Plano Completo de Leitura
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
No dia 245, Jeremias 31 celebra a esperança e a promessa de Deus de restaurar Israel, oferecendo palavras de consolo e aliança. Daniel 14 narra a fidelidade e coragem de Daniel diante de provações, demonstrando a proteção divina. Provérbios 16:21-24 reforça a importância da inteligência, do bom discernimento e da fala sábia, guiando-nos em decisões diárias.
1. Naquele tempo – oráculo do Senhor – serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas constituirão o meu povo.
2. Eis o que diz o Senhor: “Foi concedida graça no deserto ao povo que o gládio poupara. Dentro em pouco Israel gozará de repouso”.
3. De longe me aparecia o Senhor: “Amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor.
4. Eu te reconstruirei, e serás restaurada, ó virgem de Israel! Virás, ornada de tamborins, participar de alegres danças.
5. E ainda plantarás vinhas nas colinas de Samaria. E delas colherão frutos os plantadores,
6. pois dia virá em que os veladores gritarão nos montes de Efraim: ‘Erguei-vos! Subamos a Sião, ao Senhor, nosso Deus!’.
7. Porque isto diz o Senhor: Lançai gritos de júbilo por causa de Jacó. Aclamai a primeira das nações. E fazei retumbar vossos louvores, exclamando: ‘O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel’.*
8. Eis que os trago da terra do norte, e os reúno dos confins da terra. O cego e o coxo estarão entre eles, e também a mulher grávida e a que deu à luz. Será imensa a multidão que há de voltar,
9. e que voltará em lágrimas. Eu a conduzirei em meio às suas preces; eu a levarei à beira de águas correntes, por caminhos em que não tropeçarão, porque sou para com Israel qual um pai, e Efraim é o meu primogênito.
10. Nações, escutai a palavra do Senhor; levai a notícia às ilhas longínquas e dizei: ‘Aquele que dispersou Israel o reunirá, e o guardará, qual pastor o seu rebanho’.
11. Porquanto o Senhor resgata Jacó e o liberta das mãos do seu dominador.
12. Regressarão entre gritos de alegria às alturas de Sião, acorrendo aos bens do Senhor: ao trigo, ao mosto e ao óleo, ao gado menor e ao maior. Sua alma se assemelha a jardim bem regado, e sua fraqueza cessará.
13. Então, a jovem executará danças alegres; jovens e velhos partilharão o júbilo comum. Eu lhes transformarei o luto em regozijo, e os consolarei após o sofrimento e os alegrarei.
14. Cumularei os sacerdotes de abundantes vítimas gordas, e meu povo se fartará de meus bens – oráculo do Senhor.
15. Eis o que diz o Senhor: “Ouve-se em Ramá uma voz, lamentos e amargos soluços. É Raquel que chora os filhos, recusando ser consolada, porque já não existem”.*
16. Eis o que diz o Senhor: “Cessa de gemer, enxuga tuas lágrimas! Tuas penas terão a recompensa – oráculo do Senhor. Voltarão teus filhos da terra inimiga.
17. Desponta em teu futuro a esperança – oráculo do Senhor. Teus filhos voltarão à sua terra.
18. Sim, ouço os gemidos de Efraim: ‘Vós me castigastes; fui punido, qual novilho insubmisso. Convertei-me, porém, e que eu volte, já que sois vós o Senhor, meu Deus.
19. Após haver errado, arrependi-me, e ao compreender feri-me a coxa. Sinto-me envergonhado e confundido, porque trago o opróbrio de minha juventude’.*
20. Não é, porém, Efraim, filho querido, eternamente amado por mim? Todas as vezes que falo contra ele, mais viva se torna em mim a sua lembrança. E meu coração se comove ao pensar nele. Terei compaixão dele – oráculo do Senhor”.
21. Ergue sinais, coloca postes indicadores, olha bem o caminho, a senda que percorres. Volta, virgem de Israel, volta para tuas cidades.
22. Até quando andarás vagando, filha rebelde? Eis que o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra: É a esposa que cerca de cuidados o esposo.*
23. Eis o que diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: “Quando eu lhes houver mudado a sorte à terra de Judá e às suas cidades, proferirão de novo este desejo: ‘Que o Senhor te abençoe, mansão de salvação, montanha santa!’.
24. E nesses lugares, em Judá e suas cidades, juntos habitarão operários e pastores,
25. porque saciarei a alma fatigada e à que enlanguesce matarei a fome”.
26. Despertei, então, e senti quão doce me havia sido o sonho.*
27. Dias virão – oráculo do Senhor – em que disseminarei sementeiras pelas casas de Israel e de Judá, das quais nascerão homens e animais.
28. Da mesma forma que por eles velei a fim de prejudicá-los, assim velarei para construir e plantar – oráculo do Senhor.
29. Então, não se dirá mais: “Os pais comeram uvas verdes, e prejudicados ficaram os dentes dos filhos”,*
30. mas cada qual morrerá em razão do próprio pecado e, se alguém comer uvas verdes, serão atingidos os próprios dentes.
31. Dias virão – oráculo do Senhor – em que firmarei nova aliança com as casas de Israel e de Judá.*
32. Será diferente da que concluí com seus pais no dia em que pela mão os tomei para tirá-los do Egito, aliança que violaram embora eu fosse o esposo deles.*
33. Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Eu lhe incutirei a minha Lei; eu a gravarei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo.
34. Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: “Aprende a conhecer o Senhor”, porque todos me conhecerão, grandes e pequenos – oráculo do Senhor –, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados.
35. Eis o que diz o Senhor, que mandou o sol iluminar o dia, ordenou à lua e às estrelas clarearem a noite; que ergue as ondas encapeladas do mar e cujo nome é Javé dos exércitos:
36. “Se algum dia cessassem essas leis perante mim – oráculo do Senhor, somente então cessaria a raça de Israel, de ser uma nação ante meus olhos, para sempre”.
37. Eis o que diz o Senhor: “Se algum dia os fundamentos da terra puderem ser sondados, somente então poderia eu abandonar a raça de Israel”.*
38. Dias virão – oráculo do Senhor – em que a cidade será reconstruída pelo Senhor, desde a Torre de Hananeel até a Porta do Ângulo.
39. Será o cordel estendido para medir até a colina de Gareb, e voltará para Goata.
40. Todo o vale cheio de cadáveres e cinza, e todos os campos até a torrente de Cedron e o ângulo da Porta dos Cavalos, a leste, serão bens consagrados ao Senhor. Jamais serão eles devastados, nem destruídos.
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1. Tendo-se reunido o rei Astíages a seus antepassados, Ciro, o persa, subiu ao trono.
2. Daniel era conviva do rei e o mais honrado de todos os seus íntimos.
3. Ora, os babilônios tinham um ídolo chamado Bel, cuja despesa diária era de doze artabes de farinha, quarenta carneiros e seis medidas de vinho.
4. O rei prestava culto ao ídolo e diariamente ia adorá-lo. Daniel, porém, adorava seu Deus.
5. O rei disse-lhe um dia: “Por que não adoras Bel?”. “Porque” – respondeu Daniel, “não venero ídolo feito pela mão do homem, mas sim o Deus vivo que criou o céu e a terra e que exerce seu poder sobre todo homem.”
6. “Assim sendo” – continuou o rei –, “Bel não te parece ser um deus vivo! Não vês o que ele come e o que ele bebe todos os dias?”
7. Daniel pôs-se a rir: “Desengana-te, ó rei” – disse ele –, “este deus é de barro por dentro e de bronze por fora, e ele nunca comeu coisa alguma”.
8. Irritado, o rei mandou vir seus sacerdotes e lhes disse: “Se não me disserdes quem come essas oferendas, morrereis. Mas se me provardes que é Bel quem as absorve, será Daniel quem morrerá, pois terá blasfemado contra ele”. Daniel respondeu ao rei: “Que se faça segundo tu o dizes!”.
9. Os sacerdotes de Bel eram setenta em número, sem contar suas mulheres e filhos. O rei foi com Daniel ao templo de Bel.
10. Os sacerdotes disseram: “Nós saímos. Manda trazer, ó rei, os alimentos e o vinho misturado; depois fecha a porta e lacra-a com teu sinete.
11. Se amanhã cedo, quando vieres ao templo, verificares que tudo não foi comido por Bel, nós morreremos; do contrário, será Daniel quem nos terá caluniado”.
12. Tinham completa confiança, porque debaixo da mesa haviam feito uma abertura secreta, pela qual penetravam habitualmente para consumir as oferendas.
13. Mas, após a saída deles, quando o rei acabava de depor as oferendas diante de Bel, Daniel ordenou aos criados trazerem cinza, a qual espalhou pelo templo todo na presença do rei. A seguir saíram, fecharam a porta e, depois de tê-la lacrado com o sinete real, retiraram-se.
14. Durante a noite, os sacerdotes introduziram-se como de costume (no templo) com suas mulheres e filhos, comeram e beberam tudo.
15. Ao amanhecer, o rei veio com Daniel.
16. “Os selos” – disse – “estão intatos, Daniel”. “Intatos, ó rei.”
17. Logo que a porta foi aberta, o rei olhou para a mesa e exclamou: “Tu és grande, ó Bel! Tu não nos enganaste”.
18. Mas Daniel pôs-se a rir e impediu o rei de entrar mais adiante. “Olha o chão” – disse-lhe –. “De quem são estes passos?”
19. “Vejo, de fato” – respondeu o rei – “passos de homens, de mulheres e de crianças.” E uma cólera violenta apoderou-se dele.
20. Então, mandou prender os sacerdotes com suas mulheres e filhos, os quais lhe mostraram as entradas secretas por onde se introduziam para vir consumir o que havia na mesa.
21. O rei mandou matá-los e pôs Bel à disposição de Daniel que o destruiu, assim como seu templo.*
22. Lá havia também um grande dragão, que os babilônios veneravam.
23. O rei disse a Daniel: “Pretenderás também dizer que aquele é de bronze? Vive, come, bebe. Tu não podes negar que seja um deus vivo.
24. Adora-o, então”. “Eu adoro” – replicou Daniel – “unicamente o Senhor, meu Deus, porque ele é um Deus vivo.
25. Ó rei, dá-me licença para fazê-lo, e, sem espada nem bastão, matarei o dragão.” “Eu te concedo” – disse o rei.
26. Então, Daniel tomou breu, gordura e pelos, cozinhou tudo junto, e com isso fez umas bolas e meteu-as na boca do dragão, que estourou e morreu. Daniel exclamou: “Eis aí o que adoráveis!”.
27. Quando os babilônios souberam, ficaram sumamente indignados, e amotinaram-se contra o rei aos gritos de: “O rei tornou-se judeu! Destruiu Bel; e agora fez perecer o dragão e matar os sacerdotes”.
28. Vieram à presença do rei e disseram-lhe: “Entrega-nos Daniel; do contrário, nós te mataremos, bem como toda a tua família.
29. Diante da violência com que o ameaçavam, o rei viu-se forçado a entregar-lhes Daniel,
30. que eles jogaram à cova dos leões, onde permaneceu seis dias.
31. Na cova havia sete leões, aos quais davam cotidianamente dois corpos humanos e dois carneiros. Porém, daquela vez, nada lhes foi distribuído, a fim de que devorassem Daniel.
32. Ora, o profeta Habacuc vivia naquele tempo na Judeia. Acabava de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele em uma panela, para levá-lo aos ceifadores no campo.
33. Mas um anjo do Senhor disse-lhe: “Leva esta refeição à Babilônia, a Daniel, que se encontra na cova dos leões”.
34. “Senhor” – disse Habacuc –, “nunca vi Babilônia, e não conheço essa cova.”
35. Então o anjo, segurando-o pelo alto da cabeça, transportou-o pelos cabelos, em um fôlego, até a Babilônia, em cima da cova.
36. “Daniel, Daniel, chamou, toma a refeição que Deus te envia.”
37. E Daniel respondeu: “Ó Deus, vós pensastes em mim! Vós não abandonastes os que vos amam!”.
38. Depois disso, pôs-se a comer, enquanto o anjo do Senhor transportava de volta Habacuc a seu domicílio.
39. Ao sétimo dia, veio o rei chorar Daniel. Ao acercar-se da cova, porém, olhou para dentro e aí avistou Daniel sentado.
40. E bem alto exclamou: “Vós sois grande, Senhor, Deus de Daniel. Não existe outro Deus além de vós!”.
41. Mandou retirá-lo da cova dos leões e lá jogou todos aqueles que haviam tentado eliminá-lo, os quais foram imediatamente devorados, sob seus olhos.
42. Então, disse o rei: “Que todos os habitantes da terra reverenciem o Deus de Daniel, porque é um salvador que opera sinais e prodígios em toda a terra, e salvou Daniel da cova dos leões”.*
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21. Inteligente é o que possui o coração sábio; a doçura da linguagem aumenta o saber.
22. A inteligência é fonte de vida para quem a possui; o castigo dos insensatos é a loucura.
23. O coração do sábio torna sua boca instruída, e acrescenta-lhes aos lábios o saber.
24. As palavras agradáveis são como um favo de mel: doçura para a alma e saúde para os ossos.
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"Reze, reze! Quem muito reza se salva e salva os outros." São Padre Pio de Pietrelcina