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O anjo, passando a um lugar (ainda mais) apertado, onde não era possível desviar-se nem para a direita nem para a esquerda, parou diante. (Números 22, 26)
O Senhor abriu a boca da jumenta, que disse: Que te fiz eu? Por que me feres? Esta é já a terceira vez! (Números 22, 28)
Balaão respondeu: Porque tu o mereceste, e me escarneceste; oh! se eu tivesse uma espada para te matar! (ver nota) (Números 22, 29)
A jumenta disse: Acaso não sou eu a tua besta, em que tu sempre costumaste cavalgar até hoje? Dize-me se te fiz jàmais coisa semelhante. Ele respondeu-lhe: Jàmais. (Números 22, 30)
De repente abriu o Senhor os olhos de Balaão, e ele viu o anjo que estava no caminho com a espada desembainhada, e, prostrado por terra, o adorou. (ver nota) (Números 22, 31)
O anjo disse-lhe: Por que castigas tu pela terceira vez a jumenta? Eu vim opor-me a ti, porque o teu caminho é perverso e contrário a mim; (Números 22, 32)
Balaão respondeu: Eu pequei, não sabendo que tu te opunhas a mim, mas agora, se não te apraz que eu vá, voltarei. (Números 22, 34)
Disse-lhe o anjo: Vai com estes, mas vê, não digas se não o que eu te mandar. Ele, pois, foi com os príncipes. (Números 22, 35)
e disse a Balaão: Mandei embaixadores chamar-te. Por que não vieste logo ter comigo? Foi acaso porque eu não posso recompensar a tua viagem? (Números 22, 37)
Balaão respondeu-lhe: Eis-me aqui; mas poderei eu dizer outra coisa, que não seja o que Deus me puser na boca? (Números 22, 38)
Partiram, pois, ambos, e chegaram a uma cidade, que estava na fronteira do seu reino. (Números 22, 39)
Chegada a manhã, levou-a aos altos de Baal, e (de lá Balaão) viu uma extremidade do povo. (Números 22, 41)