Salmos, 101
1. Prece de um aflito que desabafa sua angústia diante do Senhor.*
1. David. PSALMUS. Misericordiam et iudicium cantabo; tibi, Domine, psallam.
2. Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor.
2. Intellegam in via immaculata; quando venies ad me? Perambulabo in innocentia cordis mei, in medio domus meae.
3. Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente,
3. Non proponam ante oculos meos rem iniustam; facientem praevaricationes odio habebo, non adhaerebit mihi.
4. porque meus dias se dissipam como a fumaça, e como um tição consomem-se os meus ossos.
4. Cor pravum recedet a me, malignum non cognoscam.
5. Queimando como erva, meu coração murcha, até me esqueço de comer meu pão.
5. Detrahentem secreto proximo suo, hunc cessare faciam; superbum oculo et inflatum corde, hunc non sustinebo.
6. A violência de meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.
6. Oculi mei ad fideles terrae, ut sedeant mecum; qui ambulat in via immaculata, hic mihi ministrabit.
7. Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.
7. Non habitabit in medio domus meae, qui facit superbiam; qui loquitur iniqua, non stabit in conspectu oculorum meorum.
8. Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.
8. In matutino cessare faciam omnes peccatores terrae, ut disperdam de civitate Domini omnes operantes iniquitatem.
9. Insultam-me continuamente os inimigos, em seu furor me atiram imprecações.
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10. Como cinza do mesmo modo que pão, lágrimas se misturam à minha bebida,
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11. devido à vossa cólera indignada, pois me tomastes para me lançar ao longe.
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12. Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite e me vou murchando como a relva.
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13. Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso nome subsiste em todas as gerações.
13.
14. Levantai-vos, pois, e sede propício a Sião; é tempo de compadecer-vos dela, chegou a hora...
14.
15. porque vossos servos têm amor aos seus escombros e se condoem de suas ruínas.
15.
16. E as nações pagãs reverenciarão o vosso nome, Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à vossa glória.
16.
17. Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, e aparecido em sua glória,
17.
18. quando ele aceitar a oração dos desvalidos e não mais rejeitar as suas súplicas,
18.
19. escrevam-se estes fatos para a geração futura, e louve o Senhor o povo que há de vir,
19.
20. porque o Senhor olhou do alto de seu santuário, do céu ele contemplou a terra;
20.
21. para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados;
21.
22. para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor, e em Jerusalém o seu louvor,
22.
23. no dia em que se hão de reunir os povos, e os reinos para servir o Senhor.
23.
24. Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.
24.
25. “Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, vós cujos anos são eternos.
25.
26. No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos.
26.
27. Um e outro passarão, enquanto vós ficareis. Tudo se acaba pelo uso como um traje. Como uma veste, vós os substituís e eles hão de sumir.
27.
28. Mas vós permaneceis o mesmo e vossos anos não têm fim.*
28.
29. Os filhos de vossos servos habitarão seguros, e sua posteridade se perpetuará diante de vós.”
29.
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