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Papa Francisco: Um cristão “surdo” à voz do Espírito Santo não evangeliza

Vaticano, 11 Jan. 15 / 09:54 pm (ACI/EWTN Noticias).- O último Ângelus antes do início da viagem do Papa Francisco ao Sri Lanka e Filipinas teve como centro a festa do Batismo do Senhor que, como explicou o Santo Padre, encerra o tempo de Natal.

Por isso, destacou, “um cristão e uma comunidade ‘surdos’ à voz do Espírito Santo, que impulsiona a levar o Evangelho aos extremos confins da terra e da sociedade, torna-se um cristão e uma comunidade de “mudos” que não falam e não evangelizam”.

“Colocar sob a ação do Espírito Santo a nossa vida de cristãos e a missão, que todos recebemos em virtude do Batismo, significa encontrar a coragem apostólica necessária para superar fáceis acomodações mundanas”, disse.

Francisco pediu a todos que rezem frequentemente ao Espírito Santo “porque nos ajuda, nos dá força, inspiração e nos faz ir adiante”.

Francisco fez referência às palavras do profeta Isaías -“Quem dera rasgasses o céus para descer, as montanhas se derreteriam diante de ti!- para indicar que esta invocação se escutou no Batismo de Jesus. Desta maneira “acabou o tempo ‘dos céus fechados’ que assinalam a separação entre Deus e o homem, como consequência do pecado”.

“O pecado afasta o ser humano de Deus e interrompe a ligação entre o Céu e a terra, o que causa nossa miséria e o fracasso das nossas vidas. Os céus abertos indicam que Deus deu a sua graça para que a terra dê os seus frutos”.

O Papa indicou que “Assim a terra tornou-se morada de Deus entre os homens e cada um de nós tem a possibilidade de encontrar o Filho de Deus, experimentando todo o amor e a infinita misericórdia”.

À continuação, o Santo Padre, da janela do Apartamento Apostólico, enumerou alguns lugares onde encontrar o Senhor: “nos sacramentos”, “especialmente naeucaristia”; “na face dos nossos irmãos, em particular nos pobres, nos doentes, nos encarcerados, nos refugiados. Estes são as carnes vivas de Cristo sofredor e imagem visível de Deus invisível”.

Em relação ao Batismo de Jesus, “não só se rasgam os céus, mas Deus fala de novo fazendo ressoar a sua voz: ‘Tu és meu filho muito amado, em quem eu ponho toda a minha afeição’”.

“A voz do Pai proclama o mistério que se esconde no homem batizado pelo precursor. Jesus, o Filho de Deus encarnado, e também a Palavra definitiva que o Pai quis dizer ao mundo”.

“Só escutando, seguindo e testemunhando esta Palavra, podemos fazer totalmente frutífera nossa experiência de fé, cujo germe se depositou em nós no dia de nosso Batismo”.

O Bispo de Roma destacou que “a descida do Espírito Santo, em forma de pomba consente a Cristo, o Consagrado do Senhor, inaugurar a sua missão , que é a nossa salvação”.

Neste sentido, “o Espírito Santo que animou a vida e o ministério de Jesus é o mesmo que hoje guia a existência cristã”.

Depois da oração do Ângelus, o Papa, como fez há um tempo, aconselhou buscar a data em que cada um foi batizado e viver hoje “a alegria do Batismo”.

Por outro lado, recordou que amanhã começa a sua visita ao Sri Lanka e às Filipinas e pediu a todos que acompanhem com a oração.

Também pediu aos cidadãos de ambos os países “que estão aqui em Roma, que rezem especialmente por mim nesta viagem”.

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Menina de 9 anos pediu no Natal ao ditador ateu da Albânia que rezasse pela paz

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Nos anos da brutal ditadura na Albânia na qual viveu-se uma intensa perseguição religiosa, uma menina americana de nove anos escreveu ao governante desse então, o ditador Enver Hoxha, uma carta no Natal na qual lhe pedia que se unisse a ela para rezar pela paz do mundo.

A carta em menção, escrita por uma menina americana de nove anos chamada Pamela K. McNutt, faz parte de uma exibição especial titulada “Fé” que busca mostrar a religiosidade dos albaneses e que ocorre no Museu Nacional da Albânia, o primeiro país europeu ao qual viajará o Papa Francisco.

“Exibimos a carta porque queremos mostrar que ninguém era consciente do que estava acontecendo na Albânia nos anos do Comunismo”, assinala Mirton Resuli, que colaborou com o Ministério de Cultura albanês para organizar esta exposição.

A carta de Pamela a Enver Hoxha, governante da Albânia e principal líder comunista que isolou o país da comunidade internacional, a menina escreve: “saudações pelo Natal a você e a cada um dos líderes do mundo. A pequena expressava sua esperança de que ele, “seu povo e todos os povos do mundo” se unissem a ela “em oração pela paz mundial e pela boa vontade para com todos”.

Resulli disse à equipe do grupo ACI que está em Tirana cobrindo a viagem papal que “resgatou a carta entre uma boa quantidade de missivas que estavam dirigidas a Enver Hoxha”. “Chamou-me a atenção o símbolo na parte superior esquerda (as mãos unidas) e a li. Depois de lê-la, ficou claro que esta carta deveria fazer parte da exibição”.

Albânia se declarou Estado ateu em 1967, embora a perseguição contra sacerdotes e religiosos começou em 1946 quando Enver Hoxha assumiu o poder.

“O ateísmo de estado significava que as expressões religiosas estavam proibidas e eram consideradas um delito. Estava proibido até mesmo ir aos cemitérios já que ali havia cruzes:, explicou Resulli.

Durante o regime de Hoxha 2100 pessoas entre sacerdotes católicos e membros de outras religiões foram assassinados tão somente em razão de sua fé.

“Parece absurdo mas realmente aconteceu. Pessoas foram torturadas e assassinadas apenas por causa de sua religião. Mas, de fato, o mundo não sabia o que realmente sucedia na Albânia”, ressaltou Mirton Resulli.

Para seguir a viagem do Papa Francisco a Albânia, ingresse em:
http://www.acidigital.com/albania2014/

Papa explica mistério do Natal: «Sentido se fez carne»

O Natal, «muito mais que o nascimento de um grande personagem»

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI declarou que para os cristãos o Natal é muito mais que a lembrança do «nascimento de um grande personagem». 

O Papa aproveitou que nesta quarta-feira começava a Novena de Natal para dedicar a catequese da audiência geral, concedida na Sala Paulo VI, a explicar o sentido desta festa, na qual «inclusive os não-crentes percebem como algo extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração». 

Os valores da simplicidade, da amizade e da solidariedade, que tanto se exaltam nestas festas, afirmou o Papa, «não bastam para assimilar plenamente o valor do Natal». 

«No Natal, portanto, não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstrato o mistério do nascimento do homem ou em geral o nascimento da vida; tampouco celebramos só o princípio de uma nova estação.»

«Nós sabemos que se celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade», acrescentou. 

Explicando o significado que em grego tem a palavra Logos, que é a que São João utiliza no prólogo de seu Evangelho para referir-se a Cristo, o Papa fez notar que além de traduzir-se como «o Verbo», que é a transposição corrente, Logos significa também «o Sentido». 

Portanto, explicou o Papa, o «Sentido eterno» do mundo «se fez tangível a nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo», e esse «sentido» «não é simplesmente uma idéia geral inscrita no mundo», mas é «uma Pessoa que se interessa por cada um de nós». 

«Sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, ao que nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós.»

Mas, por que Deus se fez um menino indefeso? Pergunta o Papa. 

«Na gruta de Belém, Deus se mostra a nós como humilde ‘infante’ para vencer nossa soberba», responde. 

«Talvez tivéssemos nos rendido mais facilmente frente ao poder, frente à sabedoria; mas Ele não quer nossa rendição; apela mais ao nosso coração e à nossa decisão livre de aceitar seu amor.»

Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro…

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Por Vittorio Messori
Tradução: pensaBEM.net
Fonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003

Devo corrigir um erro que cometi. Aconteceu que num momento de mau humor, desejei – precisamente num meu artigo – que a Igreja se decidisse a fazer uma alteração no calendário: que transferisse para o dia 15 de Agosto aquilo que celebra no dia 25 de Dezembro. Um Natal no deserto estivo – argumentava eu – libertar-nos-ia das insuportáveis iluminações, dos enjoativos trenós com renas e Pais Natais, e até da obrigação de mandar cartões de Boas Festas e prendas. De facto, quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem – e para onde – mandar cartões de Boas Festas e embrulhos enfeitados de fitas e laçarotes? Não são os próprios Bispos que trovejam contra aquela espécie de orgia consumista a que se reduziram as nossas Festas de Natal? Então, “fintemos” os comerciantes: passemos tudo para o dia 15 de Agosto. A coisa – observava eu – não parece ser impossível: de facto, não foi a necessidade histórica, mas sim a Igreja a escolher o dia 25 de Dezembro para contrastar e substituir as festas pagãs nos dias do solstício de Inverno: colocar o nascimento do Cristo em lugar do renascimento do Sol Invictus. No início houve, portanto, uma decisão pastoral, mas esta pode ser mudada, consoante as necessidades.

Era uma provocação, obviamente, mas que se baseava naquilo que é (ou, melhor, que era) pacificamente aceite por todos os estudiosos: a colocação litúrgica do Natal é uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, a qual ninguém estaria em condições de poder determinar. Ora bem, parece que os especialistas se enganaram mesmo; e eu, obviamente, com eles. Na realidade, hoje – graças também aos documentos de Qumran* – estamos em condições de poder estabelecê-lo com precisão: Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro. Uma descoberta extraordinária a sério e que não pode ser alvo de suspeitas de fins apologéticos cristãos, dado que a devemos a um docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante. Se Jesus nasceu a 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma lógica sucessão de datas, mas baseada em tradições não verificáveis, não em acontecimentos localizáveis no tempo. Assim acreditávamos todos nós, até há pouquíssimo tempo. Mas, na realidade, parece mesmo que não é assim.

De facto, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».

Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias – a classe de Abias – era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço? Ninguém o sabia. Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran. O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas esta verosimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição, chegando à conclusão que esta provinha directamente da Igreja primitiva, judaico-cristã, de Jerusalém. Esta memória das Igrejas do Oriente é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.

Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova verosimilhança – Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.

Sim, parece que festejar o Natal no dia 15 de Agosto é coisa não se pode mesmo propor. Corrijo, portanto, o meu erro, mas, mais que humilhado, sinto-me emocionado: depois de tantos séculos de investigação encarniçada, os Evangelhos não deixam realmente de nos reservar surpresas. Parecem detalhes aparentemente inúteis (o que é que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias ou não? Nenhum exegeta prestava atenção a isto) mas que mostram, de improviso, a sua razão de ser, o seu carácter de sinais duma verdade escondida mas precisa. Não obstante tudo, a aventura cristã continua.

Nota:

* Os manuscritos de Qumran foram descobertos em 1947, perto das margens do Mar Morto, na localidade de Qumran, localidade onde a seita hebraica dos Essénios tinha nos tempos de Jesus a sua sede principal. Os manuscritos foram encontrados em ânforas, provavelmente escondidos pelos monges da seita, quando tiveram de fugir dos romanos provavelmente entre 66 e 70 d. C. Aqueles pergaminhos deram-nos os textos de quase todos os livros da Bíblia copiados de dois a um século antes de Jesus e perfeitamente coincidentes com os que são usados hoje pelos hebreus e pelos cristãos(cfr. Hipóteses sobre Jesus, Porto, Edições Salesianas, 1987, p. 101)

Boas Novas – Jesus Cristo nasceu mesmo em 25 de Dezembro do ano 1 A.C.

Por Robert A. Sungenis
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: http://www.catholicintl.com/

Os pesquisadores críticos costumam a afirmar que Jesus provavelmente nasceu no ano 6 a.C. ou talvez até antes. Tal afirmação se baseia na informação fornecida por Flávio Josefo, de que Herodes morreu no ano 4 a.C. Considerando que Herodes teria ordenado matar as criancinhas de até dois anos de idade, isto levaria alguém a conjecturar que o nascimento de Cristo se deu entre os anos 5 e 6 a.C.

As obras de Josefo que nos interessam aqui são “A Guerra Judaica” e “Antiguidades Judaicas”, as quais compreendem o período que vai de 170 a.C a 70 d.C. Embora muitos pesquisadores confiem totalmente em Josefo, suas obras contêm muitos erros e discrepâncias, que podem ser atribuídas ao próprio Josefo, ou ainda pelo fato de que na Idade Média existiaram dúzias de manuscritos das suas obras, cada uma diferenciando significativamente das demais. De fato, um artigo sobre Josefo na “Grande Encyclopédie” de Ladmirault (publicada em Paris, em 1893) afirmava que ele era “orgulhoso, arrogante e pretencioso; alguém que falsificava a história em vantagem própria e que tratava os eventos muitas vezes de forma inadequada”. Várias edições críticas das obras de Josefo foram publicadas a partir de então (p.ex.: Niese, 1881; Reinach 1902-1932). Reinach chega a acrescentar comentários nos relatos de Josefo tais como “isto é um erro” ou “em outro livro…as coisas são diferentes…”[1]

Graças ao trabalho de Hughes de Nateuil, descobrimos que os críticos modernos estão equivocados. Pouco conhecido (ou divulgado) pelos pesquisadores modernos é que Josefo usou duas formas diferentes para datar a morte de Herodes e a interpretação da fonte que aponta o ano 4 a.C. é extremamente discutível. Em outra obra, ele chega a afirmar que Herodes morreu em 7 ou 8 a.C.

Por outro lado, no ano 532 o monge Dionísio, o Exíguo, declarou que Cristo havia nascido em 25 de dezembro do ano 1 a.C. Ele também estabeleceu que o ano 1 d.C. correspondia ao ano 754 da fundação de Roma.

Para compreendermos este sistema de datação, precisaremos retornar para a era pré-cristã. Nessa época existiam dois sistemas de datação:

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Bento XVI afirma que o Natal de Cristo nos ajuda a tomar consciência do valor da vida

O Santo Padre dirigiu-se hoje, IV Domingo do Advento à janela do seu estúdio no Palácio Apostólico do Vaticano para recitar o Ângelus com os fiéis e peregrinos que se encontravam na Praça de São Pedro.

Estas foram às palavras do Papa na introdução da oração mariana:

Queridos irmãos e irmãs

A celebração do Santo Natal é agora iminente.
A atual vigília nos prepara para viver intensamente o mistério que esta noite a liturgia nos convidará a contemplar com os olhos da fé. No divino nascituro que depositaremos no Presépio, torna-se manifesta a nossa salvação.

No Deus que se faz homem por nós, nós nos sentimos totalmente amados e acolhidos, nos descobrimos seres únicos e preciosos aos olhos do Criador. O Natal de Cristo nos ajuda a tomar consciência do valor da vida humana, a vida de cada ser humano, desde o primeiro instante à sua naturalidade sob o solo. À qual abre o coração a esta “criança envolta em panos e deitada numa “mangedora”“. (cfr. Lc 2, 12), ela oferece a possibilidade de olhar com olhos novos as realidades de cada dia. Poderá saborear a força do encanto interior do amor de Deus, que tem êxito a transformar em alegria mesmo a dor.

Preparemo-nos, queridos amigos, para encontrar Jesus, o Emanuel, Deus conosco. Nascendo na pobreza de Belém, ele se faz companheiro de viagem de cada um. Neste mundo, Ele mesmo quis fazer pobre a sua casa, ninguém é estrangeiro. É verdade, estamos todos de passagem, mas verdadeiramente é Jesus que nos faz sentir-se em casa nesta terra santificada da sua presença. Ele interpela-nos a ter uma casa acolhedora para todos.

O dom surpreendente do Natal é realmente este: Jesus veio para cada um de nós e nele nos tornamos irmãos. O compromisso correspondente é de ultrapassar sempre mais os preconceitos e os prejulgamentos, derrubar as barreiras e eliminar os contrastes que dividem, ou pior, contrapondo os indivíduos e os povos, para juntos construirmos um mundo de justiça e de paz.

Com estes sentimentos, caros irmãos e irmãs, vivam as últimas horas que nos separam do Natal, e nos preparemos espiritualmente para acolher o Menino Jesus. No coração da noite ele virá para nós.

É mesmo seu desejo vir a nós, habitar como se diz no coração de cada um de nós. Para que possa acontecer, é indispensável que nós estejamos disponíveis e nos preparemos para recebê-lo, prontos a dar-lhe espaço dentro de nós, nas nossas famílias, nas nossas cidades. Que o seu nascimento não fique apenas pelo festejar o Natal, esquecendo que o centro da festa é verdadeiramente Ele! Maria ajuda-nos a manter a recordação interior indispensável para provar a alegria profunda que traz o nascimento do Redentor.

Para ela agora se volta nossa oração, pensando particularmente nos que se preparam para passar o Natal na tristeza e na solidão, na doença e no sofrimento: a todos a Virgem garanta conforto e consolação.

O Papa saúda os peregrinos:

De Língua francesa:
Saúdo cordialmente os peregrinos francófonos presentes esta manhã na oração do Ângelus. Nestas horas que nos separam no nascimento de Jesus, possam preparar vossos corações para acolher com alegria o Cristo Salvador, que se faz pobre, pequena criança, para nos enriquecer com a sua pobreza. Com a minha Benção Apostólica.

Aos peregrinos de Língua Inglesa:
Fico feliz por saudar os peregrinos de língua inglesa e os visitantes presentes para o Ângelus. Hoje é o IV Domingo do Advento e também, este Ano, Véspera de Natal. A Liturgia da celebração de hoje convida todos os crentes a receber com alegria o Messias que vem a nós pela Virgem Maria. Desejo a todos uma ótima estadia em Roma, e um abençoado Natal marcado pela paz de Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Aos peregrinos de Língua Alemã:
Dirijo neste IV Domingo do Advento uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua alemã. Nesta espera feliz olhamos já sobre a celebração em breve do Natal. Com Maria, queremos nos preparar para o nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo. Abrimos o nosso coração para Deus vir, para que traga ao mundo inteiro a sua luz e a sua paz. Desejo um Santo Natal a vocês e às vossas famílias.

Aos peregrinos de Língua Espanhola:
Saúdo cordialmente os fiéis de língua espanhola aqui presentes e a quantos participam nesta oração do Ângelus através da rádio e da televisão. Alegremo-nos por esta festa da Natividade que estamos quase a celebrar! Amanhã contemplaremos a glória do Senhor! Feliz Domingo!

Aos peregrinos de língua polaca:
Saúdo todos os polacos. Está próxima a celebração do nascimento do Senhor. Desejo uma boa, tranqüila e gloriosa festa. O Filho de Deus, que desceu à terra, abençoa a todos abundantemente.

Fonte: www.cancaonova.com

O olhar de um coração puro consegue contemplar Deus no Menino, diz arcebispo

JUIZ DE FORA, quinta-feira, 21 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- Em sua mensagem de Natal aos fiéis católicos, o arcebispo de Juiz de Fora (Minas Gerais, sudeste do Brasil) pergunta: «Que tipo de olhar consegue contemplar ao mesmo tempo Deus e homem, unidos num pobre bebê?».

«Certamente, o olhar de um coração puro como o de Maria, o de José, o dos pastores», responde Dom Eurico dos Santos Veloso.

Segundo o arcebispo, o nosso olhar hoje deve ser como o de Maria, José e dos pastores. Assim como eles «viram Deus naquele pequenino bebê, nós temos que ver a presença de Deus em todas as circunstâncias da nossa vida».

«Temos que chegar a um ponto onde os eventos do dia-a-dia não mais “encobrem” a presença de Deus mas, ao contrário, se tornam transparência de Deus.»

E Dom Eurico afirma que «isto é possível porque há 2000 anos atrás um bebezinho nasceu em Belém, um bebezinho realizou definitivamente a união do homem com Deus».

«Portanto, segundo a fórmula de Irineu e de Atanásio, Deus se torna homem para que o homem possa se tornar Deus. O acontecimento de Belém só tem sentido quando se torna uma realidade para nós aqui e agora.»

O arcebispo de Juiz de Fora explica que a Festa do Natal do Senhor começa a ser celebrada no Ocidente no Século IV, em lugar do Culto de Mitra “natalis solis invicti” (25 de Dezembro).

«Cristo, é agora, o Verdadeiro Sol, o Sol da Justiça que, liturgicamente, se mistura ao testemunho do sangue (Santo Estevão), ao testemunho do Amor (São João Evangelista) e ao testemunho da Inocência (os Mártires Inocentes)«, afirma.

«As três celebrações litúrgicas dos dias 26, 27 e 28 de Dezembro, nos ajudam a compreender o sentido pleno do Deus-Criança que se nos revelou no Presépio. Ele veio para viver a nossa vida de modo pleno. Só podemos viver também a sua de modo também completo.»

Segundo o arcebispo, «Ele nos quer plenamente filhos. Possamos nos colocar diante deste mistério imenso, grandioso, do Deus-Criança que nasceu para nós, do Filho de Deus que se nos doou de presente.»

«Nossa oração, hoje, só pode ser a de nos situar diante deste Mistério tremendo e cheios de gratidão e de alegria, pedir a graça para testemunhar com o nosso sangue, como o fez Estevão; com nosso amor, como fez João; com a nossa pureza de coração, como os Santos Inocentes o fizeram, este Dom Infinito de Deus por cada um de nós.»

«É assim, que o Milagre do NATAL acontecerá “HOJE” em nossas vidas!», escreve o arcebispo.

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