Plano Completo de Leitura
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No dia 314, Lucas 3-5 apresenta o batismo de Jesus, Sua tentação e os primeiros milagres, destacando a autoridade e compaixão do Salvador. Provérbios 25:27-28 nos lembra da importância da autocontrole e da moderação, princípios fundamentais para uma vida sábia e equilibrada.
1. No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias, tetrarca da Abilina,
2. sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.
3. Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados,
4. como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías (40,3ss): Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
5. Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; se tornará direito o que estiver torto, e os caminhos escabrosos serão aplainados.
6. Todo homem verá a salvação de Deus.
7. Dizia, pois, ao povo que vinha para ser batizado por ele: “Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira iminente?
8. Fazei, pois, uma conversão realmente frutuosa e não comeceis a dizer: Temos Abraão por pai. Pois vos digo: Deus tem poder para destas pedras suscitar filhos a Abraão.
9. O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo”.
10. Perguntava-lhe a multidão: “Que devemos fazer?”.
11. Ele respondia: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo”.
12. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: “Mestre, que devemos fazer?”.*
13. Ele lhes respondeu: “Não exijais mais do que vos foi ordenado”.
14. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”.Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”.
15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17. Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível”.
18. É assim que ele anunciava ao povo a Boa-Nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.
19. Mas Herodes, o tetrarca, repreendido por ele por causa de Herodíades, mulher de seu irmão, e por causa de todos os crimes que praticara,
20. acrescentou a todos eles também este: encerrou João no cárcere. (= Mt 3,13-17 = Mc 1,9ss = Jo 1,31-34)
21. Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu
22. e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”. (= Mt 1,1-17)
23. Quando Jesus começou o seu ministério, tinha cerca de trinta anos, e era tido por filho de José, filho de Heli, filho de Matat,
24. filho de Levi, filho de Melqui, filho de Jané, filho de José,
25. filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Hesli, filho de Nagé,
26. filho de Maat, filho de Matatias, filho de Semei, filho de José, filho de Judá,
27. filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri,
28. filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadão, filho de Her,
29. filho de Jesus, filho de Eliezer, filho de Jorim, filho de Matat, filho de Levi,
30. filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonão, filho de Eliacim,
31. filho de Meleia, filho de Mena, filho de Matata, filho de Natã, filho de Davi,
32. filho de Jessé, filho de Obed, filho de Booz, filho de Salmon, filho de Naason,
33. filho de Aminadab, filho de Arão, filho de Esron, filho de Farés, filho de Judá,
34. filho de Jacó, filho de Isaac, filho de Abraão, filho de Taré, filho de Nacor,
35. filho de Sarug, filho de Ragau, filho de Faleg, filho de Eber, filho de Salé,
36. filho de Cainã, filho de Arfaxad, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lamec,
37. filho de Matusalém, filho de Henoc, filho de Jared, filho de Malaleel, filho de Cainã,
38. filho de Henós, filho de Set, filho de Adão, filho de Deus.* (= Mt 4,1-11 = Mc 1,12s)
1. Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto,
2. onde foi tentado pelo demônio durante quarenta dias. Durante esse tempo ele nada comeu e, terminados esses dias, teve fome.
3. Disse-lhe então o demônio: “Se és o Filho de Deus, ordena a esta pedra que se torne pão”.
4. Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra de Deus (Dt 8,3)”.
5. O demônio levou-o em seguida a um alto monte e mostrou-lhe em um só momento todos os reinos da terra,
6. e disse-lhe: “Eu te darei todo este poder e a glória desses reinos, porque me foram dados, e dou-os a quem quero.
7. Portanto, se te prostrares diante de mim, tudo será teu”.
8. Jesus disse-lhe: “Está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e a ele só servirás” (Dt 6,13).
9. O demônio levou-o ainda a Jerusalém, ao ponto mais alto do templo, e disse-lhe: “Se és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
10. porque está escrito: Ordenou aos seus anjos a teu respeito que te guardassem.
11. E que te sustivessem em suas mãos, para não ferires o teu pé nalguma pedra” (Sl 90,11s).
12. Jesus disse: “Foi dito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Dt 6,16).
13. Depois de tê-lo assim tentado de todos os modos, o demônio apartou-se dele até outra ocasião.*
14. Jesus, então, cheio da força do Espírito, voltou para a Galileia. E a sua fama divulgou-se por toda a região.
15. Ele ensinava nas sinagogas e era aclamado por todos. (= Mt 13,53-58 = Mc 6,1-6)
16. Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s):*
18. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a Boa-Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,
19. para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.
20. E, enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21. Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”.
22. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: “Não é este o filho de José?”.
23. Então, lhes disse: “Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-as também aqui na tua pátria”.
24. E acrescentou: “Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.
25. Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra;
26. mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.
27. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”.
28. A essas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga.
29. Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo.
30. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se. (= Mc 1,21-28)
31. Desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava-os aos sábados.
32. Maravilharam-se da sua doutrina, porque ele ensinava com autoridade.
33. Estava na sinagoga um homem que tinha um demônio imundo, e exclamou em alta voz:
34. “Deixa-nos! Que temos nós contigo, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: o Santo de Deus!”.
35. Mas Jesus replicou severamente: “Cala-te e sai deste homem”. O demônio lançou-o por terra no meio de todos e saiu dele, sem lhe fazer mal algum.
36. Todos ficaram cheios de pavor e falavam uns com os outros: “Que significa isso? Manda com poder e autoridade aos espíritos imundos, e eles saem?”.*
37. E corria a sua fama por todos os lugares da circunvizinhança. (= Mt 8,14-22 = Mc 1,29-38)
38. Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela.
39. Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los.
40. Depois do pôr do sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava.
41. De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: “Tu és o Filho de Deus”. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo.
42. Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse.
43. Mas ele disse-lhes: “É necessário que eu anuncie a Boa-Nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão”.
44. E andava pregando nas sinagogas da Galileia.
1. Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a Palavra de Deus.
2. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago –, pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes –,
3. subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo.
4. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”.
5. Simão respondeu-lhe: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas, por causa de tua palavra, lançarei a rede”.
6. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia.
7. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo.
8. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: “Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”.
9. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito.
10. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então, Jesus disse a Simão: “Não temas; doravante serás pescador de homens”.
11. E, atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram. (= Mt 8,1-4 = Mc 1,40-45)
12. Estando ele numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Vendo Jesus, lançou-se com o rosto por terra e lhe suplicou: “Senhor, se queres, podes limpar-me”.
13. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: “Eu quero; sê purificado!”. No mesmo instante desapareceu dele a lepra.
14. Ordenou-lhe Jesus que o não contasse a ninguém, dizendo-lhe, porém: “Vai e mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés prescreveu, para lhes servir de testemunho”.*
15. Entretanto, espalhava-se mais e mais a sua fama e concorriam grandes multidões para o ouvir e ser curadas das suas enfermidades.
16. Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar. (= Mt 9,1-8 = Mc 2,1-12)
17. Um dia estava ele ensinando. Ao seu derredor estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as localidades da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor fazia-o realizar várias curas.
18. Apareceram algumas pessoas trazendo num leito um homem paralítico; e procuravam introduzi-lo na casa e pô-lo diante dele.
19. Mas, não achando por onde o introduzir, por causa da multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o arriaram com o leito ao meio da assembleia, diante de Jesus.
20. Vendo a fé que tinham, disse Jesus: “Meu amigo, os teus pecados te são perdoados”.
21. Então, os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer consigo mesmos: “Quem é este homem que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?”.
22. Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, replicou-lhes: “Que pensais nos vossos corações?
23. Que é mais fácil dizer: Perdoados te são os pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?
24. Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados (disse ele ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa”.
25. No mesmo instante, levantou-se ele à vista deles, tomou o leito e partiu para casa, glorificando a Deus.
26. Todos ficaram transportados de entusiasmo e glorificavam a Deus; e tomados de temor, diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas”.
27. Depois disso, ele saiu e viu sentado ao balcão um coletor de impostos, por nome Levi, e disse-lhe: “Segue-me.”*
28. Deixando ele tudo, levantou-se e o seguiu.
29. Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; vários desses fiscais e outras pessoas estavam sentados à mesa com eles.
30. Os fariseus e os seus escribas puseram-se a criticar e a perguntar aos discípulos: “Por que comeis e bebeis com os publicanos e pessoas de má vida?”.
31. Respondeu-lhes Jesus: “Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos.
32. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores”. (= Mt 9,9-17 = Mc 2,13-22)
33. Eles então lhe disseram: “Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam com frequência e fazem longas orações, mas os teus comem e bebem...”.
34. Jesus respondeu-lhes: “Porventura podeis vós obrigar a jejuar os amigos do esposo, enquanto o esposo está com eles?
35. Virão dias em que o esposo lhes será tirado; então jejuarão”.
36. Propôs-lhes também esta comparação: “Ninguém rasga um pedaço de roupa nova para remendar uma roupa velha, porque assim estragaria uma roupa nova. Além disso, o remendo novo não assentaria bem na roupa velha.
37. Também ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo arrebentará os odres; e entornará o vinho, e os odres se estragarão;
38. mas o vinho novo deve-se pôr em odres novos, e assim ambos se conservam.
39. Demais, ninguém que bebeu do vinho velho quer já do novo, porque diz: “O vinho velho é melhor”* (= Mt 12,1-8 = Mc 2,23-28)
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27. Comer mel em demasia não é bom: usa de moderação nas palavras elogiosas.*
28. Como uma cidade desmantelada, sem muralhas: tal é o homem que não é senhor de si.
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"Que Jesus reine sempre soberano no seu coração." São Padre Pio de Pietrelcina