Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No nonagésimo primeiro dia, acompanhamos Gideão em sua missão para libertar Israel em Juízes 6-8, testemunhando coragem e fé em meio à opressão. Em Rute 3, vemos a dedicação e a confiança de Rute em Boaz, refletindo lealdade e providência divina. O Salmo 135 nos convida a louvar a Deus, reconhecendo Sua soberania e ações poderosas em favor de Seu povo.

Capítulo 6

1. Os israelitas fizeram o mal aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos madianitas durante sete anos.

2. A mão de Madiã pesou rudemente sobre Israel. Por medo dos madianitas, os filhos de Israel refugiaram-se nas cavernas das montanhas, em cavernas e fortificações.

3. Quando Israel semeava, subia Madiã com Amalec e os filhos do orien­te, para atacá-lo.

4. Acampavam defronte deles e devastavam as suas plantações até a vizinhança de Gaza, e não deixavam aos israelitas provisão alguma, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.

5. Subiam com todos os seus rebanhos e tendas, semelhantes a uma nuvem de gafanhotos, e essa multidão inumerável de homens e camelos subia e devastava a terra.

6. Os israelitas ficaram desse modo extenuados pelos madianitas e clamaram ao Senhor.

7. E, tendo eles clamado ao Senhor, pedindo socorro contra os madianitas, o Senhor mandou-lhes um profeta,

8. que lhes disse: “Eis o oráculo do Senhor, Deus de Israel: Eu vos fiz sair do Egito e vos tirei da servidão;

9. livrei-vos da mão dos egípcios e de vossos opressores; expulsei-os de diante de vós e dei-vos a sua terra.

10. E eu vos disse: ‘Eu sou o Senhor, vosso Deus: não adorareis os deuses dos amorreus, em cuja terra ides habitar. Mas não ouvistes a minha voz’.”

11. Depois veio o anjo do Senhor e sentou-se debaixo do terebinto de Efra, que pertencia a Joás, da família de Abiezer. Gedeão, seu filho, estava limpando o trigo no lagar, para escondê-lo dos madia­nitas.

12. O anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “O Senhor está contigo, valente guerreiro!”.

13. Gedeão respondeu: “Ah, meu senhor, se o Senhor está conos­co, por que nos vieram todos esses males? Onde estão aqueles prodígios que nos contaram nossos pais, dizendo: ‘O Senhor fez-nos verdadeiramente sair do Egito?’. Agora, o Senhor abandonou-nos e entregou-nos nas mãos dos madianitas”.

14. Então o Senhor, voltando-se para ele: “Vai – disse – com essa força que tens e livra Israel dos madianitas. Porventura não sou eu que te envio?”.

15. “Ó Senhor – respondeu Gedeão – com que livrarei eu Israel? Minha família é a última de Manas­sés, e eu sou o menor na casa de meu pai.”

16. O Senhor replicou: “Eu estarei con­tigo e tu derrotarás os madianitas como se fossem um só homem”.

17. Prosseguiu Gedeão: “Se encontrei graça aos vossos olhos, provai-me por um sinal que sois vós quem me falais.

18. Não vos afasteis daqui até que eu volte trazendo uma oferta e a ponha diante de vós”. “Esperarei – respondeu o Senhor – até que voltes.”

19. Gedeão entrou em sua casa, preparou um cabrito e fez pães sem fermento com um efá de farinha. Pôs a carne em um cesto e o caldo numa panela, levou tudo debaixo do terebinto e lhe ofereceu.

20. O anjo do Senhor disse-lhe: “Toma a carne e os pães sem fermento, põe-nos sobre aquela pedra e derrama por cima o caldo”. Ele assim o fez.

21. Então, o anjo do Senhor estendeu a ponta da vara que tinha na mão, tocou a carne com os pães sem fermento, e imediatamente jorrou fogo da rocha que consumiu a carne e os pães sem fermento; e o anjo do Senhor desapareceu de seus olhos.

22. Gedeão reconheceu que era o anjo do Senhor e exclamou: “Ai de mim, Senhor Javé, que vi o anjo do Senhor face a face”.

23. O Senhor disse-lhe: “Tranquiliza-te; não temas, não morrerás”.

24. Ge­deão edificou ali um altar ao Senhor e chamou-o Javé-Shalom. Esse altar existe ainda hoje em Efra de Abiezer. *

25. Durante a noite, disse-lhe o Senhor: “Toma o novilho de teu pai e um segundo touro de sete anos; destrói o altar de Baal de teu pai e faze o mesmo com o ídolo de madeira que está junto dele.

26. Edificarás então um altar ao Senhor, teu Deus, em cima dessa pedra, depois de a teres preparado. Tomarás o segundo touro e o oferecerás em holocausto usando a madeira do ídolo que tiveres cortado”.

27. Gedeão escolheu dez dos seus servos e fez o que o Senhor lhe tinha ordenado. Temendo, porém, a família de seu pai e os habitantes da cidade, não o quis fazer durante o dia; executou tudo durante a noite.

28. Chegada a manhã, quando os habitantes da cidade se levantaram, eis que viram o altar de Baal derrubado por terra, o ídolo vizinho cortado, e o segundo touro queimado em holocausto sobre o novo altar.

29. “Quem fez isto?” – perguntaram uns aos outros. Depois de haverem buscado e investigado cuidadosamente, foi-lhes dito: “Foi Gedeão, filho de Joás”.

30. Disseram então a Joás: “Faze vir aqui o teu filho, para que seja morto, porque ele derrubou o altar de Baal e cortou o ídolo de madeira que estava perto!”.

31. Joás respondeu a todos os que o interpelavam: “Porventura sois vós que deveis tomar o partido de Baal? Sois vós que deveis socorrê-lo? Pois aquele que tomar o partido de Baal será morto hoje mesmo. Se Baal é deus, que defenda ele mesmo a sua causa, pois derrubaram o seu altar!”.

32. Daquele dia em diante, Gedeão foi chamado Jerobaal, dizendo: “Que Baal defenda a sua causa contra ele, pois ele derrubou o seu altar!”.

33. Todos os madianitas, os amalecitas e os filhos do oriente se tinham coligado e, tendo passado o Jordão, acamparam no vale de Jezrael.

34. O Espírito do Senhor apoderou-se de Gedeão, o qual, tocando a trombeta, convocou os filhos de Abiezer para que o seguissem.

35. Enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que se reuniu para segui-lo; e enviou também mensageiros às tribos de Aser, de Zabulon e de Neftali, e todos vieram juntar-se a ele.

36. Gedeão disse a Deus: “Se quereis realmente salvar Israel por meio de minha mão, como o dissestes,

37. eis que vou estender um velo de lã na eira: se o orvalho cair só no velo, ficando toda a terra seca, reconhecerei que é por minha mão que livrareis Israel, como o disses­tes”.

38. E assim aconteceu. Levantando-se Gedeão no dia seguinte pela manhã, espremeu a lã e encheu um copo de orvalho.

39. Gedeão disse a Deus: “Não se acenda contra mim a vossa cólera se vos falo ainda uma vez! Só quero fazer mais uma prova com o velo: peço que só a lã fique seca e o orvalho molhe toda a terra em redor”.

40. E Deus assim o fez naquela noite: só o velo ficou seco, enquanto todo o solo estava coberto de orvalho.

Capítulo 7

1. Jerobaal, isto é, Gedeão, levantando-se no dia seguinte bem cedo, foi acampar na fonte de Harod com todo o povo que o acompanhava. O acampamento madianita encontrava-se ao norte da colina de Moré, na planície.

2. O Senhor disse a Gedeão: “A gente que levas contigo é numerosa demais para que eu entregue Madiã em suas mãos. Israel poderia gloriar-se à minha custa, dizendo: ‘Foi a minha mão que me livrou’.

3. Manda, pois, publicar esse aviso para que todos o ouçam: quem for medroso ou tímido, volte para trás e deixe a montanha de Gelboé”. Vinte e dois mil homens voltaram, ficando ainda dez mil.

4. O Senhor disse a Gedeão: “Ainda há gente demais. Faze-os descer às águas e ali farei uma escolha. Aquele que eu te disser que irá contigo, este te seguirá; e aquele que eu não te designar, ficará”.

5. Gedeão fez, pois, descer o povo junto às águas e o Senhor disse-lhe: “Porás à parte todos aqueles que lamberem a água com a língua, como faz o cão, e de outro lado aqueles que se puserem de joelhos para beber”.

6. Ora, o número dos que lamberam a água, levando-a com a mão à boca, foi de trezentos homens; todo o resto do povo se pusera de joelhos para beber.

7. O Senhor disse a Gedeão: “Com os trezentos homens que lamberam a água, vos salvarei e entregarei Madiã nas tuas mãos. Todo o resto do povo volte para a sua ca­sa”.

8. Gedeão guardou os víveres do povo e suas trombetas e despediu todos os israelitas, cada um para a sua tenda, só conservando os trezentos homens. O acampamento madianita estava embaixo, na planície.

9. Durante a noite seguinte, o Senhor disse a Gedeão: “Levanta-te e ataca o acampamento, pois eu entreguei em tuas mãos.

10. Todavia, se tens medo de descer só, leva contigo Fara, teu servo.

11. Ouvirás o que eles dizem, e te sentirás assim encorajado para atacar o acampamento”. Gedeão desceu, pois, com Fara, seu servo, até onde estavam os postos avançados do acampamento.

12. Ora, os madianitas, os amalecitas e todos os filhos do oriente estavam espalhados pelo vale, tão numerosos como gafanhotos e seus camelos eram também inumeráveis como a areia das praias.

13. No momento em que Gedeão se aproximou, um homem estava justamente contando um sonho ao seu companheiro: “Eis – dizia ele – o sonho que tive: Um pão de cevada rolava sobre o acampamento de Madiã e, chocando-se com a tenda, lançou-a completamente por terra”. O companheiro respondeu:

14. “Isso não é outra coisa senão a espada de Gedeão, filho de Joás, o israelita. Deus entregou em suas mãos Madiã e todo o acampamento”.

15. Tendo ouvido a narração e a interpretação desse sonho, Gedeão prostrou-se por terra. Voltou ao acampamento israelita e disse: “Levantai-vos, porque o Senhor vos entregou nas mãos o acampamento dos madianitas!”.

16. Dividiu os trezentos homens em três grupos e pôs nas mãos de todos trombetas e ânforas vazias, levando estas dentro uma tocha acesa.

17. “Olhai para mim – disse ele – e fazei como eu. Quando eu chegar aos limites do acampamento, fazei o que eu fizer.

18. Tocarei a trombeta com aqueles que me acompanham, e então tocareis também as vossas em volta de todo o acampamento, gritando: ‘Pelo Senhor e por Gedeão!’.”

19. Gedeão com seus cem homens chegaram aos limites do acampamento no princípio da segunda vigília, quando se rendiam as sentinelas, e começaram a tocar as trom­betas, quebrando ao mesmo tempo as ânforas que tinham na mão.

20. Então os três batalhões tocaram (também) as trombetas e quebraram as ânforas. Tomando as tochas na mão esquerda e as trombetas na direita para tocar, gritaram: “À espada pelo Senhor e por Gedeão!”.

21. Cada um ficou em seu lugar, ao redor do acampamento; todo o acampamento se pôs a correr e fugiram, gritando.

22. Os trezentos homens continuavam a tocar as trombetas, enquanto, por todo o acampamento, o Senhor fez com que os madia­nitas voltassem a espada uns contra os outros, e o exército fugiu até Bet-Seta, para os lados de Sarera e até os limites de Abel-Meúla, junto de Tebat.

23. Juntaram-se então aos israelitas as tribos de Neftali e de Aser e todo o Manassés, e perseguiram os madianitas.

24. Gedeão enviou mensageiros por todo o monte de Efraim, para avisar: “Descei ao encontro dos madianitas e cortai-lhes a passagem das águas até Bet-Bera e até os vaus do Jordão”. Juntaram-se, pois, os homens de Efraim e ocuparam as passagens até Bet-Bera, e igualmente os vaus do Jordão.

25. Tendo capturado dois chefes madianitas, Oreb e Zeb, mataram Oreb no rochedo de Oreb, e Zeb no lagar de Zeb. E continuaram a perseguir os madianitas, levando as cabeças de Oreb e de Zeb a Gedeão, no outro lado do Jordão.

Capítulo 8

1. Os homens de Efraim disseram a Gedeão: “Por que nos trataste assim, não nos chamando a pelejar contigo contra Madiã?”. E houve entre eles uma violenta discussão.

2. Gedeão respondeu-lhes: “Que fiz eu, ao lado do que vós fizes­tes? Porventura não valem mais os cachos de Efraim que as vindimas de Abiezer?

3. Foi nas vossas mãos que o Senhor entregou os príncipes de Madiã, Oreb e Zeb. Que pude eu, pois, fazer em comparação ao que vós fizestes?”. E, com essas palavras, aquietaram-se.

4. Gedeão chegou ao Jordão e passou-o com seus trezentos homens, continuan­do a perseguir o inimigo, apesar de sua fadiga.

5. Chegando a Sucot, disse aos seus moradores: “Dai, peço-vos, pão aos homens que me acompanham, porque estão muito cansados; estou perseguindo Zebá e Sálmana, reis de Madiã”.

6. Os chefes de Sucot responderam-lhe: “Tens já talvez em teu poder o punho de Zebá e de Sálmana para que possamos dar pão à tua tropa?”.

7. “Pois bem – replicou Ge­deão – quando o Senhor me houver entregue nas mãos Zebá e Sálmana, eu vos rasgarei a pele com espinhos e abrolhos do deserto!”

8. Dali subiu a Fanuel, onde fez o mesmo pedido, mas obteve a mesma resposta que em Sucot.

9. Gedeão disse-lhes: “Quando eu voltar vitorioso, destruirei esta torre”.

10. Zebá e Sálmana estavam então em Carcar com o seu forte exército, cerca de quinze mil homens, que eram o restante de todo o exército dos filhos do oriente, pois haviam já perecido cento e vinte mil combatentes que manejavam a espada.

11. Gedeão subiu pelo caminho dos nômades, ao oriente de Nob e de Jegbaa, e feriu o acam­pamento dos inimigos que se julgavam perfeitamente seguros.

12. Zebá e Sálmana, reis de Madiã, fugiram, mas foram perseguidos e presos por Gedeão, depois de ter derrotado toda a sua guarnição.

13. Gedeão, filho de Joás, voltou da batalha pela subida de Hares.

14. Deteve um jovem entre os habitantes de Sucot e fez-lhe perguntas. Este escreveu-lhe uma lista com setenta e sete nomes dos chefes de Sucot e dos anciãos.

15. Gedeão veio ter com os habitantes de Sucot e disse-lhes: “Eis aqui Zebá e Sálmana a respeito dos quais me insultastes, dizendo: ‘Tens já talvez em teu poder o punho de Zebá e de Sálmana, para que possamos dar pão aos teus homens fatigados?’.”

16. Tomou então os anciãos da cidade e açoitou-os com espinhos e abrolhos do deserto.

17. Destruiu também a torre de Fanuel e matou os habitantes da cidade.

18. E disse a Zebá e a Sálmana: “Co­mo eram aqueles homens que matastes no Tabor?”. “Eram – responderam-lhe – semelhantes a ti; cada um deles parecia um filho de rei.”

19. “Eram meus irmãos, filhos de minha mãe! Juro pelo Senhor, se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria.”

20. E disse a Jeter, seu filho primogênito: “Levanta-te e mata-os!”. Mas o jovem não ousou tirar a espada, porque, sendo ainda muito novo, tinha medo.

21. “Vem tu mesmo – disseram-lhe Zebá e Sálmana – e mata-nos; porque o homem se mede pela sua força.” Gedeão matou Zebá e Sálmana, e tomou os colares que os camelos traziam ao pescoço.

22. Os israelitas disseram a Gedeão: “Sê o nosso rei, tu, teu filho e teu neto, porque tu nos livraste das mãos dos madianitas”.

23. “Não – respondeu ele – não reinarei sobre vós, nem meu filho tam­pouco; é o Senhor quem será o vosso rei”.

24. E ajuntou: “Tenho um pedido a vos fazer: que cada um de vós me dê as argolas de vosso despojo”. Os inimigos, que eram os ismae­litas, usavam argolas de ouro.

25. Eles responderam: “Daremos com prazer!”. E, estendendo no chão um manto, lançaram nele as argolas de sua presa.

26. O peso das argolas de ouro que ele tinha pedido era de mil e setecentos siclos de ouro, sem contar os colares, brincos e ornamentos de púrpura que costumavam usar os reis de Madiã, afora ainda os colares que traziam seus camelos no pescoço.

27. Gedeão fez de tudo isso um efod e o expôs em sua cidade de Efra. Mas todos os israelitas se prostituíram ante esse efod que se tornou, assim, um laço para Gedeão e sua casa.

28. Os madianitas foram humilhados diante dos israelitas e não puderam mais levantar a cabeça, de sorte que a terra pôde gozar um repouso de quarenta anos, no tempo de Gedeão.

29. Jerobaal, filho de Joás, retirou-se e foi habitar em sua casa.

30. Teve setenta filhos, saídos todos dele, porque tinha numerosas mulheres.

31. Sua concu­bina, que estava em Siquém, deu-lhe também um filho, que foi chamado Abime­lec.

32. Morreu Gedeão, filho de Joás, numa ditosa velhice e foi sepultado no túmulo de Joás, seu pai, em Efra de Abiezer.

33. Depois de sua morte, os filhos de Israel prostituíram-se de novo com os baals, e tomaram Baal-Berit por seu deus.*

34. Não se lembraram os israelitas do Senhor, seu Deus, que os livrou das mãos de todos os inimigos que os cercavam,

35. nem testemunharam gratidão alguma pela casa de Jerobaal-Gedeão por todos os benefícios que ele tinha feito a Israel.

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1. Noemi, sua sogra, disse-lhe: “Minha filha, é preciso que eu te assegure uma existência tranquila, para que sejas feliz.

2. Este Booz, nosso parente, cujas servas seguiste, deverá joeirar esta tarde a cevada de sua eira.

3. Lava-te, unge-te, põe tuas melhores vestes e desce à eira, mas não te deixes reconhecer por ele antes que ele tenha acabado de comer.

4. Quando for dormir, observa o lugar em que dorme. Entra, então, levanta a cobertura de seus pés e deita-te! Ele mesmo te dirá o que deves fazer”.

5. “Farei – disse ela – tudo o que me indicas.”

6. Ela desceu à eira e fez tudo o que sua sogra lhe tinha recomendado.

7. Booz comeu e bebeu e o seu coração tornou-se alegre. Depois disso, foi e deitou-se junto de um monte de feixes. Rute aproximou-se de mansinho, levantou o manto de seus pés e deitou-se também.

8. Pelo meio da noite, o homem despertou, de repente, voltou-se e viu uma mulher deitada a seus pés.

9. “Quem és tu?” – perguntou-lhe ele –. “Eu sou Rute, tua serva” – respondeu ela –. “Estende o teu manto sobre a tua serva, porque tens o direito de resgate.”

10. Ele disse: “Deus te abençoe, minha filha. Esta tua última bondade vale mais que a primeira, porque não buscaste jovens, pobres ou ricos.

11. Agora, minha filha, não temas. Tudo o que disseres eu te farei, porque todos em Belém sabem que és uma mulher virtuosa.

12. Tenho, realmente, o direito de resgate, mas há outro mais próximo parente do que eu.

13. Passa aqui esta noite. Amanhã, se ele quiser usar de seu direito de resgate sobre ti, está bem, que o faça. Do contrário, eu o farei; juro pelo Senhor! Dorme, pois até pela manhã”.

14. Ela ficou deitada aos seus pés até de madrugada. Levantou-se quando ainda não se podiam distinguir as pessoas. Booz tinha dito: “Não é bom que se saiba ter esta mulher entrado na eira”.

15. E acrescentou: “Estende o manto que tens sobre ti e segura-o”. Ela estendeu-o e Booz encheu-o com seis medidas de cevada, que lhe pôs às costas. Em seguida, ela voltou à cidade.

16. Rute voltou para junto de sua sogra, que lhe disse: “Como vais, minha filha?”. Rute contou-lhe então tudo o que aquele homem fizera por ela. E acrescentou:

17. “Ele deu-me estas seis medidas de cevada, dizendo-me: ‘Não voltarás com as mãos vazias para a tua sogra’.”

18. “Espera, minha filha – retomou Noemi –, até sabermos como vai terminar tudo isso. Esse homem não descansará enquanto não tiver resolvido esse assunto e o fará hoje mesmo.”

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1. Aleluia. Louvai o nome do Senhor, louvai-o, servos do Senhor,*

2. vós que estais no Templo do Senhor, nos átrios da casa de nosso Deus.

3. Louvai o Senhor, porque ele é bom; cantai à glória de seu nome, porque ele é amável.

4. Pois o Senhor escolheu Jacó para si, ele tomou Israel por sua herança.

5. Em verdade, sei que o Senhor é grande, e nosso Deus é maior que todos os deuses.

6. O Senhor faz tudo o que lhe apraz, no céu e na terra, no mar e nas profundezas das águas.

7. Ele chama as nuvens dos confins da terra, faz chover em meio aos relâmpagos, solta o vento de seus reservatórios.

8. Foi ele que feriu os primogênitos do Egito, tanto dos homens como dos brutos.

9. Realizou em ti, Egito, sinais e prodígios, contra o faraó de todos os seus servos.

10. Abateu numerosas nações, e exterminou reis poderosos:

11. Seon, rei dos amorreus; Og, rei de Basã, assim como todos os reis de Canaã.

12. E deu a terra deles em herança, como patrimônio para Israel, seu povo.

13. Ó Senhor, vosso nome é eterno! Senhor, vossa lembrança passa de geração em geração,

14. pois o Senhor é o guarda de seu povo, e tem piedade de seus servos.

15. Os ídolos dos pagãos não passam de prata e ouro, são obras de mãos humanas.

16. Têm boca e não podem falar; têm olhos e não podem ver;

17. têm ouvidos e não podem ouvir. Não há respiração em sua boca.

18. Assemelhem-se a eles todos os que os fizeram, e todos os que neles confiam.

19. Casa de Israel, bendizei o Senhor; casa de Aarão, bendizei o Senhor;

20. casa de Levi, bendizei o Senhor. Vós todos que o servis, bendizei o Senhor.

21. De Sião seja bendito o Senhor, que habita em Jerusalém.

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"Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador." São Padre Pio de Pietrelcina