Mosaico decorativo

Bíblia em um ano.

No dia 158, Marcos 9-10 apresenta milagres, ensinamentos sobre humildade, perdão e o Reino de Deus. O Salmo 29 exalta a majestade e poder do Senhor sobre a criação, lembrando-nos que Ele é soberano sobre todas as coisas.

Capítulo 9

1. E dizia-lhes: “Em verdade vos digo: dos que aqui se acham, alguns há que não experimentarão a morte, enquanto não virem chegar o Reino de Deus com poder”.* (= Mt 17,1-13 = Lc 9,28-36)

2. Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E

3. transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.

4. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.

5. Pedro tomou a palavra: “Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

6. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados.*

7. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”.

8. E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles.

9. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do Homem houvesse ressurgido dos mortos.

10. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: “Ser ressuscitado dentre os mortos”.

11. Depois lhe perguntaram: “Por que dizem os fariseus e os escribas que primeiro deve voltar Elias?”.*

12. Respondeu-lhes: “Elias deve voltar primeiro e restabelecer tudo em ordem. Como então está escrito acerca do Filho do Homem que deve padecer muito e ser desprezado?*

13. Mas digo-vos que também Elias já voltou e fizeram-lhe sofrer tudo quanto quiseram, como está escrito dele”.* (= Mt 17,14-20 = Lc 9,37-43a)

14. Depois, aproximando-se dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e os escribas a discutir com eles.

15. Todo aquele povo, vendo de surpresa Jesus, acorreu a ele para saudá-lo.

16. Ele lhes perguntou: “Que estais discutindo com eles?”.

17. Res­pondeu um homem dentre a multidão: “Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo.

18. Este, onde quer que o apanhe, lança-o por terra e ele espuma, range os dentes e fica endurecido. Roguei a teus discípulos que o expelissem, mas não o puderam”.

19. Respondeu-lhes Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei de aturar? Trazei-o a mim!”.

20. Eles lho trouxeram. Assim que o menino avistou Jesus, o espírito o agitou fortemente. Caiu por terra e revolvia-se espumando.

21. Jesus perguntou ao pai: “Há quanto tempo lhe acontece isto?” “Desde a infância – respondeu-lhe –.

22. E o tem lançado muitas vezes ao fogo e à água, para o matar. Se tu, porém, podes alguma coisa, ajuda-nos, compadece-te de nós!”

23. Disse-lhe Jesus: “Se podes alguma coisa!... Tudo é possível ao que crê”.*

24. Imediatamente exclamou o pai do menino: “Creio! Vem em socorro à minha falta de fé!”.

25. Vendo Jesus que o povo afluía, intimou o espírito imundo e disse-lhe: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai deste menino e não tornes a entrar nele”.

26. E, gritando e maltratando-o extremamente, saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitos diziam: “Morreu...”.

27. Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o e ele levantou-se.

28. Depois de entrar em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe em particular: “Por que não pudemos nós expeli-lo?”.

29. Ele disse-lhes: “Esta espécie de demônios não se pode expulsar senão pela oração”. (= Mt 17,21s = Lc 9,43b-45)

30. Tendo partido dali, atravessaram a Galileia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse.

31. E ensinava os seus discípulos: “O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; e ressuscitará três dias depois de sua morte”.

32. Mas não entendiam essas palavras; e tinham medo de lho perguntar. (= Mt 18,1-10 = Lc 9,46-50)

33. Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: “De que faláveis pelo caminho?”.

34. Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior.

35. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”.

36. E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes:

37. “Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou”.

38. João disse-lhe: “Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos”.*

39. Jesus, porém, disse-lhe: “Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.

40. Pois quem não é contra nós, é a nosso favor.

41. E quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.

42. Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!

43. Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível

44. [onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga].

45. Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível

46. [onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga].*

47. Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,

48. onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.*

49. Porque todo homem será salgado pelo fogo.*

50. O sal é uma boa coisa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros”. (= Mt 19,1-12)

Capítulo 10

1. Saindo dali, ele foi para a região da Judeia, além do Jordão. As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho e de novo ele pôs-se a ensiná-las, como era seu costume.

2. Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher.

3. Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?”.

4. Eles responderam: “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher”.

5. Continuou Jesus: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa Lei;

6. mas, no princípio da Criação, Deus os fez homem e mulher.

7. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher;*

8. e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.

9. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu”.

10. Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto.

11. E ele disse-lhes: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira.

12. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério”. (= Mt 19,13ss = Lc 18,15ss)

13. Apresentaram-lhe então crian­ças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.

14. Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham.

15. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma crian­ça, nele não entrará”.*

16. Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos. (= Mt 19,16-29 = Lc 18,18-30)

17. Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançar a vida eterna?”.

18. Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom.

19. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe”.

20. Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha mocidade”.

21. Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”.*

22. Ele entristeceu-se com essas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.

23. E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!”.

24. Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!

25. É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus”.*

26. Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?”.

27. Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isso é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível”.

28. Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos”.

29. Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho

30. que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições – e no século vindouro a vida eterna.

31. Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros”. (= Mt 20,17ss = Lc 18,31-34)

32. Estavam a caminho de Jerusalém e Jesus ia adiante deles. Estavam perturbados e o seguiam com medo. E tomando novamente a si os Doze, começou a predizer-lhes as coisas que lhe ha­viam de acontecer:*

33. “Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas; irão condená-lo à morte e será entregue aos gentios.

34. Escarnecerão dele, cuspirão nele, irão açoitá-lo e hão de matá-lo; mas ao terceiro dia ele ressurgirá”. (= Mt 20,20-28 = Lc 22,24-30)

35. Aproximaram-se de Jesus Tiago e João, filhos de Zebedeu, e disseram-lhe: “Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos” –.

36. “Que quereis que vos faça?” –

37. “Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda.”

38. – “Não sabeis o que pedis – retorquiu Jesus –. Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado?”* –

39. “Podemos” – asseguraram eles. Jesus prosseguiu: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado.

40. Mas, quanto a assentardes à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim: o lugar compete àqueles a quem está destinado”.

41. Ouvindo isso, os outros dez começaram a indignar-se contra Tiago e João.

42. Jesus chamou-os e deu-lhes esta lição: “Sabeis que os que são considerados chefes das nações dominam sobre elas e os seus intendentes exercem poder sobre elas.

43. Entre vós, porém, não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo;

44. e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos.

45. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”. (= Mt 20,29-34 = Lc 18,35-43)

46. Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu.

47. Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”.

48. Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”.

49. Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama”.

50. Lançando fora a capa, o cego ergueu-se de um salto e foi ter com ele.

51. Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça?” “Rabôni” –, respondeu-lhe o cego – “que eu veja!”. *

52. Jesus disse-lhe: “Vai, a tua fé te salvou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho. (= Mt 21,1-11 = Lc 19,29-40 = Jo 12,12-19)

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1. Salmo de Davi. Tributai ao Senhor, ó filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e poder!*

2. Rendei-lhe a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

3. Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas! O Deus de grandeza retumbou: o Senhor trovejou sobre as águas imensas!

4. A voz do Senhor faz-se ouvir com poder! A voz do Senhor faz-se ouvir com majestade!

5. Fendem-se os cedros à voz do Senhor, quebra o Senhor os cedros do Líbano.

6. Faz saltar o Líbano como um novilho, e o Sarion como um búfalo novo.*

7. A voz do Senhor despede relâmpagos,

8. a voz do Senhor abala o deserto. O Senhor faz tremer o deserto de Cades.

9. A voz do Senhor retorce os carvalhos, desnuda as florestas. E em seu templo todos bradam: “glória”!.

10. O Senhor preside ao dilúvio, o Senhor domina como rei para sempre.

11. O Senhor há de dar fortaleza ao seu povo! O Senhor abençoará o seu povo, dando-lhe a paz!

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"Nas tentações, combata com coragem! Nas quedas, humilhe-se mas não desanime!" São Padre Pio de Pietrelcina