Mosaico decorativo

1. super custodiam meam stabo et figam gradum super munitionem et contemplabor ut videam quid dicatur mihi et quid respondeam ad arguentem me

1. Estarei alerta (entretanto), fazendo a minha sentinela (como projeta de Israel), e permanecerei de pé sobre as fortificações; olharei atentamente para ver o que me vai dizer o Senhor e o que hei-de responder à advertência recebida.

2. et respondit mihi Dominus et dixit scribe visum et explana eum super tabulas ut percurrat qui legerit eum

2. Então respondeu-me o Senhor, dizendo; Escreve o que vês e nota-o sobre tabuinhas (de escrever), para que se possa ler correntemente.

3. quia adhuc visus procul et apparebit in finem et non mentietur si moram fecerit expecta illum quia veniens veniet et non tardabit

3. Porque a visão é apenas para o tempo devido, mas enfim ela se cumprirá, não faltará; se tardar, espera-a, porque infalivelmente virá, não faltará.

4. ecce qui incredulus est non erit recta anima ejus in semet ipso justus autem in fide sua vivet

4. Eis que sucumbe o que não tem a alma recta, mas o justo viverá pela sua fidelidade.

5. et quomodo vinum potantem decipit sic erit vir superbus et non decorabitur qui dilatavit quasi infernus animam suam et ipse quasi mors et non adimpletur et congregabit ad se omnes gentes et coacervabit ad se omnes populos

5. Assim como o vinho engana quem o bebe, assim o homem soberbo perderá o seu brilho, ele que dilata como o inferno a sua alma, e é insaciável como a morte, que junta sob o seu domínio todas as nações e amontoa junto de si todos os povos.

6. numquid non omnes isti super eum parabolam sument et loquellam enigmatum ejus et dicetur væ ei qui multiplicat non sua usquequo et adgravat contra se densum lutum

6. Porventura não virá ele a ser a fábula de todos estes, e o objecto dos seus (satíricos) provérbios? Dir-se-á; Ai daquele que acumula o que não é seu até quando? — daquele que acumula sobre si o peso da dívida!

7. numquid non repente consurgent qui mordeant te et suscitabuntur lacerantes te et eris in rapinam eis

7. Porventura (ó mau) não se levantarão de repente os teus credores, não despertarão os teus exactores? Serás presa deles.

8. quia tu spoliasti gentes multas spoliabunt te omnes qui reliqui fuerint de populis propter sanguinem hominis et iniquitatem terræ civitatis et omnium habitantium in ea

8. Visto que despojaste muitas nações, despojar-te-ão todos os outros povos, por causa do sangue humano (que derramaste), das violências cometidas contra a terra, contra a cidade e contra todos os seus habitantes.

9. væ qui congregat avaritiam malam domui suæ ut sit in excelso nidus ejus et liberari se putat de manu mali

9. Ai daquele que ajunta ganhos criminosos para (estabelecer a) sua casa, a fim de colocar em lugar muito alto o seu ninho, pensando livrar-se da mão do mal!

10. cogitasti confusionem domui tuæ concidisti populos multos et peccavit anima tua

10. Tu meditaste, cobrindo de vergonha a tua casa, arruinar muitos povos, comprometendo a tua própria vida.

11. quia lapis de pariete clamabit et lignum quod inter juncturas ædificiorum est respondebit

11. Porque a pedra clamará da parede (contra ti), e o madeiramento que serve de travação ao edifício, lhe responderá.

12. væ qui ædificat civitatem in sanguinibus et præparat urbem in iniquitate

12. Ai daquele que edifica uma cidade com sangue e que funda as suas bases na iniquidade!

13. numquid non hæc a Domino sunt exercituum laborabunt enim populi in multo igni et gentes in vacuum et deficient

13. Porventura o Senhor dos exércitos não fará (como castigo) isto (que se segue)? Os povos trabalharão para o fogo, e as nações fatigar-se-ão para nada. (ver nota)

14. quia replebitur terra ut cognoscat gloriam Domini quasi aquæ operientes mare

14. Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como o mar está coberto das suas águas.

15. væ qui potum dat amico suo mittens fel suum et inebrians ut aspiciat nuditatem ejus

15. Ai daquele que dá de beber ao seu próximo, misturando fel (na bebida) até o embriagar, para ver a sua nudez!

16. repletus est ignominia pro gloria bibe tu quoque et consopire circumdabit te calix dexteræ Domini et vomitus ignominiæ super gloriam tuam

16. Tu (que assim procedes) serás cheio de ignomínia, em lugar de glória; bebe também até ficares ébrio; voltai-se-á sobre ti o cálice da direita do Senhor, e a abjecção cairá sobre a tua glória.

17. quia iniquitas Libani operiet te et vastitas animalium deterrebit eos de sanguinibus hominis et iniquitate terræ et civitatis et omnium habitantium in ea

17. Porque a violência executada contra o Líbano recairá sobre ti, e os estragos dos animais ferozes far-te-ão tremer, por causa do sangue humano (que derramaste) e das injustiças cometidas contra a terra, contra a cidade e contra todos os seus habitantes.

18. quid prodest sculptile quia sculpsit illud fictor suus conflatile et imaginem falsam quia speravit in figmento fictor ejus ut faceret simulacra muta

18. De que serve a escultura para que o escultor a faça? O ídolo fundido que só ensina mentiras, para que o artista nele ponha a sua confiança, fabricando divindades mudas?

19. væ qui dicit ligno expergiscere surge lapidi tacenti numquid ipse docere poterit ecce iste coopertus est auro et argento et omnis spiritus non est in visceribus ejus

19. Ai daquele que diz ao pau; Desperta! e à pedra muda: Levanta-te! Porventura poder-lhe-á ela ensinar alguma coisa? Vê que ela está coberta de ouro e de prata, mas nas suas entranhas não há espírito algum.

20. Dominus autem in templo sancto suo sileat a facie ejus omnis terra

20. Porém o Senhor está nó seu santo templo; cale-se toda a terra diante dele!



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