Plano Completo de Leitura
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No dia 159, Marcos 11-12 destaca a entrada triunfal de Jesus, purificação do templo e confrontos com líderes religiosos. O Salmo 67 convida todas as nações a louvar a Deus e reconhecer Sua justiça e misericórdia, lembrando-nos da missão universal do Evangelho.
1. Jesus e seus discípulos aproximavam-se de Jerusalém e chegaram aos arredores de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras. Desse lugar Jesus enviou dois de seus discípulos,
2. dizendo-lhes: “Ide à aldeia que está defronte de vós e, logo ao entrardes nela, achareis preso um jumentinho, em que não montou ainda homem algum; desprendei-o e trazei-mo.
3. E se alguém vos perguntar: Que fazeis?, dizei: O Senhor precisa dele, mas daqui a pouco o devolverá”.
4. Indo eles, acharam o jumentinho atado fora, diante de uma porta, na curva do caminho. Iam-no desprendendo,
5. quando alguns dos que ali estavam perguntaram: “Ei, que estais fazendo? Por que soltais o jumentinho?”.
6. Responderam como Jesus lhes havia ordenado; e deixaram-no levar.
7. Conduziram a Jesus o jumentinho, cobriram-no com seus mantos, e Jesus montou nele.
8. Muitos estendiam seus mantos no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos, pelo chão.
9. Tanto os que precediam como os que iam atrás clamavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!
10. Bendito o Reino que vai começar, o reino de Davi, nosso pai! Hosana no mais alto dos céus!”.
11. Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Aí lançou os olhos para tudo o que o cercava. Depois, como já fosse tarde, voltou para Betânia com os Doze. (= Mt 21,18s)
12. No outro dia, ao saírem de Betânia, Jesus teve fome.
13. Avistou de longe uma figueira coberta de folhas e foi ver se encontrava nela algum fruto. Aproximou-se da árvore, mas só encontrou folhas pois não era tempo de figos.
14. E disse à figueira: “Jamais alguém coma fruto de ti!”. E os discípulos ouviram essa maldição.* (= Mt 21,12-17 = Lc 19,45s)
15. Chegaram a Jerusalém e Jesus entrou no templo. E começou a expulsar os que no templo vendiam e compravam; derrubou as mesas dos trocadores de moedas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
16. Não consentia que ninguém transportasse algum objeto pelo templo.
17. E ensinava-lhes nestes termos: “Não está porventura escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações (Is 56,7)? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões” (Jr 7,11).
18. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas ouviram-no e procuravam um modo de o matar. Temiam-no, porque todo o povo se admirava da sua doutrina.
19. Quando já era tarde, saíram da cidade. (= Mt 21,20ss)
20. No dia seguinte pela manhã, ao passarem junto da figueira, viram que ela secara até a raiz.
21. Pedro lembrou-se do que se tinha passado na véspera e disse a Jesus: “Olha, Mestre, como secou a figueira que amaldiçoaste!”
22. Respondeu-lhes Jesus: “Tende fé em Deus.
23. Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, obterá esse milagre.
24. Por isso, vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e vos será dado.*
25. E, quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. [
26. Mas se não perdoardes, tampouco vosso Pai que está nos céus vos perdoará os vossos pecados.]”.* (= Mt 21,23-27 = Lc 20,1-8)
27. Jesus e seus discípulos voltaram outra vez a Jerusalém. E andando Jesus pelo templo, acercaram-se dele os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos,
28. e perguntaram-lhe: “Com que direito fazes isto? Quem te deu autoridade para fazer essas coisas?”.
29. Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta; respondei-ma, e vos direi com que direito faço essas coisas.
30. O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”.
31. E discorriam lá consigo: “Se dissermos: Do céu, ele dirá: Por que razão, pois, não crestes nele?
32. Se, ao contrário, dissermos: Dos homens, tememos o povo”. Com efeito, tinham medo do povo, porque todos julgavam ser João deveras um profeta.
33. Responderam a Jesus: “Não o sabemos” –. “E eu tampouco vos direi” – disse Jesus – “com que direito faço essas coisas”. (= Mt 21,33-46 = Lc 20,9-19)
1. E começou a falar-lhes em parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a vinhateiros e ausentou-se daquela terra.
2. A seu tempo, enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles uma parte do produto da vinha.
3. Ora, eles prenderam-no, feriram-no e reenviaram-no de mãos vazias.
4. Enviou-lhes de novo outro servo; também este feriram na cabeça e o cobriram de afrontas.
5. O senhor enviou-lhes ainda um terceiro, mas o mataram. E enviou outros mais, dos quais feriram uns e mataram outros.
6. Restava-lhe ainda seu filho único, a quem muito amava. Enviou-o também por último a ir ter com eles, dizendo: Terão respeito a meu filho!...
7. Os vinhateiros, porém, disseram uns aos outros: Este é o herdeiro! Vinde, matemo-lo e será nossa a herança!
8. Agarrando-o, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
9. Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá e exterminará os vinhateiros e dará a vinha a outro”.
10. “Nunca lestes estas palavras da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular.
11. Isto é obra do Senhor, e ela é admirável aos nossos olhos” (Sl 117,22s)?
12. Procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque tinham entendido que a respeito deles dissera esta parábola. E, deixando-o, retiraram-se.* (= Mt 22,15-22 = Lc 20,20-26)
13. Enviaram-lhe alguns fariseus e herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.
14. Aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É permitido que se pague o imposto a César ou não? Devemos ou não pagá-lo?”.
15. Conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu-lhes Jesus: “Por que me quereis armar um laço? Mostrai-me um denário”.
16. Apresentaram-lho. E ele perguntou-lhes: “De quem é esta imagem e a inscrição?” “De César” – responderam-lhe.
17. Jesus então lhes replicou: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E admiravam-se dele. (= Mt 22,23-33 = Lc 20,27-40)
18. Ora, vieram ter com ele os saduceus, que afirmam não haver ressurreição, e perguntaram-lhe:*
19. “Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se morrer o irmão de alguém, e deixar mulher sem filhos, seu irmão despose a viúva e suscite posteridade a seu irmão.
20. Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência.
21. Então, o segundo desposou a viúva, e morreu sem deixar posteridade. Do mesmo modo o terceiro.
22. E assim tomaram-na os sete, e não deixaram filhos. Por último, morreu também a mulher.
23. Na ressurreição, a quem desses pertencerá a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher”.
24. Jesus respondeu-lhes: “Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus.
25. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus.
26. Mas, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)?
27. Ele não é Deus de mortos, senão de vivos. Portanto, estais muito errados”. (= Mt 22,34-40 = Lc 10,25-28)
28. Achegou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, vendo que lhes respondera bem, indagou dele: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”.
29. Jesus respondeu-lhe: “O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor;
30. amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças.
31. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe”.*
32. Disse-lhe o escriba: “Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é um só e que não há outro além dele.
33. E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios”.
34. Vendo Jesus que ele falara sabiamente, disse-lhe: “Não estás longe do Reino de Deus”. E já ninguém ousava fazer-lhe perguntas. (= Mt 22,41-46 = Lc 20,41-44)
35. Continuava Jesus a ensinar no templo e propôs esta questão: “Como dizem os escribas que Cristo é o filho de Davi?
36. Pois o mesmo Davi diz, inspirado pelo Espírito Santo: Disse o Senhor a meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos sob os teus pés (Sl 109,1).
37. Ora, se o próprio Davi o chama Senhor, como então é ele seu filho?”. E a grande multidão ouvia-o com satisfação.* (= Mt 23,1-7 = Lc 20,45ss)
38. Ele lhes dizia em sua doutrina: “Guardai-vos dos escribas que gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças públicas
39. e de sentar-se nas primeiras cadeiras nas sinagogas e nos primeiros lugares nos banquetes.
40. Eles devoram os bens das viúvas e dão aparência de longas orações. Estes terão um juízo mais rigoroso”. (= Lc 21,1-4)
41. Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias.
42. Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante.*
43. E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: “Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre,
44. porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, de sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento”. (= Mt 24,1-28 = Lc 21,5-24)
Baixe o guia com todas as leituras organizadas por dia e acompanhe seu progresso ao longo do ano.
1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo. Cântico.*
2. Tenha Deus piedade de nós e nos abençoe, faça resplandecer sobre nós a luz da sua face,
3. para que se conheçam na terra os seus caminhos e em todas as nações a sua salvação.*
4. Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem.
5. Alegrem-se e exultem as nações, porquanto com equidade regeis os povos e dirigis as nações sobre a terra.
6. Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem.
7. A terra deu o seu fruto, abençoou-nos o Senhor, nosso Deus.
8. Sim, que Deus nos abençoe, e que o reverenciem até os confins da terra.
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"O trabalho é tão sagrado como a oração". São Padre Pio de Pietrelcina