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Os líderes cristãos do Iraque continuam se perguntando por que o mundo finge ignorar a situação das minorias cristãs do país.

Reunidos na semana passada em Erbil, cidade próxima de Mossul, os líderes das comunidades católicas e cristãs ortodoxas do Iraque lançaram seu apelo às pessoas de todo o mundo para romperem o silêncio em torno à limpeza étnica perpetrada contra os cristãos e outras minorias.

“Temos que perguntar ao mundo: por que vocês se calam? Por que vocês não falam? Os direitos humanos existem ou não existem? E se existem, onde é que eles estão?”, questionou o bispo auxiliar de Bagdá, dom Shlemon Warduni, em entrevista à Rádio Vaticano. “Há muitos, muitos casos que devem despertar a consciência de todo o mundo. Onde é que está a Europa? Onde é que está a América?”.

Dom Warduni acrescentou que o silêncio do Ocidente é agravado por rumores de que mais de 2.000 militantes das tropas do grupo extremista EI (Estado Islâmico) “são mercenários europeus e norte-americanos”.

Warduni declarou que, na manhã da reunião, os bispos se dirigiram ao presidente do Curdistão, que se comprometeu: “Ou partimos todos juntos, ou ficamos, mas todos juntos. Nós temos que parar essa gente, que está cometendo atropelos, fazendo coisas terríveis contra as pessoas, as crianças, os idosos, os doentes”. O líder curdo “garantiu proteção para os cristãos”, completou o bispo auxiliar.

Por sua vez, o patriarca da Igreja Católica Caldeia no Iraque escreveu para o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, pedindo mais pressão sobre o governo iraquiano e a comunidade internacional a fim de reforçarem a assistência aos cristãos e às minorias perseguidas pelos militantes islâmicos do Iraque.

“A nossa comunidade tem sofrido uma parcela desproporcional do sofrimento causado por conflitos sectários, ataques terroristas, migração e, agora, até mesmo pela limpeza étnica: os militantes querem acabar com a comunidade cristã”, escreveu o patriarca Louis Raphael I Sako.

Partidos políticos cristãos se voltaram na quarta-feira ao escritório da ONU em Ankawa para exigir que a comunidade internacional proteja os cristãos iraquianos.

Especula-se que mais de 1,2 milhão de pessoas tiveram que fugir das próprias casas durante o último mês. Com a violência e a instabilidade se espalhando aterradoramente e as temperaturas do verão chegando aos 30 graus, as pessoas desabrigadas enfrentam urgente necessidade de auxílio. Além das minorias iraquianas perseguidas em seu próprio país, há mais de 225.000 refugiados da Síria vivendo no norte do Iraque. O Estado Islâmico está controlando atualmente 40% do território do Iraque e 30% do da Síria.

Os extremistas continuam a purga não só dos cristãos, mas também dos símbolos religiosos que eles consideram ofensivos à sua interpretação fundamentalista do islã. Na última semana, a Associated Press (AP) divulgou declarações dos moradores de Mossul que dão conta de que os militantes extremistas islâmicos explodiram um santuário muçulmano considerado pela tradição como o local do sepultamento do profeta Jonas. Os moradores dizem que os militantes do Estado Islâmico, que invadiram Mossul em junho e impuseram à cidade a sua interpretação radical da lei islâmica, ordenaram que todos saíssem da Mesquita e Santuário do Profeta Younis (Jonas), construído sobre um sítio arqueológico que remonta ao século VIII a.C., e em seguida o explodiram.

Os extremistas retiraram as cruzes de todas as trinta igrejas e mosteiros de Mossul e transformaram a catedral siríaca ortodoxa em mesquita, de acordo com informações da Agência Internacional de Notícias Assíria.

Em notícia de primeira página, o jornal L’Osservatore Romano apresentou o grupo Estado Islâmico como o “Califado da Brutalidade”, explicando que o seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, ordenou que todas as mulheres e meninas no território sob seu domínio sofressem mutilação genital. O diário vaticano informou ainda que o EIIL já tinha ordenado anteriormente que “as famílias entregassem suas filhas virgens para se casar com os jihadistas”. O grupo terrorista também segregou as universidades por sexo.

Os legisladores iraquianos elegeram o veterano político curdo Fouad Massoum como novo presidente do país, enquanto lutam para formar um novo governo em meio à blitz extremista que tomou conta de grande parte do Iraque setentrional e ocidental. A eleição deixa Bagdá um pouco mais perto de formar um novo governo que “encare a tarefa gigantesca de cuidar das profundas divisões que estão dilacerando o país”, escreveu o repórter Loveday Morris, do Washington Post.

Um acordo informal de partilha do poder no Iraque determina que o cargo de presidente seja ocupado por um curdo, o de presidente do parlamento por um sunita e o de primeiro-ministro por um xiita.

A Associated Press, citando altos políticos iraquianos, informou que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki rejeitou uma tentativa do Irã de convencê-lo a renunciar, destacando a sua determinação de desafiar até mesmo o principal aliado a pressionar pela confirmação de um terceiro mandato, o que exacerbou ainda mais a crise política do país.

Durante semanas, Al-Maliki resistiu à pressão crescente para deixar o cargo, inclusive de ex-aliados políticos xiitas e das principais autoridades espirituais xiitas do Iraque. Seus críticos veem o primeiro-ministro xiita como um elemento de divisão, inadequado para formar um governo capaz de obter o apoio da minoria sunita contra a insurgência dos extremistas, cujos líderes também são sunitas.

O EI prometeu continuar a ofensiva, agora em direção a Bagdá. Os avanços do grupo terrorista parecem ter arrefecido depois que os seus militantes ultrapassaram as áreas predominantemente sunitas do Iraque, mas o governo do país ainda não teve forças para lançar uma contra-ofensiva eficaz.

EstadoIslâmico reivindicou a autoria de um atentado suicida na capital na terça-feira da semana passada, quando 31 pessoas foram mortas e 58 ficaram feridas. O ataque aconteceu quando os xiitas se dirigiram a um importante santuário para fazer as orações do mês sagrado islâmico do Ramadã. Em comunicado publicado online, o grupo terrorista afirmou que o ato foi “uma resposta às hostilidades do governo”, que é chefiado por xiitas.

Fonte: Aleteia


A grandeza na Liturgia aponta para a Beleza de Deus

28 julho 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Espiritualidade

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Os sinais externos da sagrada Liturgia não são um insulto à pobreza material dos filhos da Igreja, mas um incentivo à piedade dos fiéis

O venerável Papa Pio XII, em sua encíclica sobre a sagrada Liturgia, explicava que “todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo”. Esta realidade decorre da própria constituição humana, ao mesmo tempo física e espiritual, e da vontade do Senhor, que “dispõe que pelo conhecimento das coisas visíveis sejamos atraídos ao amor das invisíveis”.

Este ensinamento explica porque os atos litúrgicos da Igreja sempre foram realizados em templos majestosos, com materiais tão nobres e paramentos trabalhados com inúmeros detalhes. Assim é, não porque a Igreja esteja apegada aos bens materiais ou preocupada em entesourar riquezas, mas porque ao Senhor deve ser oferecido sempre o melhor e o mais belo.

Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si “como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado” muitas vezes nosso Senhor. E insistia: “Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado” 01.

Na França do século XIX, os lojistas comentavam entre si: “No campo há um pároco magro e mal arranjado, com ares de não ter um centavo no bolso, mas que compra para sua igreja tudo o que há de melhor”. Era São João Maria Vianney, que vivia em pobreza extrema, mas não hesitava em ornar a casa de Deus com o mais nobre e o mais digno. Em 1820, escreveu ao prefeito de Ars: “Desejaria que a entrada da igreja fosse mais atraente. Isso é absolutamente necessário. Se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência das entradas, com maior razão as das igrejas devem ser suntuosas”02.

Toda esta preocupação do Cura d’Ars mostrava um verdadeiro amor a Deus e às almas. Ele encheu a igreja de sua cidade com belíssimas imagens e pinturas, porque, dizia ele, “não raro as imagens nos abalam tão fortemente como as próprias coisas que representam”. O santo francês compreendia mais do que ninguém como não só era possível, mas também salutar, que o material e o terreno apontassem para as realidades celestes.

No entender do cardeal Giovanni Bona, um monge cisterciense do século XVII citado por Pio XII, “Se bem que, com efeito, as cerimônias, em si mesmas, não contenham nenhuma perfeição e santidade, são todavia atos externos de religião que, como sinais, estimulam a alma à veneração das coisas sagradas, elevam a mente à realidade sobrenatural, nutrem a piedade, fomentam a caridade, aumentam a fé, robustecem a devoção, instruem os simples, ornam o culto de Deus, conservam a religião e distinguem os verdadeiros dos falsos cristãos e dos heterodoxos.”03

Percebe-se, deste modo, como pondera mal quem diz que a beleza das igrejas do Vaticano e o esplendor dos vasos e ornamentos sagrados deveriam ser renunciados, como se, com isto, a Igreja estivesse se exibindo indevidamente ou ofendendo os mais pobres.

Quem pensa desta forma ainda não compreendeu o que é verdadeiramente a Liturgia e qual é o seu verdadeiro tesouro. Não entendeu que até os sinais externos das ações litúrgicas, manifestados especialmente na Santa Missa, devem indicar Aquele que é a Beleza. E não pense que, persistindo nesta mentalidade, diverge em um ponto pouco importante da fé da Igreja. Nunca é tarde para recordar o anátema do Concílio de Trento: “Se alguém disser que as cerimônias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa são mais incentivos de impiedade do que sinais de piedade — seja excomungado”.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta 2 aos clérigos
  2. São João Maria Vianney, Patrono dos párocos
  3. I. Card. Bona, De divina psalmodia, c 19, § 3,1. Apud Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, 20 de novembro de 1947, Papa Pio XII

Fonte: Jovens Conectados

O Papa Francisco surpreendeu o mundo ao almoçar hoje com os funcionários da Santa Sé.

As fotos ganharam as redes sociais e fiéis fazem relação direta com o Evangelho de hoje, que fala sobre o chamado ao serviço.

A informação foi confirmada pela Rádio Vaticano, que divulgou fotos oficiais da visita.

As fotos a seguir são de Guillermo Karcher, via Rome Reports.

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Evangelho: Mateus 20, 20-28

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

20Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é que dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.


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ROMA, 25 Jul. 14 / 09:23 am (ACI/EWTN Noticias).- Uma campanha de recolhimento de assinaturas foi lançada através da fundação CitizenGo.org para que a comunidade internacional e a ONU intervenham e freiem “este verdadeiro genocídio contra os cristãos do Iraque”, cujo episódio recente foi a expulsão dos cristãos de Mosul por parte dos jihadistas do Estado Islâmico.

“Salvem os cristãos iraquianos”, é o nome da campanha que denuncia as ameaças que os fundamentalistas islâmicos lançaram aos cristãos iraquianos. “Pela primeira vez desde o século XV não há mais população cristã em Mosul. A lei do islamismo radical se impôs e deu a eles a escolha entre a conversão ao Islã, o pagamento de taxas abusivas, o exílio ou a morte”, assinalaram.

Os organizadores recordaram que “em 2003, antes da invasão norte-americana ao Iraque, havia mais de um milhão de cristãos no país – incluindo seiscentos mil em Bagdá e aproximadamente sessenta mil em Mosul”.

Entretanto, onze anos depois da violência e do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico, que proclamaram um califado nos territórios ocupados e o imposto ‘sharia’, a diocese de Mosul desapareceu.

“Não temos palavras, porque o que aconteceu é realmente chocante. Os cristãos vivem em Mosul há séculos e essas famílias foram arrancadas de sua cidade, de suas casas, de suas vidas, de repente. Estamos muito preocupados com o futuro dos cristãos neste país”, expressou recentemente o Bispo auxiliar Caldeu de Bagdá, Dom Saad Syroub.

O Papa Francisco também chamou recentemente à paz e à oração pela situação dos “nossos irmãos perseguidos” no Iraque. “Foram mandados embora, devem deixar suas casas sem a possibilidade de levar nada”.

Muitos cristãos tiveram que fugir para Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, cujo governador Nawzad Hadi lhes prometeu proteção, mas já são dois milhões os refugiados internacionais segundo a ONU.

Por isso, os organizadores chamam os fiéis a reclamar “à comunidade internacional para agir em defesa dos cristãos no Iraque. A sobrevivência deles depende disso! Sua mensagem chegará ao secretário geral da Liga Árabe e seus responsáveis pelos Direitos Humanos, Paz, Segurança e Política externa. Também chegará ao secretário geral da ONU e seu serviço de imprensa”.

Para unir-se à campanha e assinar a petição, ingresse em:

http://www.citizengo.org/pt-pt/9825-salvem-os-cristaos-iraquianos


Cristãos fogem de Mossul após ultimato jihadista

24 julho 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Mundo

Fonte: Exame

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De acordo com testemunhas, mensagens transmitidas por alto-falantes de várias mesquitas intimaram os cristãos a deixar a cidade até sábado

Kirkuk – Os cristãos fugiam em massa da cidade de Mossul, controlada pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), depois que os rebeldes difundiram um ultimato dando a eles poucas horas para partir, informou o patriarca caldeu.

“As famílias cristãs vão para Dohuk e Arbil” (nas proximidades da autônoma região do Curdistão), afirmou o patriarca Louis Sako à AFP. “Pela primeira vez na história do Iraque, Mossul está vazia de cristãos”.

De acordo com testemunhas, as mensagens transmitidas pelos alto-falantes de várias mesquitas intimaram os cristãos a deixar a cidade até sábado.

Em uma declaração atribuída ao EI, os jihadistas já haviam advertido na semana passada a minoria cristã em Mossul, a segunda maior cidade do país, habitada por 2 milhões de pessoas antes da ofensiva dos insurgentes sunitas em 9 de junho.

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Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Para grande honra do Le Figaro, de longe o maior e mais antigo diário de notícias francês, nesta quarta-feira ele se tornou o primeiro grande jornal internacional a publicar em sua primeira página, e como principal manchete, a perseguição dos cristãos no Iraque: “O Calvário dos Cristãos do Iraque”.

Também em sua capa, o principal editorial era “Silence, on persécute!” (Silêncio, estamos perseguindo!), uma acusação direta terrível aos cúmplices desse genocídio, aqueles que estão em silêncio em todo o Ocidente, a começar pelos meios de comunicação, uma opinião pública sempre propensa a manifestações (mas não desta vez!) e, de modo particular, os governos das nações cujas populações são na maioria cristãos ao menos de nome.

LE FIGARO – Editorial

por Étienne de Montety

Silêncio, Estamos Perseguindo!

O Estado Islâmico declarou  guerra aos cristãos de Mosul. Instados a deixarem o “Califado” ou se sujeitarem ao pagamento de imposto de “Infiel”, destinados à vingança popular por esse “N” – como em “Nazareno” – inscrito em suas casas, os discípulos de Jesus Cristo, transformados em cidadãos de segunda classe, em breve não terão outra escolha a não ser se “converterem” ou perecerem pela espada…

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A intolerância não está mais escondida. Ela é reivindicada pelo chefe Abu Bakr al-Baghdadi, que se faz chamar de Ibrahim. Uma ironia sinistra: Ibrahim é o nome árabe de Abraão, o pai dos crentes, que veio do Iraque, sob cujo nome os muçulmanos e cristãos da região deveriam se reunir e viver em paz.

Os cristãos do Iraque eram 1 milhão antes da intervenção americana. Atualmente eles não passam de 400.000. A cada onda de humilhações, violência, perseguições, eles percorrem o caminho do êxodo. Um desses exilados, Joseph Fadelle, contou, em um livro, “O Preço a Pagar” (Le Prix à payer), a respeito do destino terrível reservado a seus correligionários por muitos anos. Com a instalação do “Califado”, a ameaça agora é clara: olhem o inimigo, cristandade!

Certamente, vozes importantes se elevam em indignação: há meses o Papa Francisco soou o alarme e assegurou sua compaixão a seus irmãos. O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, acaba de condenar um “crime contra a humanidade.” Agências internacionais estão preocupadas e elevam o seu tom. E aí? A opinião pública europeia, tão ávida para mobilizações, petições, manifestações de todo tipo… E neste caso, nada! Silêncio, estamos perseguindo!

Permaneceremos surdos por mais tempo?

Será que terá que acontecer um massacre fora das férias de verão para nos mexermos? Após o Tour de France? Antes das grandes multidões de férias? Diante da aterrorizante procissão de horrores, expulsões, assassinatos em Mosul, exibiremos apenas a nossa indiferença? Cristãos ou não cristãos, continuaremos surdos por quanto tempo ainda diante dessas terríveis palavras do Evangelho ressoando em todo mundo: “Se eles permaneceram em silêncio, as pedras gritarão!


O diabo e o papa Francisco

24 julho 2014 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Espiritualidade

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O Santo Padre e as suas constantes e explícitas referências à batalha entre o bem e o mal

“Deliver Us From Evil” [Livrai-nos do Mal] é o nome de um filme que acaba de ser lançado e cuja trama se baseia nas experiências do policial nova-iorquino Ralph Sarchie. Ao investigar uma série de crimes terríveis, o protagonista se vê envolto nos domínios sombrios do demoníaco e decide se aliar a um padre nada convencional para tentar derrotar o diabo.

Alguns críticos classificariam esta produção como mais um típico filme de terror e de exorcismo, bocejariam em gesto de desdém e mudariam de canal.

Mas eles não deveriam fazer isso.

A possessão demoníaca não é apenas real, mas, à medida que a prática do cristianismo vai minguando e o fascínio com o ocultismo vai crescendo e se expandindo, a necessidade do exorcismo se torna cada vez mais premente.

Na semana passada, a Congregação vaticana para o Clero aprovou os estatutos de uma nova organização católica, a Associação Internacional de Exorcistas. Fundada pelo famoso exorcista italiano pe. Gabriele Amorth, a Associação dos Exorcistas promove a conscientização sobre este grave problema espiritual, treina os exorcistas e realiza conferências que reúnem teólogos, médicos, psiquiatras e membros do clero.

O pe. Francesco Bamonte, exorcista da diocese de Roma, disse em entrevista ao jornal L’Osservatore Romano que a aprovação desta nova organização por parte da Santa Sé “é um motivo de alegria”. E explicou: “Deus chama alguns padres ao ministério precioso do exorcismo e da libertação, dando a eles a tarefa de acompanhar” as pessoas que precisam de atenção espiritual e pastoral específica. O ministério do exorcismo é um exercício do ministério de Cristo focado na libertação, além de ser um sinal da sua vitória sobre o mal no mundo.

Que esta nova organização precisasse da aprovação dos mais altos níveis hierárquicos do Vaticano é um sinal claro da seriedade com que a Igreja católica trata a realidade das forças demoníacas.

O ministério do exorcismo é frequentemente associado com os “conservadores” da Igreja, ao passo que os “progressistas” preferem minimizar a questão da possessão demoníaca e reduzi-la a nada mais do que epilepsia ou doença mental, por exemplo. O fato de o papa Francisco levar tão a sério o problema mostra que a realidade do mal demoníaco não pode ser limitada por rótulos.

O jornal norte-americano The Washington Post observou, em matéria recente, que o papa Francisco fala literal e abertamente sobre o diabo com mais regularidade que qualquer outro papa desde Paulo VI. Em público, Francisco já impôs as mãos e orou por um homem a respeito de quem foi divulgada a possibilidade de que estivesse possuído por demônios, embora, naturalmente, o Vaticano não tenha confirmado que fosse este o motivo da oração do papa. Francisco alerta contra o diabo regularmente nas suas homilias e discursos. Francisco abençoou uma nova imagem do arcanjo São Miguel nos jardins do Vaticano, orando especialmente pela sua proteção na batalha contra Satanás.

Durante uma homilia no último mês de abril, o papa Francisco citou seus próprios críticos, dizendo: “Mas, padre, como o senhor é antiquado por continuar falando sobre o diabo em pleno século XXI!”. O papa lembrou então aos ouvintes que eles não devem se deixar enganar pelas mentiras de Satanás. “Fiquem atentos, porque o diabo está presente”, alertou.

Francisco é muitas vezes saudado como um “papa das surpresas” e a sua crença aberta e explícita em um diabo concreto pode ser uma das suas características mais surpreendentes. Em determinados círculos modernos da Igreja, está mais em voga falar do “mal” do que de um demônio concreto. O papa Bento XVI, que foi considerado um grande conservador, tendia a se referir ao mal em termos gerais, enquanto o papa Francisco não tem qualquer embaraço em mencionar de maneira bem clara o pai da mentira, Satanás. Um entrevistado anônimo no Vaticano, citado pelo Washington Post, relata: “O papa Francisco nunca deixa de falar sobre o diabo. É constante. Se o papa Bento tivesse feito isso, a mídia o teria espancado”.

O Espírito Santo oferece à Igreja o papa certo para cada tempo. Será que o maior legado do papa Francisco pode vir a ser não a sua atitude e espírito aberto, não o seu abraço admirável à pobreza, mas sim a sua constante referência à grande batalha entre o bem e o mal?

Se as pessoas imaginam que a atividade oculta e demoníaca não é real, talvez elas devam prestar mais atenção a indícios como o aumento da violência, os jogos de vídeo game com temáticas abertamente demoníacas, os filmes e a música do tipo heavy metal e suas menções contínuas ao diabo.

Se as pessoas imaginam que quem acredita nessas coisas não deve ser levado a sério, basta mencionar a missa negra que uma seita satânica esteve a ponto de conseguir realizar nada menos que dentro do campus da Universidade de Harvard em maio passado, ou a missa negra que já está planejada e confirmada para acontecer em um espaço público do Centro Cívico da cidade norte-americana de Oklahoma no próximo mês de setembro, ou a tentativa de construir um monumento a Satanás no Capitólio da mesma cidade de Oklahoma. Embora seja fácil torcer o nariz para estas notícias tachando-as de meros golpes publicitários, elas são um lembrete de que os satanistas são bastante reais e precisam ser encarados de modo sério.

Jesus Cristo é o grande vencedor sobre o poder de Satanás. Segue-se, logicamente, que, quando a fé ativa em Cristo diminui, as forças das trevas se sentem mais fortes para atacar. Se a batalha espiritual é cada vez mais aberta, a necessidade de exorcistas e de um papa que seja “o flagelo de Satanás” se torna ainda mais real.

Se este é o caso, podemos esperar ainda mais ensinamentos do papa Francisco nos alertando contra o demônio. E, junto com o papa, todos os sacerdotes e leigos católicos também precisam se armar para a batalha do bem contra o mal.

Fonte: Aleteia


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