Mosaico decorativo

1. toiV de osioiV sou megiston hn fwV wn fwnhn men akouonteV morfhn de ouc orwnteV oti men ou kakeinoi epeponqeisan emakarizon

1. Contudo, para vossos santos havia uma luz brilhantíssima. Sem verem seus semblantes, os outros ouviam-lhes a voz, e julgavam-nos felizes por não sofrerem os mesmos tormentos.

2. oti d' ou blaptousin prohdikhmenoi hucaristoun kai tou dienecqhnai carin edeonto

2. Davam-lhes graças, porque não se vingavam dos maus-tratos suportados, e pediam-lhes perdão de sua inimizade.*

3. anq' wn puriflegh stulon odhgon men agnwstou odoiporiaV hlion de ablabh filotimou xeniteiaV paresceV

3. Pelo contrário, vós destes uma coluna luminosa para guiá-los na sua marcha para o desconhecido, como um sol que sem incomodá-los alumiava seu glorioso êxodo.*

4. axioi men gar ekeinoi sterhqhnai fwtoV kai fulakisqhnai skotei oi katakleistouV fulaxanteV touV uiouV sou di' wn hmellen to afqarton nomou fwV tw aiwni didosqai

4. Mas eles bem mereciam ser privados da luz e aprisionados nas trevas, eles, que tinham encerrado em prisões os vossos filhos, através dos quais a incorruptível luz da Lei se devia comunicar ao mundo.*

5. bouleusamenouV d' autouV ta twn osiwn apokteinai nhpia kai enoV ekteqentoV teknou kai swqentoV eiV elegcon to autwn afeilw plhqoV teknwn kai omoqumadon apwlesaV en udati sfodrw

5. Também tinham resolvido levar à morte os filhos dos santos, mas um deles foi exposto e salvo, e para puni-los fizestes perecer em multidão os seus filhos, e, todos juntos, vós os aniquilastes na profundeza das águas.*

6. ekeinh h nux proegnwsqh patrasin hmwn ina asfalwV eidoteV oiV episteusan orkoiV epeuqumhswsin

6. Esta mesma noite tinha sido conhecida de antemão por nossos pais, para que, conhecendo bem em que juramentos confiavam, ficassem cheios de coragem.*

7. prosedecqh upo laou sou swthria men dikaiwn ecqrwn de apwleia

7. Assim vosso povo esperava tanto a salvação dos justos como a perdição dos ímpios,

8. w gar etimwrhsw touV upenantiouV toutw hmaV proskalesamenoV edoxasaV

8. e, pelo mesmo fato de terdes destruído nossos inimigos, vós nos convidastes a ser vossos e nos honrastes.*

9. krufh gar equsiazon osioi paideV agaqwn kai ton thV qeiothtoV nomon en omonoia dieqento twn autwn omoiwV kai agaqwn kai kindunwn metalhmyesqai touV agiouV paterwn hdh proanamelponteV ainouV

9. Por isso, os santos filhos dos justos ofereciam secretamente um sacrifício; de comum acordo estabeleciam o pacto divino: que os santos participariam dos mesmos bens e correriam os mesmos perigos; e entoavam já os hinos de seus pais,*

10. anthcei d' asumfwnoV ecqrwn h boh kai oiktra diefereto fwnh qrhnoumenwn paidwn

10. quando se elevaram os gritos confusos dos inimigos e se espalharam as lamentações dos que choravam seus filhos.

11. omoia de dikh douloV ama despoth kolasqeiV kai dhmothV basilei ta auta pascwn

11. Uma mesma sentença feria o escravo e o senhor, o homem do povo sofria o mesmo castigo que o rei.

12. omoqumadon de panteV en eni onomati qanatou nekrouV eicon anariqmhtouV oude gar proV to qayai oi zwnteV hsan ikanoi epei proV mian rophn h entimotera genesiV autwn diefqarto

12. Todos igualmente tinham um número incalculável de mortos abatidos da mesma maneira; os sobreviventes não eram suficientes para sepultá-los, porque, num instante, sua melhor geração era exterminada.

13. panta gar apistounteV dia taV farmakeiaV epi tw twn prwtotokwn oleqrw wmologhsan qeou uion laon einai

13. Depois de terem permanecido incrédulos por causa de seus sortilégios, reconheceram, vendo morrer seus primogênitos, que esse povo era verdadeiramente filho de Deus,*

14. hsucou gar sighV periecoushV ta panta kai nuktoV en idiw tacei mesazoushV

14. porque, quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas, e a noite chegava ao meio de seu curso,

15. o pantodunamoV sou logoV ap' ouranwn ek qronwn basileiwn apotomoV polemisthV eiV meson thV oleqriaV hlato ghV xifoV oxu thn anupokriton epitaghn sou ferwn

15. vossa palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, e, qual um implacável guerreiro, arremessou-se sobre a terra condenada à ruína.*

16. kai staV eplhrwsen ta panta qanatou kai ouranou men hpteto bebhkei d' epi ghV

16. De pé, ela tudo encheu de morte, e, pisando a terra, tocava os céus.

17. tote paracrhma fantasiai men oneirwn deinwn exetaraxan autouV foboi de epesthsan adokhtoi

17. No mesmo instante, visões e sonhos terríveis os perturbaram, e temores inesperados os assaltaram;*

18. kai alloV allach rifeiV hmiqnhtoV di' hn eqnhskon aitian enefanizen

18. tombando aqui e acolá, semimortos, revelavam a causa da morte que os atingia;

19. oi gar oneiroi qorubhsanteV autouV touto proemhnusan ina mh agnoounteV di' o kakwV pascousin apolwntai

19. porque os sonhos que os tinham agitado tinham-nos informado antecipadamente, para que eles não perecessem sem conhecer a causa de sua desgraça.

20. hyato de kai dikaiwn peira qanatou kai qrausiV en erhmw egeneto plhqouV all' ouk epi polu emeinen h orgh

20. Verdade é que a prova da morte feriu também os justos, e numerosos foram os que ela abateu no deserto, mas a ira de Deus não durou muito tempo,

21. speusaV gar anhr amemptoV proemachsen to thV idiaV leitourgiaV oplon proseuchn kai qumiamatoV exilasmon komisaV antesth tw qumw kai peraV epeqhke th sumfora deiknuV oti soV estin qerapwn

21. porque um homem irrepreensível se apressou a tomar sua defesa, servindo-se das armas de seu ministério pessoal, a oração e o sacrifício expiatório do incenso. Opôs-se à ira, e pôs fim ao flagelo, mostrando que era vosso servo.*

22. enikhsen de ton colon ouk iscui tou swmatoV ouc oplwn energeia alla logw ton kolazonta upetaxen orkouV paterwn kai diaqhkaV upomnhsaV

22. Dominou a revolta, não pela força física, nem pela força das armas, mas pela sua palavra deteve aquele que castigava, relembrando-lhe os juramentos feitos aos antepassados e a aliança estabelecida.

23. swrhdon gar hdh peptwkotwn ep' allhlwn nekrwn metaxu staV anekoye thn orghn kai diescisen thn proV touV zwntaV odon

23. Já os mortos se amontoavam uns sobre os outros, quando ele interveio, deteve a cólera e afastou-a dos vivos.

24. epi gar podhrouV endumatoV hn oloV o kosmoV kai paterwn doxai epi tetrasticou liqwn glufhV kai megalwsunh sou epi diadhmatoV kefalhV autou

24. Na sua longa vestimenta estava representado o universo inteiro; nas quatro fileiras de pedras os nomes gloriosos dos patriarcas; e no diadema de sua cabeça vossa Majestade.*

25. toutoiV eixen o oleqreuwn tauta de efobhqh hn gar monh h peira thV orghV ikanh

25. Diante destas coisas cedeu o exterminador e foi diante destas coisas que retrocedeu: porque a simples demonstração de vossa ira era suficiente.



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