Roma, 01 Fev. 16 / 01:00 pm (ACI).- Milhares de famílias se manifestaram no último sábado, 30, no “Circo Massimo” em Roma a fim de defender a família ante a intenção dos políticos italianos de aprovar uma lei que equipararia os casais homossexuais ao matrimônio natural homem-mulher. A lei “Cirinnà” pretende a legalização das chamadas “barrigas de aluguel” ou maternidade sub-rogada, assim como a adoção de crianças pelos homossexuais e a ideologia de gênero nas escolas.

O Comitê “Defendamos os nossos filhos” junto a numerosas associações pró-família, movimentos e novas comunidades da Igreja foram os encarregados de reunir dois milhões de pessoas, segundo a organização, contra esta lei.

Durante as últimas semanas, o Presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, também convidou a participar a fim de mostrar o desacordo com os políticos que querem aprovar esta lei na próxima semana. De fato, o que há algumas semanas era organizado como um encontro de católicos se transformou logo em um evento civil, através do qual outras confissões religiosas e inclusive não crentes também mostraram seu apoio.

O responsável pela organização e liderar o ato foi Massimo Gandolfini, importante médico que luta contra a chamada teoria ou ideologia de gênero há vários anos. “Somos muitíssimos, muitos mais do que pensávamos ser em um princípio”, expressou em um momento do encontro. “Esta praça não está contra ninguém”, mas contra uma lei que “não foi aceita desde a primeira até a última palavra”, destacou.

“Poderíamos fazer uma operação de maquiagem, mas deve ser totalmente eliminada, não trocar algumas palavras, nós dizemos franqueza”, assinalou enquanto as pessoas o aplaudiam.

Segundo o médico, caso permaneçam renegando a família natural “mais as famílias deixaram de existir, somente existiram modelos diversos, e as crianças serão as principais prejudicadas”, explicou.

Em seguida, recordou aos parlamentares que “todos nós nascemos de um pai e uma mãe” e “ não pertencemos a nenhum lobby, mas somos simples e pobres famílias sem ninguém para nos defender”. “Não queremos arrumar guerra com ninguém, apenas defendemos a família”, sublinhou.

Gandolfini ainda recordou “aos que acreditam em Jesus” que “nosso Senhor certamente não nos ensinou a ser violentos com ninguém, mas estamos aqui para reiterar que a dignidade humana deve ser respeitada. Este é uma praça que luta pela beleza da família e não contra as pessoas, mas contra as ideologias”, sublinhou novamente.

A respeito das “barrigas de aluguel”, o principal organizador do evento indicou: “as crianças não podem ser compradas” e logo mencionou que “a Europa renegou suas raízes judeu-cristãs”. “Queremos enviar-lhes uma mensagem: nós seguiremos todas as etapas de aprovação desta lei e veremos quem acolherá nossas indicações, nós nos lembraremos destas pessoas”, advertiu o Dr. Gandolfini aos políticos.

Ao final da sua intervenção, o médico assinalou que “o amor requer a complementaridade entre um homem e uma mulher, e somente através desta união surge a faísca da vida”.

Durante o encontro, aconteceram diferentes intervenções de peritos e testemunhos no palco, no qual estava escrito com letras grandes: “Proibido desmantelar a família”.

Por sua parte o diário oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, qualificou a manifestação de “participação ampla e transversal, expressão de todas as almas da sociedade italiana”.

No último dia 22 de janeiro, o Papa Francisco recebeu em audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, e lhes recordou que ”não pode haver confusão entre a família querida por Deus e outros tipos de união”. Tais palavras também foram recordadas neste sábado durante a manifestação.


Pai de família é agredido na Inglaterra por ser cristão

28 janeiro 2016 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja

Câmeras flagraram o momento em que dois jovens encapuzados, com uma picareta na mão, atacaram um homem com socos e pontapés. Nissar Hussain e sua família estão sendo perseguidos sistematicamente por terem se convertido do Islã ao Cristianismo.

Um pai de família foi brutalmente atacado por vândalos encapuzados, em frente de sua casa, em Bradford, pelo simples fato de ter se convertido do Islã ao Cristianismo. A agressão aconteceu no fim da tarde do dia 17 de novembro de 2015, na região de Manningham.

O paquistanês Nissar Hussain, de 49 anos, teve um joelho quebrado, uma fratura no antebraço e uma concussão. O episódio, que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno de TV, está sendo avaliado pela polícia do condado de West Yorkshire como crime de ódio religioso.

Imagem de Amostra do You Tube

Ele saiu de casa por volta das 5h da tarde, para levar o seu carro para a delegacia, quando foi atacado por dois homens, que repentinamente o pararam do outro lado da pista e começaram o ataque. Um deles usava uma picareta de mão, enquanto o outro atingia Hussain com vários socos e pontapés. Os agressores, que a vítima não foi capaz de identificar, só pararam quando alguns vizinhos poloneses chegaram e mandaram-nos para longe.

“Eu senti como se estivesse lutando para sobreviver. Tudo aconteceu tão rápido que eu fui incapaz de reagir. Só me lembro de ter saído pelo portão e atravessado o meio-fio. Depois, só vi uma picareta vindo em minha direção. Instintivamente, tentei cobrir minha cabeça com os braços, mas a força do golpe me jogou para trás, meu calcanhar bateu na calçada e lançou-me ao chão. Também bati minha cabeça na parede, o que fez eu ter uma concussão, mas eu ainda estava consciente. Enquanto estava no chão, continuei com os braços bloqueando os chutes deles à minha cabeça, mas assim que eles perceberam, simplesmente começaram a atingir minhas pernas.”

O senhor Hussain conta que a sua família vive aterrorizada desde 2008, quando eles apareceram em um programa de TV – o documentário Unholy War, exibido no Channel 4, que fala sobre os maus tratos a ex-muçulmanos que se converteram à fé cristã. Desde então, ele, a mulher e os seis filhos têm sido submetidos a inúmeros abusos e ameaças às suas vidas, bem como a um enorme prejuízo financeiro, devido aos danos físicos às suas propriedades. Só no período de um ano, por exemplo, o seu veículo foi alvo de vândalos por mais de seis vezes. Ele também já tinha sido agredido anteriormente na rua e acusa a polícia britânica de não ajudar a sua família. “Este país é uma sociedade civilizada e nós não estamos no Paquistão”, ele diz. “Temos o direito de seguir com as nossas vidas diárias e não sermos ameaçados por causa de nossa religião.”

Nissar_Hussain_Blog_3

Nissar_Hussain_Blog_2

Embora já tivesse sido contactada em outras ocasiões, é a primeira vez que a polícia estuda classificar o incidente como crime de ódio religioso. A família se mudou para o antigo endereço depois de experimentar problemas na nova residência, em Bradford, de onde eles reclamam terem sido expulsos por moradores muçulmanos.

Hussain diz que, a princípio, eles foram bem acolhidos na vizinhança, mas tudo mudou depois que eles apareceram na TV revelando a sua conversão ao Cristianismo. “Esse último ano tem sido o mais aterrorizante”, ele conta. “Minha família tem que ser corajosa quando resolve sair pela porta da frente de casa. Somos chamados de blasfemadores por alguns membros da comunidade muçulmana. Chamam-nos de escória e tratam-nos como cidadãos de segunda categoria.

Estatísticas de novembro de 2015 estimam que haja aproximadamente 3 milhões de muçulmanos em território britânico. Em algumas áreas do país, a concentração é tão alta, que os residentes chegam a pedir a implantação da lei islâmica. Das famílias cristãs perseguidas pelo Islã, as de ex-muçulmanos são as que mais sofrem, pois são considerados “apóstatas” e indignas de viver.

Mesmo diante da perseguição, o pai de família diz não estar arrependido pela denúncia pública que fez em cadeia nacional de TV. “Ainda não me arrependo de participar do documentário, já que esse é um problema para os cristãos convertidos em todos os cantos do país”, afirma Hussain. ” Essas pessoas estão nos deixando sem nenhuma dignidade humana. Já faz tempo que saímos à procura de um lugar, mas não deveríamos estar sujeitos a um abuso desse tipo.”

Fonte: Daily Mail | Tradução e adaptação: Equipe CNP


Probabilidade de o Santo Sudário ser falso: 1 em 225 bilhões!

13 janeiro 2016 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja

Fala o Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim e médico forense que avaliou as amostras de sangue do tecido

Quando era criança e ouvia falar do Santo Sudário de Turim, o Dr. Pierluigi Baima Bollone, professor de Medicina Legal na Universidade de Turim, ficava empolgado. Ele não imaginava que uma comissão de especialistas haveria de levantar a hipótese da presença de traças de soro no Santo Lenço e que ele seria o primeiro patologista capaz de analisá-las. Foi em 1978, avaliando uma dúzia de fios tirados do Sudário e uma microcrosta de frações de milímetros extraída por uma equipe de cientistas suíços.

“Assim descobri que se tratava de sangue humano. Depois, com a ajuda de alguns especialistas em DNA, eu pude identificar algumas de suas características”, disse o professor em entrevista ao site Vatican Insider. “Eu era um jovem médico forense que se interessava por microvestígios. O Pe. Coero-Borga me perguntou se eu conseguiria esclarecer se as manchas do Santo Sudário eram verdadeiramente de sangue”, conta ele.

O médico aceitou o desafio e analisou as amostras com microscópio ótico, depois com um eletrônico e assim chegou à maravilhosa descoberta.

“Foi um momento que jamais poderei esquecer. Estava com outros médicos patologistas na biblioteca do Palácio Real, que tinha as janelas bloqueadas com sacolas negras que tínhamos posto. O Sudário estava estendido sobre uma grande mesa, iluminado por uma luz rasante com uma inclinação de 45 graus para retirar os fragmentos de pano, e nos sentávamos um por vez sobre um cavalete. Quando foi a minha vez, tive a impressão de que a imagem virava um corpo. Era como se eu a visse em três dimensões, e pensei que meus olhos estivessem aprontando comigo”.

03d55-pierluigi2bbaima2bbollone

 

Desde então, os estudos do prof. Bollone sobre o Sudário nunca cessaram.

“Com a ajuda de Grazia Mattutino, uma das mais importantes criminologistas, meus estudos estão indo para frente. Há certo tempo, conseguimos individuar partículas de ouro e de prata que devem ter pertencido ao relicário que continha o Santo Sudário durante o incêndio acontecido em Chambéry em 1532. O Santo Sudário, para mim, é mais do que um simples objeto de estudo. Além de contribuir para a minha formação humana, ele condicionou positivamente toda a minha atividade profissional posterior. Minha educação e meu senso da espiritualidade não têm nada a ver com as minhas convicções sobre o Santo Sudário. Por motivos racionais e científicos, estou convencido de que o Lençol de que estamos falando é o próprio que envolveu Jesus Cristo há dois mil anos. Eu diria isto ainda que fosse ateu. E, entre os pesquisadores que acreditam na autenticidade do Santo Sudário, encontram-se numerosos judeus, protestantes e agnósticos”.

Diante de alguém que diz ser uma falsificação, o Prof. Bollone explica que respeitaria a sua convicção, mas “lhe diria que está enganado, enunciando-lhe detalhadamente todas as razões que postulam sua absoluta veracidade”.

“Até porque, pelo cálculo de probabilidades, a chance de o Santo Sudário ser falso é de 1 em 225 bilhões”.

Do blog Ciência Confirma a Igreja


Fora da Igreja não há Salvação: entenda essa doutrina Católica

30 dezembro 2015 Autor: Ecclesia Militans | Postado em: Igreja

Por H. Walker do Ecclesia Militans

Há poucas doutrinas católicas mais controversas e mal-entendidas que a doutrina Extra ecclesiam nulla salus, ou seja, Fora de Igreja não há salvação, uma expressão que vem dos escritos de São Cipriano de Cartago, um bispo do século III em sua carta LXXII, Ad Jubajanum de haereticis baptizandis. O axioma é muitas vezes usado como abreviação para a doutrina que a Igreja é necessária para a salvação. É um dogma da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas Orientais (e algumas denominações protestantes) em referência a suas próprias comunhões, embora a definição do que constitui a Igreja seja diferente no entendimento católico.

A cerca desta doutrina, citando o Santo católico Agostinho, o Bispo da Igreja Ortodoxa Grega, Kallistos Ware, escreveu:

Salus extra Ecclesiam nulla. Toda a força categórica e ponto deste aforismo está em sua tautologia. Fora da Igreja não há salvação, porque a salvação é a Igreja.” (G. Florovsky, “Sobornost: a catolicidade da Igreja”, na Igreja de Deus, p. 53). Será que, portanto, significa que qualquer pessoa que não esteja visivelmente dentro da Igreja está necessariamente condenada? Claro que não; menos ainda segue-se que todo o que está visivelmente dentro da Igreja está necessariamente salvo. Como Agostinho sabiamente comentou: “Quantas ovelhas há fora, quantos lobos há dentro!” (Homilias sobre João, 45, 12). Enquanto não há uma divisão entre uma “Igreja visível” e uma “Igreja invisível”, ainda pode haver membros da Igreja que não são visivelmente tal, mas cuja associação é conhecida só a Deus. Se alguém é salvo, ele deve, em algum sentido ser um membro da Igreja; em que sentido, não podemos dizer sempre.

As declarações católicas desse ensinamento foram repetidas por inúmeros santos e Padres da igreja através dos séculos desde S. Irineu (morto em 202 dC), S. Origines (morto em 254 dC) e S. Cipriano (morto em 258) à S. Tomas de Aquino (morto em 1254) e o Papa Bonifácio VIII em 1302.

Contudo, antes de propor uma exposição da doutrina, sugiro uma reflexão aos leitores católicos que eventualmente não tenham dado-se conta da importância deste ensinamento. Com o aumento das diversas denominações evangélicas no Brasil, somos mais constantemente assediados pelas inquisitivos membros das igrejas evangélicas à despeito de fé católica. Alguns, por vezes, parecem exigir explicações como se tivéssemos um dever inerente de lhes justificar as doutrinas da fé. Apesar disso, devido às inúmeras distorções, formulam conclusões imprecisas seja porque (i) não conhecem a totalidade dos textos católicos ou (ii) porque descontextualizam seus conteúdos.

A Salvação provém de Jesus, o Caminho

Todos os grupos cristãos aceitam que «toda salvação provém de Cristo (Cf João 14,6). Entretanto, diferentemente do protestantismo, a Igreja Católica historicamente sempre viu a necessidade de explicar os meios pelos quais a salvação é oferecida por Cristo. Contudo, seria correto afirmar que a fé somente nos basta para a salvação? A própria bíblia nos oferece algumas pistas:

Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. (Marcos 16,16)

Não, digo-vos, antes, se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. (Lucas 13,3)

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,54)

Nas passagens acima, Jesus indica alguns elementos adicionais igualmente importantes à fé, como também necessários para a salvação; a saber, o batismo, a confissão do pecados, a Eucaristia, todos eles administrados ao crente através do Corpo de Cristo, a Igreja. Porém, dois dentre os três sacramentos acima citados, pressupõem necessariamente a participação de um ministro validamente ordenado. O que poderia levar-nos a concluir que o sacramento da ordenação – marca característica da Igreja desde os seus primórdios – também se faça um importante instrumento para a salvação.

A Igreja:

Sacramento Universal da Salvação

O catecismo da Igreja Católica (774 CIC) afirma a Igreja como “Sacramento Universal da Salvação” e nos explica que “A Igreja é, neste mundo, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens.” (780 CIC). Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (CIC 846). Percebe-se que há dois elementos importantes na explicação da Igreja: Cristo Salvador e a Igreja pela qual a salvação é dada. A lógica desta doutrina está calcada em verdades bíblicas e tem sido repedidas pelos Padres da Igreja através dos séculos.

O Povo de Deus, A Esposa de Cristo e Templo do Espírito Santo

«Em todos os tempos e em todas as nações foi agradável a Deus aquele que O teme e pratica a justiça. No entanto, aprouve a Deus salvar e santificar os homens não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse na santidade. Foi por isso que escolheu Israel para ser o seu povo, estabeleceu com ele uma aliança e instruiu-o progressivamente manifestando-se a Si mesmo e os desígnios da Sua vontade na história desse povo, e santificando-o para Si. Mas tudo isso aconteceu como preparação da Aliança nova e perfeita, que seria concluída em Cristo […]. Esta nova Aliança instituiu-a Cristo no seu Sangue, chamando um povo, proveniente de judeus e pagãos, a juntar-se na unidade, não segundo a carne, mas no Espírito» (II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 9)

Deste modo, a Igreja é o povo de Deus, ao qual foi conferido um sacerdócio real, da qual se fez uma “nação santa” (1 Pe 2, 9); e vem-se a ser membro deste povo, não pelo nascimento físico, mas pelo «nascimento do Alto», «da água e do Espírito» (Jo 3, 3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Contudo, este povo tem por Cabeça Jesus Cristo (o Ungido, o Messias): porque a mesma unção, o Espírito Santo, flui da Cabeça por todo o Corpo, este é o «povo messiânico».

A missão da Igreja, enquanto povo de Deus, é ser o sal da terra e a luz do mundo. «Constitui para todo o gênero humano o mais forte gérmen de unidade, esperança e salvação e seu destino, finalmente, é «o Reino de Deus, o qual, começado na terra pelo próprio Deus, se deve dilatar cada vez mais, até ser também por Ele consumado no fim dos séculos. Assim, vemos que a própria bíblia associa a Igreja, o povo de Deus, ao Redentor de forma Intima e inseparável, pois a Igreja é o Corpo Místico de Cristo e Comunhão com Jesus.

Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar testemunho, os associar à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o seu Espírito Santo e santificador

Christus Totus «A CABEÇA DESTE CORPO É CRISTO» (Cl 1, 18)

Ele é o Princípio da criação e da Redenção. Elevado à glória do Pai, «tem em tudo a primazia» (Cl 1, 18), principalmente sobre a Igreja, por meio da qual estende o seu reinado sobre tudo quanto existe. Cristo e a Igreja são, pois, o «Cristo total» (Christus totus). A Igreja é una com Cristo. Os santos têm desta unidade uma consciência muito viva:

Uma palavra de Santa Joana d’Arc aos seus juízes resume a fé dos santos Doutores e exprime o bom-senso do crente: «De Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só, e não há que levantar dificuldades a esse respeito»

Na verdade, Santa Joana d’Arc apenas ecoava as palavras de Jesus que, ao indagar São Paulo, então Saulo, associa Sua Pessoa à própria Igreja à qual Paulo perseguia; Saulo, Saulo, por que Me persegues? (Atos 9:4, ênfase do Blog). Ao invés de, “Saulo, Saulo, por que persegues a minha Igreja ou àqueles que crêem em mim?

O próprio Senhor Se designou como «o Esposo» (Mc 2, 19) (243). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do seu Corpo, como uma esposa «desposada» com Cristo Senhor, para formar com Ele um só Espírito. Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado (245) que Cristo amou, pela qual Se entregou «para a santificar» (Ef 5, 26)

Visto, assim, ou seja, a unidade da Igreja com Cristo, podemos agora refletir sobre a segunda parte da afirmação da Igreja: Salvação POR MEIO da Igreja.

Como abordado acima, os sacramentos são os meios ordinários através dos quais Cristo oferece a graça necessária para a salvação, e a Igreja católica que Cristo estabeleceu é o ministro ordinário dos sacramentos, por esse motivo é adequado afirmar que a salvação vem por meio da Igreja.

Isto não é diferente da situação que existia antes do estabelecimento do cristianismo e da Igreja Católica. Mesmo antes de ter sido totalmente revelado que ele era o Messias, o próprio Jesus ensinou que “a salvação vem dos judeus” (Jo 04:22). Ele apontou à mulher de Samaria o corpo de crentes existentes na época, através do qual a salvação seria oferecida à toda a humanidade: os judeus.

Em reconhecimento desta realidade a Igreja, especialmente em tempos de grande conturbações e heresias, foi enfática na maneira pela qual ensinou esta doutrina. Em vez de simplesmente indicar como Deus oferece a salvação de Cristo, através da Igreja, ela tem advertido que não há salvação á parte de Cristo, fora de sua Igreja.

A Salvação dos não católicos: Ignorância Invencível

A Igreja reconhece que Deus não condena aqueles que são inocentemente ignorantes da verdade sobre sua oferta de salvação. Em relação à doutrina em questão, o Catecismo da Igreja Católica (citando documento do Vaticano II Lumen gentium, 16) afirma:

«Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita».

Este ensinamento é consistente com o próprio ensinamento de Jesus sobre aqueles que inocentemente o rejeitam: “Se eu não tivesse vindo e falado a eles, eles não teriam pecado” (Jo 15:22). Assim, a Igreja reconhece que, embora ela seja o sacramento da salvação, aqueles não visívelmente unidos è ela, podem salvar-se. Ela declara também que “ela está unida em muitos aspectos com os batizados, honrados pelo nome de cristãos, mas que não professam a fé católica em sua totalidade ou não conservam a unidade da comunhão sob o sucessor de Pedro”, e ainda que “aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão relacionados com o Povo de Deus de várias maneiras.” [CIC 838-839].

Conclusão

A base para o ensinamento da Igreja é que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida; e que ninguém vem ao Pai senão por Ele (Jo 14: 6). Em outras palavras, o fundamento da doutrina da Igreja é que fora de Cristo não há salvação. Mas a Igreja não pára por aí, porque Cristo não parou por aí.

Jesus ensinou enfaticamente que Ele iria estabelecer e construir a Sua Igreja – e não apenas por conveniência, mas também por uma questão de que Seu Corpo iria continuar seu trabalho de salvação do mundo depois de sua ascensão ao céu. São Paulo explica esta doutrina ao proclamar que a Igreja é nada menos que o Corpo de Cristo, e Jesus Cristo é a Cabeça. Desta forma, São Paulo recorda-nos que Cristo e Sua Igreja estão inseparavelmente UNOS. Não se pode estar em Cristo se não se está em seu corpo, a Igreja.

E esta é uma razão pela qual o Novo Testamento constantemente nos lembra que o batismo é necessário para a salvação – porque o batismo é a “porta” através da qual entramos na Igreja – é através do batismo que nascemos de novo na família de Deus (que é outra imagem que São Paulo usa para a Igreja em 1 Tm 3:15). Assim, a razão pela qual a Igreja ensina “extra Ecclesiam nulla salus” é porque ela é inseparavelmente una a Cristo, e fora de Cristo não há salvação, exceto é claro, quando se há ignorância invencível.

Source: Catecismo da Igreja Católica. Autoria e edição: Blog Ecclesia Militans – Hellen Walker


5 maneiras de reativar sua vida de oração

4 dezembro 2015 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Espiritualidade

Se você já se sentiu frustrado na oração, não se preocupe: é muito simples

Você conhece a importância da oração, mas talvez ache que Deus não quer ouvi-lo porque você se afastou durante algum tempo. Você provavelmente sabia que a oração madura é algo além de simples petições a Deus, mas talvez não esteja seguro de como proceder.

Talvez você esteja realmente ocupado, e tema que buscar a “prática da oração” exija um compromisso que você não pode assumir. Ou pode ser que você tenha medo de “fracassar” em sua tentativa de orar em profundidade.

Seja como for, fique tranquilo. A única maneira de fracassar na oração é deixar de orar. Não há nada que Deus não queria ouvir de você. Ele o ama, não se esqueça disso!

Anote aí as 5 dicas para voltar a orar intensamente:

1. Faça o sinal da cruz

Esta é uma maneira rápida e eficaz de se conectar com Deus e recordar, num só gesto, toda a entrega de Jesus por nós. Esta é uma oração rápida e um bom ponto de partida. Para saber mais sobre o sentido do sinal da cruz, clique aqui e depois aqui.

2. Inclua gotinhas de oração ao longo do seu dia

As jaculatórias ajudam a manter-nos na presença de Deus. São orações breves, em forma de frases simples, que dirigimos a Deus em meio às atividades cotidianas, colocando nelas toda a força da nossa fé e todo o carinho do nosso coração ao pronunciá-las. Alguns exemplos: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo”, “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, “Estou em tuas mãos, faça-se a tua vontade”, “Maria, sou todo teu”, “Espírito Santo, ilumina-me”, “Sagrado Coração de Jesus, confio em ti” etc.

3. Observe algo belo

A beleza das coisas ao nosso redor nos remete a Deus. Você pode observar uma flor, uma folha caída no chão, a alegria de uma criança, um amanhecer… O ser humano é o único animal capaz de admirar a beleza, Deus nos deu este dom – talvez precisamente para que nos encontremos com Ele.

4. Escute

Você não precisa estar com o fone de ouvido o tempo todo, pode desligar o celular e a televisão de vez em quando. Programe-se para desligar os estímulos externos em alguns momentos da semana e curta o silêncio. Nesses momentos, pode dizer para Deus: “Tu me chamaste, Senhor, aqui estou”. E permanecer em paz e silêncio, para ir aprendendo a identificar a voz de Deus em seu interior.

5. Cante

Santo Agostinho dizia que quem canta ora duas vezes. Você certamente conhece algumas canções espirituais ou pode explorar mais este universo. Monte sua seleção e curta momentos de intimidade com Deus por meio da música. Cante a Maria também, porque isso conforta nosso coração de filhos e a deixa alegre como Mãe. Você também pode cantar partes da missa, se isso o ajudar a se conectar com Deus.

Está disposto a recomeçar? Deus com certeza já recomeçou, já está esperando você. Apenas dê o primeiro passo, e o resto será mais fácil. Confie.

(Adaptação do texto original de Elizabeth Scalia)


“Meu corpo, minhas regras”. Ponderações sobre uma mentira

Deu e está dando o que falar o vídeo com atores da Rede Globo fazendo apologia do abortamento.
O vídeo é inteligente… e diabólico.

Funda-se basicamente numa mentira: que o embrião é parte do corpo da mulher. O embrião é humano, é um ser humano a caminho, com tudo de humano já ali potencialmente presente. Ou é humano e em processo de humanização, ou não o será nunca!
Somos todos humanos, estamos todos em processo de humanização!

Se não é a concepção que nos determina como humanos, o que determina? As nossas regras? As regras da mãe?

A mulher grávida é mesmo senhora da vida e da morte da vida que leva em si? Podem-se matar os dementes, os inválidos, os que se encontram em coma duradouro, os “inúteis” à sociedade do útil e do descartável?
Uma pessoa de bom senso, uma pessoa realmente humana pode concordar com uma aberração dessas?

Além da mentira fundamental, há outras mentiras – nocivas, como toda mentira:

No rastro de um feminismo machista, que avalia a feminilidade e a maternidade como realidades que diminuem a mulher, o vídeo retrata seja o ser mulher como ser mãe como algo que parece necessário negar em si mesmo para ser mulher emancipada!

Esta é a última alienação da mulher: o feminismo machista, que nega o feminino para afirmar a mulher! Nessa ótica, a mulher é emancipada quando se masculiniza. Ternura, doçura, maternidade, feminilidade, capacidade de acolher e gerar vida são sinais de fraqueza e exaltar tais realidades é ideologia alienante e coisa de opressores, de machistas disfarçados…

Não é à toa que o vídeo é feio, grotesco… As pessoas são feias, tornadas feias…

Lamentável a referência vulgar e desrespeitosa à Virgem Maria. De ignorância estúpida, a referência à virgindade da Mãe do Senhor como sendo erro de tradução da Tanakh (Bíblia hebraica) para a Setenta (tradução da Bíblia em grego). Nenhum estudioso sério atribui o ensinamento neotestamentário da concepção virginal de Maria à alteração de tradução! É uma referência errônea, maldosa, leviana, desnecessária e desrespeitosa, essa, do vídeo! O objetivo é chocar e agredir a fé dos cristãos! Somente revela a raiz ateia e anticristã dessa concepção abortista que, certamente, tem na sua pauta a destruição da ideia de Deus e do cristianismo. Basta pensar na visão cristã (“O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo”) e nesta prepotência pagã e ateia (“Meu corpo, minhas regras!”)

Ainda é de se pensar no escândalo, para esse tipo de pessoas, de uma vida sem sexo, sem prazer sexual… É um escândalo! “Sem sexo? Sem sexo? Sem sexo?”

Sim, sem sexo, porque o ser humano é mais que sexo, porque o sexo foi feito para o homem e não o homem para o sexo;
sem sexo, porque o sexo faz parte da vida, mas a vida não é sexo;
sem sexo, porque o sexo somente humaniza e realiza quando integrado no todo da vida, exprimindo valores sublimes como amor, compromisso, entrega, comunhão…

Algumas lições de tudo isto:

1. Nossa sociedade vai se descristianizando rapidamente. Vão aparecendo cada vez mais comportamentos que não somente são não-cristãos, mas também anti-cristãos, como no caso do presente vídeo. Para essa gente, não basta destruir os valores que alicerçaram e geraram a nossa cultura e a nossa sociedade. É necessário desmoralizar e destruir a matriz geradora, que é a fé cristã – e de modo especial, a Igreja católica.

2. Aparece claro que o “mundo” entregue a si mesmo está marcado pelo pecado que embota o entendimento, despreza Deus e pensa o homem como senhor de si mesmo: EU, MEU… MEU corpo, MINHAS regras… Eis: o bicho que vem do pó e volta ao pó pensando que é Deus, dono do bem e do mal!

3. É impressionante e culpável a passividade e indiferença dos cristãos, que parecem já não acreditar no que creem! É o que mais dói!
Não se trata de guerra santa, de ser rabugento, de ver mal e pecaminosidade em tudo, mas de contrapor-se com a verdade ao intento maldoso de destruir o que é autenticamente humano e cristão.

E tantos que se dizem crentes e cristãos continuarão a aplaudir esses atores que defendem um assassinato e aviltam a Vigem Mãe do Senhor!

Agora é esperá-los, sorridentes e faceiros, no Criança Esperança, em defesa daqueles que escaparam do abortamento que eles defenderam!

Hipócritas eles; omissos nós!


Ex-professora vai às favelas do Rio para ajudar mulheres grávidas a escolher a vida e construir o futuro

O Rio de Janeiro andou atraindo as atenções do mundo todo ao receber a Jornada Mundial da Juventude de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, além de estar prestes a sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Enquanto os holofotes davam amplo destaque à Cidade Maravilhosa, uma mulher salvou mais de 3.000 crianças condenadas ao aborto nas favelas da Baixada Fluminense, praticamente sem chamar atenção nenhuma, nem sequer no próprio país.

Tudo começou de maneira muito simples, há vinte e três anos.

Maria das Dores Hipólito Pires, mais conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia. A direção da escola onde ela dava aulas lhe pediu que ajudasse algumas das meninas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de teremabortado.

Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas meninas e espalhou o material e a missão entre outros paroquianos. Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião em que também distribuía folhetos pró-vida. Com o apoio do bispo dom Werner Siebembrok e da Legião de Maria, o pequeno grupo formado por Dóris começou a ajudar, nas periferias e favelas, as mulheres que achavam que não tinham nenhuma alternativa a não ser abortar.

Embora o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de cidadãos e com muitas carências sociais.

Dóris vai até a porta dessas “clínicas” e tenta conversar com essas mães, muitas das quais são dependentes químicas e/ou estão sofrendo intensa pressão de terceiros para abortar. Ela as incentiva a ter os filhos, oferecendo-lhes apoio para continuarem a gravidez e, principalmente, para transformarem as suas vidas.

Oito anos atrás, Dóris deu um passo muito corajoso com o apoio da própria família: largar o emprego e passar a trabalhar em tempo integral por aquelas mulheres desesperadas. Em 2007, ela encontrou uma mulher sem-teto, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de um viaduto. Dóris alugou uma pequena casa para cuidar dela. Não demorou quase nada para que aparecesse na casa uma segunda mulher grávida também esmagada por necessidades extremas. E outra, e mais outra, e mais outra. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-Vida.

Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e dos seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência. Tanto nestes centros quanto na Casa de Amparo, as mulheresgrávidas encontram formação profissional, atendimento médico e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, suprindo as necessidades dos bebês.

Muitas das mulheres que Dóris recebeu se tornaram voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e no cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade.

A pressão política vem aumentando muito no Brasil para que o aborto livre seja legalizado no país. Há grupos de ideologia feminista radical que trabalham contra a ação pró-vida realizada por Dóris. Ela já recebeu telefonemas ameaçadores, inclusive com ameaças de morte. Uma mulher que foi inspecionar a Casa de Amparo viu as fotos das crianças que foram salvas do aborto e chegou a exclamar: “Esta casa nunca deveria ter existido!”.

Hoje, Dóris e sua família confiam na Providência Divina para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas que são atendidas na Casa de Amparo. Ela espera ampliar as instalações e já conta com a doação de um terreno, mas o projeto está paralisado por falta de fundos. Mesmo com suas limitações, Dóris já testemunhou o triunfo da vida de 160 crianças que foram salvas de abortos ilegais só neste ano.

Dificuldades à parte, Dóris continua firme, sustentada por Deus e pela força da esperança que irradia do rosto das crianças retratadas na sua parede. E quando as coisas ficam particularmente difíceis, ela recita para si mesma: “Os poderosos podem me mostrar o seu poder, mas os bebês me mostram o paraíso”.

Para saber mais sobre Dóris Hipólito e para ajudar na sua incrível missão, acesse:

http://www.gofundme.com/hub754


Página 1 de 32712...1020...Última »

Busca

Novidades deste blog

Digite seu endereço de e-mail para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Participe da nossa comunidade!

Veja também

Publicidade




Instragram


Comentários Recentes