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Pai de família é agredido na Inglaterra por ser cristão

Câmeras flagraram o momento em que dois jovens encapuzados, com uma picareta na mão, atacaram um homem com socos e pontapés. Nissar Hussain e sua família estão sendo perseguidos sistematicamente por terem se convertido do Islã ao Cristianismo.

Um pai de família foi brutalmente atacado por vândalos encapuzados, em frente de sua casa, em Bradford, pelo simples fato de ter se convertido do Islã ao Cristianismo. A agressão aconteceu no fim da tarde do dia 17 de novembro de 2015, na região de Manningham.

O paquistanês Nissar Hussain, de 49 anos, teve um joelho quebrado, uma fratura no antebraço e uma concussão. O episódio, que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno de TV, está sendo avaliado pela polícia do condado de West Yorkshire como crime de ódio religioso.

Ele saiu de casa por volta das 5h da tarde, para levar o seu carro para a delegacia, quando foi atacado por dois homens, que repentinamente o pararam do outro lado da pista e começaram o ataque. Um deles usava uma picareta de mão, enquanto o outro atingia Hussain com vários socos e pontapés. Os agressores, que a vítima não foi capaz de identificar, só pararam quando alguns vizinhos poloneses chegaram e mandaram-nos para longe.

“Eu senti como se estivesse lutando para sobreviver. Tudo aconteceu tão rápido que eu fui incapaz de reagir. Só me lembro de ter saído pelo portão e atravessado o meio-fio. Depois, só vi uma picareta vindo em minha direção. Instintivamente, tentei cobrir minha cabeça com os braços, mas a força do golpe me jogou para trás, meu calcanhar bateu na calçada e lançou-me ao chão. Também bati minha cabeça na parede, o que fez eu ter uma concussão, mas eu ainda estava consciente. Enquanto estava no chão, continuei com os braços bloqueando os chutes deles à minha cabeça, mas assim que eles perceberam, simplesmente começaram a atingir minhas pernas.”

O senhor Hussain conta que a sua família vive aterrorizada desde 2008, quando eles apareceram em um programa de TV – o documentário Unholy War, exibido no Channel 4, que fala sobre os maus tratos a ex-muçulmanos que se converteram à fé cristã. Desde então, ele, a mulher e os seis filhos têm sido submetidos a inúmeros abusos e ameaças às suas vidas, bem como a um enorme prejuízo financeiro, devido aos danos físicos às suas propriedades. Só no período de um ano, por exemplo, o seu veículo foi alvo de vândalos por mais de seis vezes. Ele também já tinha sido agredido anteriormente na rua e acusa a polícia britânica de não ajudar a sua família. “Este país é uma sociedade civilizada e nós não estamos no Paquistão”, ele diz. “Temos o direito de seguir com as nossas vidas diárias e não sermos ameaçados por causa de nossa religião.”

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Embora já tivesse sido contactada em outras ocasiões, é a primeira vez que a polícia estuda classificar o incidente como crime de ódio religioso. A família se mudou para o antigo endereço depois de experimentar problemas na nova residência, em Bradford, de onde eles reclamam terem sido expulsos por moradores muçulmanos.

Hussain diz que, a princípio, eles foram bem acolhidos na vizinhança, mas tudo mudou depois que eles apareceram na TV revelando a sua conversão ao Cristianismo. “Esse último ano tem sido o mais aterrorizante”, ele conta. “Minha família tem que ser corajosa quando resolve sair pela porta da frente de casa. Somos chamados de blasfemadores por alguns membros da comunidade muçulmana. Chamam-nos de escória e tratam-nos como cidadãos de segunda categoria.

Estatísticas de novembro de 2015 estimam que haja aproximadamente 3 milhões de muçulmanos em território britânico. Em algumas áreas do país, a concentração é tão alta, que os residentes chegam a pedir a implantação da lei islâmica. Das famílias cristãs perseguidas pelo Islã, as de ex-muçulmanos são as que mais sofrem, pois são considerados “apóstatas” e indignas de viver.

Mesmo diante da perseguição, o pai de família diz não estar arrependido pela denúncia pública que fez em cadeia nacional de TV. “Ainda não me arrependo de participar do documentário, já que esse é um problema para os cristãos convertidos em todos os cantos do país”, afirma Hussain. ” Essas pessoas estão nos deixando sem nenhuma dignidade humana. Já faz tempo que saímos à procura de um lugar, mas não deveríamos estar sujeitos a um abuso desse tipo.”

Fonte: Daily Mail | Tradução e adaptação: Equipe CNP

Fundação CitizenGo lança campanha para que a ONU freie o genocídio dos cristãos no Iraque

ROMA, 25 Jul. 14 / 09:23 am (ACI/EWTN Noticias).- Uma campanha de recolhimento de assinaturas foi lançada através da fundação CitizenGo.org para que a comunidade internacional e a ONU intervenham e freiem “este verdadeiro genocídio contra os cristãos do Iraque”, cujo episódio recente foi a expulsão dos cristãos de Mosul por parte dos jihadistas do Estado Islâmico.

“Salvem os cristãos iraquianos”, é o nome da campanha que denuncia as ameaças que os fundamentalistas islâmicos lançaram aos cristãos iraquianos. “Pela primeira vez desde o século XV não há mais população cristã em Mosul. A lei do islamismo radical se impôs e deu a eles a escolha entre a conversão ao Islã, o pagamento de taxas abusivas, o exílio ou a morte”, assinalaram.

Os organizadores recordaram que “em 2003, antes da invasão norte-americana ao Iraque, havia mais de um milhão de cristãos no país – incluindo seiscentos mil em Bagdá e aproximadamente sessenta mil em Mosul”.

Entretanto, onze anos depois da violência e do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico, que proclamaram um califado nos territórios ocupados e o imposto ‘sharia’, a diocese de Mosul desapareceu.

“Não temos palavras, porque o que aconteceu é realmente chocante. Os cristãos vivem em Mosul há séculos e essas famílias foram arrancadas de sua cidade, de suas casas, de suas vidas, de repente. Estamos muito preocupados com o futuro dos cristãos neste país”, expressou recentemente o Bispo auxiliar Caldeu de Bagdá, Dom Saad Syroub.

O Papa Francisco também chamou recentemente à paz e à oração pela situação dos “nossos irmãos perseguidos” no Iraque. “Foram mandados embora, devem deixar suas casas sem a possibilidade de levar nada”.

Muitos cristãos tiveram que fugir para Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, cujo governador Nawzad Hadi lhes prometeu proteção, mas já são dois milhões os refugiados internacionais segundo a ONU.

Por isso, os organizadores chamam os fiéis a reclamar “à comunidade internacional para agir em defesa dos cristãos no Iraque. A sobrevivência deles depende disso! Sua mensagem chegará ao secretário geral da Liga Árabe e seus responsáveis pelos Direitos Humanos, Paz, Segurança e Política externa. Também chegará ao secretário geral da ONU e seu serviço de imprensa”.

Para unir-se à campanha e assinar a petição, ingresse em:

http://www.citizengo.org/pt-pt/9825-salvem-os-cristaos-iraquianos

Papa Francisco chorou pelos cristãos crucificados na Síria

Papa Francisco

Vaticano, 02 Mai. 14 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- Durante a missacelebrada hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco expressou que chorou pelos cristãos crucificados faz uns dias na Síria por parte de extremistas muçulmanos, e lamentou que ainda haja gente “que em nome de Deus, mata e persegue”.

“Eu chorei quando vi nos meios de comunicação social” a notícia de “cristãos crucificados em certo país não cristão. Também hoje há gente assim, que em nome de Deus, mata e persegue”, disse o Papa, e indicou que assim como os apóstolos, hoje também se veem tantos fiéis que se sentem “felizes por serem ultrajados em nome de Jesus”.

Faz uns dias, Rádio Vaticano publicou as declarações da irmã Raghida, que tinha estado na Síria e que denunciou crucificações de cristãos em povos ocupados por extremistas muçulmanos.

Em sua homilia se centrou no Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes e na narração dos Atos dos Apóstolos onde os discípulos de Jesus são flagelados pelo Sinédrio.

Conforme informou a Rádio Vaticano, Francisco propôs três ícones: o primeiro é o amor de Jesus pelas pessoas, os ciúmes das autoridades religiosas da época e o padecimento em nome de Jesus.

O Santo Padre recordou que Cristo não se preocupava com os que o seguiam, se eram muitos ou poucos… e, por conseguinte, não se preocupa se a Igrejaaumentou ou não. Ele, simplesmente, pregava, amava, rezava, acompanhava, caminhava com as pessoas mansas e humildes. A todos os que o seguiam, o Senhor falava mediante a força do amor.

O segundo ícone refere-se aos “ciúmes” das autoridades religiosas daquele tempo que não toleravam as pessoas que seguiam Jesus. “Não o toleravam! Tinham ciúmes”, expressou o Papa, que advertiu que esta é uma atitude feia, pois dos ciúmes surge a inveja.

“Sabemos que o pai da inveja” é o demônio e pela inveja “entrou o mal no mundo”. “Estas pessoas sabiam bem quem era Jesus: sabiam! Estas pessoas eram as mesmas que tinham pago aos guardas para dizerem que os apóstolos tinham roubado o corpo de Jesus!” com o objetivo de silenciar a verdade

“Ele pagaram para calar a verdade. Mas, eram perversos! Pagar para esconder a verdade consiste em uma grande perversidade. As pessoas sabiam quem eles eram e não os seguiam. Elas apenas toleravam a sua autoridade: autoridade de culto, de disciplina eclesiástica e sobre o próprio povo. Enfim, o Sinédrio não tolerava a mansidão de Jesus, do Evangelho, do amor. Por isso, pagava por ter inveja e ódio”, expressou.

O último ícone apresentado pelo Pontífice, com base na liturgia do dia, consiste naqueles que são submetidos a ofensas por causa do nome de Jesus. Aqui, o Papa Francisco confessou ter até chorado diante da notícia, veiculada pela mídia, sobre a crucificação de cristãos em um país não-cristão.

Em nossos dias, concluiu o Santo Padre, muitos são assassinados e perseguidos por causa do nome de Jesus. Não obstante, os cristãos sempre se gloriam de seguir Jesus, tanto no presente como no passado. Eles não ocultam a verdade, que é o próprio Jesus Cristo.

O Espiritismo é cristão?

Versão áudio

Nesta aula sobre o espiritismo, vamos apresentar a doutrina espírita, com as palavras dos próprios adeptos dessa religião, a fim de mostrar que ela é absolutamente incompatível com a doutrina católica e com o Cristianismo tradicional.

Para tal intento, será utilizado um trecho da obra “Doutrina Espírita para Principiantes”[1], mais especificamente o segundo capítulo, que faz um resumo sistemático da doutrina espírita. Já que vários aspectos de seu surgimento – como a filiação de Allan Kardec à maçonaria e a ligação dos primeiros codificadores espíritas à teosofia – foram propositalmente omitidos da obra e levaria muito tempo trazer à luz textos biográficos e outros documentos históricos, o primeiro capítulo, que aborda a história do espiritismo, será colocado à parte nesta aula.

Em um parágrafo do segundo capítulo, sobre “O Consolador Prometido” (referência clara ao Paráclito prometido por Jesus aos seus apóstolos [2]), é possível ler:

O Consolador prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João como o «Santo Espírito», seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter todas as condições do Consolador que Jesus prometeu; ou seja, o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, pois fala sem figuras, sem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios; vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem. Jesus sabia que seria inoportuna uma revelação mais ampla, já que o homem da sua época não estava amadurecido e além disso previa que a sua mensagem seria distorcida com o correr do tempo; e por isso prometeu um Consolador.

Então, o espiritismo autoproclama-se “o Consolador prometido por Jesus”. Para nós, católicos, Jesus, ao falar desse Consolador, faz referência à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Os espíritas, porém, copiam alguns hereges antigos que também se intitulavam “o Consolador” – esse foi um artifício dos montanistas e dos milenaristas, notadamente do abade Joaquim de Fiore –, dividindo a história em três partes: o Antigo Testamento, a revelação mosaica; o Novo Testamento, a revelação cristã; e, então, o Consolador, que seria a religião inventada por eles. É precisamente nisto que consiste o cerne da chamada “revelação espírita”, como se pode ler, ainda na obra de Rivas:

Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum véu, significa literalmente descobrir de sob o véu e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa. A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é dar a conhecer um fato; se este é falso já não é um fato e por consequência não existe revelação. O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é consequência direta da sua doutrina. A ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia, povoa o espaço e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ninguém, por consequência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, a fim de servir um dia a todos, de ponto de ligação. Chegou numa época de emancipação e maturidade intelectual, na qual o homem não aceita nada às cegas. A revelação espírita é progressiva. O Espiritismo não têm dito a última palavra, mas tem aberto um campo amplo para o estudo e a observação. Pela sua natureza possui duplo caráter, é ao mesmo tempo divina e humana. Divina porque provém da iniciativa dos Espíritos e humana porque é fruto do trabalho do homem. Os ensinamentos dos Espíritos, por toda parte, nos mostram a unidade da lei. Em virtude dessa unidade, reinam na obra eterna a ordem e a harmonia.

Fica nas entrelinhas a ideia de que a revelação de Jesus foi um estágio imperfeito. Para Allan Kardec, Ele “falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave”. Essa “chave” seria o espiritismo: Jesus falou por meio de parábolas, de modo simbólico; agora, que já foi dado o “tempo à ciência para progredir”[3], os espíritas são quem têm a palavra. Essa pretensão cientificista dos espíritas traz à tona o caráter “naturalista” de sua religião. A ciência é, sem dúvida, um instrumento importante, mas deve atuar em seu âmbito próprio, que é a análise dos fenômenos da natureza. A revelação divina, ao contrário, não deve ser medida com instrumentos empíricos, que são insuficientes.

Mas, deixando de lado também o exame científico da questão espírita, é absolutamente inaceitável para um cristão dizer que o ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser “corrigido” ou “aperfeiçoado”. O Catecismo da Igreja Católica diz, com toda a clareza, que “o Filho é a Palavra definitiva do Pai, de sorte que depois dele não haverá outra Revelação”[4]; e ainda: “A fé cristã não pode aceitar ‘revelações’ que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais ‘revelações'”[5].

O livro “Doutrina Espírita para Principiantes” traz também as cinco obras fundamentais do espiritismo kardecista, todas elas escritas por Allan Kardec, pseudônimo utilizado pelo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804 – 1869), considerado o “codificador” da doutrina espírita:

1) O Livro dos Espíritos (1857):

Contém os princípios da Doutrina Espírita. Trata sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec. Divide-se em quatro tópicos: «As causas primárias»; «Mundo espírita ou dos Espíritos»; «As leis morais»; e «Esperanças e consolações».

Enquanto os cristãos lançam um olhar de reverência para Jesus e para as Sagradas Escrituras, nas obras de Kardec, os espíritos estão a todo o momento corrigindo a Bíblia – a base de “O Livro dos Espíritos” são “os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns” –, fazendo uma “adaptação” completamente pervertida de seu conteúdo.

2) O Livro dos Médiuns (1861):

Orienta a conduta prática das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo espiritual com o material. Mostra aos médiuns os inconvenientes da mediunidade, suas virtudes e os perigos provindos de uma faculdade descontrolada. Ensina a forma de se obter contatos proveitosos e edificantes junto à Espiritualidade. A obra demonstra ainda as consequências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o invisível e o visível. É o maior tratado de paranormalidade já escrito.

Médium, para a doutrina espírita, é uma pessoa que tem a capacidade de estabelecer comunicações entre os dois mundos: o dos “espíritos encarnados” e o dos “espíritos desencarnados”. “O Livro dos Médiuns” seria, na linguagem de Rivas, “o maior tratado de paranormalidade já escrito”. Trata-se de uma confusão constante no vocabulário espírita: eles frequentemente reputam como normais acontecimentos que são, na verdade, extraordinários. A alma de um falecido comunicar-se com os vivos, por exemplo, é algo absolutamente fora do comum, enquanto, para eles, seria algo ordinário e natural.

3) O Evangelho segundo o Espiritismo (1864):

Trata-se da parte moral e religiosa da Doutrina Espírita. Ensina a teoria e a prática do Cristianismo, através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus, feitos por Allan Kardec e pelos Espíritos superiores. Mostra que as parábolas existentes no Evangelho, que aos olhos humanos parecem fantasias, na verdade exprimem o mais profundo código de conduta moral de que se tem notícia.

“O Evangelho segundo o Espiritismo” ensinaria, nas palavras de Rivas, “a teoria e a prática do Cristianismo”. Ou seja, Allan Kardec diz-se o legítimo intérprete do Evangelho, tendo recebido a chave de interpretação dos espíritos. Essa ideia é de uma pretensão indubitavelmente inaceitável para os cristãos.

4) O Céu e o Inferno (1865):

Neste livro, através da evocação dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado «céu», do temido «inferno», como também do chamado «purgatório». Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no Universo evolui e que as teorias sobre o sofrimento no fogo do inferno nada mais são do que uma ilusão. Comunicações de Espíritos desencarnados, de cultura e hábitos diversos, são analisadas e comentadas pelo Codificador, mostrando a situação de felicidade, de arrependimento ou sofrimento dos que habitam o mundo espiritual.

Nesse livro, Allan Kardec distorce totalmente a doutrina cristã sobre a escatologia. Ao pôr “fim às penas eternas”, ele praticamente nega a existência do inferno, corroborada tantas vezes por Cristo nas Escrituras[6].

5) A Gênese (1868):

Este livro é um estudo a respeito de como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo em suas faces material e espiritual. É a parte científica da Doutrina Espírita. Explica a Criação, colocando Ciência e Religião face a face. A Gênesis bíblica é estudada e vista como uma realidade científica, disfarçada por alegorias e lendas. Os seis dias narrados nas Escrituras Sagradas são mostrados como o tempo que o Criador teria gasto com a formação do Universo e da Terra; eras geológicas, que seguem a ordem cronológica comprovada pela Ciência em suas pesquisas. Os «milagres», realizados por Jesus, são explicados como sendo produto da modificação dos elementos da natureza, sob a ação de sua poderosa mediunidade.

“A Gênese”, na verdade, não passa de uma das maiores farsas do espiritismo. Camille Flammarion, que ajudou Kardec a escrever essa obra, ao falar sobre o cosmos, comete equívocos clamorosos, errando números de satélites e vários princípios básicos de astronomia – algo inaceitável para espíritos supostamente tão sábios. Perguntado sobre os erros contidos no livro, Flammarion afirmou que se tratava do conhecimento que eles tinham na época, ou seja, deixou claro que aquelas informações não vieram do “mundo dos espíritos”, mas tão somente de suas cabeças. Até hoje, no entanto, Flammarion é venerado e não há nenhum pedido de desculpas e nenhuma retratação desse fato – um exemplo flagrante de desonestidade intelectual.

Ainda na “Doutrina Espírita para Principiantes”, são elencados os “Princípios Fundamentais” dos ensinamentos dos Espíritos”, a saber:

1) A Existência de Deus: Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas.

Os termos empregados são cuidadosos: procuram mascarar a doutrina espírita para dar-lhe um ar cristão. No entanto, a visão espírita de Deus é deísta. Kardec, ao definir a divindade, ao invés de perguntar “quem é Deus”, usa a expressão “o que é Deus” [7], como que a indicar: Deus é a “Inteligência Suprema”, mas não é necessariamente um ser pessoal, alguém com quem o homem pode verdadeiramente se relacionar. Isso não se coaduna com a religião cristã, na qual Deus é um só, em três pessoas realmente distintas.

2) A Imortalidade da Alma: Somos em essência Espíritos, seres inteligentes da criação. O espírito é o princípio inteligente do Universo.

Nós, católicos, estamos de acordo com o princípio da imortalidade da alma, mas não da forma como é exposto acima. Não “somos em essência Espíritos”: “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual” [8]; “o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza” [9]. A grande dificuldade antropológica do espiritismo está justamente neste dualismo: o homem seria só a sua alma e o seu corpo, uma prisão. A Igreja já condenou há muito tempo a metempsicose e a apocatástase, de Orígenes, que são doutrinas defendidas sob outros nomes pelos espíritas. Elas podem ser aceitas pelo orfismo e pelo platonismo, mas não pela religião cristã.

3) A Reencarnação: Criado simples e ignorante, o Espírito decide e cria seu próprio destino usando o livre arbítrio. Seu progresso é consequência das experiências adquiridas em diversas existências, evoluindo constantemente, tanto em inteligência como em moralidade.

4) A Pluralidade dos Mundos Habitados: Os diferentes orbes do Universo constituem as diversas moradas dos Espíritos.

Segundo o espiritismo, aquilo que de mal as pessoas cometem deve ser pago em outras existências. No Cristianismo, ao contrário, o Verbo se fez homem e o Seu sofrimento tem um poder redentor para a humanidade. Por isso, não é necessário que o ser humano pague mais nada, ele já foi remido pela Cruz de Cristo. Nesse sentido, a reencarnação torna vã toda a obra da salvação. Com essa pretensão de enquadrar o mistério do sofrimento em uma lógica matemática, o espiritismo abole o perdão e acaba se tornando uma doutrina terrificante, ao invés de consoladora.

Além disso, olhando filosoficamente a questão, a doutrina espírita não passa de uma “torre de Babel”: o espírito “cria seu próprio destino” por meio de um “progresso” e evolução constantes. Só que o abismo entre Criador e criatura não pode ser rompido senão pelo andar de cima: ou Deus vem salvar e redimir o homem ou ele está irremediavelmente perdido.

De fato, os espíritas só aderem à “torre de Babel” porque não creem que Jesus Cristo seja Deus – e essa é a razão principal pela qual o espiritismo não pode ser chamado de cristão. Na doutrina espírita, Cristo tem um papel irrisório: é um “guia” evoluído tão somente para este planeta (já que existiriam outros habitados por espíritos).

5) A Comunicabilidade dos Espíritos: Os Espíritos são os seres humanos desencarnados. Através dos médiuns podem comunicar-se com o mundo material.

Conforme a doutrina católica, quando as pessoas morrem, as almas são separadas (não “desencarnadas”) dos seus corpos. Esta alma separada – agora, no Céu, no Inferno ou no Purgatório – pode comunicar-se com os vivos? De forma ordinária, não. Ou seja, os espíritos dos mortos não se comunicam conosco, habitualmente. Mas é possível, sob a forma de milagre, que Deus permita esse tipo de comunicação, tanto das almas que estão no Céu – como acontece nas aparições de Nossa Senhora – e no Purgatório – para ensinar a importância de rezar pela Igreja padecente –, quanto das que estão no Inferno – para excitar no homem o temor de Deus. O contato ordinário com os espíritos, na doutrina católica, não acontece com as almas dos falecidos, mas com outras criaturas: os anjos.

Então, à “comunicabilidade dos espíritos” a Igreja responde: é possível que aconteça, mas não ordinariamente. Por outro lado, é absolutamente proibida pela Revelação a evocação dos mortos [10]. Recorrer a essa prática de desobediência significa expor-se a grandes perigos espirituais.

Por fim, o livro de Rivas também cita como fundamento da doutrina espírita:

A Moral Espírita: Baseada no Evangelho de Jesus, é a máxima moral para a vida.

Trata-se do único item pelo qual os espíritas poderiam ser remotamente chamados de cristãos. Diz-se “remotamente” porque, ao mesmo tempo em que eles seguem algumas orientações morais do Evangelho, rejeitam outras, como o divórcio ou o “casamento” homossexual. Então, é só em um sentido muito estrito que se pode chamar o espiritismo de cristão.

Referências

  1. Luis Hu Rivas (org.), Doutrina Espírita para Principiantes: introdução ao estudo da doutrina que ilumina consciências e consola corações, Conselho Espírita Internacional, Brasília, 2009, 160p.
  2. Cf. Jo 16, 5s
  3. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 1, n. 4
  4. Catecismo da Igreja Católica, n. 73
  5. Ibidem, n. 67
  6. Cf. Mt 5, 22.29; 13, 42.50; 25, 41; Mc 9, 43-48
  7. O Livro dos Espíritos, livro I, cap. 1, I
  8. Catecismo da Igreja Católica, n. 362
  9. Ibidem, n. 365
  10. Cf. Lv 20, 27; Dt 18, 10ss; 2 Rs 21, 6; 23, 24; 1 Cr 10, 13; Is 8, 19

A Igreja e o carnaval: o cristão pode “brincar” o carnaval?

Diaba-carnaval
O que é mais natural nesta imagem do que os chifres?

O CRISTÃO pode participar nas festas do carnaval? Muitos fazem essa pergunta, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem uma prescrição oficial a respeito, ao menos não há documento que fale explicitamente, textualmente, do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?Nós, do apostolado Fiel Católico, cremos firmemente que não estamos lidando com uma questão assim tão difícil de responder; muito pelo contrário. Enquanto cristãos, temos direito à hipocrisia? Até que ponto? E até que ponto é correto dizer que a Igreja silencia quanto ao tema do carnaval?

É verdade que os documentos oficiais da Igreja não falam literalmente, como dissemos, do carnaval; mas diversos deles tratam, sim senhor, da obrigação que temos de evitar as ocasiões de pecado, e do quanto é isso importante. Ocasião de pecado é toda circunstância, coisa, lugar ou pessoa que atiça ou estimula as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. – E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar, conscienciosamente, que os bailes e festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado. Não. Não há como negar que, falando no linguajar atual, os bailes e festas de carnaval que temos hoje são “mega-ocasiões” para o pecado! Vemos assim como a questão não é tão difícil como parece, nem tão complexa. Na realidade, estamos tratando de coisa muito simples.

Verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso de Ligório, expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência.

E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como a derreter-se, desintegrar-se, aniquilar-se… Como cera próxima ao fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer necessariamente que se restitua às almas o horror pelas ocasiões próximas de pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno, que são as ocasiões próximas de pecado. Assim pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião consiste o cair ou não cair no pecado” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II). E este mesmo autor faz uma curiosa observação: “Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo…” (Idem).

Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São estas como que as emboscadas onde a todo momento aquela antiga serpente prepara o bote. Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões, ou a morte espiritual.

Adverte Sto. Afonso Maria de Ligório:

“Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas – Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: ‘infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!’. Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, se acharia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado (…).O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo nele perecerá’ (Eclo 3,27). Segundo Sto. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.

(…) O demônio deseja que te entretenhas com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: ‘Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar’ (1Pd 5,8). S. Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as formas das coisas santas e as promessas feitas a Deus.

Quem estiver enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: ‘Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti’ (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti.

Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto.

É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele (Eclo 3,27).

Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): ‘Com temor e tremor operai a vossa salvação’. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará.”

(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria de. Escola da Perfeição Cristã, Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Ed. Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)

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Sobre a festa do carnaval

Muitos imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de antiquíssimas festas pagãs, realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).

Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco (relativo a orgia), realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10.000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos, e entregavam-se a dança, a festa e a embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito, com os festejos em honra à deusa Ísis (2000 aC).

O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. – Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.

No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não “adotou” o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.

Como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve um grande sucesso nisso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não vemos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, mortes… Excessos de todo tipo, na realidade, parecem ocorrer hoje em escala ainda maior.

Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido da palavra santo é “o outro”. Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção.

“Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira de Deus?” (1 Cor 10,19-22)

Finalizamos com um interessante depoimento do Prof. Felipe Aquino

Fonte: ofielcatolico.blogspot.com

Papa Francisco: O amor cristão não é o amor das telenovelas!

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ROMA, 10 Jan. 14 / 01:41 pm (ACI).- O amor cristão, do que fala São Joãp em seu Evangelho, é um amor concreto, explicou o Papa Francisco na manhãde ontem, 9,  na homilia da Missa que presidiu na capela da Casa Santa Marta. Sobre este tema, precisou que este amor “não é o amor das telenovelas!

O Papa comentou que o amor não é apenas algo bonito de sentir-se e exclamou: “Olhem que o amor do qual fala João não é o amor das telenovelas! Não, é outra coisa. O amor cristão tem sempre uma qualidade: a concretização. O amor cristão é concreto”.

A partir das palavras da primeira Carta do João, na que o Apóstolo insiste em repetir: “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor é perfeito em nós”, o Santo Padre observou que a experiência da fé está precisamente neste “duplo permanecer”.

“Nós em Deus e Deus em nós: esta é a vida cristã. Não permanecer no espírito do mundo, não permanecer na superficialidade, não permanecer na idolatria, não permanecer na vaidade. Não, não: permanecer no Senhor. E Ele retribui isto: Ele permanece em nós. Ele é quem permanece em nós primeiro. Muitas vezes O expulsamos das nossas vidas e nós podemos permanecer n´Ele. É o Espírito quem permanece”.

“O próprio Jesus, quando fala do amor, fala-nos de coisas concretas: dar de comer aos famintos, visitar os doentes e tantas coisas concretas. O amor é concreto. A concretização cristã. E quando não há esta concretização, pode-se viver um cristianismo de ilusões, porque não se entende bem onde está o centro da mensagem de Jesus. Este amor não chega a ser concreto: é um amor de ilusões, como estas ilusões que tinham os discípulos quando, olhando para Jesus, acreditavam que era um fantasma”.

O “fantasma” é o que precisamente -na passagem do Evangelho de ontem- os discípulos veem assombrados e temerosos (o Senhor) vir até eles caminhando sobre o mar. Mas seu estupor nasce de uma dureza de coração, porque -o mesmo Evangelho o diz- “não tinham entendido” a multiplicação dos pães acontecida pouco antes.

Francisco insistiu logo: “se você tiver o coração endurecido seu não pode amar e pensa que o amor é isso de imaginar coisas. Não, o amor é concreto”. E esta concretização, acrescenta, fundamenta-se sobre dois critérios: ‘”Primeiro critério: amar com as obras, não com as palavras. As palavras são levadas pelo vento!’. Hoje estão, amanhã não estão”.

“O segundo critério de concretização é: no amor é mais importante dar que receber. Quem ama dá e dá… Dá coisas, dá vida, dá-se a si mesmo a Deus e aos outros. Entretanto, quem não ama, quem é egoísta, sempre procura receber, sempre procurar ter coisas, ter vantagens.

Para concluir o Pontífice assinalou que os cristãos devemos “permanecer com o coração aberto, não como estava o dos discípulos, fechado, que não entendiam nada”

“Permanecer em Deus e Deus em nós; permanecer no amor”, exortou.

Mãe de 7 filhos e defensora dos valores cristãos: a ministra que revoluciona a Europa

Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una – Está revolucionando a política alemã. Faz sombra à poderosa Angela Merkel e seu nome foi até cotado para presidente do país ou futura chanceler. Trata-se da singular Úrsula Von der Leyen, uma política atípica que está rompendo moldes na Europa. Precisamente agora é ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, e na Espanha é conhecida por chegar a oferecer emprego a 5 mil jovens espanhóis.


A ministra do Trabalho da Alemanha, Úrsula Von der Leyen.

Esta alemã de 55 anos é mais que política. Os alemães chamam-na “a mãe da nação”, pois tem sete filhos. Durante seus anos na política tem se empenhado em demonstrar a grandeza dos filhos, as enormes vantagens das crianças na sociedade e tem lutado para abrir caminho às famílias que querem ter filhos em uma Europa assolada por uma crise demográfica histórica.

A importância de rezar com seus filhos

Von der Leyen é, ademais, uma mulher de fortes convicções religiosas. É cristã e praticante. Conta orgulhosa o importante que é tomar café da manhã todos os dias com seus filhos e rezar com eles antes de cuidar de suas obrigações no Ministério. Faz do mesmo modo pela noite, antes de seus filhos irem dormir.

É uma das principais responsáveis por recuperar e valorizar na Europa os valores cristãos que forjaram o continente há séculos. A família exerce neste ponto um papel essencial. Ela bem sabe. E não se importa em liderar esta revolução familiar. Não é de espantar, portanto, que as feministas radicais a tenham em seu “ponto de mira” e que ela esteja no alvo de suas críticas e insultos. “Essa mulher!” – assim se referem a ela, com desdém, as feministas. No entanto, ela  replica que a Alemanha e a Europa iriam melhor com mais mulheres como ela, ou seja, como mães.

Lutadora pela família

Desde 2009 é ministra do Trabalho, mas sua incansável luta pela família vem de antes, pois previamente, de 2005 a 2009, foi ministra de Família, Mulher e Juventude. Desde esse ponto legislou a favor deste coletivo e ajudou as famílias a conciliar melhor o cuidado dos filhos e o trabalho. Algo básico hoje em dia.

Úrsula também tem mostrado ao mundo a falácia de que não se pode ser mãe e progredir profissionalmente, sem que para isto se deva renunciar à família. Estudou Ciências Econômicas e mais tarde fez doutorado em Medicina, chegando a dedicar-se à investigação. Mais tarde se mudou para os Estados Unidos devido a compromissos laborais de seu marido. Ali, dedicou-se a cuidar de seus filhos e à investigação e viu a importância de ajudar a família. A partir daí entrou na CDU alemã (Christlich Demokratische Union, partido democrata-cristão da Alemanha) e começou sua meteórica carreira política.

Sua carreira contra a corrente

Ao chegar ao governo Merkel, ficou sabendo que suas cinco companheiras de Executivo, incluída Merkel, tinham renunciado à maternidade para se dedicar à política. Ela era o “bicho raro” e lamenta que em seu país “ter sete filhos seja algo mal visto, considerado quase uma provocação”.

Como ministra da Família, preparou uma mini-revolução que foi mal vista até por seu próprio partido. Ainda assim, ela seguiu adiante. Propôs creches gratuitas e ajuda aos pais para o cuidado de seus filhos, bem como a licença para que os pais pudessem ficar em casa cuidando de suas crianças. Apesar das críticas, ela falava de suas experiências familiares e como conseguiu conciliar trabalho e família. “Chegaram a me perguntar se quero domesticar os pais a chicotadas e isso demonstra o desprezo a tudo o que tenha a ver com o cuidado das crianças”.

A família, berço de valores

Em uma entrevista a ABC.es, quando ainda era ministra de Família, Von der Leyen assegurava: “não sou uma superwoman, onde estou é o resultado de um longo caminho de altos-e-baixos e decisões com meu marido, e também de alguns erros”.

“A família recobra sua importância, não só como fator de equilíbrio, mas como ferramenta para transmitir diretamente uns valores, uma interioridade e uma transcendência. Ademais, comprovamos que sem crianças uma país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais”, afirmava.

“As crianças não significam pobreza”

Neste sentido, acrescentava que “estamos em uma situação muito crítica, sobretudo psicologicamente. Tem que se voltar a falar do pão que as crianças trazem debaixo do braço: chama-se alegria, força criadora, segurança futura… que as crianças não significam pobreza, mas perspectiva”.

Do mesmo modo, Úrsula Von der Leyen afirma que se devem recuperar os valores de sempre, não existem os novos. “A família, a responsabilidade pelo outro, valores cristãos que devem ser traduzidos para outros tempos. A família não pode sobreviver olhando para o que foi, sua economia e a de todos já é global e a mulher é hoje muito importante. Mas seguem sendo importantes que hajam crianças nas ruas, a solidariedade geracional, a boa educação, a subsidiariedade, e deve-se perguntar como mantê-las no mundo moderno”.

“Ter quatro filhos é dirigir uma pequena empresa”

Em sua opinião, a família “recupera importância frente à globalização. A família é onde se aprende a responsabilidade entre filhos e pais, os valores que queremos para amanhã. A educação hoje ultrapassa fronteiras, mas também necessita de limites, pois quando crescerem as crianças encontrarão regras. As crianças seguem necessitando de tempo, e exemplo: e devem conhecer o valor do esforço para o êxito”.

Apesar disso, vê mudanças no mundo atual. Já há empresas que preferem pessoas com família a solteiros. A ministra responde que é algo normal, pois “são as cabeças mais flexíveis, rápidas e maduras emocionalmente. Pense que ter quatro filhos já é dirigir uma pequena empresa”.

Igualmente, conta sua experiência pessoal nos Estados Unidos quando se fixou aí com seu marido. “Quando me apresentava a trabalhos nos EUA sempre me perguntavam o que fazia além do trabalho, se criava filhos ou colaborava em alguma associação. Davam-me cargos por ter filhos… Na Europa me dariam por não tê-los!”.

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