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Numa longa entrevista, o Cardeal Burke usou linguagem franca para expressar suas graves preocupações sobre o modo como a Igreja Católica tem sido prejudicada pelo feminismo radical. Ele também tratou, com uma franqueza raramente presente nos pastores, da imoralidade sexual e do abuso litúrgico.

“O feminismo radical que tem atacado a Igreja e a sociedade desde a década de 1960 deixou os homens muito marginalizados”, disse o cardeal a Matthew James Christoff, fundador de The New Emangelization, uma missão evangelizadora focada nos homens.

“Infelizmente, o movimento feminista radical influenciou a Igreja fortemente, levando a Igreja a tratar de questões femininas constantemente, em detrimento da abordagem de questões críticas para os homens: a importância do pai, seja na união matrimonial ou não; a importância do pai para os filhos; a importância da paternidade para os sacerdotes; o impacto crítico de um caráter varonil; a ênfase nos dons que Deus dá particularmente aos homens para o bem de toda a sociedade”, disse o Cardeal Burke. “Muito dessa tradição de anúncio da natureza heróica da masculinidade perdeu-se na Igreja atualmente.”

O ex-chefe da Suprema Corte do Vaticano disse: “Infelizmente, a Igreja não reagiu com eficácia a forças culturais destrutivas” como a imoralidade sexual, o feminismo e o colapso da família, e ao invés disso “foi muito influenciada pelo feminismo radical e ignorou em grande medida as sérias necessidades dos homens.”

O Cardeal Burke, 66, também disse que sua geração falhou com a juventude de hoje. “Minha geração tomou por certas as bênçãos que havíamos recebido em nossas sólidas vidas familiares e a sólida formação que a Igreja nos havia dado”, disse ele. “Minha geração permitiu que todo esse absurdo da confusão sexual, do feminismo radical e do colapso da família continuasse, deixando de perceber que estávamos tirando o tesouro das gerações seguintes, o qual havíamos recebido. Ferimos gravemente as atuais gerações.”

A Igreja ficou “feminizada”, disse ele, que “os homens muitas vezes relutam em tornar-se ativos na Igreja.” Ele explicou: “O ambiente feminizado e a falta de esforço da Igreja em engajar os homens levou muitos deles a simplesmente saírem dela.”

“A introdução de meninas coroinhas também levou muitos garotos a abandonarem o serviço no altar”, acrescentou. Embora tenha enfatizado que a prática de ter apenas meninos coroinhas como servidores no altar não tenha nada que ver com uma desigualdade das mulheres na Igreja, o Cardeal Burke disse que a introdução de meninas coroinhas “contribuiu para uma perda de vocações ao sacerdócio.”

Os problemas enfrentados pelos homens e que têm sido em grande medida ignorados pela Igreja estão particularmente ligados à sexualidade. O cardeal censurou a “abordagem catequética leve e superficial do tema da sexualidade humana e natureza da relação marital.” O problema aumentou com “a explosão da pornografia” na sociedade, disse ele, “a qual é particularmente prejudicial ao homem porque distorce terrivelmente toda a realidade da sexualidade humana.”

“Na verdade, o dom da atração sexual é dirigido ao matrimônio, e qualquer tipo de união sexual pertence propriamente ao matrimônio”, disse o Cardeal Burke. “Mas todo o universo da pornografia corrompe os jovens para que acreditem que sua capacidade sexual existe para seu próprio entretenimento e prazer, e torna-se uma luxúria ardente, que é um dos sete pecados capitais.”

O cardeal culpou uma mentalidade pós-Vaticano II a qual sugere que não há pecados graves em decorrência da ausência dos homens no sacramento da confissão. Essa idéia falsa, que ele chamou de “letal para os homens’, é vista por exemplo com relação ao pecado da masturbação. “Homens me disseram que quando eram adolescentes, confessavam o pecado da masturbação e os sacerdotes diziam: ‘Você não deveria confessar isso. Todo mundo faz isso’”, lembrou o cardeal.

Ao falar de liturgia, o Cardeal Burke disse: “Têm ocorrido e continuam a ocorrer sérios abusos litúrgicos que afastam os homens.” Ele sugeriu que Missa Tradicional em Latim é um grande atrativo especialmente para os rapazes. “A Forma Ordinária, se celebrada com muita reverência e com boa música, pode ter o mesmo efeito positivo e forte nos homens”, acrescentou. “Os homens não aderem a essa abordagem brega da Missa, particularmente quando se torna uma espécie de sessão para sentirem-se bem, ou quando há irreverência.”

Fonte: NotifamPT


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O que é necessário para voltar a Igreja Católica?

jan 5, 2015 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica
Imagem de Amostra do You Tube

Versão áudio

Existe um princípio canônico que afirma que uma vez católico, sempre católico, ou seja, se a pessoa foi batizada, frequentou os sacramentos e, por alguma razão, afastou-se, mesmo assim continua católico.

Para voltar a frequentar a Igreja, aproximar-se dos sacramentos e voltar a viver plenamente a fé católica, deve fazer um bom exame de consciência, procurar um sacerdote e confessar-se. Uma vez perdoado e sabendo o que significa a Eucaristia, seu valor e importância na vida do cristão, poderá também aproximar-se desse sacramento. O Código de Direito Canônico é bem claro a esse respeito:

Cân. 912 Qualquer batizado, não proibido pelo direito, pode e deve ser admitido à sagrada comunhão.

Um ato prudente seria inserção dessa pessoa nas atividades paroquiais, pois a Igreja Católica existe na comunidade. E ainda num curso de preparação para a Confirmação (Crisma), caso ainda não tenha sido. Desta forma, terá recebido os três sacramentos da iniciação cristã.

Lembrando ainda que os sacramentos são para aquelas pessoas que querem se santificar. Os sacramentos são “para os homens”, desta forma, as portas estão abertas para receber de volta os filhos que partiram, mas que nunca deixaram de ser filhos da Santa Mãe Igreja.

Fonte: Padre Paulo Ricardo


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Jô Soares explica sentido da batina para padre excomungado

set 23, 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja
http://www.dailymotion.com/video/x26h064

Padre Beto é um sacerdote que ficou famoso em todo país após ser excomungado da Igreja, em abril de 2013. Por esse motivo, é um dos queridinhos dos meios de comunicação. Na condição de pobre vitima da igreja má e opressora…, foi chamado para ir ao programa do Jô, exibido no ultimo dia 11. Durante sua entrevista, ele explicou como foi sua volta ao Brasil e o choque que levou de ver uma mudança conservadora na Igreja (leia-se queda da teologia da Libertação).

“Eu voltei para o Brasil, em 2001, e encontro uma igreja onde os padres são uniformizados, onde você praticamente não encontra padre vestido assim como eu, né?! São padres de colarinho, de clergyman, todos vestidos de preto.”

Jô Soares o questiona: “Mas a batina ninguém usa mais, por que?”

Pensando que o entrevistador concordava com ele, prossegue: “Tem padre que usa hoje, por incrível que pareça e tem seminarista que já faz questão de usar a batina. Já não é mais toda o clero que usa, mas tem uns, “por incrivel que pareça” (SIC), que usam e querem usar.

Interrompendo o entrevista, Jô soares diz: “Eu, se fosse padre, só saia de batina.”.
– “Verdade?”, pergunta o pe. Beto.
– “Sem calça, (de) cueca, responde Jô
– “Ah bom”, suspira o padre.

Toda público achou que era piada, mas Jô Soares prossegue com tom sério:

– “Meia cumprida… Eu acho batina um máximo.”
- “Sério? Você acha mesmo?”
- “Te juro por Deus.”

Tentando expor uma das razões básicas para adoção da batina, Jô Soares exemplifica:

– “Por exemplo:um militar não usa uma farda?”

-É, ele usa uma farda, reponde o padre excomungado.

-Para ser identificado logo, prossegue o apresentador.

Concluindo seu pensamento, Jô soares pergunta ao padre excomungado:

O padre que está sem batina não é uma maneira dele não ser identificado como padre?

Tentando driblar a questão, ele responde: “Depende da perspectiva, mas também é uma maneira de você se aproximar das pessoas… vamos supor que você já usa batina, eu te vejo como padre, e eu já não vou contar as mesmas piadas, eu já não vou ser o mesmo. As pessoas são assim, infelizmente. Elas se comportam diante do padre de uma maneira diferente”

Sem querer dizer abertamente os reais motivos, padre Beto confessa que não usa batina, pois não queria ser visto como padre. Segundo seu raciocínio, essa é uma forma de se aproximar das pessoas, mas não como padre, talvez, como um “boyzinho” que é sacerdote nas horas vagas.

Insistindo no assunto, Jô Soares pergunta: “Você nunca usou batina? Você teve essa chance de usar batina…” a resposta foi crua: “E nunca usei, nunca me identifiquei. Alias, eu fui criado na década de 70 e de 80 (época de dominação da teologia da libertação) aonde os padres não usavam nenhum uniforme clerical. Os padres eram assim, pessoas como a gente”, concluiu Beto.

Visivelmente desconfortável diante desse desprezo a batina, Jô Soares continua:

“Desculpa, não estou querendo entrar em polêmica. É que eu acho fantástico o simbolo. Eu acho que a Igreja Católica perdeu muito exatamente porque abriu mão de vários símbolos. Porque o que atraí na crença é também a simbologia dessa crença… Os padres ficaram mais laicos que os próprios frequentadores (leia-se fiéis).”

Pois é, caro leitor. Nosso Senhor já nos ensinava que as pedras clamariam (cf. S. Lc XIX,41)e elas já começaram a clamar.

Fonte: Fidespress

 


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ABSURDO: Mulher dá a eucaristia para cachorro

set 19, 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Eucaristia

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No dia 10/08/2014 a comunidade de Santo Expedito e São Francisco de Assis, em Praia Grande, recebeu a “visita” de uma mulher que entrou na fila de comunhão só para realizar uma profanação.

Após ter recebido a Sagrada Comunhão na boca, ela tirou-la e a deu para o seu cachorro comer. Diante de tão horrenda cena, o pe Joseph Thomas Puzhakara anunciou no microfone o ocorrido, gerando assim grande choque entre os fiéis presentes na Missa. Muitos alem de assustados, caíram em lágrimas ao ver tamanha aberração e falta de respeito com o preciosíssimo corpo do Senhor.

Infelizmente os que distribuíam a comunhão não tiveram tempo para nenhuma ação, pois a mulher foi obstinada a fazer tal ato e agiu de maneira rápida.

Em meio a tal caos na paróquia, a mulher não se intimidou e não foi embora. Por sua vez, o pároco anunciou que ela estava excomungada, como se pode ler no Código de Direito Canônico (§1367):

“Quem expele por terra as espécies consagradas ––diz o Código que regula a vida da Igreja católica––, ou as leva ou retem com uma finalidade sacrílega, incorre em excomunhão latae sententiae*  reservada a Sé Apostólica”.

*automática

Não dando-se por satisfeita, a mulher continuou na paróquia até o final da Santa Missa provocando ao sacerdote e os fiéis. Após o termino da missa, ela ainda pousou para fotos.

Apesar de tão evidente profanação, houve quem a defendesse no Facebook. Uma senhora postou:

NOSSA ……TUDO ISSO POR CAUSA DE UM CACHORRO……ELES SÃO OS MELHORES ANJOS DE DEUS DIGNOS DE COMPARTILHAR DE UMA HÓSTIA…….TENHO CERTEZA QUE TINHA MTA GENTE NA IGREJA QUE SE ACHAM ANJOS E QUE SÃO OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. FICO IMAGINANDO O QUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS ESTARIA ACHANDO DE TUDO ISSO….TENHO CERTEZA QUE TEM MTA GENTE QUE NÃO MERECIA NEM LAMBER A HÓSTIA ….TAMANHA A FALTA DE AMOR AO PRÓXIMO…….DESNECESSÁRIO TUDO ISSO…….INDIGNADA”

Segundo relatos no Facebook, a mulher não aparenta ter problemas mentais.

Fonte: Fidespress


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Famoso pastor pentecostal e sua esposa se tornam católicos

ago 5, 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Protestantismo

Ulf Ekman

pastor protestante sueco Ulf Ekman e sua esposa Birgitta anunciaram que, na próxima Páscoa, eles se converterão à Igreja Católica. O anúncio, que causou grande surpresa e comoção em muitos, foi feito há alguns dias, durante um sermão na congregação pentecostal que fundaram há 30 anos.

A fama de Ekman também se espalhou devido aos seus livros, traduzidos a 60 idiomas, a um programa de televisão, uma escola bíblica fundada por ele, sua comunidade “Palavra de Vida” (com mais de 3 mil membros, 12 pastores e uma escola com mil alunos).

O “processo” de Ekman leva cerca de 10 anos, durante os quais ele pesquisou com atenção o Catecismo da Igreja Católica e sua doutrina social, e teve contato com líderes da Renovação Carismática Católica, que o marcaram pelo seu testemunho. “Percebemos que nossos preconceitos protestantes não tinham base alguma, em muitos casos”, afirmou.

Uma das reflexões que mais o atraíram à Igreja Católica foi a da unidade do Corpo de Cristo.

“Acreditar na unidade [dos cristãos] tem consequências práticas, disse. Seus argumentos neste campo foram expostos na revista “Varlden Idag”, em uma entrevista: “Não entendo que se diga que não precisamos de um magistério. Se temos 5 versículos da Bíblia e 18 comentários sobre estas escrituras, quem decidirá? Meu intelecto é melhor que o seu, eu li mais, posso convencer melhor que você… ou existe um magistério que orienta sobre como julgar o assunto.

Do Papa, ele disse que é a máxima expressão de um magistério, e que ele acredita “na necessidade de uma autoridade definitiva”.

Para continuar tratando do tema da unidade, o pastor citou João 11, 52: “Sim, Jesus não ia morrer somente pelo povo, mas também para reunir os filhos dispersos de Deus”.

“Jesus morreu por isso – comentou. Acho que está muito forte no coração de Deus o desejo de que nos unamos.” Esta unidade não pode ser meramente relacional, pois “a Igreja é o Corpo de Cristo, uma entidade estruturada. É concreta, não uma nuvem de gás. O Corpo é visível. O modelo é Jesus, que teve um corpo visível durante 30 anos.”

Um antecedente de cunho místico

Ekman era um jovem estudante na década de 70 quando, sentado em um restaurante, sentiu as lágrimas escorrerem e não conseguiu evitar o choro. “Tive uma experiência instantânea de como Jesus sofre porque sua Igreja está dividida. Foi como um relâmpago. Senti: ‘Isso não é do agrado de Deus’. Jesus chorava por isso. Eu o senti naquele restaurante, na hora do almoço. Depois isso desapareceu da minha memória. Mas voltou a surgir nos últimos 10 anos”, recordou.

Mas o tema da unidade não é o único. Ao anunciar sua entrada á Igreja Católica, ele recordou algumas das suas razões.

“Vimos [na Igreja Católica] um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia e no dogma clássico. Vivenciamos a riqueza da vida sacramental. Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida no sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e que a transmite à geração seguinte. Encontramos uma força ética e moral e uma coerência que pode enfrentar a opinião geral, e uma tendência bondosa com relação aos pobres e fracos. Finalmente, mas não menos importante, tivemos contato com representantes de milhões de católicos carismáticos e vimos sua fé viva.”

Em seu processo, Ekman destaca também o papel de dois religiosos: Dom Anders Arborius, único bispo católico da Suécia, e o padre carmelita Wilfrid Stinissen, reconhecido escritor.

A partir de agora, ele será um “simples católico”. Isso entre aspas, pois certamente a Igreja o convidará a usar seus dons para a missão. “Nós nos sentimos um pouco como Abraão e Sara: dois idosos entrando em um país desconhecido”, acrescentou.

Mas eles têm a certeza do auxílio de Deus.

Fonte: AICA


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As receitas de Chesterton e Belloc contra os políticos corruptos

jul 29, 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Mundo

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O distributismo, uma filosofia que dá soluções à problemática atual da política partidária

Em 1891, o Papa Leão XIII publicou na encíclica Rerum Novarum, que condenava os únicos sistemas econômicos nascidos no Ocidente desde a Idade Média: o capitalismo e o comunismo. Em 1926, para propor uma terceira alternativa conforme as diretrizes da Igreja, G. K. Chestorton e Hilaire Belloc, em união com a revista G. K.’s Weekly, fundaram em Londres a Liga Distributivista (Distributismo). O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários nas quais existe o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado.

O objetivo deste artigo é dar uma resposta às perguntas colocadas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuân sobre as hipóteses que a doutrina distributiva seja aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos

Define-se “política partidária” a burocratização do sistema dos partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterton, irmão do famoso Gilbert K., descrevem em The party sistem (1911) os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crises. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se torna hábito.

A burocracia dos partidos políticos implica um afrouxamento dos reflexos deles, o que impede de tomar decisões no modo de agir. Está ligada ao envelhecimento da sociedade, que precisa se renovar. Existem soluções. Chesterton, Belloc e outros distributistas oferecem uma visão histórica transversal.

1. As comunidades devem ter dimensões reduzidas

Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o protótipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em números de famílias não é feita à medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade

Quando os hábitos das corrupções estão enraizados e ela se torna um costume nacional, é difícil eliminá-la. Antes de aplicar o sistema distributivista é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade, onde se levam os parlamentares inativos à ridicularização social. Não será agradável, mas “cada câncer precisa de uma cirurgia”, diz Belloc.

3. Levar os corruptos ao tribunal

Não nada mais marcante para um povo do que levar um corrupto para a prisão. É necessário que a polícia investigue seriamente. É hábito que os agentes descubram primeiro um malvado que maltratou o próprio cão, ou feriu os sentimentos do seu papagaio, do que Rockfeller, que quis perpetrar um trust petrolífero, mesmo se foi encontrada uma mancha de óleo em seu terno.

4. O Executivo não pode dissolver-se antes do término do seu mandato

As campanhas eleitorais são caras e desconfortáveis. Se o governo permanece em minoria, deverá se submeter a uma nova maioria, realizando também as políticas do seu adversário, até o fim da legislação.

5. Eliminar a verba à disposição do Executivo que não sofre fiscalização do Parlamento 

A pergunta é: “o que faria uma pessoa com a chave de um caixa forte se depois não precisasse prestar contas a ninguém?”. Deverão aumentar as exigências do controle dessas verbas pelo Parlamento. É como colocar uma nova fechadura no caixa.

6. Os cidadãos podem levar um representante diante de um tribunal porque não respeitou as promessas eleitorais

É preciso promover leis com este propósito. Para vencer um processo, nos deve assistir a razão legal, não apenas a moral. Hoje as razões legal e moral não têm motivo de coincidirem, podem ser diversas. Talvez chegará o dia em que cada razão moral corresponderá a uma razão legal.

7. Um remédio específico: o sistema de representação com mandato

democracia funciona somente em pequenas comunidades. Os anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, conversam, tomam decisão e escolhem delegados. Qualquer um representa um grupo de pessoas, que ordena por escrito a votação com uma linguagem simples: “sim”, ou “não”. Esta nomeação documentada é o mandato que dá nome a este tipo de representação.

G. K. Chesterton desenvolveu a maior parte da sua obra sobre o distributismo no período que precedeu o seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo que a frase seja ambígua, é preciso dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando descobriu a Igreja.

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    Lei Natural e Catolicidade

    jan 27, 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica

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    Autor: Carlos Ramalhete

    Uma experiência científica interessante, comparável com aquelas em que pesquisadores soltam carteiras pelas cidades do mundo para medir quantas são devolvidas, seria a de furtar abertamente bens alheios em todas as culturas do mundo. Tomar o chocalho do cacique, a espada do guerreiro, o sapato da velhinha, o pirulito da criança. E ficar ali, de bobeira, esperando para ver o que iria acontecer.

    Arrisco o chute: o pesquisador levaria uma bela coça na imensa maioria dos lugares, e nos outros seria conduzido a algum sucedâneo formal da mesmíssima coça: cadeia, chibatadas, “bolos” de palmatória, o que for.

    Isto ocorre por uma razão simples: o furto é condenado por lei natural. Lei esta que já vem, “de fábrica”, inscrita em nossos corações. Todas as sociedades são e sempre foram compostas por gente que conhece a lei natural. Há quem finja não a conhecer, que mude de calçada para não cruzar com ela, e alguns destes acabam sempre em cargos de mando. Mas, na verdade, é impossível não a conhecer. Uma sociedade pode até criar maneiras doentias e complicadas de negar um que outro aspecto dela, como quem deixa uma válvula de escape aberta. Mas ela está ali, e todos sabem dela.

    E as condenações e obrigações da lei natural, tão bem conhecidas de todos, são necessariamente a base do nosso sentido de certo e errado e daquele curioso mecanismo que nos avisa quando ultrapassamos estes saudáveis limites: a nossa consciência.

    Sabemos todos que é errado, é erradíssimo, é abominável!, matar um inocente. Podemos tentar justificar o injustificável, arranjar desculpas esfarrapadíssimas, peneiras furadas com que tentaremos tapar o sol da própria consciência. Podemos até mesmo fazer com que estas mentiras ganhem força de lei, e que os donos de escravos possam estuprar e matar nossas escravinhas sensuais, os arianos puros possam dar uma solução final aos incômodos judeus, os samurais possam testar lâminas cortando camponeses ao meio, ou as vadias possam nos livrar de uma gravidez indesejada matando nosso próprio filho.

    Sabemos todos que é justo e necessário dar graças a Deus a todo momento. Não importa que substituamos Seu Nome por “ainda bem” ou “ufa”; no fundo, é a Ele mesmo que dá graças o chinês que acende um bastão de incenso aos “Céus” e o africano ofegante que se deixa cair de costas na pradaria, contemplando a infinitude do céu estrelado, agradecendo silenciosamente por ter sido livrado de uma fera que o atacava.

    E sabemos todos que não devemos furtar. E não devemos mentir. E não devemos cometer adultério.

    Quando, contudo, a sociedade enlouquece – e vivemos numa sociedade enlouquecida – é frequentemente necessário que lembremos a nós mesmos e ao próximo o que já sabemos todos, em virtude de ser lei natural. Que, por vezes, tenhamos que brigar para impedir que o mal seja imposto por lei e o bem proibido. Que precisemos salvar as vidas cujo valor é negado pelo século, pela loucura muito peculiar que ataca aquela sociedade naquele momento.

    Este dever é de todos. Não é o dever específico do cristão, nem do muçulmano, do judeu, do hinduísta, animista, budista ou do zoroastrista.

    Paradoxalmente, toda e qualquer religião tradicional – pelo simples fato de ser tradicional, por ter ouvido durante os séculos o que milhares, milhões de pessoas de boa-vontade tinham a dizer sobre a busca do Bem – há de conhecer, repetir e pregar a mesmíssima lei natural. Esta lei, contudo, não há de ser o cerne de sua pregação, por uma razão simples: ela não é nem algo que “precise” ser revelado pelo Divino nem um caminho suficiente até Ele.

    A lei natural é o mínimo; é o que nos faz ser plenamente humanos, para, humanos que somos, podermos caminhar rumo ao Divino. Ela não é nem pode ser confundida com a mensagem religiosa que, entre outras coisas, a contém. A mensagem religiosa a contém por ser dirigida ao homem, e a lei natural é o que deve reger o homem na sua relação com o mundo ao redor.

    A religião, todavia, não é nem tratado de boas maneiras nem código civil ou penal.

    Compete ao clero, do papa ao menor dos ostiários, pregar a Vida Eterna. Pregar a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, loucura para os gentios. Tratar das nossas almas, feridas nesta guerra sem tréguas a que somos chamados, com a medicina dos sacramentos. Alimentar-nos com o Pão dos Anjos. Curar-nos as almas, para que possamos viver no mundo sem a ele pertencer.

    A adesão – ou não – da legislação e da política à lei natural não requer a atenção do clero. A relação entre o Estado e a lei natural não é tema de religião nem necessária à salvação.

    Ao contrário, até: é uma armadilha demoníaca tratá-la como se o fosse. Fazer da luta política pela proteção legal à vida do nascituro uma marca de catolicidade é, em última instância, negar que seja de lei natural que a vida do nascituro deva ser protegida. É negar-lhe a inocência, negar-lhe a humanidade, ao transformá-la falsamente em tema de Fé. Temos fé no que não vemos, e vemos – nem que seja pelos exames laboratoriais! – que o nascituro é vivo e é humano.

    Mais ainda: assumir a luta pela lei natural como se fosse uma luta intrinsecamente católica é cair na armadilha da mídia, que não consegue perceber o que realmente é a Igreja e a reduz àquilo em que a Verdade eterna faz intersecção com as besteiras do século, e olhe lá. É auxiliar a pregar que a Igreja é um bando de esquisitões dizendo “não” às alegrias, e só. É fazer com que a luta pela vida seja percebida como uma maluquice a mais, irracional – ou mesmo antirracional –, pregada por loucos sem noção alguma do mundo real.

    Isto ocorre porque esta redução da Igreja ao combate contra a violação deste ou daquele aspecto da lei natural faz com que aquilo que é realmente intrinsecamente católico desapareça. Se a Igreja “é” o combate ao aborto, à distribuição de camisinhas ou ao “casamento gay”, ela “não é” o Cristo. Ela não é a Encarnação do Verbo. Ela não é a Imaculada Conceição. Ela não é o Santíssimo Sacramento.

    O que compete à Igreja pregar é o Eterno, é a Verdade Revelada. Esta Verdade – que é uma Pessoa, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade! – tem, sim, corolários. Entre outros, ela ilumina e atrai a atenção a algo que já é de lei natural, que é o valor e a dignidade da vida humana. Da vida do camponês, da mulher, do judeu, do escravizado, do nascituro.

    Não podemos, contudo, reduzir ou deixar reduzir a especificidade católica a um ou mais corolários do que é o cerne da mensagem e do próprio ser da Igreja: o Cristo. Não podemos permitir que a imprensa venha nos pautar, que ela venha a transformar a luta pela vida em catolicidade ou a catolicidade em luta pela vida. Ou contra o “casamento gay”. Ou contra a exploração do pobre, especialmente o órfão ou a viúva. Em todos estes pontos, a Revelação ilumina e atrai a atenção a um ponto de lei natural. Não é, contudo, a Revelação que faz com que tenhamos o dever de agir neste ou naquele sentido na sociedade, sim a lei natural.

    O combate pela lei natural é o combate de todo ser humano, não só de todo católico. É um combate a que somos chamados individualmente ou em grupos e associações que formemos; serão, contudo, associações de pessoas, não braços da Igreja. Uma ação de pessoas, de leigos, de indivíduos, de quem quer combater o mal – católico ou não –, não um braço pastoral.

    A Igreja, lembrou-nos com razão o Santo Padre, é como um hospital de campanha, um hospital feito de lona, localizado logo ao lado do campo de batalha.

    A batalha pela lei natural é nossa, como seres humanos. Quando nossos amigos também batalham por ela – como é seu dever, por serem eles também seres humanos – e não têm acesso ao hospital, não acedem aos Sacramentos, levemo-los, sem dúvida! Mas esta já é outra batalha, quiçá bem mais importante.

    Se o nascituro não pode se defender, compete a cada um de nós, seres humanos, lutar pela vida de todo ser humano inocente. Em cada ser humano inocente que é assassinado toda a humanidade é atacada. O assassinato de inocentes é a negação da própria humanidade, e combatê-lo é dever de todo ateu, muçulmano, judeu, budista… ou católico. Este combate é um combate humano, feito em prol da humanidade. Não é um combate religioso, nem o pode ser. Dizer que é um combate religioso é negar o valor do combate e permitir que ele seja tratado como uma idiossincrasia qualquer, pois é assim que o mundo trata a religião.

    É urgente que não nos deixemos mais confundir. Que não façamos mais a besteira de querer que o Papa implore a governantes de terceiro mundo que aprovem ou vetem esta ou aquela lei antinatural, que nós, leigos, burramente deixamos passar. Ao Papa compete pregar a Cristo crucificado. A nós, leigos, é que compete combater no terreno imundo da política.

    É urgente que não mais nos confundamos. Que não façamos mais a besteira de levar imagens de santos para passeatas em que estamos lutando pelo humano, não pelo divino. Passeatas pedem cartazes, gritos e a lembrança permanente de que estamos ali por sermos seres humanos, não por sermos católicos.

    É urgente que não mais confundamos as almas. Que não ofendamos a Deus e a Seus Santos, levando cartazes, bonequinhos e balõezinhos de campanhas políticas – por mais nobres que sejam! – para as procissões em que prestamos homenagem e culto de veneração e rogação a Seus Santos. Cartazes, bonequinhos e balõezinhos são feitos para serem vistos pelos homens. Procissões são feitas para que os Céus nos ouçam.

    Que Deus nos ajude, para que sejamos os seres humanos que Ele quer!

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