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A Virgem Maria é onipresente? E os anjos? E os demônios? E os santos?

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Os anjos, os santos e a Virgem Maria possuem modos distintos de ação. Os anjos, uma vez que são puro espírito, não estão ligados a nenhum lugar específico e agem concentrando sua atenção espiritual em determinado lugar ou pessoa. Esse jeito vale tanto para os anjos quanto para os demônios.

Os santos, por sua vez, estão no céu, em Deus. Fazem parte da chamada Igreja triunfante e seu ofício é interceder a Deus pelos homens. Alguns se perguntam sobre a necessidade dessa intercessão, pois Deus sabe todas as coisas, conhece todos os corações e, portanto, sabe o que é melhor para cada um. Em resposta, Santo Agostinho dizia que as orações dos santos são necessárias para alargar o desejo para a graça de Deus que virá.

A Virgem Santíssima ocupa um lugar muitíssimo especial: está entre a Santíssima Trindade e os anjos e santos. Por um desígnio especial, foi escolhida por Deus para trazer ao mundo o Seu Filho. E Deus não muda. É por ela, portanto, que Jesus continua a ser gerado ao longo da história. Ela ouve os pedidos dos homens, mas, estando em Deus, participa por graça daquilo que Deus quer que ela saiba. Contudo, ela não é onipotente nem mesmo onipresente, mas, estando em Deus ressuscitada (corpo e alma) pode estar presente onde quer que o Corpo de Cristo esteja no mundo. A Virgem Maria faz parte da misteriosa economia salvífica de Deus.

Assim, cada um possui seu modo próprio de operar, segundo a graça concedida por Deus, para que os homens sejam salvos.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

Igreja no Brasil inicia Campanha da Fraternidade

Edição ecumênica discute “Economia e Vida”

SÃO PAULO, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Cerca de 10 mil pessoas participaram na manhã desta quarta-feira de Cinzas, no Santuário de Aparecida, da missa de abertura da Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que se estende pela Quaresma, sob o tema “Economia e Vida”.

A celebração, que compreendeu bênção e imposição das cinzas, foi presidida pelo arcebispo local, Dom Raymundo Damasceno Assis. Em sua homilia, ele explicou o objetivo geral da CF 2010.

“Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”, disse.

A CF, lançada em todo o Brasil, irá questionar como a fé cristã pode inspirar uma economia que seja dirigida para a satisfação das necessidades humanas e para a construção do bem comum, segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A Campanha é realizada por cinco Igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (Conic). Além da Igreja Católica, participam do Conic a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO).

No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra.

“O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário”, diz o texto base da Campanha.

Para alcançar os objetivos da CF, o Conic propõe como estratégias “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar ao lucro”. Propõe ainda “educar para a prática de uma economia de solidariedade”, além de conclamar toda a sociedade “para ações sociais e políticas” que levem a uma economia de solidariedade.

O tempo da Quaresma, em que é realizada a Campanha da Fraternidade, favorece a conversão “social, eclesial, comunitária e pessoal”, destaca o Conic.

Introdução aos Mitos Anticatólicos: Economia, Direito, Terra plana…

Por Thomas E. Woods
Tradução: Kandungus
Fonte: EWTN/YouTube

Já ouvimos todos esse papo antes, não ouvimos?

“A Igreja Católica é inimiga da ciência, do progresso e da razão”.

Bom, isso é tudo tolice e nós iremos provar sem dó.

Bem-vindos ao “A Igreja Católica: Construtora da Civilização”. Sou seu anfitrião, Thomas Woods, e gostaria de começar esta série com um fato bem óbvio para a maioria: há um certo “duplo padrão” no mundo quando se fala em Igreja Católica. Você pode dizer o que quiser sobre a Igreja Católica; sua carreira não terminará, ninguém se importará, não haverá indivíduos ofendidos, nem greves de fome… Você diz o que quiser e está tudo bem. Na verdade, você será ainda melhor tratado nos círculos em voga do que antes.

Então, qual o resultado disso?

O resultado é que você pode escapar impune mesmo dizendo as coisas mais absurdas e ridículas sobre a Igreja Católica. E as pessoas acreditam! Elas tendem a acreditar em toda e qualquer calúnia absurda contra a Igreja Católica; mas, pior ainda, alguns católicos – eu acredito – começaram a incorporar algumas dessas críticas e, no fundo, acho que eles mesmos se perguntam: “A Igreja foi, afinal das contas, uma influência positiva na História? Não foi ela responsável só por repressão e ignorância? Não foi ela uma oponente das ciências?” Todos fomos ensinados a acreditar nisto… Aliás, seria um milagre se não acreditássemos!

Porém, não é verdade! E nesta série mostraremos por quê. Iremos exibir a verdadeira glória da Igreja Católica.

Os ataques à Igreja Católica e à crença religiosa em geral aceleraram-se nos últimos cinco anos, mais ou menos. Nós vimos em anos recentes best-sellers escritos por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, condenando a crença religiosa em geral como “irracional” e “imbecil”; na verdade, eles estão dizendo às crianças deste país: “Seus pais são tolos por ensiná-los a religião”.

Pior do que isso é que depois do atentado de 7 de julho de 2005 em Londres, o que vemos é essa tendência do terrorismo islâmico dar a intelectuais uma justificativa para que se oponham à todas as religiões, com o argumento de que “toda religião é irracional; toda religiâo pode causar violência; então todas devem ser condenadas”. Por exemplo, no escocês “Sunday Herald”, Muriel Gray afirma: “A causa de toda esta miséria, desordem, violência, terror e ignorância é, evidentemente, a própria religião”.

E ela chama a religião de “disparate da Idade das Trevas”: “Para o governo de um país secular como o nosso” – ela diz – “tratar a religião como se esta tivesse mérito verdadeiro ao invés de tomá-la como um anacronismo absurdo, que educação, conhecimento e experiência podem ‘esperançosamente’ superar com o tempo, é um dos eventos mais deploráveis do século XXI”.

Vou deixar de lado o fato de que ela não sabe usar corretamente a palavra ‘esperançosamente’. Isso é um outro assunto; o principal é que esta é a crítica.

Outra crítica: Polly Toynbee, do “London Guardian” diz: “Chegou o momento de ser sério sobre toda religião e traçar uma linha firme entre o mundo real e o mundo dos sonhos”.

No “London Spectator”, Matthew Parris diz: “Aquilo que une um Mulá extremista a um padre católico ou pastor evangélico protestante é, na verdade, muito mais significativo e interessante do que aquilo que os separam”.

Estas críticas tornaram-se rotina; ouvimo-las [sempre], entra dia, sai dia. Toda religião é inimiga do progresso, mas a Igreja Católica em particular é consistentemente vista como inimiga da ciência e do progresso; do conhecimento, principalmente. Por que isso? Como aconteceu?

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"Caritas in veritate" tem boa acolhida entre protestantes evangélicos

56 personalidades assinam uma mensagem de apoio à encíclica

Por Inma Álvarez

WASHINGTON, sexta-feira, 28 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Cinquenta e seis personalidades do mundo protestante evangélico norte-americano, entre professores universitários, editores de imprensa e representantes de diversas instituições, assinaram, em 27 de julho passado, uma mensagem de apoio à última encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in Veritate.

Nesta declaração, titulada Doing the Truth in Love (Fazendo a Verdade no Amor), à qual ZENIT pôde ter acesso, os signatários “aplaudem” o texto e pedem “aos cristão de todas as partes, e especialmente a nossos membros evangélicos no Norte global”, que a leiam e se sensibilizem com ela.

Também apelam a todos os cristãos a um “sério diálogo” sobre as propostas da encíclica.

Os signatários felicitam especialmente “a forma como esta encíclica considera o desenvolvimento econômico em termos da trajetória do verdadeiro florescimento humano”.

Coincidem em pedir com ela “uma nova visão do desenvolvimento que reconheça a dignidade da vida humana em sua plenitude, o que supõe a “preocupação pela vida desde a concepção até a morte natural, pela liberdade religiosa, pelo alívio da pobreza, e pelo cuidado da criação”.

Particularmente, mostram seu acordo com o conceito de “desenvolvimento humano integral” e sua visão do fenômeno da globalização.

“Afirmamos com esta encíclica que a globalização deve converter-se em um processo de integração centrado na pessoa e orientado à comunidade”, assinala o texto.

Também apreciam que a Caritas in Veritate não entre em uma análise simplificadora da polarização entre o livre mercado e a excessiva intervenção estatal, mas que enquadre a economia dentro das relações humanas e, portanto, sujeita à normas morais.

“A vida econômica não é amoral ou autônoma. As instituições econômicas, inclusive os próprios mercados, devem estar marcados por relações internas de solidariedade e confiança”.

Apoiam também a “ênfase da Caritas in Veritate na empresa social, ou seja, no esforço do negócio guiado por um princípio mutualista que transcende a dicotonomia do lucro sim, lucro não”.

“Em termos mais gerais, motivamos os evangélicos a considerar o convite do Papa Bento XVI de refletir sobre quem deve ser considerado agente empresarial e sobre o significado moral do investimento”.

Contudo, sentem falta na encíclica “de uma crítica mais forte para com a elevação do dinheiro a um estado de idolatria e o predomínio atual resultante dos mercados financeiros sobre outros elementos da economia mundial”.

Por último, apoiam a preocupação da encíclica com a decadência dos sistemas de segurança social, com o cada vez menor poder dos sindicatos e a pressão de uma mobilidade trabalhista socialmente destrutiva.

Também coincidem no temor ante o “crescimento de um Estado de bem-estar arrogante, que degrada o pluralismo social e cívico. Portanto, estamos de acordo em que a subsidiariedade e a solidariedade devem andar juntas, como propõe a Caritas in Veritate”. Não “mais Estado” mas “melhor Estado”.

“Com a Caritas in Veritate, nos comprometemos a não ser vítimas da globalização, mas seus protagonistas, trabalhando pela solidariedade global, a justiça econômica e o bem comum, como normas que transcendem e transformam os motivos do benefício econômico e do progresso tecnológico”, conclui a mensagem.

Pregador do Papa recorda lição de Jesus sobre o desperdício

Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo (30/07)

ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XVII do tempo comum.

* * *

Recolhei os pedaços que sobraram

XVII Domingo do tempo comum (B)
2 Reis 4, 42-44; Efésios 4, 1-6; João 6, 1-15

Durante vários domingos, o Evangelho está tomado do discurso que Jesus pronunciou sobre o pão da vida na sinagoga de Cafarnaum, e que o evangelista João refere. A passagem deste domingo vem do episódio da multiplicação dos pães de dos peixes, que se torna uma introdução ao discurso eucarístico.

Não é por acaso que a apresentação da Eucaristia começa com o relato da multiplicação dos pães. Com isso, o que se quer dizer é que não se pode separar, no homem, a dimensão religiosa da material; não é possível prover suas necessidades espirituais e eternas, sem preocupar-se, ao mesmo tempo, por suas necessidades terrenas e materiais.

Foi precisamente esta, por um motivo, a tentação dos apóstolos. Em outra passagem do Evangelho, se lê que eles sugeriram a Jesus que despedisse a multidão para que fosse aos povoados vizinhos para buscar o que comer. Mas Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer!» (Mateus 14, 16). Com isso, Jesus não pede aos seus discípulos que façam milagres. Pede que façam o que puderem. Pôr em comum e compartilhar o que cada um tem. Na aritmética, multiplicação e divisão são duas operações opostas, mas neste caso são a mesma coisa. Não existe «multiplicação» sem «partição» (ou compartilhar)!

Este vínculo entre o pão material e o espiritual era visível na forma em que se celebrava a Eucaristia nos primeiros tempos da Igreja. A Ceia do Senhor, chamada então de ágape, acontecia no marco de uma refeição fraterna, na que se compartilhava tanto pão comum como o eucarístico. Isso fazia com que fossem consideradas escandalosas e intoleráveis as diferenças entre quem não tinha nada para comer e quem se «embriagava» (1 Cor 11, 20-22). Hoje, a Eucaristia já não se celebra no contexto da refeição comum, mas o contraste entre quem tem o supérfluo e quem carece do necessário não diminuiu, pelo contrário, assumiu dimensões planetárias.

Sobre este ponto, o final do relato também tem algo a nos dizer. Quando todos se saciaram, Jesus ordenou: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». Nós vivemos em uma sociedade onde o desperdício é habitual. Passamos, em cinqüenta anos, de uma situação na que as pessoas iam ao colégio ou à Missa dominical levando, até a porta, os sapatos na mão para não gastá-los, a uma situação na que se joga fora o calçado quase novo para adaptar-se à moda mutante.

O desperdício mais escandaloso acontece no setor da alimentação. Uma pesquisa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos revela que um quarto dos produtos alimentícios acaba cada dia no lixo, isso sem falar do que se destrói deliberadamente antes que chegue ao mercado. Jesus não disse aquele dia: «Destruam os pedaços que sobraram, para que o preço do pão e do peixe não baixe no mercado». Mas é precisamente o que se faz hoje em dia.

Sob o efeito de uma publicidade maçante, «gastar, não economizar» é atualmente a senha na economia. Certo: não basta economizar. O ato de economizar deve permitir que os indivíduos e as sociedades dos países ricos sejam mais generosos na ajuda aos países pobres. Se não, é mais avareza do que economia.

[Traduzido por Zenit]

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