Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 248, Jeremias 35-36 enfatiza obediência e fidelidade ao Senhor, enquanto Judite 6-7 continua a narrativa de coragem e liderança divina. Provérbios 17:1-4 nos lembra da importância de escolhas corretas, justiça e do cuidado com o próximo em todas as situações da vida.

Capítulo 35

1. Eis a palavra que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, no tempo de Joaquin, filho de Josias, rei de Judá:

2. “Vai procurar a família dos recabitas para falar com eles. Em seguida, tu os conduzirás a uma das salas do templo, onde lhes ofere­cerás vinho para beber”.*

3. Fui, então, à procura de Jezonias, filho de Habsanias, seus irmãos e filhos, e toda a família dos recabitas,

4. e os conduzi ao templo, à sala dos filhos de Joanã, filho de Jegdalias, homem de Deus, perto da sala dos chefes, acima da de Maasias, filho de Selum, guarda do vestíbu­lo.*

5. Coloquei diante deles um vaso cheio de vinho e taças, e lhes disse: “Bebei este vinho!”.

6. Responderam eles, porém: “Não bebemos vinho, pois que Jonadab, filho de Recab, e nosso avô, assim nos prescreveu: Jamais bebereis vinho, vós e vossos filhos.

7. Não construireis casa, não semeareis, não plantareis nem possuireis vinhas, mas habitareis sempre em tendas, a fim de que, por muito tempo, possais viver em uma terra onde permanecereis como estrangeiros.

8. Observamos a ordem de Jonadab, filho de Recab, nosso avô, em todos os pontos: abstemo-nos de vinho em todos os nossos dias, nós, nossas mulheres, nossos filhos e filhas;

9. não construímos casa para habitar nelas, não possuímos vinhas, nem campos de sementeiras,

10. vivendo debaixo de tendas. Assim, em tudo temos obedecido ao que nosso avô Jonadab nos prescreveu.

11. Quando, porém, Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu a terra, uns aos outros dissemos: Vinde e entremos em Jerusalém, a fim de escapar do exército dos caldeus e da Síria. Eis a razão por que nos encontramos em Jerusalém”.

12. Foi, então, dirigida assim a Jeremias a palavra do Senhor:

13. “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Vai e dize ao povo de Judá e aos habitantes de Jerusalém: Não aceitareis a minha admoestação e não obedecereis à minha palavra? – oráculo do Senhor. –

14. São observadas as ordens de Jonadab, filho de Recab, que proibiu a seus filhos beberem vinho. Abstiveram-se de beber, a fim de se conformarem com a ordem de seu pai. E a mim, que não cesso de vos falar, não me escutais.

15. Sem descanso, enviei-vos desde o princípio os profetas, meus servos, para dizer-vos: Desviai-vos do mau caminho e reformai a vossa vida. Não andeis a correr atrás de deuses estranhos para lhes render culto. Ficareis, então, na terra que vos dei, a vós e a vossos pais. Não destes, porém, ouvidos, nem obedecestes.

16. Os filhos de Jonadab, filho de Recab, respeitam as prescrições de seus pais, mas esse povo não me escuta!

17. Eis por que, assim diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel, vou lançar sobre Judá e os habitantes de Jerusalém os flagelos de que os ameacei, porquanto lhes falei e não me escutaram, e quando os chamei não me responderam”.

18. A seguir, disse Jeremias à família dos recabitas: “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Já que obedecestes à ordem do vosso pai Jonadab, e observastes tudo o que vos prescreveu,

19. promete-vos o Senhor dos exércitos, Deus de Israel, que a Jonadab, filho de Recab, não faltarão descendentes que se hão de conservar na minha presença”.*

Capítulo 36

1. No quarto ano de Joaquin, filho de Josias, rei de Judá, foi a palavra do Senhor dirigida a Jeremias, nestes termos:

2. “Toma um rolo de um livro e nele escreverás todos os oráculos que te ditei a propósito de Israel, de Judá e das nações pagãs, desde que te comecei a falar, no tempo de Josias, até o presente.*

3. Quando o povo de Judá compreender todo o mal que lhe pretendo fazer, talvez cada um se afaste de seu perverso caminho, de sorte que eu lhes possa perdoar as iniquidades e os pecados”.

4. Mandou então Jeremias que viesse Baruc, filho de Neerias, o qual, sob ditado do profeta, escreveu em um rolo todos os oráculos que recebera do Senhor.

5. Em seguida, Jeremias deu esta ordem a Baruc: “Estou impossibilitado de dirigir-me ao templo.*

6. Vai até lá em dias de jejum e, tomando o rolo em que escreveste as palavras que te ditei, lerás os oráculos do Senhor perante o povo e a gente de Judá, vinda de suas cidades.

7. Talvez dirijam eles súplicas ao Senhor e se convertam da má vida, porquanto imensa é a indigna­ção e grande o furor com que o Senhor ameaça esse povo”.

8. E Baruc, filho de Neerias, exe­cutou pontualmente a ordem do profeta Jeremias, lendo no templo os oráculos do Senhor inscritos no rolo.

9. No quinto ano do reinado de Joaquin, filho de Josias, rei de Judá, no nono mês, um jejum foi prescrito diante do Senhor, para toda a população de Jerusalém e os habitantes das cidades de Judá que lá se haviam reunido.

10. Então, Baruc leu em seu rolo as palavras de Jeremias, achando-se no templo, na sala do secretário Gamarias, filho de Safã, sala esta situada no vestíbulo superior, à entrada da porta nova do templo. Foi feita essa leitura perante o povo.

11. Miqueias, filho de Gamarias, filho de Safã, ouvindo a leitura de todos esses oráculos do Senhor,

12. desceu ao palácio real, à câmara do secretário, onde se achava reunido um conselho de ministros: o secretário Elisama, Delaías, filho de Semeías, Elnatã, filho de Acobor, Gamarias, filho de Safã, Sedecias, filho de Hananias, assim como todos os ministros.

13. Contou-lhes Miqueias tudo o que ouvira ler Baruc perante o povo.

14. Então, os ministros enviaram Judi, filho de Natanias, filho de Semeías, filho de Cusi, com a missão de dizer a Baruc: “Toma o rolo do qual acabas de ler ao povo, e vem ter conosco”. Munido do rolo, dirigiu-se Baruc, filho de Neerias, para onde o chamavam os ministros.

15. Disseram-lhe então: “Senta-te e lê”. Pôs-se Baruc a ler.

16. Ao ouvirem esses oráculos, entreolharam-se aterrados os ministros. “É preciso” – disseram eles – “que levemos todas estas coisas ao conhecimento do rei.”

17. Em seguida, dirigindo-se a Baruc: “Como” – perguntaram-lhe – “escreveste todos esses oráculos?”.

18. “Ele me ditava” – respondeu Baruc –, “e eu os escrevia com tinta neste rolo.”

19. Então, disseram-lhe os ministros: “Vai e esconde-te, assim como Jeremias, e que ninguém conheça o teu esconderijo”.

20. Em seguida, deixando guardado o rolo na mesa do secretário Elisama, foram procurar o rei em sua casa, a fim de pô-lo a par do assunto.*

21. Mandou este, então, que Judi fosse buscar o rolo; Judi, tendo-o apanhado na sala do secretário Elisama, voltou com ele, a fim de lê-lo em presença do rei, tendo em torno, de pé, os seus ministros.

22. O rei estava assentado em um aposento de inverno – era o nono mês –, com um braseiro aceso em sua frente.

23. À medida que Judi acabava de ler três ou quatro colunas, cortava-as o rei com o canivete do escriba e as atirava às chamas do braseiro, até que todo o rolo foi consumido pelo fogo.

24. Nem o rei nem os ministros presentes à leitura se encheram de temor ou rasgaram suas vestes.

25. Nem mesmo quis o rei escutar os rogos que lhe dirigiram Elnatã, Delaías e Gemarias para que não queimasse o rolo.

26. Ordenou, a seguir, ao príncipe real Jaramiel, a Saraías, filho de Azriel e a Semeías, filho de Abdeel, que prendessem Baruc, o escriba, e o profeta Jeremias. O Senhor, porém, os escondeu.*

27. Depois que o rei queimou o rolo que continha os oráculos escritos por Baruc e que Jeremias lhe ditara, foi a palavra do Senhor dirigida ao profeta nestes termos:

28. “Toma outro rolo, e nele escreverás todos os oráculos contidos no primeiro, que foi queimado por Joaquin, rei de Judá.

29. E dirás ao rei: Eis o que diz o Senhor: Queimaste aquele rolo, dizendo: Por que nele escreveste a ameaça de que o rei da Babilônia viria arruinar esta terra, e exterminar-lhe os homens e os animais?

30. Pois bem, eis o que diz o Senhor a respeito de Joaquin, rei de Judá: Nenhum de seus descendentes ocupará o trono de Davi. Ficará seu cadáver exposto ao calor do dia e ao frio da noite.*

31. Castigarei assim a iniquidade nele, em sua raça e em seus servidores. E sobre eles, sobre os habitantes de Jerusalém e o povo de Judá, farei cair todos os flagelos de que os ameacei, sem que me houvessem escutado”.

32. Tomou Jeremias outro rolo e o entregou a Baruc, filho de Neerias, seu secretário, o qual nele escreveu, sob ditado do profeta, todos os oráculos contidos no rolo atirado ao fogo por Joaquin, rei de Judá. E vários outros oráculos lhes foram acrescentados.

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Capítulo 6

1. A estas palavras, Holofernes encolerizou-se e disse a Aquior:

2. “Já que nos predisseste que a nação de Israel será defendida por seu Deus, vou mostrar-te que não há outro deus senão Nabuco­donosor:

3. quando os tivermos ferido a todos como a um só homem, perecerás tu também com eles pela espada dos assírios e todo o Israel desaparecerá contigo.

4. Assim apren­derás que Nabucodonosor é o senhor de toda a terra. A espada de meus soldados atravessará tuas costas e cairás trans­passado no meio dos feridos de Israel. Não respirarás mais senão para ser exterminado com eles.

5. Se crês na verdade de tua profecia, não desanimes; muda a palidez de tua face, se pensas que minhas palavras não se podem realizar.

6. E para que saibas que terás a mesma sorte que eles, serás desde já associado a esse povo, a fim de sofreres com eles os golpes de minha vingança, quando minha espada infligir-lhes o castigo que merecem”.

7. Então, Holofernes ordenou aos seus homens que prendessem Aquior e o levassem a Betúlia para entregá-lo nas mãos dos israelitas.*

8. Os escravos de Holofernes tomaram-no e se foram através da planície. Ao se aproximarem dos montes, porém, saíram contra eles os atiradores de funda

9. e eles desviaram-se para os lados da montanha, onde ataram Aquior a uma árvore pelas mãos e pés. Abandonaram-no ali amarrado e voltaram para o seu senhor.

10. Ora, os israelitas que desciam de Betúlia encontraram-no e, soltando-o, levaram-no para a cidade. Puseram-no no meio do povo e perguntaram-lhe o motivo por que os assírios o deixaram amarrado.

11. Naquele tempo, Betúlia era governada por Ozias, filho de Micas, da tribo de Simeão e por Carmi, também chamado Gotoniel.

12. E, estando no meio dos anciãos e em presença de todo o povo, Aquior contou tudo o que tinha respondido quando Holofernes o interrogara e como a gente de Holofernes quis matá-lo por ter ele falado assim;

13. e como Holofernes, encolerizado, ordenara que ele fosse por esse motivo entregue aos israelitas, a fim de que, após a vitória sobre eles, ele fizesse perecer também Aquior com diversos suplícios, porque ele dissera que o Deus do céu era o defensor de Israel.

14. Após essa narração de Aquior, todo o povo se prostrou com o rosto por terra em adoração diante do Senhor e todos, unidos de coração, oraram ao Senhor com gemidos e prantos:

15. “Senhor – disseram eles –, Deus do céu e da terra, vede o seu orgulho e olhai para a nossa humilhação. Lançai os vossos olhos sobre os vossos fiéis. Mostrai que não abandonais aqueles que confiam em vós, mas que humilhais os que presumem de si mesmos e se gloriam do seu poder”.

16. Acabada a lamentação e terminada a prece do povo, que durou um dia todo, encorajaram Aquior, dizendo:

17. “O Deus de nossos pais, cujo poder proclamaste, te concederá a recompensa de veres tu a ruína deles.

18. Quando o Senhor, nosso Deus, tiver livrado os seus servos, que ele esteja também contigo no meio de nós, a fim de que vivas, tu e os teus, conosco, como for do teu agrado”.

19. Então, Ozias, despedida a assembleia, recebeu Aquior em sua casa e ofereceu-lhe uma grande ceia.

20. E foram convidados a ela todos os anciãos, (pois já) tinha terminado o jejum e comeram juntos alegremente.

21. Depois foi convocado todo o povo e oraram durante toda a noite no lugar onde estavam reunidos, pedindo socorro ao Deus de Israel.

Capítulo 7

1. No dia seguinte, Holofernes ordenou às suas tropas que tomassem de assalto Betúlia.

2. Havia cento e setenta mil soldados de infantaria e doze mil cavaleiros, além dos homens de armas que tinha aprisionado e dos jovens que tinha levado das províncias e das cidades.

3. Prepararam-se todos para combater contra os israelitas e partiram pela encosta da montanha até o cume que olha para Dotain, desde o lugar chamado Belbaima até Quiamon, que está fronteiro a Esdrelão.

4. Quando os israelitas viram aquela multidão, prostraram-se por terra e co­briram de cinzas as suas cabeças, orando em comum ao Deus de Israel para que fizesse misericórdia ao seu povo.

5. Tomando então as suas armas de guerra, postaram-se nos lugares em que caminhos estreitos conduziam às passagens entre os montes e ali montaram guarda noite e dia.

6. Entretanto, ao fazer uma ronda pelos arredores, Holofernes descobriu ao sul da cidade a fonte que a abastecia por meio de um aqueduto e mandou cortá-lo.

7. Havia, entretanto, não longe dos muros, algumas fontes aonde iam furtivamente os sitiados buscar água, mais para aliviar um pouco a sede que para beber.

8. Então, os amonitas e os moabitas foram dizer a Holofernes: “Os israelitas não confiam nem nas lanças nem nas flechas, mas são defendidos pelas montanhas e sua verdadeira força são as colinas escarpadas.

9. Para que possas vencê-los sem combate, põe guardas às fontes, para não buscarem água ali e os matareis sem golpes de espada. Ou, pelo menos, esgotados pela sede, entregarão a cidade, a qual, por estar situada nas montanhas, julgavam inexpugnável”.

10. Essa sugestão agradou a Holofernes e aos seus oficiais e ele mandou que cada fonte fosse vigiada por um contingente de cem homens.

11. Passados vinte dias de guarda, secaram-se as fontes e os poços de Betúlia e os habitantes que recebiam cotidianamente a sua medida de água não a tiveram mais nem sequer para um dia.

12. Então, reuniram-se todos os homens, mulheres, jovens e crianças ao redor de Ozias e disseram-lhe a uma voz:

13. “Deus seja juiz entre nós e ti, pois, recusando negociar a paz com os assírios, atraíste a desgraça sobre nós; e por isso entregou-nos Deus nas suas mãos.

14. Também por isso não há quem nos socorra, estando nós aos seus olhos esgotados pela sede.

15. Agora, pois, reúne todos os que estão na cidade e entreguemo-nos espontaneamente aos homens de Holofer­nes.

16. É melhor que bendigamos a Deus no cativeiro, vivos, do que morrer vergonhosamente diante de todos os homens, vendo morrer sob os nossos olhos nossas mulheres e nossos filhos.

17. O céu e a terra nos são testemunhas, assim como o Deus de nossos pais que toma vingança de nossos pecados: entrega sem demora a cidade ao exército de Holofer­nes, para que o fio de espada abrevie o nosso fim, retardado pelo ardor da sede!”.

18. Tendo eles assim falado, levantou-se um grande pranto e gritos lanci­nantes na assembleia e a sua voz elevou-se para Deus durante várias horas:

19. “Pecamos – diziam eles –, nós e nossos pais cometemos a injustiça e a iniquidade.

20. Vós, que sois bom, tende piedade de nós, ou então que vossos castigos tomem vingança de nossas iniquidades; mas não entregueis os que vos invocam a um povo que não vos conhece,

21. para que se não diga entre os pagãos: Onde está o seu Deus?”.

22. Fatigados enfim de gritar e de chorar, eles se calaram.

23. Ozias levantou-se então banhado em lágrimas: “Coragem, meus irmãos!” – disse ele. – “Esperemos ainda cinco dias a misericórdia do Senhor.

24. Talvez se aplaque a sua cólera e dê glória ao seu nome.

25. Entretanto, se depois de cinco dias não nos chegar socorro algum, faremos o que propusestes.”

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1. Mais vale um bocado de pão seco, com a paz, do que uma casa cheia de carnes, com a discórdia.

2. Um escravo prudente vale mais que um filho desonroso, e partilhará da herança entre os irmãos.

3. Um crisol para a prata, um forno para o ouro; é o Senhor, porém, quem prova os corações.

4. O mau dá ouvidos aos lábios iníquos; o mentiroso presta atenção à língua perniciosa.

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"Não desperdice suas energias em coisas que geram preocupação. Uma coisa somente é necessária: elevar o espírito e amar a Deus." São Padre Pio de Pietrelcina