1. Ao mestre de canto. De Davi, servo do Senhor.*

2. A iniquidade fala ao ímpio no seu coração; não existe o temor a Deus ante os seus olhos,*

3. porque ele se gloria de que sua culpa não será descoberta nem detestada por ninguém.

4. Suas palavras são más e enganosas; renunciou a proceder sabiamente e a fazer o bem.

5. Em seu leito ele medita o crime, anda pelo mau caminho, não detesta o mal.

6. Senhor, vossa bondade chega até os céus, vossa fidelidade se eleva até as nuvens.

7. Vossa justiça é semelhante às montanhas de Deus, vossos juízos são profundos como o mar. Vós protegeis, Senhor, os homens como os animais.

8. Como é preciosa a vossa bondade, ó Deus! À sombra de vossas asas se refugiam os filhos dos homens.

9. Eles se saciam da abundância de vossa casa, e lhes dais de beber das torrentes de vossas delícias,

10. porque em vós está a fonte da vida, e é na vossa luz que vemos a luz.

11. Continuai a dar vossa bondade aos que vos honram, e a vossa justiça aos retos de coração.

12. Não me calque o pé do orgulhoso, não me faça fugir a mão do pecador.

13. Eis que caíram os defensores da iniquidade, foram prostrados para não mais se erguer.

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35,1. Oposição entre a maldade dos homens, que não recuam diante de nenhuma falta, e a providência divina, que é a fonte de toda a segurança, alegria e luz. Pedido de socorro divino.

35,2. Texto citado em Rm 3,18.




“Leve Deus aos doente; valera’ mais do que qualquer tratamento!” São Padre Pio de Pietrelcina