Mosaico decorativo

1. kai egeneto en tw kaqexhV kai autoV diwdeuen kata polin kai kwmhn khrusswn kai euaggelizomenoV thn basileian tou qeou kai oi dwdeka sun autw

1. Depois disso, Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus.

2. kai gunaikeV tineV ai hsan teqerapeumenai apo pneumatwn ponhrwn kai asqeneiwn maria h kaloumenh magdalhnh af hV daimonia epta exelhluqei

2. Os Doze estavam com ele, como também algumas mu­lheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios;*

3. kai iwanna gunh couza epitropou hrwdou kai sousanna kai eterai pollai aitineV dihkonoun autw apo twn uparcontwn autaiV

3. Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses. (= Mt 13,1-23; 5,15 = Mc 4,1-25)

4. suniontoV de oclou pollou kai twn kata polin epiporeuomenwn proV auton eipen dia parabolhV

4. Havia se reunido uma grande multidão: eram pessoas vindas de várias cidades para junto dele. Ele lhes disse esta parábola:

5. exhlqen o speirwn tou speirai ton sporon autou kai en tw speirein auton o men epesen para thn odon kai katepathqh kai ta peteina tou ouranou katefagen auto

5. “Saiu o semeador a semear a sua semente. E, ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram.

6. kai eteron epesen epi thn petran kai fuen exhranqh dia to mh ecein ikmada

6. Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade.

7. kai eteron epesen en mesw twn akanqwn kai sumfueisai ai akanqai apepnixan auto

7. Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na.

8. kai eteron epesen epi thn ghn thn agaqhn kai fuen epoihsen karpon ekatontaplasiona tauta legwn efwnei o ecwn wta akouein akouetw

8. Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um”. Dito isso, Jesus acrescentou alteando a voz: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”.

9. ephrwtwn de auton oi maqhtai autou legonteV tiV eih h parabolh auth

9. Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola.

10. o de eipen umin dedotai gnwnai ta musthria thV basileiaV tou qeou toiV de loipoiV en parabolaiV ina bleponteV mh blepwsin kai akouonteV mh suniwsin

10. Ele respondeu: “A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam.

11. estin de auth h parabolh o sporoV estin o logoV tou qeou

11. Eis o que significa esta parábola: a semente é a Palavra de Deus.

12. oi de para thn odon eisin oi akouonteV eita ercetai o diaboloV kai airei ton logon apo thV kardiaV autwn ina mh pisteusanteV swqwsin

12. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem.

13. oi de epi thV petraV oi otan akouswsin meta caraV decontai ton logon kai outoi rizan ouk ecousin oi proV kairon pisteuousin kai en kairw peirasmou afistantai

13. Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da Palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque creem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam.

14. to de eiV taV akanqaV peson outoi eisin oi akousanteV kai upo merimnwn kai ploutou kai hdonwn tou biou poreuomenoi sumpnigontai kai ou telesforousin

14. A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas, prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem.

15. to de en th kalh gh outoi eisin oitineV en kardia kalh kai agaqh akousanteV ton logon katecousin kai karpoforousin en upomonh

15. A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança.

16. oudeiV de lucnon ayaV kaluptei auton skeuei h upokatw klinhV tiqhsin all epi lucniaV epitiqhsin ina oi eisporeuomenoi blepwsin to fwV

16. Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama; mas a põe sobre um castiçal, para iluminar os que entram.

17. ou gar estin krupton o ou faneron genhsetai oude apokrufon o ou gnwsqhsetai kai eiV faneron elqh

17. Porque não há coisa oculta que não acabe por se manifestar, nem secreta que não venha a ser descoberta.

18. blepete oun pwV akouete oV gar an ech doqhsetai autw kai oV an mh ech kai o dokei ecein arqhsetai ap autou

18. Vede, pois, como é que ouvis. Porque ao que tiver lhe será dado; e ao que não tiver até aquilo que julga ter lhe será tirado”. (= Mt 12,46-50 = Mc 3,31-35)

19. paregenonto de proV auton h mhthr kai oi adelfoi autou kai ouk hdunanto suntucein autw dia ton oclon

19. A mãe e os irmãos de Jesus foram procurá-lo, mas não podiam chegar-se a ele por causa da multidão.*

20. kai aphggelh autw legontwn h mhthr sou kai oi adelfoi sou esthkasin exw idein se qelonteV

20. Foi-lhe avisado: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te”.

21. o de apokriqeiV eipen proV autouV mhthr mou kai adelfoi mou outoi eisin oi ton logon tou qeou akouonteV kai poiounteV auton

21. Ele lhes disse: “Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a Palavra de Deus e a observam”. (= Mt 8,18.23-27 = Mc 4,35-41)

22. kai egeneto en mia twn hmerwn kai autoV enebh eiV ploion kai oi maqhtai autou kai eipen proV autouV dielqwmen eiV to peran thV limnhV kai anhcqhsan

22. Num daqueles dias ele subiu com os seus discípulos a uma barca. Disse ele: “Passemos à outra margem do lago.” E eles partiram.

23. pleontwn de autwn afupnwsen kai katebh lailay anemou eiV thn limnhn kai suneplhrounto kai ekinduneuon

23. Durante a travessia, Jesus adormeceu. Desabou então uma tempestade de vento sobre o lago. A barca enchia-se de água, e eles se achavam em perigo.

24. proselqonteV de dihgeiran auton legonteV epistata epistata apollumeqa o de egerqeiV epetimhsen tw anemw kai tw kludwni tou udatoV kai epausanto kai egeneto galhnh

24. Aproximaram-se dele então e o despertaram com este grito: “Mestre, Mestre! Nós estamos perecendo!”. Levantou-se ele e ordenou aos ventos e à fúria da água que se acalmassem; e se acalmaram e logo veio a bonança.

25. eipen de autoiV pou estin h pistiV umwn fobhqenteV de eqaumasan legonteV proV allhlouV tiV ara outoV estin oti kai toiV anemoiV epitassei kai tw udati kai upakouousin autw

25. Perguntou-lhes, então: “Onde está a vossa fé?”. Eles, cheios de respeito e de profunda admiração, diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem os ventos e o mar obedecem?”. (= Mt 8,28-34 = Mc 5,1-20)

26. kai katepleusan eiV thn cwran twn gadarhnwn htiV estin antiperan thV galilaiaV

26. Navegaram para a região dos gerasenos, que está defronte da Galileia.

27. exelqonti de autw epi thn ghn uphnthsen autw anhr tiV ek thV polewV oV eicen daimonia ek cronwn ikanwn kai imation ouk enedidusketo kai en oikia ouk emenen all en toiV mnhmasin

27. Mal saltou em terra, veio-lhe ao encontro um homem dessa região, possuído de muitos demônios; há muito tempo não se vestia nem parava em casa, mas habitava no cemitério.

28. idwn de ton ihsoun kai anakraxaV prosepesen autw kai fwnh megalh eipen ti emoi kai soi ihsou uie tou qeou tou uyistou deomai sou mh me basanishV

28. Ao ver Jesus, prostrou-se dian­te dele e gritou em alta voz: “Por que te ocupas de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te, não me atormentes!”.

29. parhggellen gar tw pneumati tw akaqartw exelqein apo tou anqrwpou polloiV gar cronoiV sunhrpakei auton kai edesmeito alusesin kai pedaiV fulassomenoV kai diarrhsswn ta desma hlauneto upo tou daimonoV eiV taV erhmouV

29. Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois há muito tempo que se apoderara dele, e guardavam-no preso em cadeias e com grilhões nos pés, mas ele rompia as cadeias e era impelido pelo demônio para os desertos.

30. ephrwthsen de auton o ihsouV legwn ti soi estin onoma o de eipen legewn oti daimonia polla eishlqen eiV auton

30. Jesus perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?”. Ele res­pondeu: “Legião!”. (Porque eram muitos os demônios que nele se ocultavam.)

31. kai parekalei auton ina mh epitaxh autoiV eiV thn abusson apelqein

31. E pediam-lhe que não os mandasse ir para o abismo.

32. hn de ekei agelh coirwn ikanwn boskomenwn en tw orei kai parekaloun auton ina epitreyh autoiV eiV ekeinouV eiselqein kai epetreyen autoiV

32. Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe os demônios que lhes permitisse entrar neles. Ele permitiu.

33. exelqonta de ta daimonia apo tou anqrwpou eishlqen eiV touV coirouV kai wrmhsen h agelh kata tou krhmnou eiV thn limnhn kai apepnigh

33. Saíram, pois, os demônios do homem e entraram nos porcos; e a manada de porcos precipitou-se pelo despenhadeiro, impetuosamente no lago, e afogou-se.

34. idonteV de oi boskonteV to gegenhmenon efugon kai apelqonteV aphggeilan eiV thn polin kai eiV touV agrouV

34. Quando aqueles que os guardavam viram o acontecido, fugiram e foram contá-lo na cidade e pelo campo.

35. exhlqon de idein to gegonoV kai hlqon proV ton ihsoun kai euron kaqhmenon ton anqrwpon af ou ta daimonia exelhluqei imatismenon kai swfronounta para touV podaV tou ihsou kai efobhqhsan

35. Saíram eles, pois, a ver o que havia ocor­rido. Chegaram a Jesus e acharam a seus pés, sentado, vestido e calmo, o homem de quem haviam sido expulsos os demônios; e, tomados de medo,

36. aphggeilan de autoiV kai oi idonteV pwV eswqh o daimonisqeiV

36. ouviram das testemunhas a narração desse exorcismo.

37. kai hrwthsan auton apan to plhqoV thV pericwrou twn gadarhnwn apelqein ap autwn oti fobw megalw suneiconto autoV de embaV eiV to ploion upestreyen

37. Então, todo o povo da região dos gerasenos rogou a Jesus que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande temor. Jesus subiu à barca, para regressar.

38. edeeto de autou o anhr af ou exelhluqei ta daimonia einai sun autw apelusen de auton o ihsouV legwn

38. Nesse momento, pedia-lhe o homem, de quem tinham saí­do os demônios, para ficar com ele. Mas Jesus despediu-o, dizendo:

39. upostrefe eiV ton oikon sou kai dihgou osa epoihsen soi o qeoV kai aphlqen kaq olhn thn polin khrusswn osa epoihsen autw o ihsouV

39. “Volta para casa, e conta quanto Deus te fez”. E ele se foi, publicando por toda a cidade essas grandes coisas... (= Mt 9,18-26 = Mc 5,21-43)

40. egeneto de en tw upostreyai ton ihsoun apedexato auton o ocloV hsan gar panteV prosdokwnteV auton

40. À sua volta, Jesus foi recebido por uma multidão que o esperava.

41. kai idou hlqen anhr w onoma iaeiroV kai autoV arcwn thV sunagwghV uphrcen kai peswn para touV podaV tou ihsou parekalei auton eiselqein eiV ton oikon autou

41. O chefe da sinagoga, chamado Jairo, foi ao seu encontro. Lançou-se a seus pés e rogou-lhe que fosse à sua casa,

42. oti qugathr monogenhV hn autw wV etwn dwdeka kai auth apeqnhsken en de tw upagein auton oi ocloi sunepnigon auton

42. porque tinha uma filha única, de uns doze anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido pelo povo.

43. kai gunh ousa en rusei aimatoV apo etwn dwdeka htiV eiV iatrouV prosanalwsasa olon ton bion ouk iscusen up oudenoV qerapeuqhnai

43. Ora, uma mulher que padecia dum fluxo de sangue havia doze anos, e tinha gasto com médicos todos os seus bens, sem que nenhum a pudesse curar,

44. proselqousa opisqen hyato tou kraspedou tou imatiou autou kai paracrhma esth h rusiV tou aimatoV authV

44. aproximou-se dele por detrás e tocou-lhe a orla do manto; e, no mesmo instante, lhe parou o fluxo de sangue.

45. kai eipen o ihsouV tiV o ayamenoV mou arnoumenwn de pantwn eipen o petroV kai oi met autou epistata oi ocloi sunecousin se kai apoqlibousin kai legeiV tiV o ayamenoV mou

45. Jesus perguntou: “Quem foi que me tocou?” Como todos negassem, Pedro e os que com ele estavam disseram: “Mestre, a multidão te aperta de todos os lados...”.

46. o de ihsouV eipen hyato mou tiV egw gar egnwn dunamin exelqousan ap emou

46. Jesus replicou: “Alguém me tocou, porque percebi sair de mim uma força”.

47. idousa de h gunh oti ouk elaqen tremousa hlqen kai prospesousa autw di hn aitian hyato autou aphggeilen autw enwpion pantoV tou laou kai wV iaqh paracrhma

47. A mulher viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada.

48. o de eipen auth qarsei qugater h pistiV sou seswken se poreuou eiV eirhnhn

48. Jesus disse-lhe: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz”.

49. eti autou lalountoV ercetai tiV para tou arcisunagwgou legwn autw oti teqnhken h qugathr sou mh skulle ton didaskalon

49. Enquanto ainda falava, veio alguém e disse ao chefe da sinagoga: “Tua filha acaba de morrer; não incomodes mais o Mestre”.

50. o de ihsouV akousaV apekriqh autw legwn mh fobou monon pisteue kai swqhsetai

50. Mas Jesus o ouviu e disse a Jairo: “Não temas; crê somente e ela será salva”.

51. eiselqwn de eiV thn oikian ouk afhken eiselqein oudena ei mh petron kai iakwbon kai iwannhn kai ton patera thV paidoV kai thn mhtera

51. Quando Jesus chegou à casa, não deixou ninguém entrar com ele, senão Pedro, Tiago, João com o pai e a mãe da menina.

52. eklaion de panteV kai ekoptonto authn o de eipen mh klaiete ouk apeqanen alla kaqeudei

52. Todos, entretanto, choravam e se lamentavam. Mas Jesus disse: “Não choreis; a menina não morreu, mas dorme.”

53. kai kategelwn autou eidoteV oti apeqanen

53. Zombavam dele, pois sabiam bem que estava morta.

54. autoV de ekbalwn exw pantaV kai krathsaV thV ceiroV authV efwnhsen legwn h paiV egeirou

54. Mas segurando ele a mão dela, disse em alta voz: “Menina, levanta-te!”.

55. kai epestreyen to pneuma authV kai anesth paracrhma kai dietaxen auth doqhnai fagein

55. Voltou-lhe a vida e ela levantou-se imediatamente. Jesus mandou que lhe dessem de comer.

56. kai exesthsan oi goneiV authV o de parhggeilen autoiV mhdeni eipein to gegonoV

56. Seus pais ficaram tomados de pasmo; Jesus ordenou-lhes que não contassem a pessoa alguma o que se tinha passado. (= Mt 10,5-14 = Mc 6,7-13)



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