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Cristo é a referência insubstituível da caridade

Arcebispo convida a promover a cultura cristã

BELO HORIZONTE, sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- “Na polissemia das culturas que confeccionam o rico mapa da humanidade na sua história, não se podem desconsiderar o patrimônio e a força de referência da Cultura Cristã”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Em artigo enviado a ZENIT nesta sexta-feira, o prelado afirma que, quem crê em Cristo, tem a tarefa de promover a Cultura Cristã.

O substrato da Cultura Cristã “é consistente e tem força de sustentação de projetos e entendimentos necessários para a construção da paz e a conquista da justiça”.

Essa riqueza – segundo o arcebispo –, “não pode ser relativizada ou travestida por práticas religiosas que reduzem a nobreza e largueza do ideal cristão a interesses que, mesquinhamente, estão no âmago do proselitismo, da prosperidade ou da pretensiosa e falsa manipulação miraculosa da ação e da presença de Deus”.

“A cultura cristã tem uma fonte inesgotável na rica dinâmica da fé que o Cristianismo configura”, explica.

Dom Walmor cita como exemplo “a ajuda clarividente que o Cristianismo oferece quando se trata da distinção entre religião e política e o princípio da liberdade religiosa”.

“É inquestionável o grande relevo, no plano histórico e cultural, desse entendimento. Outros discernimentos geram e alimentam fundamentalismos e totalitarismos perniciosos para a liberdade humana e a indispensável consideração da autonomia das realidades terrestres”, afirma.

“A cultura cristã recebe riquezas fantásticas da dinâmica da fé radicada nos Evangelhos, proporcionando uma visão de equilíbrio indispensável para o presente e futuro da história da humanidade. A fé cristã cultiva e conserva, por sentido de fidelidade, o inestimável patrimônio, em entendimento e prática, da transcendência da pessoa humana.”

O arcebispo enfatiza que a dinâmica da fé cristã “guarda perenemente uma fonte de sustento que a humanidade precisa para encontrar respostas e saídas para questões cruciais vividas nesse momento”.

Dom Walmor recorda que a “preocupação justa com os mecanismos de sustentabilidade da vida em nosso planeta guarda a questão candente e instigante sobre o sentido e o fim da aventura humana, incluindo a sua necessidade de paz e de justiça”.

“Quem, além de Deus, pode oferecer uma resposta plenamente adequada às interrogações humanas mais radicais? Esta resposta, que só Deus pode dar, se revela e se dá no seu Filho, Jesus Cristo, feito homem, o Redentor da humanidade, por sua morte e ressurreição vitoriosa”, afirma.

Cristo “é a fonte inesgotável e referência insubstituível da caridade que pode transformar completamente o homem, fomentando a prática da justiça e fecundando as inadiáveis transformações sociais e políticas”.

Quem crê em Cristo – prossegue Dom Walmor – “tem a tarefa de analisar bem o mapa demográfico, a política e as culturas, empenhando-se na promoção da Cultura Cristã”.

«Jesus chamou os doze» – Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (Brasil)

BELO HORIZONTE, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Walmor Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (Minas Gerais), difundido essa semana pelo site da Arquidiocese de Belo Horizonte.

“Jesus chamou os doze”

(Mc 6,7)

‘Jesus chamou os doze’. Este gesto sela o mais profundo vínculo do discípulo com o seu Mestre e Senhor. Só Deus pode chamar. Chamar é ato próprio do amor de Deus. Um ato de amor que se constitui em fonte sustentadora de toda a vida. O amor de Deus se revela, pois, no chamamento. A iniciativa nasce do coração de Deus e se derrama no coração de todo aquele que é chamado. Na verdade, o gesto amoroso de Deus ao chamar configura o núcleo mais profundo da consciência do discípulo. O discípulo não é por si. O que ele é nasce e se sustenta neste gesto amoroso de chamamento. Esta luz é que mantém acesa a consciência do discípulo em relação àquele que o chama. Só na medida em que esta consciência de chamado preside o dia a dia do discípulo é que ele consegue força e sabedoria para construir sua conduta e vivê-la com fidelidade. A consciência de ser chamado é a consciência de ser amado e de amar. A quem se ama, de verdade, o amor experimentado não permite esquecimento em momento algum. É uma força de presença que alimenta o vínculo e todo gesto, e cada momento se reporta àquele que se ama. Compreende-se assim que o gesto amoroso de Deus chamando é a base da consciência do discípulo. Uma consciência que se desdobra na compreensão da missão que ele recebe d’Aquele que o chama e o envia. E a vida se torna, em tudo e em cada circunstância, um ser e um fazer que expressa esta intimidade profunda com força de gerar a novidade da vida e o poder de transformação das suas condições. A força vem d’Aquele que chama. Aquele que é chamado ganha d’Ele a força de sua ação.

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