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Na Missa, imite o Papa Francisco, e não o bonecão do posto!

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Um bispo extrovertido, que faz piada, que critica os cristãos pessimistas, aqueles com “cara de vinagre”. Esse é o nosso Papa Francisco! Mas quando o vemos na missa… Quanta diferença! É um homem profundamente recolhido, de semblante sério e compenetrado. É como um cristão aos pés da Cruz.

Muito se fala do “legado da JMJ” e das grandes coisas que Francisco nos ensinou nos dias em que esteve junto aos jovens, no Rio de Janeiro. Porém, a postura do nosso maior líder espiritual durante a missa passou despercebida para muitos. Nesse sentido, especialmente durante a Missa de Envio, o Papa evangelizou mesmo nos momentos em que não disse uma só palavra!

Vejam as cenas do vídeo abaixo, a partir dos 5:00 min. Durante o “Glória”, enquanto a maioria dos padres e leigos dá uma de bonecão do posto, requebrando e sacudindo os braços no ar (alguns joselitos até pulam quando veem que estão aparecendo no telão!), o Sucessor de Pedro mantém a cabeça baixa e as mãos postas, em serena oração.

É… parece que o Papa não curte mesmo uma folia durante a missa (e nem tampouco o Monsenhor Guido Marini, que, a seu lado, olhava a assembleia com uma cara de “MAZOKEIÇO??!!”). Assim, Francisco vivencia aquilo que São João Paulo II já havia pontuado:

“O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram DE MODO SILENCIOSO MAS EXPRESSIVO o seu amor à Igreja.”

– Encíclica Ecclesia Eucharistia

O Papa Francisco sempre insiste em dizer que o cristão não pode ser melancólico, não pode ser uma “múmia”. O cristão, na verdade, é o mais feliz de todos, porque tem a amizade de Jesus, o Verbo Encarnado, Deus feito homem. Mas o povo católico precisa entender urgentemente que reverência e recolhimento durante a missa não demonstram chatice ou tristeza, mas sim humilde adoração!

Muita gente justifica o oba-oba na missa dizendo que Jesus não está mais na cruz, ressuscitou. Sim, é o próprio Deus Vivo que age na pessoa no sacerdote! Entretanto, a Paixão e a Ressurreição se fazem presentes da missa de modo diverso: a Paixão é misticamente atualizada, ou seja, se apresenta de modo real e substancial diante de nós; já a Ressurreição é somente recordada e celebrada (para saber mais, acesse aqui um artigo do site Veritatis Splendor).

513763em9eoo2i7z Ok… Agora pense que você pudesse ter a imensa graça, neste instante, de voltar no tempo e ser testemunha ocular da ocasião em que Jesus saiu do túmulo. E então… Será que saltaria e sacudiria os braços no ar, diante do Ressuscitado? Ou sua alegria e devoção seriam tamanhas que te mergulhariam em uma silenciosa contemplação?

Quando os cristãos micareteiros de missa entenderão que a alegria cristã é muito mais saborosa e profunda do que a alegria agitada do mundo? Sobre isso, nos esclarece mais uma vez o Papa Francisco:

“Os cristãos são homens e mulheres alegres, como nos ensinam Jesus e a Igreja. Mas o que é esta felicidade? É alegria? Não, não é o mesmo. A felicidade é um pouco mais, é uma coisa que não provém de razões momentâneas: é mais profunda, é um dom. A alegria, no fim se transforma em superficialidade e nos faz sentir um pouco ingênuos, tolos, sem a sabedoria cristã… A felicidade não. É um dom do Senhor, é como uma unção do Espírito; é a certeza de que Jesus está conosco e com o Pai”.

Homilia da Casa de Santa Marta. 10/05/2013

Vamos imitar o Papa Francisco! Quando estivermos na missa, ainda que mil requebrem à nossa direita e quinhentos sacolejem os braços à nossa esquerda, permaneçamos sóbrios e humildes aos pés da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: O Catequista

Casamento: venenos a evitar e vitaminas para fortalecer

Receitas que podem ajudar na convivência e a crescer na relação amorosa

Para manter uma boa comunicação no casamento, não basta amar o outro. O casamento é um projeto de um homem e uma mulher que se nutre das contribuições de ambos os esposos. Os dois devem ser pessoas que evoluam positivamente, contribuindo sempre para o melhor deles mesmos e estabelecendo objetivos, com um plano de vida comum que lhes permita alcançar um maior grau de comprometimento.

Não precisa ser pessoas extraordinárias ou perfeitas, só se requer ser pessoas que saibam amar. A vida matrimonial não é neutra: cada um dos atos dos esposos fortalece o seu amor e abre novas possibilidades ou as deterioram e apequenam.

O amor é como uma planta: precisa de água (afeto, consideração, respeito, confiança…), precisa de adubo (detalhes, intimidade, sonho, alegria…) e precisa de poda (correção dos defeitos, acabar com os maus hábitos…); do contrário, seca. Em outras palavras, uma relação conjugal madura não será possível se não cuidarmos dela no dia a dia, se não a nutrirmos com vitaminas (emoções positivas) e se não a defendermos de tudo aquilo que possa envenená-la ou contaminá-la (emoções tóxicas).

20 venenos a evitar no casamento:

1) Deixar de dizer ao outro que o ama: considerar que ele(a) já sabe

2) Guardar rancor dos error do outro e não querer perdoar

3) Fixar-se só nos erros do cônjuge, e não em suas virtudes

4) Acomodar-se à companhia do outro: pensar que é algo normal e que merecemos de sobra

5) Brincar com o amor que outro sente por você, considerando que existem coisas mais importantes, como sair sozinho(a), o bar, o shopping, os amigos e as amigas

6) Tornar automática e mecânica a relação de amor, deixando de lado os detalhes

7) Não sorrir em casa, reservando o bom humor e a alegria para fora dela

8) Não elogiar o outro naquilo que ele(a) faz bem

9) Ignorar o esposo(a)

10) Não querer ter filhos considerando que eles só dão problemas

11) Julgar as intenções do outro. Interpretar os seus gestos e palavras: “já sei porque está dizendo isso, no fundo você sempre…”

12) Fazer-se de pai ou de mãe para o outro. Praticar as técnicas dos pais com o cônjuge: “faça isso, não faça aquilo, cumprimente, sorria, coma bem…”

13) Utilizar a ironia, o sarcasmo, o grito, a ridicularização, a desqualificação ou o desdém ao dirigir-se ao cônjuge

14) Duvidar, desconfiar, pensar sempre mal, adiantar-se aos acontecimentos negativos

15) Não querer o outro como ele é, mas como idealizamos que fosse (como se isso fosse possível…)

16) Ser passivo, esperar que o outro tome sempre a iniciativa

17) Ser conformista (acomodado). Crer que se estamos bem, melhor não fazer mudanças que “compliquem a vida”

18) Manipular o outro

19) Colocar barreiras ao diálogo: fechar provisória ou habitualmente a comunicação

20) Não se comprometer com os projetos em comum do casal

Agora 20 vitaminas que fortalecem o casamento:

1) Dizer todos os dias ao cônjuge que você o quer bem

2) Aprender a perdoar e a esquecer os erros

3) Fixar-se nas virtudes do cônjuge (lembrando, por outro lado, que você também tem defeitos)

4) Agradecer pela possibilidade de tê-lo(a) ao seu lado

5) Proteger o mais importante que se tem: o amor do outro. Não arriscá-lo e cuidar desse amor com todas as forças

6) Desfrutar em casal dos detalhes, e esforçar-se para ter novos detalhes de amor a cada dia

7) Contagiar com a alegria. Não ser negativo, mas buscar o positivo que as pessoas e as coisas apresentam, ser otimista, ter bom humor e saber rir

8) Admirar e respeitar o outro. Quando alguém ama o outro, é importante lhe dizer o que você gosta nele(a) e valorizar isso. Sempre a partir de uma postura de sinceridade e honestidade, nunca manipulando para conseguir o que se quer

9) Saber ouvir. Sentir-se escutado é muito gratificante

10) Ser leal e permanecer fiel ao compromisso assumido, trabalhar dia a dia para reavivar esse projeto comum, para que a vida se torne gratificante para ambos

11) Ser aberto à vida, cuidar dos filhos. O trabalho e o divertimento não vêm em primeiro lugar

12) Não julgar

13) Respeitar o outro: ele(a) é uma pessoa adulta e responsável. Não precisa de ninguém que lhe diga o que fazer, como fazer ou quando fazer

14) Não deixar que a familiaridade se converta em insensibilidade, falta de respeito ou grosseria

15) Confiar: a relação conjugal deve estar sempre presidida por uma confiança básica, quer dizer, ter a segurança de poder confiar no cônjuge

16) Tomar a iniciativa, ser criativo. Cada um deve assumir a plena responsabilidade pela melhoria da relação. O casamento é coisa dos dois

17) Aceitar as mudanças, compreender que a relação é dinâmica, que tanto um como o outro mudam com o tempo, e que os dois têm de se ajustar a essas mudanças

18) Apoiar o outro, respeitar a sua liberdade e procurar o seu pleno desenvolvimento pessoal

19) Dialogar. A falta de comunicação é uma grande inimiga dos casamentos

20) Comprometer-se. Fazer o melhor de si pelos projetos em comum do casal

Por Javier Escrivá e Ivars, professor da Universidade de Navarra. Artigo publicado na Revista Ser Persona

Chesterton: o contrário do cristianismo não é o ateísmo, mas a tristeza

Com um estilo pessoal e original, o escritor inglês defendeu o cristianismo e a Igreja no século XX

Para Gilbert K. Chesterton, o cristianismo é alegria, felicidade. No cristianismo se encontram “as danças das crianças e o vinho dos homens”.

O contrário do cristianismo não é o ateísmo, nem o paganismo. O contrário do cristianismo é a tristeza.

Chesterton sustenta que o ateísmo e o paganismo nas Sagradas Escrituras são sempre uma boa notícia, porque aqueles períodos são terminados sistematicamente no cristianismo histórico. Por sua ideia, tudo deriva do cristianismo.

Tudo no mundo moderno é de origem cristã, incluindo aquilo que parece mais anti-cristão: “A Revolução francesa é de origem cristã. O cotidiano é de origem cristã. Os anarquistas são de origem cristã. O ataque ao cristianismo é de origem cristã”. Também as leis físicas e a criação são de origem cristã.

A única coisa que não é cristã no mundo moderno é o próprio cristianismo, porque o seu fundamento procede da eternidade do Pai e nasceu no tempo a partir de uma Mulher.

Por isso, a coisa grave não é encontrar um ateu ou um pagão, que terminará por ser cristão. Para Chesterton, a coisa realmente grave é encontrar um cristão triste.

Gilbert K. Chesterton é o escritor inglês que com estilo mais pessoal e com maior originalidade defendeu o cristianismo e a Igreja no século XX.

A simpatia pela Igreja de Roma

G. K. Chesterton viveu um processo de conversão relativamente longo. Na juventude tinha adotado o socialismo marxista, muito na moda no final do século XIX entre os jovens da Inglaterra, país onde Marx tinha publicado “O capital”. Ele também fundou e dirigiu publicações anarquistas, buscando respostas até mesmo em experiências espiritualistas.

Em suas obras “Hereges” (1905) e “Ortodoxia” (1908), não sendo ainda batizado, Chesterton se sentia já católico “no coração”.

O seu biógrafo J. Pierce recolheu testemunhos de conversões de jovens universitários que lendo as duas obras citadas se converteram, ainda antes que o próprio autor se convertesse.

Atração pela virtude alegre, “sem limite”, da Graça

As virtudes da Graça são a parte a relação do homem com Deus que não ficaram danificadas pelo pecado original, porque vão além do limite da Criação, na transcendência. Por isso, podemos encontrá-las no Antigo Testamento.

Contudo, a Igreja explica que existem três virtudes da Graça (ou teologais): fé, esperança e caridade. Os anglicanos entendem que o homem se salva somente mediante a fé. Por isso, reconhecem somente a virtude da fé.

Os anglicanos, e também os filósofos pagãos, reconhecem as virtudes “humanas”. De fato, precisamos praticar todas, mas Chesterton não as considera absolutamente atraentes. Para ele, estas virtudes têm um problema grave.

O que é este grave inconveniente? As virtudes humanas são chatas. Trata-se de colocar uma medida humana às atividades que realizamos. Colocar um limite humano para comer – diz – se chama “temperança”. A “justiça” é dar a cada um aquilo que é devido ao ser humano.

Para Chesterton as virtudes alegres são aquelas “cristãs”. Chamava a sua atenção o fato da Igreja de Roma apresentar um Deus alegre, exuberante, sem limites.

Amar é perdoar sem limites, ou não amar, escrevia em “Hereges”.

A fé é crer no inacreditável, ou não é virtude.

Esperança significa esperar quando já não há esperança.

Era este “sem limite”, esta exuberância e esta alegria da virtude cristã, que ensinava somente a Igreja de Roma, que atraia o nosso autor. Gilbert K. Chesterton tinha iniciado o seu caminho de conversão.

(Tradução e adaptação: Clarissa Oliveira)

Fonte: Aleteia

“A alegria do Evangelho”: publicada a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual

Fonte: News.va

Papa Francisco - A alegria do Evangelho

“A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”: assim inicia a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012, com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé”. “Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos – escreve o Papa – para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos” (1).

O Papa convida a “recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando “novas formas” e “métodos criativos”, sem deixarmos enredar Jesus nos nossos “esquemas monótonos” (11). Precisamos de uma “uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão” (25). Requer-se uma “reforma das estruturas” eclesiais para que “todas se tornem mais missionárias” (27) . O Pontífice pensa também numa “conversão do papado”, para que seja “mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização”. A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que “o sentido de colegialidade” se realizasse “concretamente” – afirma o Papa – “não se realizou plenamente” (32). E’ necessária uma “saudável descentralização” (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja “não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história” (43) .

Sinal de acolhimento de Deus é “ter por todo o lado igrejas com as portas abertas” para que os que vivem uma situação de procura não encontrem “a frieza de uma porta fechada”. “Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo”. O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja “ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja… preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar … é que muitos dos nossos irmãos vivem “sem a amizade de Jesus” (49).

O Papa aponta as “tentações dos agentes da pastoral”: o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). “A maior ameaça” é “o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando” (83). Exorta a não se deixar levar por um “pessimismo estéril ” (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a “revolução da ternura” (88).

O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!” (98). “A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?” (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos “à margem nas decisões” por um “excessivo clericalismo” (102). Afirma que “ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja”, em particular “nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes” (103). “As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres … não se podem sobrevoar superficialmente” (104). Os jovens devem ter “um maior protagonismo” (106). (…)

Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que “o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural” e que o rosto da Igreja é “multiforme” (116). “Não podemos esperar que todos os povos … para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história” (118). O Papa reitera “a força evangelizadora da piedade popular” (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.

O Papa detém-se depois, “com uma certa meticulosidade, na homilia”, porque “são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos” (135). A homilia “deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula ” (138), deve ser capaz de dizer “palavras que façam arder os corações”, evitando uma “pregação puramente moralista ou para endoutrinar” (142). Sublinha a importância da preparação.” (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: “proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena” (165).

Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico, que “é injusto pela raiz” (59). “Esta economia mata” porque prevalece a “lei do mais forte”. A actual cultura do “descartável” criou “algo de novo”: “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, ‘sobras'” (53). Vivemos uma “nova tirania invisível, por vezes virtual” de um “mercado divinizado”, onde reinam a “especulação financeira”, “corrupção ramificada”, “evasão fiscal egoísta” (56). Denuncia os “ataques à liberdade religiosa” e as “novas situações de perseguição dos cristãos … Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista” (61). A família – continua o Papa – “atravessa uma crise cultural profunda.

O Papa reafirma “a íntima conexão entre evangelização e promoção humana” (178 ) e o direito dos Pastores a “emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas” (182). “Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social”. “A política, tanto denunciada” – diz ele – “é uma das formas mais preciosas de caridade”. “Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito … a vida dos pobres!” Em seguida, um aviso: “qualquer comunidade dentro da Igreja” que se esquecer dos pobres corre “o risco de dissolução” (207) .

O Papa convida a cuidar dos mais fracos: “os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados” e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países “a uma abertura generosa” (210 ). “Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar” estão “as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana” (213) . “Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão … Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana” (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: “somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos” ( 216) .

Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é “necessária uma voz profética” quando se quer implementar uma falsa reconciliação “que mantém calados” os pobres, enquanto alguns “não querem renunciar aos seus privilégios” (218). Para a construção de uma sociedade “em paz, justiça e fraternidade” indica quatro princípios: “trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos”; “operar para que os opostos atinjam “uma unidade multifacetada que gera nova vida”; “evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.

“A evangelização – prossegue o Papa – também implica um caminho de diálogo”, que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é “uma via imprescindível da evangelização”. Importante o enriquecimento recíproco: “quantas coisas podemos aprender uns dos outros!”. Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade” (246). “O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus” (248). “O diálogo inter-religioso”, que deve ser conduzido “com uma identidade clara e alegre”, é “condição necessária para a paz no mundo” e não obscurece a evangelização (250-251). “Diante de episódios de fundamentalismo violento”, a Exortação Apostólica convida a “evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência” (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que “o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas” (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257) .
O último capítulo é dedicado aos “evangelizadores com o Espírito”, aqueles “que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo”, que “infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente” (259). Trata-se de “evangelizadores que rezam e trabalham” (262), na certeza de que “a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo” (268): “Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros” (270). “Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa – somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam” (271). “Pode ser missionário – acrescenta ele – apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros” (272): “se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida” (274)

A família que vive a alegria da fé é sal da terra e luz do mundo, assegura o Papa

Papa Francisco: Personalidade do Ano no Twitter

VATICANO, 28 Out. 13 / 08:37 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco presidiu ontem a Missa com ocasião do Encontro das Famílias, no qual mais de 150 mil pessoas peregrinaram a Roma pelo Ano da Fé, e assegurou que “afamília que vive a alegria da fé a comunica espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo”.

Em sua homilia, o Santo Padre meditou sobre “algumas características fundamentais da família cristã”.

A primeira, indicou, é “a família que reza. O trecho do Evangelho coloca em evidência dois modos de rezar, um falso – aquele do fariseu – e outro autêntico – aquele do publicano. O fariseu encarna uma atitude que não exprime a gratidão a Deus pelos seus benefícios e a sua misericórdia, mas sim satisfação de si”.

“O fariseu se sente justo, se sente no lugar, se apoia nisso e julga os outros do alto de seu pedestal. O publicano, ao contrário, não multiplica as palavras. A sua oração é humilde, sóbria, permeada pela consciência de sua própria indignidade, das próprias misérias: este é um homem que realmente se reconhece necessitado do perdão de Deus, da misericórdia de Deus”.

Francisco destacou que “a oração do publicano é a oração do pobre, é a oração que agrada a Deus, que, como diz a primeira Leitura ‘chega às nuvens’, enquanto a do fariseu é sobrecarregada pelo peso da vaidade”.

“À luz desta Palavra, gostaria de perguntar a vocês, queridas famílias: rezam alguma vez em família? Alguns sim, eu sei. Mas tantos me dizem: como se faz? Mas, se faz como o publicano, é claro: humildemente, diante de Deus. Cada um com humildade se deixa olhar pelo Senhor e pede a sua bondade, que venha a nós”.

“Mas, em família, como se faz? Porque parece que a oração seja algo pessoal e então não há nunca um momento adequado, tranquilo, em família… Sim, é verdade, mas é também questão de humildade, de reconhecer que temos necessidade de Deus, como o publicano! E todas as famílias têm necessidade de Deus: todas, todas!”.

As famílias, indicou o Papa, têm “necessidade da sua ajuda, da sua força, da sua benção, da sua misericórdia, do seu perdão. E é necessário simplicidade: para rezar em família, é necessário simplicidade! Rezar junto o ‘Pai Nosso’, em torno da mesa, não é algo extraordinário: é algo fácil. E rezar junto o Terço, em família, é muito bonito, dá tanta força!”.

“E também rezar um pelo outro: o marido pela esposa, a esposa pelo marido, ambos pelos filhos, os filhos pelos pais, pelos avós… Rezar um pelo outro. Isto é rezar em família, e isto torna forte a família: a oração”.

Continuando, o Santo Padre assinalou que “a Segunda Leitura nos sugere um outro ponto: a família conserva a fé. O apóstolo Paulo, no fim de sua vida, faz um balanço fundamental e diz: ‘Conservei a fé’. Mas como a conservou? Não em um cofre! Não a escondeu sob a terra, como aquele servo um pouco preguiçoso.”.

“São Paulo compara a sua vida a uma batalha e a uma corrida. Conservou a fé porque não se limitou a defendê-la, mas a anunciou, irradiou-a, levou-a longe. Colocou-se do lado oposto a quem queria conservar, “embalsamar” a mensagem de Cristo nos confins da Palestina. Por isto fez escolhas corajosas, foi a territórios hostis, deixou-se provocar pelos distantes, por culturas diversas, falou francamente sem medo”.

“Também aqui, podemos perguntar: de que modo nós, em família, conservamos a nossa fé? Nós a temos para nós, na nossa família, como um bem privado, como uma conta no banco, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos outros?”.

Francisco reconheceu que “todos sabemos que as famílias, especialmente as mais jovens, muitas vezes são ‘apressadas’, muito ocupadas: mas alguma vez já pensaram que esta ‘corrida’ pode ser também a corrida da fé? As famílias cristãs são famílias missionárias”.

“Ontem ouvimos, aqui na Praça, o testemunho de famílias missionárias. São missionárias também na vida de todos os dias, fazendo as coisas de todos os dias, colocando em tudo o sal e o fermento da fé! Conservar a fé na família e colocar o sal e o fermento da fé nas coisas do cotidiano”.

O Papa indicou também que “a verdadeira alegria que se desfruta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis…A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estar junto, de apoiar-nos uns aos outros no caminho da vida”.

“Na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, respeitoso para com todos. E, sobretudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, em família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós”.

O Santo Padre remarcou que “somente Deus sabe criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a harmonia, prevalecem os individualismos e se extingue a alegria. Em vez disso, a família que vive a alegria da fé a comunica espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade”.

“Queridas famílias, vivam sempre com fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré. A alegria e a paz do Senhor estejam sempre com vocês!”, concluiu.

Um cristão é capaz de enfrentar as humilhações com alegria e paciência, diz o Papa

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VATICANO, 27 Set. 13 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- A prova para compreender se um cristão é um cristão realmente está na “capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações”. Assim o indicou o Papa Francisco nesta manhã na homilia da Missa que presidiu na Casa Santa Marta onde reside.

O Papa voltou novamente a advertir sobre o perigo das “tentações do bem-estar espiritual”, que impedem de amar a Cristo com todo o coração. Sim, “mas até um certo ponto.” O perigo da tibieza, de uma fé feita de cálculos e de passos contidos, sempre está à espreita. E o Papa Francisco desenvolveu o seu pensamento, de um modo que não deixa lugar a desculpas. O ponto de partida é o Evangelho de Lucas, na passagem onde Jesus pergunta primeiro aos seus discípulos o que as pessoas falam Dele e depois o que eles próprios pensam, até a resposta de Pedro: “O Cristo de Deus”.

“Esta pergunta é dirigida também a nós”, diz o Papa, que enumera imediatamente depois uma série de respostas das quais se filtra a essência de uma fé amadurecida pela metade. “Para ti, quem sou eu? O proprietário desta empresa, um bom profeta, um bom professor, alguém que faz que o seu coração se sinta bem?”. Sou “alguém que caminha contigo na vida, que te ajuda a seguir adiante, a ser um pouco ‘bom?” Sim, é verdade, mas a coisa não acaba aí.

“Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem pode explicá-lo?… Mas ele o disse! Se cada um de nós, na oração, olhando para o tabernáculo, disser ao Senhor: ‘Tu es Cristo, o Filho de Deus vivo”, primeiro não o pode dizer por si mesmo, tem que ser o Espírito Santo quem o diga nele. E, segundo, prepara-te, porque Ele responderá: “É verdade”.

“Jesus pede a Pedro que não revele a sua resposta a ninguém e anuncia a sua Paixão, morte e Ressurreição”. E aqui, o Papa Francisco recorda a reação do chefe dos Apóstolos, como se descreve no Evangelho de São Mateus, que declara: “Isto não acontecerá jamais”. “Pedro se assusta, se escandaliza”, nem mais nem menos que outros cristãos que dizem: “isso nunca vai acontecer! Vou seguir-te até aqui”. Este é o modo para “seguir Jesus para conhecê-lo até um certo ponto”.

“E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isto. Porque se pensarmos o contrário é pecado! Mas não basta. Com o bem-estar espiritual até um certo ponto”.

“Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até a morte, a morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura e bem-estar? Ou eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”.

O escândalo da cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos, diz o Papa, querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar.

“A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: ser cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou ser o cristão que está próximo a Jesus, pelo caminho de Jesus”.

Fé de jovens católicos surpreende jornais americanos

Fonte: http://padrepauloricardo.org/

A imprensa americana teve de ceder. Diante da estrondosa demonstração de fé e civilidade dos milhares de jovens que participaram da recente “Marcha pela Vida” – considerada a maior de toda a história dos EUA – os jornais do país não tiverem outra alternativa, senão reconhecer a ascensão da Igreja Católica no meio da juventude. Um duro golpe para o establishmentesquerdista e anti-cristão que trabalhou durante anos para perverter o senso crítico das gerações mais jovens e que agora é obrigado a assistir a desastrosa derrocada de suas pretensões.

A confirmação vem por meio de um artigo do professor de Ciência Política da Universidade Michigan, Michael J. New, publicado na versão eletrônica da revista National Review. Comentando a cobertura da mídia dada à Marcha pela Vida, o professor descreve a preocupação do movimento abortista em relação à falta de jovens interessados pelo assunto. “Com poucas exceções, a grande mídia parece estar muito pessimista em relação ao movimento pró-escolha”, afirmou New.

Apesar da alegria dos abortistas pela eleição de Obama, Michael New declara que isso não foi o suficiente para acabar com o negativismo quanto à causa do aborto. Citando matérias publicadas pelos jornais The New York Times e The Washington Post, o cientista político ressalta que mesmo a famosa feminista Nancy Keenan desabafou, recentemente, seu temor quanto ao futuro dos grupos pró-aborto.

Na mesma linha, a editora do site altcatholicah.com, Ashley McGuire, fez interessantes declarações sobre o crescimento da juventude católica, num artigo publicado no reconhecido jornal esquerdista, The Washington Post. Surpreendida com a quantidade de jovens presentes em algumas Missas que frequentara e em palestras de notáveis conservadores, McGuire explicou que a adesão desses novos jovens à fé católica não é simplesmente uma moda, mas sim um ‘Grande Despertar Católico’, “é o renascer da ortodoxia católica no meio dos jovens católicos”.

McGuire, 26 anos, é uma jovem escritora que se convertou ao catolicismo há apenas cinco anos. Desde então, a moça tem trabalhado intensamente através de seu blog, altcatholicah.com– um site de cunho conservador dedicado especialmente às mulheres – para tornar mais conhecida e atrativa a doutrina da Igreja quanto à “paternidade responsável”. McGuire conta que sua paixão pela Igreja Católica tornou-se maior quando ela finalmente percebeu que os ensinamentos católicos eram os únicos realmente sólidos e com bases milenares. “Alguns católicos, como eu, nos convertemos do protestantismo, ao perceber que a única instituição no mundo que se manteve firme através dos milênios nos assuntos mais importantes da época foi a Igreja Católica”, declarou McGuire.

McGuire atribui esse despertar católico no meio da juventude ao sufocamento das gerações anteriores pelas teses liberais e promíscuas. “Nós nascemos num mundo em que milhões de bebês eram abortados a cada ano, onde incontáveis outras crianças que não nasceram estão congeladas em laboratórios para experiências, onde se fala que o gênero é uma opção e que o casamento é amorfo e solúvel. Herdamos o inferno na terra. E achamos que era demais.”, frisou a jovem, que também faz parte da Catholic Association nos Estados Unidos.

McGuire ressalta em seu artigo que a nova geração de jovens católicos também é extremamente solícita e aberta às orientações do Papa Bento XVI. Além disso, os novos seminaristas e religiosas estão cada vez mais interessados nas práticas tradicionais da fé católica ao passo que as vocações dos institutos conservadores nunca cresceram tanto como agora, enquanto notáveis conventos progressistas estão definhando. “Nós queremos menos oba-oba e mais Panis Angelicus”, resume a jovem. Sobre a juventude que participou da Marcha pela Vida, Macguire observa que a grande mensagem deles foi: “Tome nota. Nós somos o futuro. E nós estamos pegando fogo por Jesus Cristo e por sua Igreja”.

Testemunhos como esse de Ashley McGuire, a Marcha pela Vida realizada nos Estados Unidos e tantos outros movimentos jovens da Igreja, sobretudo a Jornada Mundial da Juventude, nos dão um alento de esperança e coragem quanto às próximas gerações. E mostram que, mesmo com movimentos contrários, a Igreja Católica vive e tem futuro. Além disso, está disposta a corresponder ao chamado de Jesus Cristo, Aquele que veio para “lançar fogo no mundo” (Lc 12, 49). Dizia o escritor G.K. Chesterton que “somente a ortodoxia católica faz o homem feliz: é como os muros postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças”. Os jovens, finalmente, começaram a descobrir esses muros.

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