Mosaico decorativo

1. væ qui prædaris nonne et ipse prædaberis et qui spernis nonne et ipse sperneris cum consummaveris deprædationem deprædaberis cum fatigatus desiveris contemnere contemneris

1. Ai de ti, devastador, que ainda não foste devastado, saqueador, que ainda não foste saqueado! Quando acabares de devastar, serás devastado; quando, já cansado, deixares de saquear, serás saqueado.

2. Domine miserere nostri te expectavimus esto brachium eorum in mane et salus nostra in tempore tribulationis

2. Senhor, tem misericórdia, de nós, porque (sempre) esperámos em ti; sê o nosso braço, todas as manhãs, a nossa salvação no tempo da tribulação.

3. a voce angeli fugerunt populi ab exaltatione tua dispersæ sunt gentes

3. À voz do teu trovão, fogem os povos, quando te levantas, dispersam-se as nações (inimigas).

4. et congregabuntur spolia vestra sicut colligitur brucus velut cum fossæ plenæ fuerint de eo

4. Serão juntados os vossos despojos (ó Assírios), como se juntam gafanhotos, e lançam-se em cima (de vós, os vossos inimigos) como gafanhotos.

5. magnificatus est Dominus quoniam habitavit in excelso implevit Sion judicio et justitia

5. O Senhor é grande porque habita no alto; enche Sião de retidão e de justiça.

6. et erit fides in temporibus tuis divitiæ salutis sapientia et scientia timor Domini ipse thesaurus ejus

6. Serão seguros os teus tempos (ó Judá); a sabedoria e a ciência assegurarão a tua salvação; o temor do Senhor será o teu tesouro.

7. ecce videntes clamabunt foris angeli pacis amare flebunt

7. Eis que os que estiverem vendo clamarão de fora; os anjos (ou {1:embaixadores) da paz chorarão} amargamente.

8. dissipatæ sunt viæ cessavit transiens per semitam irritum factum est pactum projecit civitates non reputavit homines

8. Estão desertos os caminhos, ninguém passa pelas estradas; (o inimigo) rompeu a aliança, desprezou as cidades, não teve em conta os homens. (ver nota)

9. luxit et elanguit terra confusus est Libanus et obsorduit et factus est Saron sicut desertum et concussa est Basan et Carmelus

9. A terra chora e desfalece; o Líbano está em confusão e ressequido; Saron converteu-se num deserto; Basan e o Carmelo perderam a folhagem.

10. nunc consurgam dicit Dominus nunc exaltabor nunc sublevabor

10. Agora me levantarei eu (contra os Assírios), diz o Senhor, agora me erguerei, agora me altearei.

11. concipietis ardorem parietis stipulam spiritus vester ut ignis vorabit vos

11. Vós (ó Assírios) concebestes feno, dareis à luz palhas; o vosso sopro é o fogo que vos devorará.

12. et erunt populi quasi de incendio cinis spinæ congregatæ igni conburentur

12. Estes povos serão calcinados, serão como espinhos cortados que arderão no fogo.

13. audite qui longe estis quæ fecerim et cognoscite vicini fortitudinem meam

13. Vós os que estais longe, ouvi o que eu fiz, e os que estais vizinhos, conhecei o meu poder.

14. conterriti sunt in Sion peccatores possedit tremor hypocritas quis poterit habitare de vobis cum igne devorante quis habitabit ex vobis cum ardoribus sempiternis

14. Os pecadores foram aterrados em Sião, o medo apoderou-se dos ímpios. Qual de vós poderá habitar num fogo devorador? Qual de vós poderá habitar entre as chamas eternas?

15. qui ambulat in justitiis et loquitur veritates qui proicit avaritiam ex calumnia et excutit manus suas ab omni munere qui obturat aures suas ne audiat sanguinem et claudit oculos suos ne videat malum

15. Aquele que anda na justiça e fala verdade, que rejeita as riquezas adquiridas com a extorsão, que sacode de suas mãos todo o presente, que tapa os seus ouvidos, para não ouvir planos sanguinários, e fecha os seus olhos para não ver o mal,

16. iste in excelsis habitabit munimenta saxorum sublimitas ejus panis ei datus est aquæ ejus fideles sunt

16. esse habitará nas alturas (inacessíveis aos seus inimigos); as altas rochas fortificadas serão o seu abrigo; ser-lhe-á dado pão (em abundância), e a água nunca lhe faltará.

17. regem in decore suo videbunt oculi ejus cernent terram de longe

17. Os teus olhos verão o rei (dos céus) no seu esplendor, verão uma terra aberta ao longe.

18. cor tuum meditabitur timorem ubi est litteratus ubi legis verba ponderans ubi doctor parvulorum

18. (Então) o teu coração recordar-se-á do (seu passado) temor. Onde está (dirá ele) o escriba? Onde está o que tinha a balança? Onde está o que inspecionava as fortificações? (ver nota)

19. populum inpudentem non videbis populum alti sermonis ita ut non possis intellegere disertitudinem linguæ ejus in quo nulla est sapientia

19. Tu não mais verás o povo insolente, o povo de falar obscuro, ininteligível, que balbucia palavras incompreensíveis.

20. respice Sion civitatem sollemnitatis nostræ oculi tui videbunt Hierusalem habitationem opulentam tabernaculum quod nequaquam transferri poterit nec auferentur clavi ejus in sempiternum et omnes funiculi ejus non rumpentur

20. Olha para Sião, cidade das nossas festas; os teus olhos vejam Jerusalém, habitação venturosa, tabernáculo que não poderá de modo algum ser transportado, cujas estacas não serão arrancadas, cujas cordas não serão partidas.

21. quia solummodo ibi magnificus Dominus noster locus fluviorum rivi latissimi et patentes non transibit per eum navis remigum neque trieris magna transgredietur eum

21. Ali é que o Senhor ostenta a sua magnificência em nosso favor, (protegendo-nos como) rios, canais larguíssimos, por onde não passará baixel (inimigo) a remo, nem grande embarcação atravessará. (ver nota)

22. Dominus enim judex noster Dominus legifer noster Dominus rex noster ipse salvabit nos

22. Com efeito, o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei, é ele que nos há-de salvar.

23. laxati sunt funiculi tui sed non prævalebunt sic erit malus tuus ut dilatare signum non queas tunc dividentur spolia prædarum multarum claudi diripient rapinam

23. O teu cordame afrouxou, já não segura o mastro, nem mantém estendidas as velas. Então se repartirão os despojos de muitas presas (que tinhas feito); os (próprios) coxos tomarão parte na pilhagem,

24. nec dicet vicinus elangui populus qui habitat in ea auferetur ab eo iniquitas

24. Nenhum habitante (de Jerusalém) dirá: Estou doente; o povo que aí habitar receberá o perdão dos seus pecados. (ver nota)



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