Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No nonagésimo dia, acompanhamos histórias de coragem e providência divina. Juízes 4–5 narra a liderança inspiradora de Débora, a vitória sobre Sísera e o heroísmo de Jael, celebrados no cântico de Débora. Em Rute 2, vemos a mão de Deus guiando Rute até Boaz, um homem justo que se tornará peça-chave na linhagem messiânica. O Salmo 134 encerra este conjunto com um convite ao louvor: 'Bendizei ao Senhor, todos vós, servos do Senhor'.

Capítulo 4

1. Depois da morte de Aod, os israe­litas continuaram a fazer o mal aos olhos do Senhor.

2. Então, o Senhor entregou-os nas mãos de Jabin, rei de Canaã, que reinava em Asor. Seu exército era chefiado por Sísara, que habitava em Haroset-Goim.

3. Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porque Jabin tinha novecentos carros de ferro e oprimia-os duramente há vinte anos.

4. Naquela época, a profetisa Débora, mulher de Lapidot, era juíza em Is­­­­ra­­­­el.*

5. Sentava-se sob a palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na montanha de Efraim, e os israelitas iam ter com ela para que julgasse suas questões.

6. Ela mandou chamar Barac, filho de Abinoem, de Cedes em Neftali, e disse-lhe: “Eis o que te ordena o Senhor, Deus de Israel: vai ao monte Tabor; toma contigo dez mil homens dos filhos de Neftali e de Zabulon.

7. Quando estiveres na torrente de Quison, te conduzirei Sísara, chefe do exército de Jabin, com seus carros e suas tropas, e te entregarei em tuas mãos”.

8. Barac respondeu-lhe: “Se vieres comigo, irei; mas se não quiseres vir comigo, não irei”.

9. “Sim – disse ela – irei contigo; mas a glória da expedição não será tua, porque o Senhor entregará Sísara nas mãos de uma mulher”. E Débora foi com Barac a Cedes.

10. Barac convocou ali Zabulon e Neftali: dez mil homens levantaram-se e seguiram-no, tendo Débora em sua companhia.

11. Ora, Héber, o cineu, tinha-se separado dos cineus da família de Hobab, cunhado de Moisés, e tinha levantado suas tendas até o carva­lhal de Saananim, perto de Cedes.

12. Foi anunciado a Sísara que Barac, filho de Abinoem, estava em marcha para o monte Tabor.

13. Mandou então vir de Haroset-Goim todos os seus carros, novecentos carros de ferro e todo o povo que estava com ele até a torrente de Quison.

14. Débora disse a Barac: “Vai-te, porque este é o dia em que o Senhor te entregará Sísara. O Senhor mesmo marcha adiante de ti”. Barac desceu do monte Tabor com dez mil homens.

15. E o Senhor desbaratou Sísara com todos os seus carros e todo o seu exército, que caíram a fio de espada, diante de Barac. Sísara, saltando do seu carro, fugiu a pé,

16. enquanto Barac perseguia os carros e o exército até Haroset-Goim. Todo o exército de Sísara foi passado a fio de espada, sem escapar um só homem.

17. Sísara, fugindo a pé, chegou à tenda de Jael, mulher de Héber, o cineu, porque havia paz entre Jabin, rei de Asor, e a casa de Héber, o cineu.

18. Jael, saindo ao encontro de Sísara, disse-lhe: “Entra, meu senhor, em minha casa, e não temas”. Ele entrou na tenda e ela o ocultou sob um man­to.

19. Ele disse à mulher: “Peço-te que me dês um pouco de água, porque tenho sede”. Ela abriu um odre de leite, deu-lhe de beber e recobriu-o.

20. Sísara disse-lhe ainda: “Põe-te à entrada da tenda, e se qualquer pessoa te perguntar se há alguém aqui, responderás que não”.

21. Jael, pois, mulher de Héber, tomou um prego da tenda juntamente com um martelo e, aproximando-se devagarinho, enterrou o prego na fonte de Sísara, pregando-o assim na terra enquanto ele dormia profundamente por causa do cansaço. Sísara morreu.

22. Entre­mentes, chegou Barac logo após Sísara. Jael, saindo-lhe ao encontro, disse-lhe: “Vem, vou mostrar-te o homem que buscas”. Ele entrou e viu Sísara que jazia morto por terra, com o prego cravado em sua fonte.

23. Foi assim que Deus, naquele dia, humilhou Jabin, rei de Canaã, diante dos israelitas;

24. e a mão dos filhos de Israel pesava cada vez mais sobre Jabin, rei de Canaã, até que o exterminaram.

Capítulo 5

1. Naquele dia, Débora cantou este cântico, com Barac, filho de Abinoem:

2. “Desatou-se a cabeleira em Israel, o povo ofereceu-se para o combate: bendizei o Senhor!

3. Reis, ouvi! Estai atentos, ó príncipes! Sou eu, eu que vou cantar ao Senhor. Vou proferir um salmo ao Senhor, Deus de Israel!

4. Senhor, quando saístes de Seir, quando surgistes dos campos de Edom, a terra tremeu, os céus se entornaram, as nuvens desfizeram-se em água,

5. abalaram-se as montanhas diante do Senhor, nada menos que o Sinai, diante do Senhor, Deus de Israel!

6. Nos dias de Samgar, filho de Anat, nos dias de Jael, estavam desertos os caminhos, e os viajantes seguiam veredas tortuosas.

7. Desertos se achavam os campos em Israel, desertos, senão quando eu, Débora, me levantei, me levantei como uma mãe em Israel.

8. Israel escolhera deuses novos, e logo a guerra lhe bateu às portas, e não havia um escudo nem uma lança entre os quarenta mil de Israel.

9. Meu coração bate pelos chefes de Israel, pelos que se ofereceram voluntariamente entre o povo: bendizei o Senhor!

10. Vós que cavalgais jumentas brancas, sentados sobre tapetes, a galopar pelas estradas, cantai!

11. A voz dos arqueiros, junto dos bebedouros, celebre as vitórias do Senhor, as vitórias dos seus chefes em Israel! Então o povo do Senhor desceu às portas.

12. Desperta, desperta, Débora! Desperta, desperta, canta um hino! Levanta-te, Barac! Toma os teus prisioneiros, filho de Abinoem!

13. E agora descei, sobreviventes do meu povo. Senhor, descei para junto de mim entre estes heróis.

14. De Efraim vêm os habitantes de Amalec; seguindo-te, marcha Benjamim com as tropas; de Maquir vêm os príncipes, e de Zabulon os guias com o bastão.

15. Os príncipes de Issacar estão com Débora; Issacar marcha com Barac e segue-lhe as pisadas na planície. Junto aos regatos de Rúben grandes foram as deliberações do coração.

16. Por que ficaste junto ao aprisco, a ouvir a música dos pastores? Junto aos regatos de Rúben grandes foram as deliberações do coração.

17. Galaad ficou em sua casa, além do Jordão; e Dã, por que habita junto dos navios? Aser assentou-se à beira do mar e ficou descansando nos seus portos.

18. Zabulon, porém, é um povo que desafia a morte, e da mesma forma Neftali, sobre os planaltos.

19. Vieram os reis e travaram combate; e travaram combate os reis de Canaã em Tanac, junto às águas de Meguido; mas não levaram espólio em dinheiro.

20. Desde o céu as estrelas combateram, de suas órbitas combateram contra Sísara,

21. e a torrente de Quison os arrastou, a velha torrente, a torrente de Quison. Marcha, ó minha alma, resolutamente!

22. Ouviu-se, então, o troar dos cascos dos cavalos, ao tropel, ao tropel dos cavaleiros.

23. Amaldiçoai Meroz, disse o anjo do Senhor, amaldiçoai, amaldiçoai seus habitantes! Porque não vieram em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, com os guerreiros.

24. Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o quenita! Entre as mulheres da tenda seja bendita!

25. Ao que pediu água ofereceu leite; serviu nata em taça nobre.

26. Com uma das mãos segurou o prego, e com a outra o martelo de operário, e malhou Sísara, espedaçando-lhe a cabeça, e esmagou-lhe a fonte e a transpassou.

27. Aos seus pés ele vergou, tombou, ficou; aos seus pés ele vergou, tombou. Onde vergou, ali tombou abatido!

28. Da janela, através das persianas, a mãe de Sísara olha e clama: ‘Por que tarda em chegar o seu carro?! Por que demoram tanto as suas carruagens?!’.

29. As mais sábias das damas lhe respondem, e ela mesma o repete a si própria:

30. ‘Devem ter achado despojos, e os repartem: uma moça, duas moças para cada homem, despojos de tecidos multicores para Sísara, despojos de tecidos multicores, recamados; uma veste bordada, dois brocados, para os ombros do vencedor’.

31. Assim pereçam, Senhor, todos os vossos inimigos! E os que vos amam sejam como o sol quando nasce resplendente”.

32. E repousou a terra durante quarenta anos.

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1. Noemi tinha um parente, por parte de seu marido, homem poderoso e rico da família de Elimelec, chamado Booz.

2. Rute, a moabita, disse a Noemi: “Pe­ço-te que me deixes ir respigar nos campos de quem me quiser acolher favoravelmente”. “Vai, minha filha” – respondeu-lhe ela.

3. Rute partiu, pois, e entrou num campo, atrás dos segadores. Ora, aconteceu que aquele era justamente o campo de Booz, parente de Elimelec.

4. Booz acabava de voltar de Belém e saudou os segadores: “O Senhor esteja convosco!”. “Deus te abençoe” – responderam eles.

5. Booz dirigiu-se ao servo que tomava conta dos segadores: “Quem é esta moça?”.

6. “Esta é uma jovem moabita – res­pondeu ele – que veio com Noemi da terra de Moab.

7. Pediu-nos que a deixássemos respigar entre os feixes de trigo e apanhar as espigas atrás dos segadores. Está, aí, sempre de pé, desde a manhã até agora. Nesse momento, ela descansa um pouco sob a tenda.”

8. Booz disse a Rute: “Ouve, minha filha: não vás respigar em outro campo, nem te afastes daqui, mas junta-te com minhas servas.

9. Olha em que campo vão ceifar e segue-as. Proibi aos meus servos que te molestassem. Se tiveres sede, vai ao cântaro e bebe da água que elas tiverem buscado”.

10. Rute, caindo aos seus pés, prostrou-se por terra: “De onde me vem a dita – disse ela – de que te interesses por mim, uma estrangeira?”.

11. “Contaram-me – repli­cou Booz – tudo o que fizeste por tua sogra de­pois que morreu o teu marido, como deixaste teu pai, tua mãe e a tua pátria e vieste para um povo que antes não conhecias.

12. O Senhor te remunere pelo bem que fizeste e recebas uma plena recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te acolheste!”

13. Ela respondeu: “Encontre eu graça diante dos teus olhos, meu senhor, pois me consolaste e encorajaste a tua serva, ainda que eu não seja como uma de tuas escravas”.

14. À hora de comer, Booz disse-lhe: “Vem, come tua parte do pão e molha o teu bocado no vinagre”. Ela assentou-se ao lado dos segadores e Booz ofereceu-lhe grão torrado. Ela comeu até ficar satisfeita e guardou o resto. Levantou-se em se­guida e recomeçou a respigar.

15. Booz disse aos seus servos: “Deixai-a respigar mesmo entre os feixes e não a molesteis.

16. Deixai cair de vossos feixes, como por descuido, algumas espigas e deixai-as para que ela as apanhe; sobretudo, não a censu­rais de forma alguma”.

17. Rute esteve, pois, respigando no cam­po até a tarde; tendo depois batido as espigas que tinha colhido, encontrou quase um efá de cevada.

18. Carregando a cevada, entrou na cidade e sua sogra viu o que ela tinha colhido. Rute tirou então o que lhe sobrou de seu almoço e ofereceu à sogra.

19. Noemi perguntou-lhe: “Onde respigaste hoje?”. “Onde trabalhaste? Bendito seja quem te acolheu!” Ela contou à sua sogra em que propriedade tinha trabalhado. “O homem – disse ela – em cuja terra trabalhei hoje chama-se Booz.”

20. “Bendito seja ele do Senhor – respondeu Noemi – porque mostrou-se misericordio­so tanto para com os vivos como para com os mortos.” E acrescentou: “Esse homem é nosso parente próximo, um dos que têm direito de resgate sobre nós”.

21. “Ele disse-me também – continuou Rute –, a moabita, que ficasse com os seus servos até que se acabasse toda a ceifa.”

22. Noemi respondeu-lhe: “É melhor, minha filha, que sigas as suas servas e que não te encontrem noutro campo”.

23. Ela ficou, pois, com as servas de Booz, respigando até o fim da ceifa da cevada e do trigo. E morava com a sua sogra.

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1. Cântico das peregrinações. E agora, bendizei o Senhor, vós todos, servos do Senhor, vós que habitais na casa do Senhor, durante as horas da noite.*

2. Levantai as mãos para o santuário, e bendizei o Senhor.

3. De Sião te abençoe o Senhor, ele que fez o céu e a terra!

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"O Santo Sacrifício da Missa é o sufrágio mais eficaz que ultrapassa todas as orações." São Padre Pio de Pietrelcina