Mosaico decorativo

1. Bendize, ó minha alma, o Senhor! Senhor, meu Deus, vós sois imensamente grande! De majestade e esplendor vos revestis,*

1. David. Benedic, anima mea, Domino, et omnia, quae intra me sunt, nomini sancto eius.

2. envolvido de luz como de um manto. Vós estendestes o céu qual pavilhão,

2. Benedic, anima mea, Domino et noli oblivisci omnes retributiones eius.

3. acima das águas fixastes vossa morada. De nuvens fazeis vosso carro, andais nas asas do vento;

3. Qui propitiatur omnibus iniquitatibus tuis, qui sanat omnes infirmitates tuas;

4. fazeis dos ventos os vossos mensageiros, e dos flamejantes relâmpagos vossos ministros.*

4. qui redimit de interitu vitam tuam, qui coronat te in misericordia et miserationibus;

5. Fundastes a terra em bases sólidas que são eternamente inabaláveis.

5. qui replet in bonis aetatem tuam: renovabitur ut aquilae iuventus tua.

6. Vós a tínheis coberto com o manto do oceano, as águas ultrapassavam as montanhas.

6. Faciens iustitias Dominus et iudicium omnibus iniuriam patientibus.

7. Mas à vossa ameaça elas se afastaram, ao estrondo de vosso trovão estremeceram.

7. Notas fecit vias suas Moysi, filiis Israel adinventiones suas. -

8. Elevaram-se as montanhas, sulcaram-se os vales nos lugares que vós lhes destinastes.

8. Miserator et misericors Dominus, longanimis et multae misericordiae.

9. Estabelecestes os limites, que elas não hão de ultrapassar, para que não mais tornem a cobrir a terra.*

9. Non in perpetuum contendet neque in aeternum irascetur.

10. Mandastes as fontes correr em riachos, que serpeiam por entre os montes.

10. Non secundum peccata nostra fecit nobis neque secundum iniquitates nostras retribuit nobis.

11. Ali vão beber os animais dos campos, neles matam a sede os asnos selvagens.

11. Quoniam, quantum exaltatur caelum a terra, praevaluit misericordia eius super timentes eum;

12. Os pássaros do céu vêm aninhar em suas margens, e cantam entre as folhagens.

12. quantum distat ortus ab occidente, longe fecit a nobis iniquitates nostras.

13. Do alto de vossas moradas derramais a chuva nas montanhas, do fruto de vossas obras se farta a terra.

13. Quomodo miseretur pater filiorum, misertus est Dominus timentibus se.

14. Fazeis brotar a relva para o gado, e plantas úteis ao homem, para que da terra possa extrair o pão

14. Quoniam ipse cognovit figmentum nostrum, recordatus est quoniam pulvis sumus.

15. e o vinho que alegra o coração do homem, o óleo que lhe faz brilhar o rosto e o pão que lhe sustenta as forças.

15. Homo: sicut fenum dies eius, tamquam flos agri sic efflorebit.

16. As árvores do Senhor são cheias de seiva, assim como os cedros do Líbano que ele plantou.

16. Spirat ventus in illum, et non subsistet, et non cognoscet eum amplius locus eius.

17. Lá constroem as aves os seus ninhos, nos ciprestes a cegonha tem sua casa.

17. Misericordia autem Domini ab aeterno et usque in aeternum super timentes eum; et iustitia illius in filios filiorum,

18. Os altos montes dão abrigo às cabras, e os rochedos aos arganazes.

18. in eos, qui servant testamentum eius et memores sunt mandatorum ipsius ad faciendum ea.

19. Fizestes a lua para indicar os tempos; o sol conhece a hora de se pôr.

19. Dominus in caelo paravit sedem suam, et regnum ipsius omnibus dominabitur.

20. Mal estendeis as trevas e já se faz noite, entram a rondar os animais das selvas.

20. Benedicite Domino, omnes angeli eius, potentes virtute, facientes verbum illius in audiendo vocem sermonum eius.

21. Rugem os leõezinhos por sua presa, e pedem a Deus o seu sustento.

21. Benedicite Domino, omnes virtutes eius, ministri eius, qui facitis voluntatem eius.

22. Mas se retiram ao raiar do sol, e vão se deitar em seus covis.

22. Benedicite Domino, omnia opera eius, in omni loco dominationis eius. Benedic, anima mea, Domino.

23. É então que o homem sai para o trabalho, e trabalha sem descanso até o entardecer.

23.

24. Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes.

24.

25. Eis o mar, imenso e vasto, onde, sem conta, se agitam animais grandes e pequenos.

25.

26. Nele navegam as naus e o Leviatã que criastes para brincar nas ondas.*

26.

27. Todos esses seres esperam de vós que lhes deis de comer em seu tempo.

27.

28. Vós lhes dais e eles o recolhem; abris a mão, e se fartam de bens.

28.

29. Se desviais o rosto, eles se perturbam; se lhes retirais o sopro, expiram e voltam ao pó donde saíram.

29.

30. Se enviais, porém, o vosso sopro, eles revivem e renovais a face da terra.

30.

31. Ao Senhor, glória eterna; alegre-se o Senhor em suas obras!

31.

32. Ele, cujo olhar basta para fazer tremer a terra, e cujo contato inflama as montanhas.*

32.

33. Enquanto viver, cantarei à glória do Senhor, salmodiarei o meu Deus enquanto existir.

33.

34. Possam minhas palavras lhe ser agradáveis! Minha única alegria se encontra no Senhor.

34.

35. Sejam tirados da terra os pecadores e doravante desapareçam os ímpios. Bendize, ó minha alma, o Senhor! Aleluia.

35.


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