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“Feminismo enganou toda uma geração de mulheres a não ter filhos. É devastador.”

Rebecca Walker, filha da renomada autora feminista Alice Walker, 2008.

A autora feminista Alice Walker influenciou toda uma geração de mulheres. Ela sempre defendeu a idéia que a maternidade era uma forma de escravidão. Mas uma mulher não acreditou nos escritos de Alice – sua própria filha, Rebecca, de 38 anos. Aqui a também autora Rebecca descreve como foi crescer como filha de um ícone cultural, e porque sente que é tão abençoada por ser o tipo de mulher que sua mãe detestava – uma mãe.

Um dia eu estava passando o aspirador de pó na casa quando meu filho entrou correndo no quarto. “Mamãe, mamãe, deixa eu te ajudar”, ele gritou. Suas pequeninas mãos envolveram meus joelhos e seus grandes olhos marrons estavam olhando para mim. Uma grande explosão de felicidade tomou conta do meu ser.

Eu amo o jeito como sua cabeça se aninha na dobra do meu pescoço. Eu amo o jeito como seu rosto se transforma numa máscara de ansiosa concentração quando eu o ajudo a aprender o alfabeto. Mas acima de tudo, eu simplesmente amo ouvir sua voz de criança me chamando: ‘Mamãe, mamãe.”

Isso me faz lembrar quão abençoada eu sou. A verdade é que eu quase perdi a chance de me tornar mãe, por ter ser criada por uma feminista fanática que me ensinou que a maternidade era a pior coisa que podia acontecer a uma mulher.

Veja, minha mãe me ensinou que as crianças escravizam as mulheres. Eu cresci acreditando que crianças eram somente um grande peso na vida, e que a idéia da maternidade ser capaz de lhe fazer totalmente feliz era uma completa ilusão, um conto de fadas.

Na verdade, ter um filho tem sido a experiência mais gratificante de toda a minha vida. Longe de me “escravizar”, o meu filho Tenzin, de três anos e , tem aberto o meu mundo. Meu único arrependimento é ter descoberto as alegrias da maternidade muito tarde. Venho tentando ter um segundo filho há dois anos, mas até agora sem sorte.

Amor de familia? Um jovem Rebecca com seus pais

Eu fui criada para acreditar que mulheres precisam de um homens como um peixe precisa de uma bicicleta. Mas eu sinto fortemente que a criança precisa dos dois e o pensamento de criar Tenzin sem o meu companheiro Glen, 52, seria aterrorizador.

Como filha de pais separados, eu agora sinto muito bem as consequências dolorosas de ter sido criada naquelas circunstâncias. O feminismo tem muito o que responder pela degradação do homem e por encorajar as mulheres a buscar independência, qualquer que fosse o custo para as suas famílias.

Os princípios feministas da minha mãe influenciaram todos os aspectos da minha vida. Quando eu era criança pequena, eu não tinha permissão nem de brincar com bonecas ou qualquer brinquedo que poderia fazer surgir em mim o instinto maternal. Estava impregnado em mim que ser mãe, educar uma criança e ser dona de casa era uma forma de escravidão. De acordo com ela, ter uma carreira, viajar o mundo e ser independente era realmente o que importava.

Eu amo muito a minha mãe, mas eu não a vi nem falei mais com ela desde que engravidei. Ela nunca viu meu filho, seu único neto. Meu crime? Ousar questionar sua ideologia.

Bom, então que seja assim. Talvez minha mãe seja reverenciada por mulheres de todo o mundo – muitas até podem ter um trono para ela. Mas eu honestamente creio que é hora de quebrar o mito e revelar como era de fato crescer como uma criança fruto da revolução feminista.

Meus pais se conheceram e se apaixonaram em Mississippi durante o movimento dos direitos civis. Meu pai [Mel Leventhal] era um advogado brilhante, filho de uma família judia que fugiu do holocausto. Minha mãe era a empobrecida oitava filha de um casal de lavradores da Geórgia. Quando eles se casaram em 1967, casamentos multi-raciais ainda era ilegais em alguns estados.

Os primeiros anos da minha infância foram muito felizes, apesar de que meus pais eram terrivelmente ocupados, encorajando-me para que eu crescesse rápido. Eu tinha apenas um ano quando eu fui para a creche. Até me contaram que eles me fizeram caminhar pelas ruas até a escola.

Alice Walker acredita tão fortemente que as crianças escravizadas suas mães ela renegou a própria filha

Quando eu tinha oito, meus pais se divorciaram. Desde então eu estava entre dois mundos – a comunidade branca, rica, muito conservadora e tradicional de um subúrbio em Nova York, e a comunidade multi-racional progressista da minha mãe na Califórnia. Eu ficava dois anos com cada um – um jeito bem esquisito de fazer as coisas.

Ironicamente, minha mãe tem a si mesma como uma grande mulher maternal. Por acreditar que as mulheres são esmagadas, ela fez campanha pelos direitos feministas por todo o mundo e levantou organizações para ajudar mulheres abandonadas na África – oferecendo a si mesma como uma figura de mãe.

Mas, apesar dela ter cuidado de filhas por todo o mundo e ser altamente reverenciada pelo seu serviço e trabalho público, minha infância conta uma historia bem diferente. Eu estava entre uma de suas últimas prioridades – depois do trabalho, da integridade política, auto-satisfação, amigos, vida espiritual, fama e viagens.

Minha mãe sempre fazia o que ela queria – por exemplo, tirar dois meses de férias na Grécia durante o verão, me deixando com parentes quando eu era adolescente. Isso era independência ou simplesmente egoísmo?

Eu tinha 16 anos quando eu encontrei um poema, agora famoso, que me comparava com as diversas calamidades que atrapalhavam e impediam a vida de outras mulheres escritoras. Virginia Woolf era mentalmente doente e os Brontes morreram prematuramente. Minha mãe me tinha como uma “deleitosa distração’, mas ainda assim eu era uma calamidade. Aquilo foi um grande choque para mim, e muito irritante.

De acordo com a ideologia estritamente feminista dos anos ‘70, as mulheres eram primeiramente irmãs, e minha mãe escolheu me ter como sua irmã, em vez de sua filha. A partir dos meus 13 anos, eu passei a ficar vários dias sozinha enquanto minha mãe se retirava para trabalhar em seu escritório, a umas 100 milhas de distância. Ela me deixava dinheiro para comprar minha própria comida, e eu vivia uma dieta de fast food.

Irmãs juntas

Uma vizinha, não muito mais velha que eu, foi encarregada de tomar conta de mim. Eu nunca reclamei. Eu via como obrigação – meu trabalho – proteger minha mãe e nunca a distrair dos seus escritos. Nunca passou pela minha cabeça dizer que eu precisava de um pouco de seu tempo e de sua atenção.

Quando me batiam na escola – acusada de ser esnobe por ter a pele um pouco mais clara que a de minhas colegas negras – eu sempre dizia para minha mãe que tudo estava bem, que eu tinha ganho a briga. Eu não queria preocupá-la.

Mas a verdade é que eu era muito solitária e, com o conhecimento da minha mãe, eu comecei a ter relações sexuais com 13 anos. Eu acho que foi um alivio para a minha mãe, já que isso significava que eu demandaria menos atenção dela. E ela sentiu que ser sexualmente ativa me dava poder porque isso significava que eu estava no controle do meu corpo.

Agora eu simplesmente não entendo como ela pôde ser tão permissiva. Eu mal quero deixar meu filho sair de casa para um encontro com amigos e deixá-lo dormir por aí sozinho fora de casa, sendo ele ainda um garoto que acabou de sair da escola fundamental.

Uma boa mãe é atenta, coloca limites e faz o mundo ser mais seguro para a criança. Mas minha mãe não fez nenhuma destas coisas,

Embora estivesse usando a pílula – algo que eu arrumei aos 13 visitando o médico com minha melhor amiga – fiquei grávida aos 14. Eu organizei um aborto sozinha. Agora eu me estremeço com essa lembrança. Eu era apenas uma pequena menina. Não me lembro da minha mãe ter ficado assustada ou triste. Ela tentou apoiar, me acompanhando com seu namorado.

Mesmo acreditando que o aborto naquele momento era a decisão certa para mim, as consequências me assombraram por décadas. Tirou minha auto-confiança e, até ter tido meu filho Tenzin, eu estava aterrorizada com a idéia de que eu nunca conseguiria ter um bebê pelo que eu fiz com a criança que eu destruí. Pois é simplesmente errado o que as feministas dizem, que o aborto não tem consequências.

Quando criança, eu estava terrivelmente confusa, porque enquanto eu estava me alimentando de uma mensagem fortemente feminista, eu na verdade desejava uma mãe tradicional. A segunda esposa do meu pai, Judy, era uma amável dona de cada com cinco crianças que ela amava loucamente.

Sempre tinha comida na geladeira e ela fazia tudo o que minha mãe não fazia, como ir aos eventos da escola, tirar mil fotografais e dizer às suas crianças a cada momento quão maravilhosas elas eram.

Livro icônico de Alice Walker foi feita em um filme em 1985, e estrelou Whoopi Goldberg e Margaret AveryPhoto by: foto

Minha mãe estava no pólo oposto. Ela nunca veio em nenhum evento da escola, ela nunca comprou nenhuma roupa para mim, ela sequer me ajudou a comprar meu primeiro sutiã – uma amiga foi paga para ir comprar comigo. Se eu precisava de ajuda com minha tarefa escolar, perguntava para o namorado da minha mãe.

Mudar de uma casa para a outra era terrível. Na casa do meu pai eu me sentia bem mais cuidada. Mas, se eu dissesse para minha mãe que eu tinha passado bons momentos com a Judy, ela me olhava desconsolada – fazendo-me sentir que, ao invés dela, eu estava escolhendo esta mulher branca e privilegiada. Fui ensinada a sentir que tinha que escolher um esquema de idéias, acima de outro.

Quando cheguei na casa dos 20 anos e senti pela primeira vez um desejo de ser mãe, fiquei totalmente confusa. Eu podia sentir meu relógio biológico fazendo tic-tac, mas eu sentia que, se eu o escutasse, eu estaria traindo minha mãe e tudo o que ela tinha me ensinado.

Eu tentei tirar isso da cabeça, mas durante os dez anos seguintes o desejo ficou mais intenso, e quando eu conheci o Glen, um professor, numa conferência há 5 anos atrás, eu sabia que eu tinha encontrado o homem com o qual eu queria ter um bebê. Ele é gentil, carinhoso, me apóia em tudo e, como eu soube que seria, ele é o mais maravilhoso dos pais.

Mesmo sabendo o que minha mãe sentia por bebês, eu ainda tinha esperança que quando eu lhe contasse que estava grávida, ela ficaria alegre por mim.

Mãe, estou grávida

Em vez disso, quando eu liguei para ela numa manhã de primavera de 2004, enquanto eu estava em uma de suas casas cuidando dos afazeres domésticos, e lhe contei minha novidade, e que nunca tinha estado tão feliz, ela silenciou. Tudo o que ela pôde dizer é que estava chocada. Ela então perguntou se eu poderia cuidar do jardim. Eu desliguei o telefone e chorei convulsivamente – ela tinha se recusado a dar sua aprovação com a intenção de me machucar. Qual mãe amorosa faria isso?

O pior ainda estava por vir. Minha mãe se ofendeu com uma entrevista na qual eu mencionei que meus pais não me protegiam nem se preocupavam comigo. Ela me mandou um e-mail ameaçando minar minha reputação como escritora. Eu não podia acreditar que ela seria capaz de ser tão ofensiva – particularmente quando estava grávida.

Devastada, eu lhe pedi que se desculpasse e reconhecesse o quanto ela tinha me machucado durante os anos com negligência, não me dando afeto e me culpando por coisas que eu não tinha controle – o fato de ser fruto de uma mistura de duas raças, de ter um pai rico, branco e profissional e até mesmo pelo simples fato de ter nascido.

Mas ela não voltou atrás. Em vez disso, ela me escreveu uma carta dizendo que nossa relação foi, durante muitos anos, inconseqüente, e que ela não estava mais interessada em ser minha mãe. Ela até assinou a carta com o seu primeiro nome, em vez de “mãe”.

Isso tudo foi um mês antes do nascimento de Tenzin, em Dezembro de 2004, e eu não tive contato com minha mãe deste então. Ela não fez contato nem quando ele foi levado para a unidade de terapia intensiva infantil, depois de ter nascido com dificuldades respiratórias.

E eu até ouvi falar que minha mãe me cortou de seu testamento em favor de um dos primos. Eu me sinto terrivelmente triste – minha mãe está perdendo uma grande oportunidade de estar junto de sua família. Mas eu também estou aliviada. Diferente da maioria das mães, a minha nunca teve orgulho das minhas conquistas. Ela sempre teve uma estranha competitividade que a levou a me inferiorizar em quase todos os momentos.

Quando eu entrei na Universidade de Yale – uma grande conquista – ela me perguntou porque raios eu gostaria de ser educada numa universidade ícone da masculinidade. Sempre que eu publicava algo, ela queria escrever a versão dela, tentando eclipsar a minha. Quando eu escrevi minha memória, “Negra, branca e Judia”, minha mãe insistiu em publicar a sua versão. Ela acha impossível estar fora do palco das celebridades, o qual é extremadamente irônico à luz da sua visão de que todas as mulheres são irmãs e deveriam apoiar uma às outras.

Já se passaram quase quatro anos desde o último contato com minha mãe, mas é para o melhor – não somente para a minha auto-proteção mas para o bem estar de meu filho. Eu fiz de tudo para ser uma filha leal, amorosa, mas eu não posso mais deixar que essa relação venenosa destrua a minha vida.

Eu sei que muitas mulheres estão chocadas pela minhas opiniões. Elas esperam que a filha de Alice Walker dê uma mensagem bem diferente. Sim, sem dúvida o feminismo deu oportunidades para as mulheres. Ajudou a abrir as portas para nós em escolas, universidades e nos locais de trabalho. Mas, e os problemas que foram causou às minhas contemporâneas?

E as crianças?

A facilidade com que as pessoas se divorciam hoje em dia não leva em conta o prejuízo sofrido pela criança. Isso tudo é uma parte da incompleta empresa feminista.

E depois tem a questão de não ter criança. Até hoje, eu encontro mulheres nos seus 30 anos que estão em dúvida sobre ter uma família. Elas dizem coisas do tipo: “eu gostaria de ter uma criança. Se isso acontecer, aconteceu”. Eu digo para elas: “Vá para casa e se esforce nisso, porque sua janela de oportunidades é muito pequena”. Como eu sei muito bem.

Aí eu encontro mulheres nos seus 40 e poucos anos que estão devastadas porque gastaram duas décadas trabalhando num PhD ou se tornando sócia numa firma de advocacia, e perderam a chance de ter uma família. Graças ao movimento feminista, elas subestimaram os seus relógios biológicos. Elas perderam a oportunidade e estão lamentando.

O feminismo levou toda uma geração de mulheres a uma vida sem crianças. Isso é devastador.

Mas longe de tomar a responsabilidade por qualquer uma destas coisas, as líderes dos movimentos de mulheres se fecham contra qualquer um que ouse questioná-las – como eu aprendi com muito custo. Eu não quero machucar minha mãe, mas eu não posso ficar calada. Eu acredito que o feminismo é um experimento, e todo experimento precisa ser avaliado pelos seus resultados. E então, quando você vê os enormes erros que custaram, você precisa fazer alterações.

Eu espero que minha mãe e eu nos reconciliemos um dia. Tenzin merece ter uma avó. Mas eu estou simplesmente muito aliviada por meus pontos de vista não estarem mais sendo influenciados pela minha mãe.

Eu tenho minha própria feminilidade, e descobri o que realmente importa – uma família feliz.

Cardeal Burke: a Igreja Católica tem sido “muito influenciada pelo feminismo radical”

Numa longa entrevista, o Cardeal Burke usou linguagem franca para expressar suas graves preocupações sobre o modo como a Igreja Católica tem sido prejudicada pelo feminismo radical. Ele também tratou, com uma franqueza raramente presente nos pastores, da imoralidade sexual e do abuso litúrgico.

“O feminismo radical que tem atacado a Igreja e a sociedade desde a década de 1960 deixou os homens muito marginalizados”, disse o cardeal a Matthew James Christoff, fundador de The New Emangelization, uma missão evangelizadora focada nos homens.

“Infelizmente, o movimento feminista radical influenciou a Igreja fortemente, levando a Igreja a tratar de questões femininas constantemente, em detrimento da abordagem de questões críticas para os homens: a importância do pai, seja na união matrimonial ou não; a importância do pai para os filhos; a importância da paternidade para os sacerdotes; o impacto crítico de um caráter varonil; a ênfase nos dons que Deus dá particularmente aos homens para o bem de toda a sociedade”, disse o Cardeal Burke. “Muito dessa tradição de anúncio da natureza heróica da masculinidade perdeu-se na Igreja atualmente.”

O ex-chefe da Suprema Corte do Vaticano disse: “Infelizmente, a Igreja não reagiu com eficácia a forças culturais destrutivas” como a imoralidade sexual, o feminismo e o colapso da família, e ao invés disso “foi muito influenciada pelo feminismo radical e ignorou em grande medida as sérias necessidades dos homens.”

O Cardeal Burke, 66, também disse que sua geração falhou com a juventude de hoje. “Minha geração tomou por certas as bênçãos que havíamos recebido em nossas sólidas vidas familiares e a sólida formação que a Igreja nos havia dado”, disse ele. “Minha geração permitiu que todo esse absurdo da confusão sexual, do feminismo radical e do colapso da família continuasse, deixando de perceber que estávamos tirando o tesouro das gerações seguintes, o qual havíamos recebido. Ferimos gravemente as atuais gerações.”

A Igreja ficou “feminizada”, disse ele, que “os homens muitas vezes relutam em tornar-se ativos na Igreja.” Ele explicou: “O ambiente feminizado e a falta de esforço da Igreja em engajar os homens levou muitos deles a simplesmente saírem dela.”

“A introdução de meninas coroinhas também levou muitos garotos a abandonarem o serviço no altar”, acrescentou. Embora tenha enfatizado que a prática de ter apenas meninos coroinhas como servidores no altar não tenha nada que ver com uma desigualdade das mulheres na Igreja, o Cardeal Burke disse que a introdução de meninas coroinhas “contribuiu para uma perda de vocações ao sacerdócio.”

Os problemas enfrentados pelos homens e que têm sido em grande medida ignorados pela Igreja estão particularmente ligados à sexualidade. O cardeal censurou a “abordagem catequética leve e superficial do tema da sexualidade humana e natureza da relação marital.” O problema aumentou com “a explosão da pornografia” na sociedade, disse ele, “a qual é particularmente prejudicial ao homem porque distorce terrivelmente toda a realidade da sexualidade humana.”

“Na verdade, o dom da atração sexual é dirigido ao matrimônio, e qualquer tipo de união sexual pertence propriamente ao matrimônio”, disse o Cardeal Burke. “Mas todo o universo da pornografia corrompe os jovens para que acreditem que sua capacidade sexual existe para seu próprio entretenimento e prazer, e torna-se uma luxúria ardente, que é um dos sete pecados capitais.”

O cardeal culpou uma mentalidade pós-Vaticano II a qual sugere que não há pecados graves em decorrência da ausência dos homens no sacramento da confissão. Essa idéia falsa, que ele chamou de “letal para os homens’, é vista por exemplo com relação ao pecado da masturbação. “Homens me disseram que quando eram adolescentes, confessavam o pecado da masturbação e os sacerdotes diziam: ‘Você não deveria confessar isso. Todo mundo faz isso’”, lembrou o cardeal.

Ao falar de liturgia, o Cardeal Burke disse: “Têm ocorrido e continuam a ocorrer sérios abusos litúrgicos que afastam os homens.” Ele sugeriu que Missa Tradicional em Latim é um grande atrativo especialmente para os rapazes. “A Forma Ordinária, se celebrada com muita reverência e com boa música, pode ter o mesmo efeito positivo e forte nos homens”, acrescentou. “Os homens não aderem a essa abordagem brega da Missa, particularmente quando se torna uma espécie de sessão para sentirem-se bem, ou quando há irreverência.”

Fonte: NotifamPT

Cinco qualidades das mulheres católicas que trazem benefícios para a humanidade

ROMA, 27 Out. 14 / 10:28 am (ACI/EWTN Noticias).- A seção “Mulheres” do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL) publicou um artigo no qual se destacam as qualidades das mulheres católicas e os benefícios que trazem para a humanidade.

O texto, intitulado “Multitask, protetora e empática”, é de autoria da equatoriana Sonia Maria Crespo de Illingworth, Presidente da Fundação Família e Futuro, e diretora da revista “Vive!”.

A autora assinala que a identidade feminina ficou confusa por causa do feminismo radical e faz um percurso ao longo da história onde desmonta o modelo feminino que “perdeu a conexão com o propriamente feminino: dar avida física e despertar vida nos outros”.

Crespo recorda que as mulheres do final do século XIX, lutaram para não terem que trabalhar horas intermináveis nas fábricas da Revolução Industrial. Elas exigiram seu direito a estarem em casa, dedicando-se à educação e ao cuidado dos seus filhos. E o conseguiram.

As mulheres do início do século XX lutaram para serem admitidas no ensino superior e nas universidades, assim como por alcançar a igualdade política. E também conseguiram.

Mas, em meados do mesmo século, assinala Crespo, certo setor do feminismo se radicalizou pedindo a equiparação, a igualdade funcional dos sexos, que não necessariamente deve ir unida aos mesmos direitos jurídicos e sociais entre homem e mulheres.

A especialista discrepa com a filósofa existencialista Simone de Beauvoir, que comparava o direito à maternidade a uma armadilha ou uma artimanha utilizada pelos homens para tirar a independência de suas esposas, despojando a mulher da natureza de sua função materna, e empurrando-a para as relações lésbicas, a prática do aborto e a deixar a responsabilidade da educação dos filhos com a sociedade para nivelar-se com o homem.

Crespo destaca cinco qualidades da mulher católica que trazem benefícios para a sociedade:

1. É transmissora de vida: Acolher no seio materno, gerar a vida e dar à luz são funções exclusivas da mulher. E se a sua missão fosse apenas essa, já seria suficiente. Porém, a sua contribuição vai além do que, por natureza, é-lhe exclusivo.

2. Chama o homem a exercer a paternidade: A mulher é quem incorpora o homem à paternidade. Desde os primeiros dias de ser concebido, a mãe apresenta ao pai o seu filho, a um nível celular, diz a Dra. Natalia López Moratalla. E depois, é a mulher que vai mostrando ao homem quem é o seu filho e o ajuda a compreender os processos do crescimento infantil e adolescente. Os filhos frequentemente procuram as mães para pedir-lhes que intercedam junto ao pai! Ela é capaz de ver as situações com realismo e intuição ao mesmo tempo, e de manter-se próxima às necessidades de um e de outro.

3. Sua presença é insubstituível: Especialmente nos primeiros anos de vida do filho, as neurociências nos dizem que “o córtex cerebral não cresce automaticamente, cresce segundo a estimulação que recebe enquanto está no seu período de crescimento principal, nos primeiro anos e quando está junto com a sua mãe. Muitos estudos demonstram que quanto mais horas um filho passa com a sua mãe, mais elevado será o seu coeficiente intelectual… Também foi descoberto que os lóbulos córtico-límbicos se desenvolvem unicamente como resposta à estimulação da mãe. O sistema límbico é essa parte do cérebro que governa o sentido de si mesmo, as emoções, o autocontrole, a compaixão… A estimulação do sistema límbico começa com o olhar mútuo da mãe e do bebê”.

4. É formadora da pessoa humana: A mulher possibilita aos filhos o ingresso no mundo afetivo, pois é a primeira referência de amor e acolhida; e no transcurso da vida de cada filho o forma nos valores humanos e cristãos, ensinando-lhes as normas da convivência social.

5. Artesã da paz para o mundo: A mãe trabalha com delicadeza e com detalhe a conduta e o caráter dos filhos –às vezes inclusive de seu marido–, para desterrar os egoísmos e o orgulho que podem habitar nos seus corações. É criadora de uma cultura de respeito e diálogo no interior da família, e está dotada de uma grande capacidade para humanizar o mundo trabalhista. A mulher, quando descobre que a sua vocação é o amor e se encontra com o modelo de humanidade que Cristo lhe oferece, converte-se em uma verdadeira artesã da paz.

Corte inaugura “direito à blasfêmia” na França

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Corte francesa absolve feministas que invadiram Catedral de Notre Dame e condena vigias “por violência contra as militantes”

Em fevereiro do ano passado, algumas ativistas do movimento feminista Femen, famosas por suas exibições internacionais desnudas, decidiram “comemorar” a renúncia do Papa Bento XVI invadindo a Catedral de Notre Dame, em Paris, com inscrições no corpo que diziam: “ Pope no more – Papa não mais” e “Pope Game Over”. Além dos transtornos causados pela invasão do templo e pelo ultraje ao sentimento religioso dos católicos presentes, as militantes teriam danificado três sinos da igreja com bastões de madeira, segundo informações das agências internacionais.

Notícias recentes reportam que as feministas foram “absolvidas por ato na Notre Dame”. A Justiça penal da França não só decidiu “inocentar nove ativistas do movimento feminista Femen”, como “condenou três vigias da catedral que haviam tentado interromper a ação das militantes a multas que vão de 300 euros a 1 mil euros (…) por violência contra as militantes”!

Não, você não leu errado. É isso mesmo. As ativistas invadiram Notre Dame e saíram… impunes. Ao contrário, os vigias “malvados”, que não deixaram que as militantes “expressassem o seu pensamento”, foram condenados pelo tribunal a pagar multas.

Mas, o absurdo não para por aí. A Justiça francesa “considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino” da igreja! Ou seja, não tem problema nenhum em invadir a catedral, gritar e insultar a religião católica… contanto que os sinos da igreja permaneçam intactos. Está liberado entrar em templos religiosos e fazer o escarcéu… contanto que não se danifique nenhum móvel ou objeto do local. “Se alguém jura pelo Santuário, não vale; mas se alguém jura pelo ouro do Santuário, então vale!” (Mt 23, 16), decretam os fariseus do século XXI.

Os jornalistas que falam sobre a absolvição das jovens do Femen também estão obcecados com os sinos. “No julgamento, as militantes do Femen contestaram ter danificado o sino, alegando que haviam coberto os bastões de madeira com feltro” – “O advogado dos representantes da Notre Dame, por sua vez, disse que a proteção se descolou e que as ativistas tocaram o sino com um bastão sem proteção” – “A Justiça considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino”. Ora, quem é que pode se preocupar com um sino, ainda que de ouro, quando o santuário está sendo profanado? “Insensatos e cegos! Que é mais importante, o ouro ou o Santuário que santifica o ouro?” (Mt 23, 17).

Mas, em uma cultura materialista, as pessoas não são capazes de enxergar nada além do que captam os seus sentidos. Veem o ouro, mas já não conseguem contemplar a beleza do santuário. O edifício da igreja já não é nada mais do que cimento e tijolos. Non est Deus (Sl 53, 1): não há Deus, nem nada sagrado e transcendente pelo qual viver.

O bárbaro da modernidade já não é capaz de elevar-se… esforça-se por esquecer que seus antepassados faziam o sinal da cruz ao passar em frente a uma capela; trabalhavam duro para conseguir o pão de cada dia para os seus filhos; e iam à Missa todos os domingos, pois tinham consciência de que, se o Senhor não construísse as suas casas e cuidassem de suas cidades, em vão trabalhariam os construtores e vigiariam as sentinelas (cf. Sl 126, 1). Então, para não mais lembrar que a Europa um dia foi cristã, eles, com uma impiedade animalesca, precisam pôr abaixo tudo o que lhes lembra este passado glorioso, quando os homens, justamente por adorarem a Deus, eram homens de verdade, de corpo e de alma.

Inna Schevchenko, uma das fundadoras do Femen, comemorou a sentença da Corte francesa. “É um bom exemplo para os outros países. Isso nos encoraja a continuarmos com nossa ação.Temos orgulho de saber que a blasfêmia é um direito e que não seremos condenadas por isso”, afirmou.

O tempora, o mores! Para esta triste época, em que a impunidade é encorajada, o ateísmo é acolhido como “religião oficial” do Estado e a blasfêmia não só é praticada, como transformada em “direito”, não resta senão suplicar a Cristo que suscite nos corações dos cristãos o amor a Deus e o empenho de, mais uma vez, salvar o Ocidente da barbárie.

Por Equipe Christo Nihil PraeponereFonte: BBC Brasil

Cooptadas pela ignorância

A intolerância dos novos movimentos sociais mostra como o ódio, cego e irracional, ainda é a base do comunismo

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Não é – ou, pelo menos, não deveria ser – novidade para ninguém que os novos movimentos sociais, conhecidos por sua aparente luta por “tolerância”, “diversidade” e “respeito à diferença”, surgiram na linha de uma tradição de pensamento marxista, que substituiu, nas últimas décadas, a guerrilha armada pela guerra de ideias. Uma ótima introdução ao assunto é o curso“Revolução e Marxismo Cultural”. Em suma, as categorias concebidas por Marx para o campo econômico foram transferidas para o terreno cultural: a “luta de classes”, que se limitava a um choque entre a burguesia e o proletariado, hoje, arma todas as pessoas contra as outras – mulheres contra homens, negros contra brancos, filhos contra pais etc. Nunca o conselho do líder socialista Vladimir Lênin foi seguido tão à risca: “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas”.

No entanto, para conquistar seus intentos, as mentes destes movimentos precisam contar com uma grande massa de pessoas que, no fundo, não conhece nem a origem nem o objetivo real da causa pela qual tão cegamente milita. É um grupo apelidado gentilmente de “idiotas úteis”.Incapaz de ter um pensamento próprio ou de opor resistência à ideologia reinante, filia-se a uma associação de inspiração política ou social pelo simples sentimento de pertencer a um grupo, independentemente da veracidade das ideias que este adota.

É difícil saber se Inna Schevchenko – a ativista do Femen que protestou, nua, na praça de São Pedro, dizendo que o “o Natal foi cancelado” – é ou não uma dessas “idiotas úteis”. Também não é possível dizer que a jovem Josephine Witt – também ativista do Femen, que invadiu a Catedral de Colônia durante a Missa matutina de Natal e subiu nua ao altar, com a inscrição “eu sou deus”01 – não sabia o que estava fazendo.

A lógica por trás destes protestos criminosos, no entanto, revela não só a face demoníaca dos “novos revolucionários”, como o profundo desconhecimento do verdadeiro rosto da Igreja.Muitas mulheres entram no movimento feminista convencidas com o discurso mentiroso de que o Cristianismo ou não lhes deu suficiente espaço na sociedade ou sempre as oprimiu, impiedosamente.

Nada é mais falso. Com o florescimento da religião cristã, a mulher passou a ser tratada com decoro e dignidade – o extremo oposto do lugar a que a Antiguidade a tinha relegado02. A figura feminina do Império Romano outra posição não tinha conhecido senão a de subjugo e humilhação, vítima que era da poligamia, do divórcio fácil e do próprio infanticídio.

De fato, em qual ambiente da Grécia ou da Roma Antiga poder-se-ia imaginar uma mulher regendo um império, como aconteceu na Idade Média, com não poucas delas chegando inclusive à honra dos altares? Em qual sociedade antiga uma mulher se entregou à vida intelectual a ponto de imitar a magnitude de uma Hildegarda de Bingen ou de uma Teresa de Ávila?

Por essas e outras, é preciso concordar com Dom Aquino Corrêa que:

A mulher em si mesma (…) nunca foi tão exaltada como no cristianismo. Dir-se-ia até que o foi mais do que o homem, não só porque Jesus a encontrara mais aviltada, e a tomou de mais baixo, como também porque, pela apoteose incomparável de Maria Santíssima, colocou uma simples mulher em culminâncias inatingíveis a nenhuma outra criatura humana.03

A invasão de templos e a profanação de cultos religiosos por ativistas ilustram até onde pode chegar o homem quando se afasta de Deus. E como é forte a ignorância de quem, para defender a “liberdade”, ataca a instituição e o patrimônio que forjaram a civilização ocidental. Como dizia o venerável arcebispo Fulton Sheen, “não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica”.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Natal na Catedral de Colônia: ativista do Femen profana altar diante do Cardeal Meisner. | Fratres in Unum
  2. Quem quiser ler mais sobre o assunto, pode consultar a obra “O Crescimento do Cristianismo: um Sociólogo Reconsidera a História”, de Rodney Stark.
  3. Dom Aquino Corrêa, 9 de dezembro de 1934. Discursos, vol. II, tomo II. Elevação da mulher. pp. 135-137. Brasília, 1985. Via Ecclesia Una

A Igreja demonizou o sexo e desprezou a mulher?

Entrevista ao professor Manfred Hauke, presidente da Sociedade Mariológica Alemã

LUGANO, terça, 30 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Igreja é tão misógina como sustenta Dan Brown na novela «O Código da Vinci»?

A esta pergunta responde nesta entrevista concedida a Zenit Manfred Hauke, sacerdote, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Lugano e presidente da Sociedade Mariológica Alemã.

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