1. De Davi. É para vós, Senhor, que ergo meu clamor. Ó meu apoio, não fiqueis surdo à minha voz; não suceda que, vós não me ouvindo, eu me vá unir aos que desceram para o túmulo.*

2. Ouvi a voz de minha súplica quando clamo, quando levanto as mãos para o vosso templo santo.

3. Não me deixeis perecer com os pecadores e com os que praticam a iniquidade, que dizem ao próximo palavras de paz, mas guardam a maldade no coração.

4. Tratai-os de acordo com as suas ações, e conforme a malícia de seus crimes. Retribuí-lhes segundo a obra de suas mãos; dai-lhes o que merecem,*

5. pois não atendem às ações do Senhor nem às obras de suas mãos. Que ele os abata e não os levante.

6. Bendito seja o Senhor, que ouviu a voz de minha súplica; nele confiou meu coração e fui socorrido.

7. O Senhor é a minha força e o meu escudo! Por isso meu coração exulta e o louvo com meu cântico.

8. O Senhor é a força do seu povo, uma fortaleza de salvação para o que lhe é consagrado.

9. Salvai, Senhor, vosso povo e abençoai a vossa herança; sede seu pastor, levai-o nos braços eternamente.

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27,1. Dois fragmentos díspares: o primeiro é um apelo à proteção divina contra os adversários (1-5); o segundo, ação de graças individual (6-7), é uma espécie de canto patriótico (8-9).

27,4. Tratai-os: os profetas do Antigo Testamento não conheciam ainda a lei da caridade promulgada por Jesus (Mt 5,6). O cristão luta contra o mal, não contra o mau; contra o pecado, não contra o pecador.




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“E’ na dor que o amor se torna mais forte.” São Padre Pio de Pietrelcina