Plano Completo de Leitura
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No dia 249, Jeremias 37-38 enfrenta oposição e perseguição, mantendo-se firme na missão de Deus. Judite 8-9 demonstra coragem e fé inabalável diante de perigos, servindo de exemplo de confiança divina. Provérbios 17:5-8 enfatiza justiça, prudência e integridade em nossas ações diárias.
1. O rei Sedecias, filho de Josias, sucedeu a Jeconias, filho de Joaquin, tendo sido proclamado rei da terra de Judá por Nabucodonosor, rei da Babilônia.
2. Nem ele, porém, nem seus súditos e a população da terra escutaram os oráculos que lhes transmitia o Senhor, por intermédio do profeta Jeremias.
3. O rei Sedecias enviou, entretanto, Jucal, filho de Semeías, e o sacerdote Sofonias, filho de Maasias, ao profeta Jeremias, a fim de lhe dizer: “Intercede por nós junto ao Senhor, nosso Deus”.
4. Jeremias, que ainda não havia sido aprisionado, andava entre o povo.
5. Partira então do Egito o exército do faraó. Ao receberem tal notícia, os caldeus, que sitiavam Jerusalém, abandonaram a cidade.
6. Nestes termos foi a palavra do Senhor dirigida ao profeta Jeremias: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel:
7. Assim falarás ao rei de Judá que te envia seus delegados para interrogar-me: O exército do faraó que saiu para vos dar socorro vai regressar ao Egito.
8. Voltarão os caldeus a sitiar a cidade, eles a tomarão de assalto e a entregarão às chamas.
9. Oráculo do Senhor: Não queirais enganar-vos, julgando que os caldeus se irão definitivamente. Eles não irão embora.
10. Ainda que derrotásseis todo o exército dos caldeus que combate contra vós, e que dele só restassem feridos sob as tendas, cada um deles ainda se levantaria para incendiar a cidade”.
11. Quando as tropas dos caldeus se afastaram de Jerusalém, ante a aproximação do exército do faraó,
12. quis Jeremias sair da cidade para dirigir-se à terra de Benjamim, a fim de lá se reabastecer com o resto do povo.
13. Encontrava-se porém um guarda às portas de Benjamim, chamado Jerias, filho de Semeías, filho de Hananias, o qual, ao chegar o profeta, deteve-o, dizendo: “Tu foges para os caldeus”.*
14. “É falso!” – retorquiu o profeta. – “Eu não passo para os caldeus –.” Não quis porém Jerias ouvi-lo; prendeu-o e levou-o à presença dos chefes.
15. E estes, enfurecendo-se contra Jeremias, açoitaram-no e prenderam-no na casa do escriba Jônatas, transformada em prisão.
16. Foi então o profeta atirado em um calabouço, onde permaneceu vários dias.
17. O rei Sedecias, porém, mandou-o buscar, a fim de interrogá-lo secretamente em seu palácio. “Tens, porventura” – perguntou-lhe – “algum oráculo do Senhor?” “Sim” – respondeu-lhe Jeremias –. “Serás entregue nas mãos do rei da Babilônia.”
18. E acrescentou ao rei Sedecias: “Em que te ofendi, a ti, aos teus servos e a teu povo, para que me lançasses na prisão?
19. Onde estão os profetas que vos prediziam não dever mais voltar o rei da Babilônia contra vós e contra a terra?
20. Escuta-me, agora, ó meu rei, e digna-te acolher minha súplica: Não permitas que seja eu reconduzido à casa do escriba Jônatas, para que eu não morra lá”.
21. Ordenou então o rei Sedecias que Jeremias fosse retido no pátio do cárcere e que lhe dessem todos os dias uma torta de pão, da rua dos Padeiros, enquanto na cidade houvesse pão. E assim permaneceu Jeremias no pátio do cárcere.
1. Safatias, filho de Matã, Gedalias, filho de Fassur, Jucal, filho de Semeías, e Fassur, filho de Melquias, ouviram as palavras que Jeremias pronunciara diante de todos.
2. “Oráculo do Senhor” – dizia ele –: “Aquele que ficar na cidade morrerá pela espada, fome e peste, ao passo que o que sair, a fim de se entregar aos caldeus, viverá, e a vida a salvo será seu espólio. E viverá.
3. Oráculo do Senhor: A cidade será entregue ao exército do rei da Babilônia, que a tomará de assalto.”
4. Disseram, então, os chefes ao rei: “Seja esse homem eliminado, pois que desencoraja o que resta de guerreiros na cidade em todo o povo, proferindo semelhantes palavras. Não procura ele a salvação do povo mas a sua perdição”.
5. Respondeu-lhes o rei Sedecias: “Ele está em vossas mãos. O rei nada vos pode recusar”.
6. Tomaram então Jeremias e, por meio de cordas, o fizeram descer na cisterna de Melquias, o príncipe real, a qual se encontrava no pátio do cárcere. Não havia água na cisterna; havia, porém, lodo, onde Jeremias se atolou.
7. Um eunuco etíope do palácio real, chamado Ebed-Melec, soube, porém, que haviam lançado Jeremias na cisterna. Como estivesse o rei nesse momento assentado à porta de Benjamim,
8. saiu ele do palácio para ir encontrá-lo.
9. “Ó rei,meu Senhor” – disse-lhe o eunuco –, “andaram mal esses homens, tratando assim o profeta Jeremias e lançando-o na cisterna. Morrerá de fome, pois que não há mais pão na cidade.”
10. Respondeu-lhe então o rei com esta ordem: “Leva daqui contigo trinta homens e faze com que retirem o profeta Jeremias da cisterna, antes que morra”.
11. Ebed-Melec, tomando então os homens consigo, dirigiu-se ao palácio e ao vestiário da tesouraria e de lá tirou pedaços de estofo e velhos andrajos. E, tomando uma corda, fê-los descer até Jeremias, na cisterna.
12. “Coloca” – disse Ebed-Melec a Jeremias – “estes pedaços de estofo e estes retalhos sob tuas axilas embaixo das cordas.” Assim fez o profeta.
13. Então, erguendo-o por meio das cordas, retiraram-no para fora da cisterna. E Jeremias ficou no pátio do cárcere.*
14. Mandou então o rei Sedecias que lhe trouxessem o profeta Jeremias e o conduzissem à terceira porta do templo, e lhe disse: “Tenho algo a perguntar-te; nada me ocultes”.
15. Disse Jeremias ao rei: “Se eu te responder, não me mandarás matar? Aliás, se te der um conselho, não me ouvirás”.
16. Então, o rei Sedecias fez em segredo a Jeremias este juramento: “Pela vida de Deus que nos deu a vida, não te mandarei matar nem te entregarei aos que odeiam a tua vida!”.
17. E Jeremias disse então a Sedecias: “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Se te entregares aos oficiais do rei da Babilônia, terás a vida salva e a cidade não será queimada. E sobreviverás, assim como tua família.
18. Mas, se te não entregares aos oficiais do rei da Babilônia, cairá a cidade nas mãos dos caldeus, os quais a incendiarão. E tu não lhes escaparás”.
19. “Temo os judeus” – replicou o rei Sedecias – “que já se aliaram aos caldeus, e que me maltratarão se a eles for entregue.”
20. “Tal não acontecerá” – retorquiu Jeremias –. “Escuta, portanto, a voz do Senhor naquilo que te digo: Nada te acontecerá e terás a vida salva.
21. Mas, se recusares entregar-te, eis (a visão) que o Senhor me mostrou:
22. Todas as mulheres que ficarem no palácio do rei de Judá serão entregues aos oficiais do rei da Babilônia. E elas dirão: Foste enganado, e te subjugaram os teus bons amigos. Desapareceram, enquanto teus pés se atolavam na lama.
23. Todas as tuas mulheres e teus filhos serão entregues aos caldeus. E tu não lhes escaparás. Serás feito prisioneiro pelo rei da Babilônia e a cidade será entregue às chamas!”
24. Disse, então, Sedecias a Jeremias: “Que ninguém saiba do que falamos, senão poderás morrer.
25. Se souberem os ministros que tivemos esta entrevista, se te vierem procurar a fim de perguntar-te, sob ameaça de morte, tudo quanto te disse o rei, sem nada ocultar,
26. tu lhes dirás: Fui suplicar ao rei que não fosse reconduzido à casa de Jônatas, onde encontraria a morte”.
27. Com efeito, todos os ministros foram interrogá-lo, tendo-lhes respondido o profeta exatamente como lhe ordenara o rei. Deixaram-no então tranquilo, porquanto nada transpirou da conversa havida.
28. Assim passou Jeremias a habitar o pátio do cárcere, até o dia da tomada de Jerusalém. De fato, lá estava ele quando foi expugnada Jerusalém...
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1. Ora, tudo isso chegou aos ouvidos de Judite, viúva, filha de Merari, filho de Ox, filho de José, filho de Oziel, filho de Elquias, filho de Ananias, filho de Gedeão, filho de Rafain, filho de Aquitob, filho de Elias, filho de Helcias, filho de Eliab, filho de Natanael, filho de Salamiel, filho de Surisadai, filho de Israel.*
2. O marido de Judite chamava-se Manassés e morrera no tempo da colheita da cevada,
3. ferido de insolação quando fiscalizava os ceifadores que ligavam os feixes no campo; ele morrera em Betúlia, sua cidade, e fora enterrado com seus pais.
4. Judite ficara viúva havia três anos e meio.
5. Ela havia feito no andar superior de sua casa um quarto reservado para si, no qual se conservava retirada com suas criadas.
6. Trazia um cilício sobre os rins e jejuava todos os dias, exceto nos sábados, nas luas novas e nas festas do povo israelita.
7. Era extremamente bela e seu marido tinha-lhe deixado ouro, prata, numerosos criados e domínios cheios de rebanhos de bois e de ovelhas.
8. Era muito estimada por todos porque tinha grande temor a Deus. Não havia ninguém que falasse mal a seu respeito.
9. Sabendo, pois, que Ozias tinha prometido entregar a cidade dentro de cinco dias, mandou alguém chamar os anciãos Cabris e Carmis,
10. e estes vieram ter com ela. Quando chegaram, disse-lhes: “Como é possível que Ozias tenha consentido em entregar a cidade aos assírios dentro de cinco dias, se não nos chegar socorro?
11. Quem sois vós para provocar o Senhor?
12. Não é esse o meio de atrair a sua misericórdia, mas antes o de excitar a sua cólera e acender o seu furor.
13. Vós impusestes ao Senhor um prazo para exercer a sua misericórdia e fixastes-lhe um dia ao vosso arbítrio!
14. Mas o Senhor é paciente; façamos, pois, penitência por isso e peçamos-lhe perdão com lágrimas nos olhos,
15. pois Deus não ameaça como os homens e não se deixa arrastar como eles à violência da cólera.
16. Humilhemo-nos diante dele e prestemos-lhe nosso culto com espírito de humildade.
17. Roguemos ao Senhor com lágrimas que nos conceda a sua misericórdia como lhe aprouver, para que, assim como se perturbou o nosso coração com o orgulho de nossos inimigos, do mesmo modo encontremos glória em nossa humilhação.
18. Nós não imitamos os pecados de nossos pais, abandonando Deus para adorar divindades estranhas.
19. Por esse crime foram entregues à espada, à pilhagem e ao desprezo de seus inimigos; nós, porém, não admitimos outro Deus fora dele.
20. Esperamos com humildade a sua consolação e ele vingará o nosso sangue dos males que nos causam nossos inimigos. Ele humilhará toda nação que se levantar contra nós; o Senhor, nosso Deus, as cobrirá de vergonha.
21. Agora, meus irmãos, já que sois os anciãos do povo de Deus e que sua vida depende de vós, reanimai os seus corações com vossas palavras, para que eles se lembrem de que nossos pais foram tentados a fim de que se verificasse se eles serviam verdadeiramente ao seu Deus.
22. Que eles se lembrem de como nosso pai Abraão foi provado e de como passou por múltiplas tribulações para se tornar o amigo de Deus.
23. Que também se lembrem a quantas provas Isaac foi submetido e de tudo o que aconteceu a Jacó, na Mesopotâmia da Síria, quando apascentava os rebanhos de Labão, irmão de sua mãe. Todos aqueles que agradaram a Deus permaneceram fiéis, apesar das muitas tribulações.
24. Aqueles, porém, que não aceitaram essas provações no temor ao Senhor e se impacientaram, murmurando contra ele,
25. foram feridos pelo Exterminador e pereceram pelas serpentes.*
26. Por isso, não nos irritemos por causa do que sofremos.
27. Consideremos que esses tormentos são menos graves que nossos pecados e que esses flagelos com que o Senhor nos castiga, como escravos, foram-nos mandados para a nossa emenda e não para a nossa perdição”.
28. Ozias e os anciãos responderam-lhe: “Tudo o que disseste é verdade; nada há repreensível nas tuas palavras.
29. Roga, pois, a Deus por nós, porque és uma mulher santa e piedosa”.
30. Judite respondeu-lhes: “Se reconheceis que o que eu vos disse vem de Deus,
31. examinai se vem igualmente dele o que eu resolvi fazer e orai para que Deus me ajude a realizar o meu desígnio.
32. Ficai esta noite à porta e eu sairei com minha criada. Orai então para que, como vós o dissestes, o Senhor olhe para o seu povo de Israel dentro de cinco dias.
33. Mas não quero que procureis saber o que eu vou fazer; enquanto eu mesma não voltar para vos avisar, não se faça outra coisa que rogar por mim ao Senhor, nosso Deus”.
34. Ozias, o príncipe de Judá, respondeu-lhe: “Vai em paz e que o Senhor te ajude a tomar a vingança de nossos inimigos”. E retiraram-se.
1. Tendo eles partido, Judite entrou em seu oratório, pôs o seu cilício, cobriu a cabeça com cinzas e, prostrando-se diante do Senhor, orou dizendo:
2. “Senhor, Deus de meu pai Simeão, a quem destes uma espada para se vingar dos estrangeiros que, arrastados pela paixão, violaram uma virgem, descobrindo-lhe vergonhosamente a nudez;*
3. que entregastes suas mulheres à rapina, suas filhas ao cativeiro e todos os seus despojos em partilha aos vossos servos que ardiam de zelo ao vosso serviço, vinde, eu vos peço, ó Senhor, meu Deus, e socorrei esta viúva.
4. Vós dispusestes os acontecimentos do passado, determinastes que uns sucedessem a outros e nada aconteceu sem que vós o quisésseis.
5. Todos os vossos caminhos são previamente escolhidos e os vossos juízos são marcados por vossa providência.
6. Olhai agora para o acampamento dos assírios, como vos dignastes outrora olhar para o dos egípcios, quando corriam armados atrás dos vossos servos, fiando-se nos seus carros, nos seus cavaleiros e na multidão dos seus combatentes.
7. Bastou um vosso olhar sobre o seu acampamento para paralisá-los nas trevas.
8. O abismo reteve os seus pés e as águas submergiram-nos.
9. Senhor, que o mesmo aconteça a estes que confiam no seu número, nos seus carros, nos seus dardos, nos seus escudos, nas suas flechas e que são orgulhosos de suas lanças.
10. Eles ignoram que vós sois o nosso Deus, vós que desde todo o tempo sabeis deter as guerras e que vosso nome é o Senhor.
11. Levantai o vosso braço como nos tempos antigos e quebrai o seu poder com a vossa força; caia diante de vossa cólera o poder daqueles que prometeram a si próprios violar o vosso santuário, profanar o tabernáculo de vosso nome e derrubar com um golpe de espada os cornos de vosso altar.
12. Fazei, Senhor, que o orgulho desse homem seja cortado com sua própria espada;
13. seja ele preso no laço de seus olhos fixos em mim e feri-o com as doces palavras de meus lábios.
14. Dai firmeza ao meu coração para o desprezar e coragem para o abater.
15. Isso será para o vosso nome uma glória digna de memória, tendo-o derrubado a mão de uma mulher.
16. Não é na multidão, Senhor, que está o vosso poder, nem vos comprazeis na força dos cavalos. Os soberbos nunca vos agradaram, mas sempre vos foram aceitas as preces dos mansos e humildes.
17. Deus do céu, criador das águas e senhor de toda a criação, ouvi uma pobre suplicante que só confia em vossa misericórdia.
18. Lembrai-vos, Senhor, de vossa promessa. Inspirai as palavras de minha boca e dai firmeza à resolução de meu coração, para que a vossa casa vos permaneça para sempre consagrada e que todos os povos reconheçam que só vós sois Deus e que não há outro fora de vós”.
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5. Aquele que zomba do pobre insulta seu Criador; quem ri de um infeliz não ficará impune.
6. Os filhos dos filhos são a coroa dos velhos, e a glória dos filhos são os pais.
7. Uma linguagem elevada não convém ao néscio, quanto mais, a um nobre, palavras mentirosas.
8. Um presente parece uma gema preciosa a seu possuidor; para qualquer lado que ele se volte, logra êxito.*
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"Quando o dia seguinte chegar, ele também será chamado de hoje. Tenha sempre muita confiança na Divina Providência." São Padre Pio de Pietrelcina