VALENCIA, 01 Mai. 12 / 04:46 pm (ACI/Europa Press)
A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, mas também guardam uma correspondência “com os dos ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos”, informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.
O trabalho da pesquisadora, exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário que se celebra em Valência, se acrescenta a outros estudos apresentados neste simpósio que mostram a compatibilidade entre o corpo envolvido com a Síndone e o de Jesus Cristo.
Em sua exposição, Marzia Boi, que trabalha no laboratório de Botânica do departamento de Biologia da Universidade das Ilhas Balear, argumentou também que no Evangelho se descreve que a sepultura de Jesus foi realizada com honras de reis, “o que implicava a preparação do cadáver com bálsamos e óleos”.
Ao analisar no microscópio as fotos dos polens extraídos em anteriores investigações sobre o Santo Sudário, a investigadora identificou tipos de plantas que “conforme está documentado desde antigo”, eram usualmente utilizadas para os enterros.
Entre elas, no Santo Sudário há polens principalmente de Helichrysum, segundo sua observação, assim como láudano, terebinto, gálbano aromático ou lentisco.
A identificação dessas plantas supõe, segundo a Dra. Boi, “um dado adicional que confirma que o homem do Sudário poderia ser Jesus”.
A investigadora indicou que a revisão por parte de especialistas paleólogos de todos os “polens do sudário ajudaria a identificá-los melhor”. Do mesmo modo, ela reparou em que os óleos e ungüentos presentes no manto o conservaram por conterem potentes elementos repelentes de insetos e fungos.
Fonte: Apostolado Spíritus Paraclitus
Por Thomas F. Madden
Muitas pessoas, no Oriente e no Ocidente, consideram as Cruzadas uma mancha negra na História da Civilização Ocidental em geral, e da Igreja Católica em particular. Citadas por ambas as partes no conflito entre os Estados Unidos e os terroristas árabes, as Cruzadas voltaram aos noticiários, aos filmes e às séries de televisão. Propalam-se velhos mitos e reacendem-se discussões. Um bom exame da História das Cruzadas é, portanto, indispensável
O Presidente George W. Bush foi infeliz quando chamou a guerra contra o terrorismo de “Cruzada”, tendo recebido inúmeras críticas por empregar uma palavra que seria tão ferina e ofensiva para com os muçulmanos de todo o mundo. No entanto, os próprios árabes também fazem uso desse termo. Osama bin Laden e o Mullah Omar com freqüência chamaram os norte-americanos de “cruzados”, e qualificaram os atuais conflitos como uma “Cruzada contra o Islã”. De fato, as Cruzadas estão bem presentes na memória do mundo muçulmano.
O Ocidente, por sua vez, também não esqueceu as Cruzadas. Qualquer um que queira intimidar os católicos não demorará a jogar-lhes no rosto as Cruzadas e a Inquisição. As Cruzadas são com freqüência apresentadas como um exemplo clássico do mal que pode ser feito por uma religião organizada. O homem médio, tanto no Cairo como em Nova York, tende a concordar com a idéia de que as Cruzadas foram um ataque não-provocado, cínico e insidioso, promovido por fanáticos contra o pacífico, próspero e sofisticado mundo muçulmano da época.
Isso não foi sempre assim. Na Idade Média, não havia cristão na Europa que não tivesse certeza de que as Cruzadas eram sumamente boas e justas. Os próprios muçulmanos respeitavam os ideais das Cruzadas e a nobreza dos homens que nelas lutavam.
As coisas começaram a mudar com a Reforma Protestante. Para Martinho Lutero – que já havia rejeitado a autoridade do Papa e a doutrina sobre as indulgências – as Cruzadas não passavam de manobras de um papado sedento de poder. Chegava a afirmar que lutar contra os muçulmanos equivalia a lutar contra o próprio Cristo, pois Ele tinha enviado os turcos para punir a Cristandade pelos seus pecados. Quando o sultão Suleiman o Magnífico (1495?-1566) começou a invadir a Áustria com os exércitos otomanos, Lutero mudou de opinião sobre a necessidade de lutar, mas manteve-se firme em suas críticas às Cruzadas.
Ao longo dos duzentos anos seguintes, as pessoas tendiam a ver as Cruzadas com olhos confessionais: os protestantes lançavam-lhes vitupérios e os católicos, elogios. Quanto a Suleiman e seus sucessores, ambos concordavam: queriam livrar-se dele.
A atual visão a respeito das Cruzadas nasceu do Iluminismo do século XVIII. Muitos dos então chamados “filósofos”, como Voltaire, pensavam que a Cristandade medieval fora apenas uma vil superstição. Para eles as Cruzadas foram uma migração de bárbaros devida ao fanatismo, à ganância e à luxúria. A partir desse momento, a versão iluminista sobre as Cruzadas entrou e saiu de moda algumas vezes. As Cruzadas receberam boa imprensa e foram consideradas como guerras de nobreza (mas não de religião) durante o Romantismo e até o início do século XX. Depois da Segunda Guerra, contudo, a opinião geral voltou-se decisivamente contra as Cruzadas. Na esteira de Hitler, Mussolini e Stalin, os historiadores concluíram que a guerra por motivos ideológicos – seja qual for a ideologia em questão – é abominável.
Esse sentimento de aversão foi resumido por Steven Runciman nos três volumes do seu livro A History of the Crusades (Uma História das Cruzadas, 1951-1954). Para Runciman, as Cruzadas foram atos de intolerância moralmente repugnantes praticados em nome de Deus. Os homens medievais que brandiam a cruz e marchavam rumo ao Oriente Médio eram ou perversos cínicos, ou avarentos vorazes, ou crédulos ingênuos. Esse livro, aliás literariamente bem escrito, tornou-se logo o padrão: com esse único golpe, Runciman conseguiu definir a moderna visão popular sobre as Cruzadas.
A partir de 1970, as Cruzadas receberam a atenção de centenas de pesquisadores, que as esquadrinharam meticulosamente. Como resultado, sabemos hoje muito mais a respeito das guerras santas da Cristandade do que jamais soubemos. Contudo, os frutos de décadas de pesquisa histórica só lentamente vão penetrando nas mentes do grande público. Isso se deve em parte aos próprios historiadores profissionais, sempre propensos a publicar estudos que pela sua própria natureza exigem uma linguagem muito técnica, de difícil compreensão para quem não é especialista. Contribui também para essa situação a clara relutância das elites contemporâneas em abandonar a visão “runcimaniana” das Cruzadas. Sendo assim, os livros populares sobre o tema – livros que as pessoas continuam querendo ler, apesar de tudo – tendem a repetir a conversa de Runciman.
O mesmo vale para as outras mídias, como o cinema e a televisão. Um exemplo é o documentário As Cruzadas, uma produção da BBC/AE de 1995, estrelada por Terry Jones. Para dar um certo ar de autoridade ao que mostravam, os produtores intercalaram as cenas com entrevistas a importantes historiadores das Cruzadas, que expressavam suas opiniões sobre cada evento retratado. O problema é que os historiadores de hoje discordam das idéias de Runciman. Mas os produtores não se importaram com isso: simplesmente editaram as gravações das entrevistas, selecionando fragmentos e seqüências que, uma vez montados, davam a impressão de que os historiadores concordavam com Runciman. Um deles, o Dr. Jonathan Riley-Smith, veio dizer-me depois, num tom irado: “Eles me mostraram dizendo coisas nas quais eu não acredito!”
Mas afinal, qual é a verdadeira história das Cruzadas? Como o leitor pode imaginar, trata se de uma longa história. Mas existem muitos bons historiadores que ao longo dos últimos vinte anos vêm colocando as coisas no seu devido lugar. Por agora, tendo em vista o bombardeio que as Cruzadas vêm recebendo atualmente, o melhor será esclarecer justamente o que as Cruzadas não foram. Enumeramos a seguir alguns dos mitos mais comuns, dizendo por que eles são falsos.
Mito nº 1: As Cruzadas foram guerras contra um pacífico mundo muçulmano que nada fizera contra o Ocidente.
Não há nada de mais falso. Desde os tempos de Maomé, os muçulmanos lançaram-se à conquista do mundo cristão. E fizeram um ótimo trabalho: após poucos séculos de incessantes conquistas, os exércitos muçulmanos tomaram todo o norte da África, o Oriente Médio, a Ásia Menor e a maior parte da Península Ibérica. Em outras palavras: ao findar o século XI, as forças islâmicas já haviam capturado dois terços do mundo cristão. A Palestina, terra de Jesus Cristo; o Egito, berço do monaquismo cristão; a Ásia Menor, onde São Paulo estabeleceu as primeiras comunidades cristãs. Não conquistaram a periferia da Cristandade, mas o seu núcleo. E os impérios muçulmanos não pararam por aí: continuaram pressionando pelo leste em direção a Constantinopla, até que finalmente a tomaram e invadiram a própria Europa.
Se uma agressão não-provocada existiu, foi a muçulmana. Chegou-se a um ponto em que só restava à Cristandade defender-se ou simplesmente sucumbir à conquista muçulmana. A Primeira Cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II em 1095 para atender aos apelos urgentes do Imperador bizantino de Constantinopla, Aleixo I Comneno (1081-1118). Urbano convocou os cavaleiros cristãos para irem em socorro dos seus irmãos do Leste. Foi uma obra de misericórdia: livrar os cristãos do Oriente de seus conquistadores muçulmanos. Em outras palavras, as Cruzadas foram desde o início uma guerra defensiva. Toda a história das Cruzadas do Ocidente foi a história de uma resposta à agressão muçulmana. (mais…)
Fonte: Sal e Luz
Prêmios Nobel na Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, existente desde 1.582
A primeira ou mais antiga Academia de Ciências do mundo foi criada pela Igreja Católica, em 1603. A história da Academia poe ser examinada no site do Vaticano, em Pontifical Academy of Sciences. O artigo abaixo mostra que a Academia de Ciências do Vaticano foi integrada pelos melhores cientistas do mundo, ganhadores de muitos Prêmios Nobel.
Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano. A que mais ganhou Prêmios Nobel até hoje.
Das muitas acusações feitas contra a Igreja, uma das mais despropositais é de que ela é contra a ciência. Que ela tem perseguido a ciência ao longo dos milênios. Muitos fatos desmentem essa calúnia.
Um dos mais evidentes é que o próprio Vaticano, através da ação de muitos papas, mantém um Observatório Astronômico, ou ‘Specola Vaticana’ em italiano, como é geralmente conhecido. Este observatório, edificado no coração da Igreja, é prova viva, testemunho eloquente, da relação de amor da Igreja e de seus membros, pela ciência. E de que esta, quando livre de uma hermenêutica materialista, está de pleno acordo com a fé católica.
Segundo o padre Sabino Maffeo S.J. no livro ‘In the service of nine popes’ (‘No serviço de nove papas’, em uma tradução livre), a Specola Vaticana remonta ao ano de 1582, quando o papa Gregório XIII reformou o calendário juliano. O observatório, entretanto, não foi criado oficialmente naquele ano. Em várias épocas papas se interessaram pela astronomia e criaram observatórios. Mas foi em 1891 que o papa Leão XIII fundou formalmente a Specola Vaticana através de um Motu Proprio, ‘Ut Mysticam’. Segundo ele, a Specola Vaticana serviria para “que todos pudessem ver que a Igreja e seus Pastores não se opõe à verdadeira e sólida ciência, humana ou divina, mas abraçam-na, encorajam-na e promovem-na com a máxima dedicação possível”.
Inicialmente, a Specola Vaticana ficava dentro do próprio Vaticano, na ‘Torre dos Ventos’. No final do século XIX a luminosidade em Roma não era muito grande, e aquele era um excelente lugar. É imprescindível para os astrônomos que o telescópio esteja em um lugar com céu bem escuro à noite. Cidades luminosas impedem que se observe objetos mais fracos. Em 1933 Roma já tinha os céus claros demais para permitir uma pesquisa séria. O papa Pio XI ofereceu a residência papal de verão em Castelgandolfo, que fica a poucos quilômetros de Roma e tinha condições excelentes de observação. Em 1980, novamente os céus já eram claros demais para os jesuítas fazerem suas pesquisas. A Specola Vaticana continuou em Castelgandolfo, mas boa parte de seus pesquisadores se mudou para Tucson, nos EUA, onde foi formado um grupo de pesquisa. Esta mudança foi encorajada e apoiada pelo papa João Paulo II. Lá, em colaboração com a Universidade do Arizona, este grupo pôde cooperar com outros astrofísicos e usar vários telescópios americanos. Em 1993 foi inaugurado nos EUA um grande telescópio para uso dos astrofísicos da Specola Vaticana. Foi um grande salto em produtividade de pesquisa, visto que antes eles precisavam usar outros telescópios.
Entretanto, a pesquisa de ponta em astrofísica não é a única atividade dos jesuítas da Specola Vaticana. Também é missão deles servir à Igreja, testemunhando no mundo sua boa relação com a ciência. Eles fazem isso escrevendo artigos, dando palestras em universidades e institutos de pesquisa e organizando eventos. Em 2008, o Professor Dr. Felipe Aquino teve o privilégio de poder participar de um destes eventos. A cada dois anos é realizada a “Escola de Verão do Observatório do Vaticano”. Cerca de duas dúzias de estudantes de astrofísica de todo o mundo são selecionados para passar 1 mês em Castelgandolfo, tendo aulas sobre algum tema de vanguarda em astrofísica.
“Assim como eu, a maior parte dos estudantes era de países subdesenvolvidos e não tinha condições de arcar com os custos”, escreve o nosso Professor. “Por isso, o Observatório do Vaticano financiou as despesas. Durante a Escola, além de poder observar com os telescópios que ficaram em Castelgandolfo, pudemos conhecer os pesquisadores da Specola Vaticana. Mais incrível que isso foi que, já no primeiro dia, tivemos a honra de sermos recebidos pelo papa Bento XVI e pudemos, todos, cumprimentá-lo pessoalmente. O critério de escolha dos participantes não foi religioso. Alguns dos estudantes nem mesmo sabiam o que era um ‘papa’. Havia até uma estudante muçulmana. Foram semanas magníficas onde estudantes do mundo todo puderam vivenciar o apreço que a Igreja Católica tem pela ciência”, escreve O professor Felipe Aquino.
Nenhum daqueles estudantes será capaz de dizer, um dia, que a Igreja é obscurantista e contra a ciência. Este foi o desejo de Leão XIII e de vários outros papas, e tornou-se a missão dos padres jesuítas que constituem a Specola Vaticana. Também esta deve ser a missão de todos nós católicos, pois o conhecimento científico serve à fé, ajudando a revelar na beleza criação, o Criador.
OS NOVOS CIENTISTAS NO VATICANO
Muitas pessoas não têm conhecimento do grande número de cientistas de renome internacional que assessoram o Papa em suas participações nas Pontifícias Academias do Vaticano. Cerca de 23 cientista Prêmios Nobel, participam das Academias Pontifícias, e muitos outros.
A Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano, foi fundada em Roma em 1603, com o nome de Academia dos Linces (Galileu Galilei foi membro!), e está composta por 80 “acadêmicos pontifícios” nomeados pelo Papa a partir da proposta do Corpo Acadêmico, sem discriminação de nenhum tipo. Seu presidente é, desde 1993, Nicola Cabibbo, professor de Física na Universidade ‘La Sapienza’, de Roma, e ex-presidente do Instituto Nacional Italiano de Física Nuclear.
O Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano: o professor americano William D. Phillips e o professor de origem indiana Veerabhadran (Ram) Ramanatham. William D. Phillips, nasceu em Wilkes-Barre (Pensylvania), é professor de Física na Universidade de Maryland e é líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do National Institute of Standards and Technology (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física. Mais um Nobel no Vaticano!
Veerabhadran (Ram) Ramanathan, nascido em Chennai (Índia), é professor de ‘Ciências da atmosfera’ na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do ‘Centro para as Ciências da Atmosfera’ da Scripps Institution of Oceanography, La Jolla (Estados Unidos). Isto mostra o quanto a Igreja católica valoriza a ciência.
Nesses dias o Papa Bento XVI nomeou o professor indiano de Astrofísica, Govind Swarup, e o professor francês de Psicologia Evolutiva, Stanislas Dehaene, como membros da Pontifícia Academia das Ciências.
O professor Swarup nasceu em Thakurwara (Índia) em 1929. Doutorou-se na Universidade de Stanford em 1961. Após ter trabalhado no Laboratório Físico Nacional de Nova Déli, na “Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization” (CSIRO), da Austrália, e na Universidade de Harvard, em 1963 passou a trabalhar no “Tata Institute of Fundamental Research” (TIFR).
Swarup foi um pioneiro no campo da rádio-astronomia solar, das rádio-galáxias, dos quasares, da cosmologia e dos instrumentos para a rádio-astronomia. Projetou e dirigiu a construção de um radio-telescópio cilíndrico de 530 metros de longitude e 30 metros de largura, em Ooty, sul da Índia. Entre 1987 e 1997, projetou e construiu o Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), o maior rádio-telescópio do mundo.
O professor Stanislas Dehaene nasceu em 12 de maio de 1965 em Roubaix (França). Estudou matemática na “École Normale Supérieure” de Paris e se licenciou em 1989 em Ciências Cognitivas, na “École des Hautes Études en Sciences Sociales” (EHESS) de Paris.
Após ter trabalhado no Hospital Frederic Joliot, do Comissariado para a Energia Atômica, no centro para o “brain imaging” de Orsay, em 2005 foi nomeado catedrático de Psicologia Experimental, no College de France, de Paris.
“Em suas pesquisas, Stanislas Dehaene utiliza métodos da Psicologia Cognitiva Experimental, da Neuropsicologia, da “Neuroimaging”, junto a modelos matemáticos para compreender os mecanismos cerebrais de alguns ramos do saber humano: matemática, elaboração da linguagem e acesso ao conhecimento”, explica o comunicado vaticano. “Graças à sua proposta experimental, chegaram a avanços importantes na compreensão da organização das capacidades cognitivas, de suas patologias e das origens de seu desenvolvimento e evolução.”
Dehaene é membro da Academia das Ciências de Paris e recebeu a Medalha Pio XI pela Pontifícia Academia das Ciências, em 2002. Isto mostra o quanto estão errados aqueles que ainda pensam que a fé é oposição à ciência, ou que a Igreja seja obscurantista. Esse preconceito infelizmente ainda existe na cabeça de muitos que ainda não conhecem o coração da Igreja. Já é hora de superar essa ignorância e preconceito!
OS CIENTISTAS PRÊMIOS NOBEL NO VATICANO
O Professor Felipe Aquino recebeu da Pontificia Academia de Ciências do Vaticano a relação dos 24 Prêmios Nobel que dela fazem parte. Que outra Instituição tem tão alto grau de Ciências? Como podem dizer alguns que há oposição entre a Ciência e a Fé?… Abaixo estão listados.
Accademici Nobel:
1. ARBER Werner (Nobel in Physiology or Medicine, 1978)
2. BALTIMORE David (Nobel in Physiology or Medicine, 1975)
3. BECKER Gary S. (Nobel Prize in Economics, 1992)
4. BLOBEL Günter (Nobel Prize in Physiology or Medicine, 1999)
5. CIECHANOVER Aaron J.(Nobel in Chemistry, 2004)
6. COHEN TANNOUDJI Claude (Nobel in Physics, 1997)
7. CRUTZEN Paul J. (Nobel in Chemistry, 1995)
8. De DUVE Christian (Nobel in Physiology or Medicine, 1974)
9. EIGEN Manfred (Nobel in Chemistry, 1967)
10. HÄNSCH Theodor (Nobel in Physics, 2005)
11. KHORANA Har Gobind (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
12. Von KLITZING Klaus (Nobel in Physics, 1985)
13. LEVI MONTALCINI Rita (Nobel in Physiology or Medicine, 1986)
14. MOLINA Mario J. (Nobel in Chemistry, 1995)
15. MÖSSBAUER Rudolf L. (Nobel in Physics, 1961)
16. MURRAY Joseph E. (Nobel in Physiology or Medicine, 1990)
17. NIRENBERG Marshall W. (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)
18. NOYORI Ryoji (Nobel in Chemistry, 2001)
19. PHILLIPS William D.(Nobel in Physics, 1997)
20. POLANYI John C. (Nobel in Chemistry, 1986)
21. RUBBIA Carlo (Nobel in Physics, 1984)
22. TOWNES Charles H.(Nobel in Physics, 1964)
23. YANG Chen Ning (Nobel in Physics, 1957)
24. ZEWAIL Ahmed H. (Nobel in Chemistry, 1999)
“O coração inteligente adquire o saber; o ouvido dos sábios procura a ciência.” [Provérbios 18,15]
Fonte: Apologistas Católicos

Lamentavelmente a Rede Record de televisão que é ligada a Igreja Universal do Reino de Deus e que tem como proprietário o bispo Edir Macedo, mais uma vez agride caluniosamente a Igreja Católica em matéria veiculada no dia 15/05/2011 em seu programa “Domingo Espetacular”. Neste programa, injuriosamente afirmavam que o Vaticano apoiava a escravidão, o tráfico negreiro e tortura aos escravos. Para tais afirmações, os mentores de tamanha quimera não se envergonharam em forjar, distorcer fatos e utilizar-se da má interpretação de documentos que em nada condizem com suas acusações.
A verdade
Naqueles tempos, os simpatizantes do tráfico sugeriram que não contrariava os ensinamentos da Igreja porque não incidia sobre “seres racionais” mas sim sobre uma espécie de “animais”. A Igreja recusou esse argumento. Em 1537 o Papa Paulo III emitiu três decretos a proibir a escravatura do Novo Mundo (decretos descobertos por historiadores há pouco tempo). No primeiro, o Papa declarava que “os índios são homens de verdade” e, portanto, “pela nossa Autoridade Apostólica decretamos e declaramos… que estes mesmos índios e todos os outros povos – mesmo aqueles que não partilham da nossa fé – não devem perder a liberdade e a propriedade… e não devem ser reduzidos a escravos, e tudo o que se passar em contrário será considerado nulo e inválido”. No segundo decreto o Papa ameaça com a excomunhão qualquer pessoa, independentemente de “dignidade, estatuto, condição, ou classe social” que pratique a escravatura. A oposição da Igreja acabou com a escravidão descarada dos índios, mas continuaram as práticas de exploração. E os decretos papais não tiveram qualquer efeito no tráfego de escravos africanos. (A Vitória da Razão, Rodney Stark, pg. 243).
Isto anula o falso argumento da “historiadora” do programa, que afirmava que o que o Papa decretasse, era o que devia ser feito.
Afirma BRAUDEL: “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…)”(os grifos são nossos. BRAUDEL, 1989: 138).
Abaixo estão alguns frames da matéria caluniosa da Record e nossa devida refutação:
Primeiro eles distorceram o contexto da bula “DUM DIVERSAS”.


Na verdade essa bula jamais foi escrita para apoiar a escravatura ou tráfico negreiro, essa bula foi escrita pelo PAPA Nicolau V no intuito de preservar a fé apostólica contra os SARRACENOS, ou seja, os muçulmanos que escravizavam os cristãos da Europa, essa bula nada tinha a ver com o tráfico negreiro.
Documento oficial “Dum Diversas” (publicada em 18 de junho de 1452 pelo Papa Nicolau V).
Através desta Bula, dirigida ao rei Afonso V de Portugal, o pontífice afirma:
“(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo”.
Sarracenos: (do grego sarakenoi) era uma das formas com que os cristãos do Medievo designavam, os árabes ou os muçulmanos. As palavras “islã” e “muçulmano” só foram introduzidas nas línguas européias no século XVII.
Para entender o porquê o PAPA Nicolau V emite essa bula, devemos adentrar na história e descobrir o que os mulçumanos faziam aos cristãos na Europa: primeiramente, o tráfico negreiro era feito pelos próprios negros dentro da África muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma as demais etnias muçulmanas. Estes eram vendidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos com seqüestros aleatórios.
Posteriormente os muçulmanos (“sarracenos”) iniciaram o chamado “escravismo branco”, eles iam até a Europa buscar principalmente os cristãos para escravizá-los com o total apoio africano. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do “império de Mali” feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Fonte: http://www.ricardocosta.com/pub/imperiosnegros2.htm
O que precisamos entender é que esta Bula foi escrita em uma época de perseguição muçulmana contra a cristandade e Constantinopla estava sob ameaça de ataque. Na verdade ela foi escrita apenas um ano antes dos muçulmanos derrotarem os cristãos bizantinos. Para um contexto melhor, permitam-me informar que os invasores muçulmanos saquearam e pilharam os cristãos por vários dias antes de dar aos sobreviventes poucas condições para a sua subjugação. Então o papa autorizou a tomada de prisioneiros de guerra e o seu encarceramento como pena de prisão perpétua por crimes contra a cristandade.
“Dum Diversas” era uma bula papal para seu tempo, mas de modo algum fomenta a escravidão. É simplesmente uma autorização para atacar o inimigo agressor em uma “guerra justa” e tomar como prisioneiros os salteadores e encarcera-los por seus crimes.
Infelizmente o programa da Record, além de omitir tais fatos, distorce acintosamente a verdade com mera intenção de atacar a Igreja Católica.
Abaixo, mais uma vez, omitindo o contexto dos fatos, pinçou e fez uso de um trecho de outro documento que não se refere ao tráfico negreiro. Eis o trecho pinçado:

O “Romanus Pontifex” foi mais uma bula enviada pelo PAPA Nicolau V, contra os crimes muçulmanos diante da cristandade, outra vez a emissora utiliza um documento contra os sarracenos sem explicar para o telespectador quem são os sarracenos, enquanto desonestamente insinua ser esta bula contra os africanos.
Confirma os historiador Manuel Gonçalves: “A expansão portuguesa em direção a territórios muçulmanos teve para a Igreja um caráter cruzadístico e foi incentivada e legitimada pelo Papado através das bulas Romanus Pontifex (1455) de Nicolau V e Inter Caetera (1456) de Calixto III”. Vide MARTINS, Manuel Gonçalves. O Estado Novo e a Igreja Católica em Portugal (1933-1974). p. 1.)
O repórter também caluniava que os negros eram capturados e levados a uma igreja católica, batizados e desembarcados. Puro embuste deste que não honra a própria profissão, preferindo fazer eco a falácias para agradar seu patrão. A Igreja Católica jamais teve parte na captura de africanos, os que abraçaram o evangelho de Jesus Cristo na religião católica o fizeram por iniciativa própria, como determina ser feito o Papa Paulo III, na Bula “Veritas Ipsa”, de 09-06-1537, omitida pela repórter:
“Paulo Papa Terceiro, a todos os fiéis Cristãos, que as presentes letras virem, saúde e bênção Apostólica. A mesma verdade, que nem pode enganar, nem ser enganada, quando [Jesus] mandava os Pregadores de sua Fé a exercitar este ofício, sabemos que disse: Ide, e ensinai a todas as gentes. A todas disse, indiferentemente, porque todas são capazes de receber a doutrina de nossa Fé.(…)
(…) determinamos e declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídas, e convidadas à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer cousas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira. Dada em Roma, ano de 1537 aos 9 de junho, no ano terceiro do nosso Pontificado.”
Adiante, dos escritos do padre Antonio Vieira, o repórter da Record pesca dois pequenos trechos de seu contexto e tenta macular a imagem do padre, querendo dar a entender que aquele fomentava a escravatura no Brasil, quando na verdade o padre Antonio Vieira, grande defensor dos africanos, estava apenas dando um conforto espiritual para aquela gente sofredora, sem paz e sem Deus, perseguida e negociada pelos próprios patriotas desde sua terra natal. Em nenhum momento o padre usa o termo escravidão como uma forma de purgar os pecados como quis fazer parecer o maldoso repórter. Veja os trechos que usaram para o embuste:


Contexto verdadeiro em que falava o padre:
Assim que o padre Vieira termina de louvar aos negros por sua alta missão como cristãos que serão salvos, ele diz, claramente, que a primeira obrigação que eles têm é: “de dar infinitas graças a Deus por vos ter dado conhecimento de si, e por vos ter tirado de vossas terras, onde vossos pais e vós vivêis como gentios; e vos ter trazido a esta, onde instruídos na fé, vivais como cristãos, e vos salveis.” (“Sermão XIV .pág. 303).
Essas palavras não são suas. Tudo o que ele diz vem da autoridade das Escrituras, e ele cita a profecia, continuação do sermão, de que “Virá tempo, diz David, em que os Ethyopes (que sois vós) deixada a gentilidade e a idolatria, se hão de ajoelhar diante do verdadeiro Deus” e “não baterão as palmas como costumam, mas fazendo oração, levantarão as mãos ao mesmo Deus.”(pág. 303).
De fato em Goiana-PE, fundada em 1570 e outras cidades brasileiras, os católicos e a Igreja Católica compraram a liberdade dos escravos vendidos pela própria África aos senhores e os transformavam em cidadãos comuns livres, com trabalho, residência e família. Isso bem antes da abolição da escravatura no Brasil, o que profética e milagrosamente justificou as palavras do padre Vieira.
Abaixo seguem alguns trechos da obra do padre, todos omitidos pelo programa da Record, onde o padre se coloca duramente contra a escravidão, deixando clara a posição da Igreja. Nesses trechos ele protesta diretamente aos exploradores da época, presentes ao mesmo sermão em que estavam os negros:
“Saibam os pretos, e não duvidem, que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua… porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus ou gentios, ou servos ou livres”(Sermão XIV).
“Nas outras terras, do que aram os homens e do que fiam e tecem mulheres se fazem os comércios: naquela (na África) o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e compra. Oh! trato desumano, em que a mercancia são homens! Oh! mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias e os riscos são das próprias! “ (Sermão XXVII).
“Os senhores poucos, e os escravos muitos, os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome, os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros, os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. (…) Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com a sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem como os nossos? Não respiram com a mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que as domina, tão cruel?”. (Sermão XXVII sobre o Rosário, in Sermões, vol. 12, Porto, 1951, p.333-371).
Essas foram as palavras do grande padre Antonio Vieira, omitidas pelo injurioso programa da Record, em sua flagrante tentativa de infamar a Igreja Católica.
Vejamos os Testemunhos e documentos que atestam o combate da Igreja à escravidão deste os primórdios do cristianismo:
O Papa S. Calisto (ano 217), era um ex-escravo elevado a Papa.
O Concílio de Nicéia (ano 325), o primeiro que a Igreja realizou, afirma: “escravos foram admitidos ao sacerdócio.”
Em uma Carta do Papa João VIII, datada de setembro de 873 e dirigida aos Príncipes da Sardenha, ele diz:
“Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes, cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças. Com efeito; por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos, que os mantêm em servidão. Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo; a quem assim proceda, a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas”.(Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio dos Símbolos e Definições nº 668).
O Papa Pio II, em 7 de outubro de 1462:
Condenou o comércio de escravos como “magnum scelus” (grande crime).
O Papa Pio VII (1800-1823) enviou uma Carta ao Imperador Napoleão Bonaparte da França, em protesto contra os maus tratos a homens vendidos como animais, onde dizia:“Proibimos a todo eclesiástico ou leigo apoiar como legítimo, sob qualquer pretexto, este comércio de negros ou pregar ou ensinar em público ou em particular, de qualquer forma, algo contrário a esta Carta Apostólica”(citado por L. Conti, “A Igreja Católica e o Tráfico Negreiro”, em ‘O Tráfico dos Escravos negros nos séculos XV-XIX”. Lisboa 1979, p. 337).
O mesmo Sumo Pontífice se dirigiu a D. João VI de Portugal nos seguintes termos:
“Dirigimos este ofício paterno à Vossa Majestade, cuja boa vontade nos é plenamente conhecida, e de coração a exortamos e solicitamos no Senhor, para que, conforme o conselho de sua prudência, não poupe esforços para que… o vergonhoso comércio de negros seja extirpado para o bem da religião e do gênero humano”.
O famoso bispo de Chiapa, na América, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios contra sua escravidão. No início do século XVI o dominicano Domingos de Minaja viajou da América Espanhola a Roma, a fim de relatar ao Papa Paulo III (1534-1549) os abusos ocorrentes com relação aos índios. Em conseqüência, o Pontífice escreveu a Bula: “O comum inimigo do gênero humano, que sempre se opõe as boas obras para que pereçam, inventou um modo, nunca dantes ouvido, para estorvar que a Palavra de Deus não se pregasse as gentes, nem elas se salvassem. Para isso moveu alguns ministros seus que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar a cada passo que os índios das partes ocidentais e meridionais e as mais gentes que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé católica, e, com pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão em que têm suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”.(Veritas Ipsa” (1537), onde condena a escravidão)
O Papa Gregório XVI (1831-1846) em 3.12.1839 disse: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam “.
O Papa Leão XIII (1878-1903), disse na Carta “In Plurimis”, em 5.5.1888 aos bispos do Brasil:“E profundamente deplorável a miséria da escravidão a que desde muitos séculos está sujeita uma parte tão pequena da família humana”.
O papel da lgreja frente à escravatura preparou a libertação dos escravos, assinada finalmente em 13/05/1888 pela Regente católica Princesa Isabel. Para comemorar este evento, o Papa Leão XIII enviou à Princesa, a Rosa de Ouro, sinal de distinção e benevolência de Sua Santidade.
Na cidade de Goiana – PE, está uma imagem belíssima de Nossa Senhora do Rosário, doada pela Princesa Isabel à Igreja Católica, por promover a liberdade e a inclusão social dos negros escravos, antes mesmo da Lei Áurea. (Catálogo Turístico, Descubra as Raízes de Pernambuco pág. 40).
Santo Agostinho também teve seu texto distorcido pelo repórter macediano, ele viveu no século IV, e foi aludido maldosamente em assunto do Brasil colonial, aquele jamais fomentou a escravidão. Este foi o trecho de sua obra pinçado desonestamente:

Essas duas frases abaixo de Santo Agostinho, mostram o contexto em que ele cita a palavra “escravo”, revelando a má fé do repórter macediano.
“Quem é bom é livre, mesmo que seja escravo.
Quem é mau é escravo, ainda que seja rei. ”
“O Senhor supremo diz: Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Por isso muitos homens piedosos servem patrões iníquos, mas não livres, porque quem é vencido por outro fica escravo de quem o venceu.”(Santo Agostinho,1990, II, livro XIX, cap. XV, p.406).
Como poderia a Igreja Católica, como mente esses enganadores, depreciar os negros e escravos se entre tantos santos negros e escravos que enriquecem sua hagiografia desde os primeiros séculos estão: o ex-escravo Papa S. Calisto (ano 217), Sta. Perpétua, Sta. Felicidade, S. Cipriano, S. Metódio Domenico Trcka, S. Nicolau, Sta. Efigênia, S. Antônio de Cartageró, S. Elesbão, S. Benedito, S. Serapião, Sta. Bakita, S. Frumencio, S. Pacômio, S. Eugenio de Cartago, S. Antão, S. Martinho de Lima (“mestiço”), Sta. Maria-Clémentine Blessed, Santa Anuarite Nengapeta, S. Daudi Okelo e S. Jildo Irwa???
Como poderia a Igreja Católica menosprezar os negros se a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil foi produzida em terracota pelos escravos devotos??? Falta bom senso aos caluniadores, que hoje, depois da abolição da escravatura dada pelos católicos, querem “salvar” as almas dos negros porque trazem algum dinheiro no bolso, quando antes os viam como “uma raça cuja inteligência média beira a estupidez”, “privada de qualquer bênção divina” e os marcavam a ferro quente como animais.
No Portal Evangélico, veja o que confessa um evangélico sobre um jornal batista:
“Na mesma época, o Baptist Record, uma publicação do Estado do Mississippi, publicou um artigo que defendia a idéia de que Deus queria os brancos governando sobre os negros porque ‘uma raça cuja inteligência média beira a estupidez’ está obviamente ‘privada de qualquer bênção divina’.Se alguém questionasse essa doutrina claramente racista, os pastores saíam com o expediente infalível da miscigenação (mistura de raças), que alguns especulavam ser o pecado que havia levado Deus a destruir o mundo nos dias de Noé. A simples pergunta‘você quer que sua filha traga para casa um namorado negro?’ silenciava todos os argumentos raciais.” (pp. 25,26).
Retirado do site: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2638
Naquele tempo no Brasil, esta era a realidade imposta pelo governador protestante Maurício de Nassau e cuidadosamente omitida pelo programa da Record:
Em 25 de junho de 1637, devido a falta de escravos para os engenhos de cana de açúcar, fugidos por causa da guerra entre holandeses e portugueses, Nassau envia uma expedição de nove navios para a Guiné, na África, sob comando do coronel Hans van Koin, para trazer mais negros para Pernambuco.
Já em 30 de maio de 1641, tendo convencido os dirigentes da Cia. Das Índias de que era mais vantajoso atacar Angola, por conta dos escravos, do que a Bahia, Nassau envia uma força de invasão à África com 20 navios e mais de 4.000 homens. http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1290.html
Infelizmente, para isso a Record cegou, preferindo fazer uso da vergonhosa manipulação de imagens abaixo, onde injuriosamente acusava a Igreja Católica de forçar os escravos à conversão, ilustrando isto com imagens que não correspondem aos fatos, enquanto caluniava que os escravos que se recusavam converter sofriam torturas ou eram mortos.
Veja o contraste da verdade diante das calúnias de Record:

Adiante, instilaram que a Igreja Católica “marcava” os escravos a ferro quente. Pura calúnia! Esta é mais uma falsidade que já caiu por terra. Em nota a esse ato selvagem, a protestante igreja anglicana já se acusou e pediu desculpas por essa violência que imprimia aos negros que escravizava.

Para ver os próprios protestantes anglicanos afirmando que durante 300 anos venderam, escravizaram e marcaram a ferro quente os escravos com a palavra “Society”, referida ao organismo daquela igreja, acesse: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=65544
Para ver todo o desrespeito empregado pelo protestantismo ao Povo Negro, e convocação feita pelo Sr. Hernani Francisco da Silva, Presidente da Sociedade Cultural Missões Quilombo a todas as Igrejas protestantes a pedirem perdão pelo desrespeito, preconceito, escárnio e tráfico deste povo, acesse:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20880
Nada melhor do que expor as pinturas de Debret, contemporâneo dos tempos do Brasil império. Assim podemos ver de fato, que ao contrário do protestantismo, a Igreja Católica não fazia qualquer discriminação aos negros.

Outros detalhes dos maliciosos embuste da Record:
1- A “arqueóloga” sequer sabia que no passado os cemitérios eram feitos em volta das Igrejas Católicas, e aproveitaram para induzir a crer que a Igreja escondia mortos.
2- Eles omitiram que entre os maiores traficantes de escravos para o Brasil está o protestante Maurício de Nassau;
3- Eles omitiram as bulas Papais contra a escravidão mesmo antes do descobrimento do Brasil;
4- No próprio vídeo eles mostraram no filme de “cem anos” apresentado no embuste, que os negros eram bem vestidos e tratados pela Igreja. Freiras até aparecem os abençoando com cruzes os encarcerados;
5- O fato de haver hoje capela nos presídios, não quer dizer que é a Igreja Católica que encarcera as pessoas. O fato de haver Igrejas próximas às senzalas no passado, não quer dizer que a Igreja traficava escravos. Isso desfaz o sofisma do repórter macediano;
6- A citada CNBB, fundada tardiamente em 1952, pode até pedir desculpas por não ter podido fazer mais do que estava ao alcance, especialmente por não existir. Mas jamais precisou pedir desculpas por ter agido diretamente contra a honra e a integridade física de índios e escravos, como terrivelmente fizeram os protestantes, menosprezando e exterminando os de seus países;
7- Observe que o “documentário” é forjado com várias cenas de ficção, ou produzidas pela própria Record sob título de “simulação”;
8- A cabeça do rei Garcia II está sepultada na Igreja Católica porque foi um grande católico, e não porque a Igreja o matou, como fez parecer o desonesto repórter;
9 – A igreja de angola feita museu da escravatura, apesar da simplicidade, é um motivo de orgulho e identidade dos angolanos, que lhe atribuem um enorme valor e reconhecimento, funcionando como local que abriga os testemunhos da história dos seus antepassados que viveram a escravidão e o sofrimento do povo angolano. Estranhamente, o senhor que acompanha o desonesto repórter, balbucia mais do que sabe, e é sempre impulsionado pelas auto-sugestões sensacionalistas do repórter macediano;
10- Todos que deram depoimento contra a verdade, naquele atentado forjado pela emissora do Edir Macedo, demonstram ou serem aprendizes marxistas ou membros da própria igreja Universal, a julgar pelos disparates ante-históricos mencionados.
Logo fica patente, que diante de tanta mentira e omissão, a verdadeira intenção da Rede Record era macular a Igreja Católica em busca de incautos para a Igreja Universal do mesmo proprietário.
Há poucos anos atrás, essa mesma emissora, baseando-se no calunioso livro “O Papa de Hitler”, forjou um embuste semelhante onde sistematicamente acusava a Igreja Católica de fazer parte do nazismo e ter ajudado a dizimar os judeus. Essa farsa também foi desmascarada, no link: http://www.olavodecarvalho.org/semana/070201jb.html , pelo jornalista Olavo de Carvalho do Jornal do Brasil, onde ele mesmo pediu perdão por um dia ter acreditado nesta farsa de livro, usado pela Record do bispo Edir Macedo.
Sábio conselho é o de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que muito bem cabe aos que forjaram tal embuste veiculado pela Record:
“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44).