Mosaico decorativo

1. convenite congregamini gens non amabilis

1. Vinde todos, Juntai-vos (ó Israelitas), nação despudorada,

2. priusquam pariat jussio quasi pulverem transeuntem diem antequam veniat super vos ira furoris Domini antequam veniat super vos dies furoris Domini

2. antes que o decreto (do Senhor) produza esse dia que passará como (um turbilhão de) pó, antes que venha sobre vós a ira do furor do Senhor, antes que venha sobre vós o dia da indignação do Senhor.

3. quærite Dominum omnes mansueti terræ qui judicium ejus estis operati quærite justum quærite mansuetum si quo modo abscondamini in die furoris Domini

3. Buscai o Senhor todos vós, os humildes nesta terra, vós os que guardais os seus preceitos; buscai a justiça, buscai a mansidão, para ver se podeis achar um abrigo no dia do furor do Senhor.

4. quia Gaza destructa erit et Ascalon in desertum Azotum in meridie eicient et Accaron eradicabitur

4. Com efeito, Gaza será abandonada e Ascalon virá a ser um deserto. Azot será assolada em pleno meio-dia, e Acaron arrancada pela raiz.

5. væ qui habitatis funiculum maris gens perditorum verbum Domini super vos Chanaan terra Philisthinorum et disperdam te ita ut non sit inhabitator

5. Ai de vós, os que habitais a costa do mar, ai do povo dos cretenses! Canaan, terra, dos Filisteus, uma palavra do Senhor está para cair sobre vós: Exterminar-te-ei, sem que fique um só dos teus habitantes. (ver nota)

6. et erit funiculus maris requies pastorum et caulæ pecorum

6. A costa do mar será então lugar de repouso para os pastores e aprisco para as ovelhas.

7. et erit funiculus ejus qui remanserit de domo Juda ibi pascentur in domibus Ascalonis ad vesperam requiescent quia visitabit eos Dominus Deus eorum et avertet captivitatem eorum

7. Esta região será daqueles que tiverem ficado da casa de Judá; eles encontrarão pastagens e descansarão durante a noite nas casas de Ascalon, porque o Senhor seu Deus os visitará e os restaurará.

8. audivi obprobrium Moab et blasphemias filiorum Ammon quæ exprobraverunt populo meo et magnificati sunt super terminos eorum

8. Ouvi as afrontas de Moab e os insultos dos filhos de Amon, que ultrajaram o meu povo e se ensoberbeceram com o seu território.

9. propterea vivo ego dicit Dominus exercituum Deus Israël quia Moab ut Sodoma erit et filii Ammon quasi Gomorra siccitas spinarum et acervi salis et desertum usque in æternum reliquiæ populi mei diripient illos residui gentis meæ possidebunt eos

9. Por isso, juro por vida minha, diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, que Moab virá a ser como Sodoma, e os filhos de Amon como Gomorra: lugar de urtigas, região de sal, um deserto eterno. Os restos do meu povo os saquearão, os que restarem da minha gente serão os seus donos.

10. hoc eis eveniet pro superbia sua quia blasphemaverunt et magnificati sunt super populum Domini exercituum

10. Isto lhes há-de acontecer por castigo da sua soberba, porque insultaram e trataram com arrogância o povo do Senhor dos exércitos.

11. horribilis Dominus super eos et adtenuabit omnes deos terræ et adorabunt eum vir de loco suo omnes insulæ gentium

11. O Senhor se mostrará terrível contra eles, e aniquilará todos os deuses da terra. E adorá-lo-ão, cada um no seu país, todos os habitantes das ilhas das nações. (ver nota)

12. sed et vos Æthiopes interfecti gladio meo eritis

12. Também vós, ó Etíopes, sereis mortos pela minha espada.

13. et extendet manum suam super aquilonem et perdet Assur et ponet speciosam in solitudinem et in invium et quasi desertum

13. Estenderá a sua mão contra o aquilão, destruirá Assur, reduzirá Nínive a uma solidão, árida como um deserto.

14. et accubabunt in medio ejus greges omnes bestiæ gentium et onocrotalus et ericius in liminibus ejus morabuntur vox cantantis in fenestra corvus in superliminari quoniam adtenuabo robur ejus

14. Rebanhos descansarão no meio dela, e bandos de animais de toda a espécie; o pelicano e o ouriço terão por morada os seus capitéis; ouvir-se-á o canto das aves por cima das janelas, o corvo por cima das portas, porque aniquilarei a cidade.

15. hæc est civitas gloriosa habitans in confidentia quæ dicebat in corde suo ego sum et extra me non est alia amplius quomodo facta est in desertum cubile bestiæ omnis qui transit per eam sibilabit et movebit manum suam

15. Esta é aquela cidade alegre, que nada temia, que dizia no seu coração: Eu, e nada mais senão eu! Como se mudou ela num deserto, num covil de feras? Todo o que passar por ela, insultá-la-á com assobios e agitará a mão (em sinal de desprezo).



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