observar com os telescópios que ficaram em Castelgandolfo, pudemos conhecer os pesquisadores da Specola Vaticana. Mais incrível que isso foi que, já no primeiro dia, tivemos a honra de sermos recebidos pelo papa Bento XVI e pudemos, todos, cumprimentá-lo pessoalmente. O critério de escolha dos participantes não foi religioso. Alguns dos estudantes nem mesmo sabiam o que era um ‘papa’. Havia até uma estudante muçulmana. Foram semanas magníficas onde estudantes do mundo todo puderam vivenciar o apreço que a Igreja Católica tem pela ciência”, escreve O professor Felipe Aquino.
Nenhum daqueles estudantes será capaz de dizer, um dia, que a Igreja é obscurantista e contra a ciência. Este foi o desejo de Leão XIII e de vários outros papas, e tornou-se a missão dos padres jesuítas que constituem a Specola Vaticana. Também esta deve ser a missão de todos nós católicos, pois o conhecimento científico serve à fé, ajudando a revelar na beleza criação, o Criador.

OS NOVOS CIENTISTAS NO VATICANO

Muitas pessoas não têm conhecimento do grande número de cientistas de renome internacional que assessoram o Papa em suas participações nas Pontifícias Academias do Vaticano. Cerca de 23 cientista Prêmios Nobel, participam das Academias Pontifícias, e muitos outros.

A Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano, foi fundada em Roma em 1603, com o nome de Academia dos Linces (Galileu Galilei foi membro!), e está composta por 80 “acadêmicos pontifícios” nomeados pelo Papa a partir da proposta do Corpo Acadêmico, sem discriminação de nenhum tipo. Seu presidente é, desde 1993, Nicola Cabibbo, professor de Física na Universidade ‘La Sapienza’, de Roma, e ex-presidente do Instituto Nacional Italiano de Física Nuclear.

O Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano: o professor americano William D. Phillips e o professor de origem indiana Veerabhadran (Ram) Ramanatham. William D. Phillips, nasceu em Wilkes-Barre (Pensylvania), é professor de Física na Universidade de Maryland e é líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do National Institute of Standards and Technology (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física. Mais um Nobel no Vaticano!
Veerabhadran (Ram) Ramanathan, nascido em Chennai (Índia), é professor de ‘Ciências da atmosfera’ na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do ‘Centro para as Ciências da Atmosfera’ da Scripps Institution of Oceanography, La Jolla (Estados Unidos). Isto mostra o quanto a Igreja católica valoriza a ciência.

Nesses dias o Papa Bento XVI nomeou o professor indiano de Astrofísica, Govind Swarup, e o professor francês de Psicologia Evolutiva, Stanislas Dehaene, como membros da Pontifícia Academia das Ciências.
O professor Swarup nasceu em Thakurwara (Índia) em 1929. Doutorou-se na Universidade de Stanford em 1961. Após ter trabalhado no Laboratório Físico Nacional de Nova Déli, na “Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization” (CSIRO), da Austrália, e na Universidade de Harvard, em 1963 passou a trabalhar no “Tata Institute of Fundamental Research” (TIFR).

Swarup foi um pioneiro no campo da rádio-astronomia solar, das rádio-galáxias, dos quasares, da cosmologia e dos instrumentos para a rádio-astronomia. Projetou e dirigiu a construção de um radio-telescópio cilíndrico de 530 metros de longitude e 30 metros de largura, em Ooty, sul da Índia. Entre 1987 e 1997, projetou e construiu o Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), o maior rádio-telescópio do mundo.
O professor Stanislas Dehaene nasceu em 12 de maio de 1965 em Roubaix (França). Estudou matemática na “École Normale Supérieure” de Paris e se licenciou em 1989 em Ciências Cognitivas, na “École des Hautes Études en Sciences Sociales” (EHESS) de Paris.

Após ter trabalhado no Hospital Frederic Joliot, do Comissariado para a Energia Atômica, no centro para o “brain imaging” de Orsay, em 2005 foi nomeado catedrático de Psicologia Experimental, no College de France, de Paris.

“Em suas pesquisas, Stanislas Dehaene utiliza métodos da Psicologia Cognitiva Experimental, da Neuropsicologia, da “Neuroimaging”, junto a modelos matemáticos para compreender os mecanismos cerebrais de alguns ramos do saber humano: matemática, elaboração da linguagem e acesso ao conhecimento”, explica o comunicado vaticano. “Graças à sua proposta experimental, chegaram a avanços importantes na compreensão da organização das capacidades cognitivas, de suas patologias e das origens de seu desenvolvimento e evolução.”

Dehaene é membro da Academia das Ciências de Paris e recebeu a Medalha Pio XI pela Pontifícia Academia das Ciências, em 2002. Isto mostra o quanto estão errados aqueles que ainda pensam que a fé é oposição à ciência, ou que a Igreja seja obscurantista. Esse preconceito infelizmente ainda existe na cabeça de muitos que ainda não conhecem o coração da Igreja. Já é hora de superar essa ignorância e preconceito!

OS CIENTISTAS PRÊMIOS NOBEL NO VATICANO

O Professor Felipe Aquino recebeu da Pontificia Academia de Ciências do Vaticano a relação dos 24 Prêmios Nobel que dela fazem parte. Que outra Instituição tem tão alto grau de Ciências? Como podem dizer alguns que há oposição entre a Ciência e a Fé?… Abaixo estão listados.

Accademici Nobel:

1. ARBER Werner (Nobel in Physiology or Medicine, 1978)
2. BALTIMORE David (Nobel in Physiology or Medicine, 1975)
3. BECKER Gary S. (Nobel Prize in Economics, 1992)
4. BLOBEL Günter (Nobel Prize in Physiology or Medicine, 1999)
5. CIECHANOVER Aaron J.(Nobel in Chemistry, 2004)
6. COHEN TANNOUDJI Claude (Nobel in Physics, 1997)
7. CRUTZEN Paul J. (Nobel in Chemistry, 1995)
8. De DUVE Christian (Nobel in Physiology or Medicine, 1974)
9. EIGEN Manfred (Nobel in Chemistry, 1967)
10. HÄNSCH Theodor (Nobel in Physics, 2005)
11. KHORANA Har Gobind (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
12. Von KLITZING Klaus (Nobel in Physics, 1985)
13. LEVI MONTALCINI Rita (Nobel in Physiology or Medicine, 1986)
14. MOLINA Mario J. (Nobel in Chemistry, 1995)
15. MÖSSBAUER Rudolf L. (Nobel in Physics, 1961)
16. MURRAY Joseph E. (Nobel in Physiology or Medicine, 1990)
17. NIRENBERG Marshall W. (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
18. NOYORI Ryoji (Nobel in Chemistry, 2001)
19. PHILLIPS William D.(Nobel in Physics, 1997)
20. POLANYI John C. (Nobel in Chemistry, 1986)
21. RUBBIA Carlo (Nobel in Physics, 1984)
22. TOWNES Charles H.(Nobel in Physics, 1964)
23. YANG Chen Ning (Nobel in Physics, 1957)
24. ZEWAIL Ahmed H. (Nobel in Chemistry, 1999)

“O coração inteligente adquire o saber; o ouvido dos sábios procura a ciência.” [Provérbios 18,15]

O Fundamentalismo Ateu

Uma reflexão sobre o valor das religiões, por Ives Gandra Martins

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Oferecemos aos nossos leitores, um interessante artigo que nos enviou *Ives Gandra da Silva Martins, advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; uma reflexão sobre o valor das religiões.

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O FUNDAMENTALISMO ATEU

Voltávamos,Francisco Rezeke eu, de uma posse acadêmica em Belo Horizonte, quando ele utilizou a expressão “fundamentalismo ateu” para referir-se ao ataque orquestrado aos valores das grandes religiões que vivemos na atualidade.

Lembro-me de conversa telefônica que tive com o meu saudoso e querido amigo Octávio Frias, quando discutíamos um editorial que estava para ser publicado, sobre Encíclica do Papa João Paulo II, do qual discordava quanto a alguns temas. Argumentei que a Encíclica era destinada aos católicos e que quem não o era, não deveria se preocupar. Com sua inteligência, perspicácia e bom senso Frias manteve o editorial, mas acrescentou a observação de que o Papa, embora cuidando de temas universais, dirigia-se, fundamentalmente, aos que tinham a fé cristã.

Quando fui sustentar, pela CNBB, perante a Suprema Corte, a inconstitucionalidade da destruição de embriões para fins de pesquisa científica – pois são seres humanos, já que a vida começa na concepção -, antes da sustentação fui hostilizado, a pretexto de que a Igreja Católica seria contrária a Ciência e que iria falar de religião e não de Ciência e de Direito. Fui obrigado a começar a sustentação informando que a Academia de Ciências do Vaticano tinha, na ocasião, 29 Prêmios Nobel, enquanto o Brasil até hoje não tem nenhum, razão pela qual só falaria de Ciência e de Direito. Mostrei todo o apoio emprestado pela Academia às experiências com células tronco adultas, que estavam sendo bem sucedidas, enquanto havia um fracasso absoluto nas experiências com células tronco embrionárias. E, de lá para cá, o sucesso com as experiências, utilizando células tronco adultas, continua cada vez mais espetacular. Já as pesquisas com células embrionárias permanecem no seu estágio “embrionário”.

Trago estas reminiscências, de velho advogado provinciano, para demonstrar minha permanente surpresa com todos aqueles que, sem acreditarem em Deus, sentem necessidade de atacar permanentemente os que acreditam nos valores próprios das grandes religiões, que como diz Toynbee,em seu “Estudoda História”, terminaram por conformar as grandes civilizações. Por outro lado, Thomas E. Woods Jr., em seu livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental” demonstra que, além dos fantásticos avanços na Ciência realizados por sacerdotes cientistas, a Igreja ofereceu ao mundo moderno o seu maior instrumento de cultura e educação, ou seja, a Universidade.

Aos que direcionam esta guerra atéia contra aqueles que vivenciam a fé cristã e cumprem seu papel, nas mais variadas atividades, buscando a construção de um mundo melhor, creio que a expressão do ex-juiz da Corte de Haia é adequada. Só não se assemelham aos “fundamentalistas” do Próximo Oriente, porque não há terroristas entre eles.

Num Estado, o respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade é a prova de maturidade democrática, como, aliás, o constituinte colocou, no artigo 3º, inciso IV, da C.F, ao proibir qualquer espécie de discriminação.

*IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, é advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; acadêmico das: Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Academia Cristã de Letras e Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP; Professor Emérito das universidades Mackenzie, CIEE/O, ECEME e Superior de Guerra – ESG; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa da Universidade de Craiova (Romênia) e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal). 

Prepara-se centenário do nascimento da Madre Teresa de Calcutá

Anunciou a superiora geral as Missionárias da Caridade

Por Nieves San Martín

CALCUTÁ, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- As Missionárias da Caridade do mundo inteiro celebraram, no último dia 5 de setembro, o 12º aniversário da morte de sua fundadora, a Madre Teresa de Calcutá, e iniciaram os preparativos para celebrar o centenário do seu nascimento no ano que vem, revela a Ir. Mary Prema ao Christian Today India.

Também foram organizadas orações especiais na sede das Missionárias da Caridade em Calcutá, em que religiosas, colaboradores, voluntários, amigos e jornalistas se reuniram para comemorar o 99º aniversário de nascimento da Madre Teresa.”A Madre Teresa abriu seu coração ao amor a todas as pessoas. Ela continua nos inspirando a abrir nossos olhos para ver a dignidade de um filho de Deus no pobre e oferecer-lhe paz e alegria através dos nossos humildes serviços”, disse a Ir. Mary prema.

Enquanto isso, o Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC) sublinhou que, inspirado na Madre Teresa, renova seu “compromisso de servir os desprezados e marginalizados pela sociedade, nossos dalits (intocáveis) e os perseguidos pela fé”. O grupo de defesa GCIC, com base em Bangalore, foi a voz dos cristãos perseguidos na Índia.

Pessoas de diferentes credos lembraram da Madre Teresa. Segundo o Press Trust da Índia, o presidente do fórum All India Minority, Idris Ali, que organizou uma oração de todos os credos, instou o ministro dos Transportes, Mamata Bannerjee, a renomear a estação de metrô de Calcutá com o nome da Madre Teresa.

“No próximo ano, neste dia, comemoraremos o centenário do nascimento da Madre Teresa. Nossa sincera empresa de ser canais do amor e da paz de Deus aos pobres será o melhor presente que podemos preparar para a ocasião”, disse a Ir. Prema.

A santidade da Madre Teresa foi logo reconhecida por João Paulo II após sua morte, em 1997. Foi beatificada pelo Papa em uma cerimônia no Vaticano, no dia 19 de outubro de 2003, após a cura de um tumor de estômago, por sua intercessão, de uma mulher tribal do norte de Bengala.

A Madre Teresa, albanesa de nascimento, chegou à Índia em 1929, aos 18 anos; dedicou-se ao ensino e se tornou cidadã indiana em 1948. Em 1950, estabeleceu as Missionárias da Caridade, que atualmente contam com 4.800 religiosas e 757 casas em 145 países.

Durante 45 anos, a religiosa católica serviu os pobres, doentes, órfãos e moribundos, pelo que foi honrada com vários prêmios nacionais e internacionais durante sua vida,entre eles: o Prêmio Magsaysay, em 1962; o Prêmio da Paz João XXIII, em 1971; o Prêmio Internacional John F. Kennedy, em 1971; e o Prêmio Nobel da Paz, em 1979. Também ganhou o mais alto reconhecimento da Índia, o Bharat Ratna, em 1980.

Satisfação do Papa pelo prêmio Templeton a sacerdote cosmólogo

O prêmio é outorgado pelo progresso da religião

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI expressou sua satisfação pela entrega do Prêmio Templeton 2008 (www.templetonprize.org) para o progresso da religião ao sacerdote e cosmólogo polonês Michal Heller.

O prêmio, entregue nesta quarta-feira em Londres, durante uma cerimônia privada em Buckingham Palace, pelo príncipe Felipe, duque de Edimburgo, premia o progresso conseguido por pe. Heller pela pesquisa no campo das relações entre ciência e religião.

O sacerdote, professor de Física Teórica, Cosmologia Relativista e Filosofia da Ciência na Academia Pontifícia de Teologia de Cracóvia, destacou-se por sua teoria sobre as origens e a causa do universo, elaborada através de estudos multidisciplinares nos campos da Física, da Cosmologia, da Teologia e da Filosofia, centradas no interrogante sobre a necessidade de uma causa para a origem do universo.

Para a ocasião, Bento XVI enviou a pe. Heller – nascido em Tarnów em 1936 e ordenado sacerdote em 1959 – uma mensagem assinada pelo arcebispo Fernando Filoni, substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais.

No texto, de 30 de abril de 2008, revela-se a satisfação do Papa pela concessão do Prêmio ao sacerdote em virtude de sua «extraordinária contribuição ao diálogo entre ciência e religião».

O arcebispo Filoni recorda que o Papa sublinhou repetidamente a «importância de um encontro frutífero entre fé e razão, as duas asas sobre as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade, e deseja animar todos aqueles que dedicam sua vida a explorar os profundos conhecimentos que se podem adquirir pela investigação científica desenvolvida no contexto da fé religiosa».

Por este motivo, acrescenta, Bento XVI «reza para que seu trabalho no campo da cosmologia e da filosofia possa contribuir para difundir a mensagem de que ‘os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento exalta a obra de suas mãos’ (Sal 18, 2)».

Sir John Templeton instituiu o Prêmio «ao progresso para a investigação ou os descobrimentos sobre as realidades espirituais» em 1972.

Sua dotação econômica é a mais elevada do mundo. Este ano supera 1,2 milhão de euros.

O criador do Prêmio estabeleceu que seu valor deve ser sempre superior ao do Nobel para sublinhar que a investigação e os progressos nos descobrimentos espirituais podem ser quantitativamente mais significativos que os das disciplinas reconhecidas pelo Prêmio fundado por Alfred Nobel.

Pe. Heller revelou querer destinar o dinheiro a criar em Cracóvia um centro de pesquisa sobre ciência, titulado Nicolau Copérnico.

A primeira pessoa que recebeu o Prêmio Templeton foi a beata Madre Teresa de Calcutá, em 1973, quando ainda era conhecida só entre os pobres da grande cidade indiana. Um ano depois foi a vez do irmão Roger (1915-2005), fundador da Comunidade Ecumênica de Taizé, França.

Entre as personalidades que obtiveram o reconhecimento, figuram em 1976 o cardeal Leo Jozef Suenens (1904-1996), arcebispo de Malinas-Bruxelas, descrito como «pioneiro na busca e na temática do movimento da Renovação Carismática», e em 1977 Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, por ter favorecido o compromisso laical e o diálogo entre os cristãos das diversas confissões.

[Para mais informação. www.templeton.org]

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