Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 246, Jeremias 32 reforça a confiança em Deus mesmo em tempos de incerteza, enquanto Judite 1-2 mostra a coragem e sabedoria de Judite para proteger seu povo. Provérbios 16:25-28 nos ensina que escolhas erradas conduzem ao mal, mas que a prudência e a integridade trazem bênçãos e segurança.

1. A palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias, no décimo ano do reinado de Sedecias, rei de Judá. Era, então, o décimo oitavo do reinado de Nabucodonosor.

2. O exército do rei da Babilônia sitiava Jerusalém, e o profeta Jeremias estava detido no cárcere do palácio real.

3. Sedecias, rei de Judá, mandara-o encarcerar lá, dizendo-lhe: “Por profetizares desse modo: Oráculo do Senhor: Vou entregar esta cidade ao rei da Babilônia, que dela se apossará.

4. E Sedecias, rei de Judá, não se livrará das mãos dos caldeus, mas cairá sob o poder do rei da Babilônia, a quem falará de viva voz, olhar ante olhar.

5. E ele será levado para a Babilônia, onde permanecerá até que dele eu me ocupe – oráculo do Senhor. E, se entrardes em luta com os caldeus, não tereis êxito”.

6. “Foi nestes termos que me falou o Senhor” – disse Jeremias –:

7. “Eis que virá Hanameel, filho de teu tio Selum, a fim de te propor a compra de sua terra de Anatot, pois que tens prioridade para comprá-la.”*

8. Hanameel, meu primo, veio, portanto, procurar-me no cárcere, como havia anunciado o Senhor. “Compra” – disse-me então –, “a minha terra de Anatot, na terra de Benjamim, porque cabe a ti, por direito de herança, resgatá-la. Compra-a, portanto.” Compreendi que nisso havia um convite do Senhor.*

9. Assim, comprei a terra de meu primo, fixando-lhe o preço: dezessete siclos de prata.

10. Lavrei, então, uma escritura e, após tê-la selado, chamei testemunhas perante as quais pesei o dinheiro na balança.

11. Tomei, a seguir, a escritura de venda selada em que figuravam as cláusulas e estipulações, assim como a cópia aberta,

12. e entreguei a primeira a Baruc, filho de Neerias, filho de Maasias, em presença de Hanameel, meu primo, das testemunhas signatárias do ato de venda e de todos os judeus que estavam no átrio da prisão.

13. Em seguida, ante eles, dei esta ordem a Baruc:

14. “Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Toma estes documentos, esta escritura de venda selada e aquela cópia aberta, e coloca-as num vasilhame de barro, a fim de que por muito tempo se conservem.

15. Porquanto, eis o que predisse o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Ainda serão compradas casas, campos e vinhas desta terra”.

16. Depois de ter entregue a Baruc, filho de Neerias, o contrato de venda, dirigi ao Senhor a seguinte oração:

17. “Ah! Senhor Javé, fostes vós que fizestes o céu e a terra com a força de vosso braço. Nada vos é impossível.

18. Concedeis vossos favores a milhares, e castigais os filhos por causa dos pecados dos pais. Deus grande e poderoso que tendes o nome de Javé dos exércitos:

19. Sois grande em vossos desígnios, poderoso em vossas realizações e vossos olhos se acham abertos para todos os destinos dos homens, a fim de retribuir a cada um, de acordo com sua conduta e os frutos de seus atos.

20. Vós que, outrora no Egito e até agora, tanto em Israel como no estrangeiro, também realizastes milagres e prodígios, e conquistastes o nome glorioso de que agora gozais;

21. vós que fizestes sair do Egito o vosso povo, com prodígios, milagres e com a ação poderosa de vosso braço, por toda parte semeando o terror;

22. vós que lhe haveis dado esta terra, por juramento prometido a seus pais, terra que mana leite e mel!

23. Entraram nesta terra e dela tomaram posse; não escutaram, porém, a vossa voz, nem observaram vossa Lei, e nada fizeram do que lhes havíeis imposto. Então, sobre eles chamastes todas essas calamidades.

24. As máquinas de guerra dos inimigos aproximam-se da cidade, a fim de assaltá-la. Vai ser entregue a cidade aos caldeus que a assaltam pela espada, pela fome e pela peste. O que predissestes, realiza-se. Vede!

25. Não obstante, vós me dissestes, Senhor Javé, que comprasse o campo a peso de dinheiro, perante testemunha, quando prestes está a cidade a cair nas mãos dos caldeus!”.

26. Foi, então, dirigida nestes termos a Jeremias a palavra do Senhor:

27. “Eu sou, em verdade, o Senhor, o Deus de todas as criaturas. Haverá algo que me seja impossível?

28. Eis por que assim diz o Senhor: Vou entregar esta cidade aos caldeus e ao rei da Babilônia que dela se hão de apoderar.

29. Os assaltantes caldeus penetrarão na cidade, eles lhe porão fogo e incendiarão as casas, sobre cujos tetos foram feitos sacrifícios a Baal e libações a deuses estranhos, o que me desperta a ira.

30. Os israelitas e judeus, desde a juventude, outra coisa não fizeram senão desgostar-me; sim, só praticam os israelitas o que me é odioso – oráculo do Senhor.

31. Desde o dia em que foi construída esta cidade até hoje, não cessou de exasperar-me a cólera e o furor, de sorte que a repilo de minha presença,

32. por causa de todo o mal cometido pelos israelitas e judeus para irritar-me, bem como os seus reis, príncipes e sacerdotes e todos os de Judá e Jerusalém.

33. Voltaram-me as costas, em vez de me olharem. Ainda que, sem cessar, os tenha instruído, recusaram os meus avisos.

34. E no templo colocaram seus ídolos abomináveis, e conspurcaram o lugar em que meu nome é invocado.

35. Ergueram altares a Baal no vale de Ben-Enom, para aí queimarem os filhos e as filhas em honra de Moloc, o que não lhes havia ordenado nem jamais me tinha passado pela mente: cometer tal infâmia e tornar Judá culpado de semelhante crime!

36. Assim diz agora o Senhor, Deus de Israel, a propósito desta cidade, a qual dizes que vai ser entregue ao rei da Babilônia pela espada, pela fome e pela peste:

37. vou reunir os habitantes de todos os países em que os exilaram minha cólera, meu furor e indignação, e os trarei para aqui, a fim de que habitem em segurança.

38. Serão eles o meu povo, e eu o seu Deus.

39. Eu lhes darei um só coração e um mesmo destino, a fim de que sempre me reverenciem, para o seu próprio bem e de seus descendentes.

40. Com eles firmarei pacto eterno, por cujos termos não cessarei mais de lhes proporcionar o bem, e no coração lhes infundirei o temor para que de mim não venham a se afastar.

41. Encontrarei minha alegria em lhes fazer o bem e solidamen­te os colocarei nesta terra, com toda a minha alma e coração.

42. Porquanto diz o Senhor: Assim como lancei sobre este povo tão imensa calamidade, também sobre ele farei recair todo o bem que lhe prometo.

43. Serão comprados campos na terra, da qual dizeis ser um deserto sem homens nem animais, entregue aos caldeus.

44. E serão eles comprados a peso de dinheiro, escrituras serão passadas e seladas perante testemunhas, na terra de Benjamim, nos arredores de Jerusalém, nas cidades de Judá, nas cidades das montanhas, da planície e do Negueb, porque a sorte dos cativos eu a mudarei – oráculo do Senhor”.

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Capítulo 1

1. Arfaxad, rei dos medos, tinha submetido ao seu império um grande número de nações. Ele edificou uma fortaleza de pedras polidas, à qual deu o nome de Ecbá­tana.*

2. Cercou-a de muralhas de setenta côvados de altura e trinta de largura e pôs-lhe torres de cem côvados de altura.

3. Estas eram de forma quadrada e seus lados estendiam-se por um espaço de vinte pés. As portas tinham uma altura proporcional à das torres.

4. Ele gloriava-se do poder invencível do seu exército e da imponência de seus carros.

5. Ora, no décimo segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor, que reinava sobre os assírios em Nínive, a grande cidade, fez guerra a Arfaxad e venceu-o*

6. na grande planície chamada Ragau. Aliaram-se a ele todos os habitantes das regiões vizinhas do Eufrates, do Tigre e do Hidaspes e nas planícies de Arioc, rei dos elimeus.

7. Então, engrandeceu-se o reino de Nabu­co­donosor e seu coração encheu-se de orgulho. Mandou emissários a todos os habitantes da Cilícia, de Damasco, do Líbano,

8. aos povos do Carmelo e de Galaad, aos gali­leus, na grande planície de Esdre­lão,

9. aos habitantes de Samaria e aos povos de além do Jordão até Jerusalém, a toda a terra de Gessen e até aos confins da Etiópia.

10. A todos esses povos enviou Nabucodo­nosor emissários,*

11. mas todos protestaram unanimemente e os despediram de mãos vazias, chegando até a expulsá-los com des­prezo.

12. À vista disso, encheu-se de cólera o rei Nabucodonosor contra todos esses povos e jurou pelo seu trono e pelo seu reino que havia de tomar vingança de todos eles.*

Capítulo 2

1. No décimo oitavo ano do rei Nabucodonosor, no vigésimo segundo dia do primeiro mês, foi tomada no palácio de Nabucodonosor, rei dos assírios, a decisão de que ele se vingaria.

2. Convocou todos os anciãos, todos os seus chefes e guerreiros e teve com eles um conselho secreto, no qual

3. revelou-lhes o seu desígnio de submeter toda a terra ao seu império.

4. Tendo a sua proposta agradado à assembleia, o rei Nabucodonosor ordenou a Holofernes, marechal do seu exército,

5. dizendo: “Vai contra todos os reinos do ocidente, principalmente contra aqueles que desprezaram a minha ordem.

6. Ferirás a todos sem consideração alguma e me sujeitarás todas as fortalezas”.*

7. Holofernes convocou os generais e oficiais do exército assírio e contou os efetivos da expedição, conforme a ordem do rei: havia cento e vinte mil soldados de infantaria e doze mil frecheiros a cavalo.

8. Mandou adiante do seu exército uma multidão de camelos com provisões abundantes para as tropas e inumeráveis rebanhos de bois e de cordeiros.

9. Ordenou que em toda a Síria se preparasse trigo para quando ele passasse.

10. Levou também grande quantidade de ouro e de prata do tesouro real.

11. Pôs-se a caminho com todo o exército, com os carros, os cavaleiros e os frecheiros, que se espalharam pela terra como gafanhotos.

12. Atravessou as fronteiras da Assíria e chegou às grandes montanhas de Ange, que ficam ao norte da Cilícia. Penetrou em todos os seus fortes e apoderou-se de todos os seus bens.

13. Tomou de assalto a célebre cidade de Melitene e saqueou todos os filhos de Társis e os filhos de Ismael, que habitavam defronte do deserto, ao sul da terra de Celon.*

14. Passando o Eufrates pela segunda vez, penetrou na Mesopotâmia e arrasou todas as fortalezas do país, desde a torrente de Caboras até o mar.

15. Em seguida, apossou-se de todas as regiões (que marginam o Eufrates), desde a Cilícia até a terra de Jafé, que se estende para o sul.

16. Levou todos os madianitas, saqueou todas as suas riquezas e passou a fio de espada todos os que lhe opunham resistência.

17. Depois desceu às planícies de Damasco no tempo da colheita, queimou todas as colheitas e cortou todas as árvores e as vinhas.

18. Tornou-se, assim, objeto de terror para todos os habitantes da terra.

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25. Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte.

26. A fome do trabalhador trabalha por ele, porque sua boca o constrange a isso.

27. O perverso cava o mal, há em seus lábios como que fogo devorador.

28. O perverso excita questões, o detrator separa os amigos.

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"No tumulto das paixões terrenas, surge a grande esperança da misericórdia inexorável de Deus." São Padre Pio de Pietrelcina